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segunda-feira, 9 de maio de 2011

O museu dos contos


As botas de um gato.
Uma maça envenenada.
O fuso em que uma princesa espetou o dedo.
Um machado que cortava sozinho.
A panela onde caiu o ratão
doido pra comer feijão.
Uma janela de casinha de doces.
Dois dos três fios do cabelo do diabo.

Aí estão.
Entra. Olha pra eles.
Mas cuidado. Não pode tocar
que eles se transformam em pó,
em bolhas azuis,
num punhado daquela tristeza que os sonhos deixam
quando se acabam.

ANTONIO  ORLANDO  RODRIGUEZ
(Tradução : Luiz Raul Machado

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Plano de Trabalho

Por Antonio Orlando Rodriguez

Segunda-feira,
cortar as unhas
dos duendes;

Terça-feira,
levar o dinossauro
para aula de música;


Quarta-feira,
escrever três histórias alegres
e uma muito triste;

Quinta e Sexta,
deixar em todas as praias,
rios
e lagoas do mundo
garrafas com mensagens assim:
'te amo',
'me dá um presente-surpresa'
'vivam as lagartixas!'

Sábado,
dar um passeio
de tapete mágico
com os(as) meninos(as) do bairro;

E Domingo
dar alpiste
muito alpiste
pros sonhos.


Antonio Orlando Rodriguez,  nasceu em Cuba e é escritor. Publicou numerosas obras para crianças e jovens, entre elas  El rock de la momia, Mi bicicleta es un hada y otros secretos por el estilo, La isla viajera, ¡Qué extraños son los terrícolas! y La maravillosa cámara de Lai-Lai.

Tradução de Luiz Raul Machado