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quarta-feira, 29 de abril de 2015
“A RAZÃO NÃO ADERE AO ERRO TOTAL”
(CARTA ABERTA DE DESAGRAVO FACE AO REPUGNANTE TEXTO DE REINALDO AZEVEDO PUBLICADO NO BLOG DA VEJA, EM 28/04/2015)
“Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia; para que também não te faças semelhante a ele. Responde ao tolo segundo a sua estultícia, para que não seja sábio aos seus próprios olhos.”
Provérbios 26:4-5
O sábio poeta hebreu dá um conselho ambíguo. Devemos ou não responder ao tolo? Há na resposta um risco intrínseco. A arena de debate do tolo situa-se no campo da irracionalidade, da ignorância, da vaidade e, por vezes, do ódio. Posta-se o tolo em sítio distante da razoabilidade, do bom senso, da ponderação. Então, o conselho: não desça a essa arena jamais. Logo, não responda ao tolo segundo a sua estultícia. Mas, em aparente contradição, ensina o sábio: não deixe o tolo sem resposta para que não passe por sábio.
Considerado esse paradoxo, é que externo publicamente meu mais veemente repúdio ao que o Sr. Reinaldo Azevedo escreveu em sua lastimável coluna, no blog da Revista Veja, intitulado “Esta vai para o Senado”.
O senhor Reinaldo Azevedo que, nada lê muito além de orelhas de livros, busca ávido entre escritos jurídicos algum texto que lhe sirva de pretexto para atacar a indicação do professor Luiz Edson Fachin ao Supremo Tribunal Federal.
Este pretenso jornalista valeu-se de um livro de minha autoria, resultado de tese de doutorado defendida no Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, para tentar agredir e infamar a imagem do professor Fachin.
Somente quem não leu o livro, como Reinaldo Azevedo, é que pode fazer a absurda assertiva de que há, na tese, uma defesa da poligamia e, concomitantemente, um ataque à família formada pelo casamento. O autor não subscreve esse disparate e, muito menos, o ilustre professor que prefaciou o livro.
O “blogueiro” da revista Veja promoveu distorção rasteira e fraudulenta de um complexo tema, que remonta às raízes da formação do Brasil e guarda estreita relação com a dominação masculina.
Trata-se de um ataque desleal, covarde, oportunista. O que lastimo profundamente é que uma pessoa como essa, que tem coragem de lançar mão de tão sórdida mentira, seja albergado por uma Revista que se pretende formadora de opinião. Lamento que tantos desavisados leiam estas postagens de textos desqualificados, tomando-os como expressão de verdade.
Ah! Se conhecessem quem é Luiz Edson Fachin e o que a sua obra e atuação jurídica significam para o Direito, no Brasil. É lamentável que sua indicação ao Supremo Tribunal Federal tenha ocorrido neste momento em que a irracionalidade, patrocinada por alguns veículos de comunicação de massa, vem tomando vulto e se verifica um notável esvaziamento do verdadeiro debate político.
Evoco, contudo, as sábias palavras de Dom Hélder Câmara, que sempre me serviram de alento quando vejo avolumar a barbárie, a brutalidade e, às vezes, a bestialidade. Ensinava o sábio Bispo de Olinda: “A razão não adere ao erro total”. Tenho viva esperança de que o Senado Federal não há de deixar-se conduzir pela fúria dos tolos. A luz da razão há de prevalecer.
Marcos Alves da Silva
Professor de Direito Civil
Advogado
Pastor Presbiteriano
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Editora Abril fecha revistas Alfa, Gloss, Bravo! e Lola
Por Lino Bocchini
A editora Abril está fechando na tarde desta quinta-feira 1º de agosto as revistas Gloss, Alfa e Lola. Ontem (quarta) já havia sido anunciado o fim da revista Bravo. Também foram “descontinuados” (eufemismo para fechados) os sites da Contigo e o abril.com. Já são mais de 150 funcionários demitidos nas últimas horas --nas redações citadas e também no portal M de Mulher, nas revistas Info, Recreio, Contigo e Claudia e no site Bebê.com. A expectativa nos corredores do prédio da Marginal Pinheiros é que mais títulos entrem no corte. E acredita-se que a empresa deve se posicionar oficialmente ainda hoje.
As demissões atingiram também as revistas Quatro Rodas, Viagem & Turismo, Placar e Men´s Health. E a redação da Veja, onde 15 foram demitidos. Até agora o blog confirmou o nome de André Petry, correspondente em Nova York. Entre os demais nomes da Veja, muitos que não são da arte (pesquisadores de imagem, arte etc).
Na Quatro Rodas, Viagem e Men´s Health, revistas que não fecharam, foram cortados os diretores de redação (maior cargo de cada publicação). A função fica a cargo dos diretores de núcleo, que funcionarão diretores de redação de várias publicações ao mesmo tempo.
LEIA A ÍNTEGRA DO COMUNICADO OFICIAL DIVULGADO PARA OS FUNCIONÁRIOS
A editora Abril está fechando na tarde desta quinta-feira 1º de agosto as revistas Gloss, Alfa e Lola. Ontem (quarta) já havia sido anunciado o fim da revista Bravo. Também foram “descontinuados” (eufemismo para fechados) os sites da Contigo e o abril.com. Já são mais de 150 funcionários demitidos nas últimas horas --nas redações citadas e também no portal M de Mulher, nas revistas Info, Recreio, Contigo e Claudia e no site Bebê.com. A expectativa nos corredores do prédio da Marginal Pinheiros é que mais títulos entrem no corte. E acredita-se que a empresa deve se posicionar oficialmente ainda hoje.
As demissões atingiram também as revistas Quatro Rodas, Viagem & Turismo, Placar e Men´s Health. E a redação da Veja, onde 15 foram demitidos. Até agora o blog confirmou o nome de André Petry, correspondente em Nova York. Entre os demais nomes da Veja, muitos que não são da arte (pesquisadores de imagem, arte etc).
Na Quatro Rodas, Viagem e Men´s Health, revistas que não fecharam, foram cortados os diretores de redação (maior cargo de cada publicação). A função fica a cargo dos diretores de núcleo, que funcionarão diretores de redação de várias publicações ao mesmo tempo.
LEIA A ÍNTEGRA DO COMUNICADO OFICIAL DIVULGADO PARA OS FUNCIONÁRIOS
Bolex 788 - Abril S.A. comunica mudanças que focam no crescimento das Unidades de Negócios e convergem investimentos e esforços às marcas líderes
Em linha com o processo de reorganização que vem sendo empreendido nos últimos meses, o presidente da Abril S.A., Fábio Colletti Barbosa, anuncia mudanças nas estruturas editorial e comercial das Unidades de Negócios Abril Segmentadas, Veja, Exame e Negócios Digitais. Entre as principais mudanças na frente comercial está a descentralização da Diretoria de Publicidade Centralizada, que passará a ser distribuída em cada uma das UN´s.
As mudanças são importantes para focar investimentos e esforços nas marcas líderes nos vários segmentos em que atuamos, garantindo assim o crescimento e a relevância das publicações.
“A Abril encara esta fase como parte da evolução natural dos negócios e segue com a missão de difundir a informação, com excelência editorial, pioneirismo e integridade”, afirma Fábio Barbosa.
UN Abril Segmentadas
A Unidade de Negócios Abril Segmentadas, sob o comando da diretora-superintendente Helena Bagnoli, anuncia uma revisão do seu portfólio. Serão descontinuados os seguintes títulos em todas as suas plataformas: Alfa, Bravo!, Gloss e Lola, assim como o portal Club Alfa.
Leitores e anunciantes continuarão tendo, a seu dispor, um portfólio extenso e segmentado (quase 50 títulos), capaz de atender a todos os públicos plenamente. Além disso, os compromissos publicitários e de assinaturas serão honrados, por meio de pacotes de reposição.
Essa revisão possibilita uma reorganização das áreas editorial e comercial da UN, compreendendo o reagrupamento de títulos e a movimentação de pessoas. Assim, os seguintes títulos serão agrupados por segmento e terão um único diretor de Redação:
Elle, Estilo de Vida e Manequim passam a ser comandadas por Dulce Pickersgill.
A família de revistas formada por Men’s Health, Women’s Health, Runner´s World e Placar será dirigida por Sérgio Xavier.
Mônica Kato segue à frente das Femininas Populares e assume também o comando de Máxima.
Bons Fluidos passa a reportar-se a Denis Russo Burgierman, diretor de Redação de Superinteressante e Vida Simples.
Além desses reagrupamentos de títulos, a UN comunica ainda os seguintes movimentos na área editorial:
Sérgio Gwercman, que estava à frente de Alfa, assume a Direção de Redação de Quatro Rodas.
Viagem &Turismo terá como diretora de Redação Angélica Santa Cruz, que respondia pelo comando de Lola.
Armando Antenore, até então redator-chefe de Bravo!, passa a ser repórter especial da UN Abril Segmentadas.
Tatiana Schibuola, ex-diretora de Gloss, assume a Direção de Redação de Capricho.
Giuliana Tatini, até então diretora de Redação de Capricho, passa a comandar o portal MdeMulher.
Caco de Paula, diretor do Núcleo de Sustentabilidade, bem como toda a estrutura do Planeta Sustentável, passam a reportar-se diretamente à presidência da Abril S.A. A revista National Geographic permanece na UN Abril Segmentadas.
Já as áreas de Publicidade e Marketing sofrem as seguintes alterações:
Rogério Gabriel Comprido volta à empresa e assume a Diretoria de Publicidade desta UN. Ele terá em sua equipe os diretores Willian Hagopian e Roberto Severo.
Ficam responsáveis pelas áreas de Marketing e Eventos Wagner Gorab e Louise Faleiros. O Projeto Copa terá no seu comando Tiago Afonso, que se reportará a Dimas Mietto.
Na frente digital da UN Abril Segmentadas, é criada a:
Diretoria de Estratégia Digital, que será comandada por Guilherme Werneck (antes responsável por Desenvolvimento de Novos Negócios da MTV).
UN Veja
Thais Chede Soares, diretora-superintendente Comercial e Administrativa da Unidade Veja, comunica as seguintes mudanças na estrutura de Publicidade e Marketing desta UN:
Sérgio Amaral assume a Diretoria de Publicidade, tendo como reportes diretos os executivos Márcia Sóter, Robson Monte, André Almeida e Alex Foronda; e os gerentes Alexandra Mendonça, Samara Sampaio e Andrea Veiga (Rio de Janeiro).
Renato Cagno fica responsável por projetos publicitários e negócios digitais da UN Veja.
Claudia Furini assume o Marketing da Unidade, atuando no acompanhamento do mercado publicitário e na comunicação da UN Veja.
Andrea Abelleira permanece responsável pela área de Circulação (Avulsa e Assinaturas) e Eventos.
Jacques Ricardo comandará a Diretoria de Publicidade-Regionais, que passa a incorporar também as funções de Classificados, Publicidade Internacional e Estúdio. Sua estrutura atenderá a todas as UN´s.
UN Exame
Claudia Vassallo, diretora-superintendente desta Unidade, também anuncia a nova configuração de sua estrutura de Publicidade:
Marcos Gomez assume a Diretoria de Publicidade da UN, tendo como reportes diretos Ana Paula Teixeira e Eliani Prado, em São Paulo, e Leda Costa, no Rio de Janeiro.
UN Negócios Digitais
Manoel Lemos, diretor-superintendente desta UN, informa que René Agostinho, ex-diretor da Abril Coleções, assume o comando da Operação do Alphabase.
Agradecimentos, desafios e oportunidades
Com as mudanças informadas acima, deixam a Abril os seguintes executivos: Airton Seligman (diretor de Redação de Men’s Health); Claudia Garcia (diretora de Redação de Manequim); Demetrius Paparounis (diretor do Núcleo Femininas Populares); Gabriela Aguerre (diretora de Redação de Viagem & Turismo); Lucia Barros (diretora de Redação de Máxima); Maria Rita Alonso (diretora de Redação de Estilo); Sandra Sampaio (que ocupava uma das diretorias de Publicidade Dedicada da UN Abril Segmentadas); Sandra Soares (diretora de Redação do Portal MdeMulher) e Sérgio Berezovsky (diretor de Redação de Quatro Rodas).
Fábio Barbosa agradece a dedicação e a contribuição de todos os profissionais que agora estão deixando a empresa, desejando-lhes sucesso nos novos rumos de suas carreiras.
Ele também acrescenta e reforça sua crença no potencial da nova estrutura: “Acredito muito na força do time que temos e na capacidade das pessoas que agora assumem novas posições”, diz ele. “Temos talentos para enfrentar os muitos desafios que as transformações do setor representam neste momento. No fundo, estamos diante de oportunidades fascinantes e temos toda a capacidade para aproveitá-las”, conclui o presidente.
http://diumtudo-marvioli.blogspot.com.br/2013/08/editora-abril-fecha-revistas-alfa-gloss.html
Em linha com o processo de reorganização que vem sendo empreendido nos últimos meses, o presidente da Abril S.A., Fábio Colletti Barbosa, anuncia mudanças nas estruturas editorial e comercial das Unidades de Negócios Abril Segmentadas, Veja, Exame e Negócios Digitais. Entre as principais mudanças na frente comercial está a descentralização da Diretoria de Publicidade Centralizada, que passará a ser distribuída em cada uma das UN´s.
As mudanças são importantes para focar investimentos e esforços nas marcas líderes nos vários segmentos em que atuamos, garantindo assim o crescimento e a relevância das publicações.
“A Abril encara esta fase como parte da evolução natural dos negócios e segue com a missão de difundir a informação, com excelência editorial, pioneirismo e integridade”, afirma Fábio Barbosa.
UN Abril Segmentadas
A Unidade de Negócios Abril Segmentadas, sob o comando da diretora-superintendente Helena Bagnoli, anuncia uma revisão do seu portfólio. Serão descontinuados os seguintes títulos em todas as suas plataformas: Alfa, Bravo!, Gloss e Lola, assim como o portal Club Alfa.
Leitores e anunciantes continuarão tendo, a seu dispor, um portfólio extenso e segmentado (quase 50 títulos), capaz de atender a todos os públicos plenamente. Além disso, os compromissos publicitários e de assinaturas serão honrados, por meio de pacotes de reposição.
Essa revisão possibilita uma reorganização das áreas editorial e comercial da UN, compreendendo o reagrupamento de títulos e a movimentação de pessoas. Assim, os seguintes títulos serão agrupados por segmento e terão um único diretor de Redação:
Elle, Estilo de Vida e Manequim passam a ser comandadas por Dulce Pickersgill.
A família de revistas formada por Men’s Health, Women’s Health, Runner´s World e Placar será dirigida por Sérgio Xavier.
Mônica Kato segue à frente das Femininas Populares e assume também o comando de Máxima.
Bons Fluidos passa a reportar-se a Denis Russo Burgierman, diretor de Redação de Superinteressante e Vida Simples.
Além desses reagrupamentos de títulos, a UN comunica ainda os seguintes movimentos na área editorial:
Sérgio Gwercman, que estava à frente de Alfa, assume a Direção de Redação de Quatro Rodas.
Viagem &Turismo terá como diretora de Redação Angélica Santa Cruz, que respondia pelo comando de Lola.
Armando Antenore, até então redator-chefe de Bravo!, passa a ser repórter especial da UN Abril Segmentadas.
Tatiana Schibuola, ex-diretora de Gloss, assume a Direção de Redação de Capricho.
Giuliana Tatini, até então diretora de Redação de Capricho, passa a comandar o portal MdeMulher.
Caco de Paula, diretor do Núcleo de Sustentabilidade, bem como toda a estrutura do Planeta Sustentável, passam a reportar-se diretamente à presidência da Abril S.A. A revista National Geographic permanece na UN Abril Segmentadas.
Já as áreas de Publicidade e Marketing sofrem as seguintes alterações:
Rogério Gabriel Comprido volta à empresa e assume a Diretoria de Publicidade desta UN. Ele terá em sua equipe os diretores Willian Hagopian e Roberto Severo.
Ficam responsáveis pelas áreas de Marketing e Eventos Wagner Gorab e Louise Faleiros. O Projeto Copa terá no seu comando Tiago Afonso, que se reportará a Dimas Mietto.
Na frente digital da UN Abril Segmentadas, é criada a:
Diretoria de Estratégia Digital, que será comandada por Guilherme Werneck (antes responsável por Desenvolvimento de Novos Negócios da MTV).
UN Veja
Thais Chede Soares, diretora-superintendente Comercial e Administrativa da Unidade Veja, comunica as seguintes mudanças na estrutura de Publicidade e Marketing desta UN:
Sérgio Amaral assume a Diretoria de Publicidade, tendo como reportes diretos os executivos Márcia Sóter, Robson Monte, André Almeida e Alex Foronda; e os gerentes Alexandra Mendonça, Samara Sampaio e Andrea Veiga (Rio de Janeiro).
Renato Cagno fica responsável por projetos publicitários e negócios digitais da UN Veja.
Claudia Furini assume o Marketing da Unidade, atuando no acompanhamento do mercado publicitário e na comunicação da UN Veja.
Andrea Abelleira permanece responsável pela área de Circulação (Avulsa e Assinaturas) e Eventos.
Jacques Ricardo comandará a Diretoria de Publicidade-Regionais, que passa a incorporar também as funções de Classificados, Publicidade Internacional e Estúdio. Sua estrutura atenderá a todas as UN´s.
UN Exame
Claudia Vassallo, diretora-superintendente desta Unidade, também anuncia a nova configuração de sua estrutura de Publicidade:
Marcos Gomez assume a Diretoria de Publicidade da UN, tendo como reportes diretos Ana Paula Teixeira e Eliani Prado, em São Paulo, e Leda Costa, no Rio de Janeiro.
UN Negócios Digitais
Manoel Lemos, diretor-superintendente desta UN, informa que René Agostinho, ex-diretor da Abril Coleções, assume o comando da Operação do Alphabase.
Agradecimentos, desafios e oportunidades
Com as mudanças informadas acima, deixam a Abril os seguintes executivos: Airton Seligman (diretor de Redação de Men’s Health); Claudia Garcia (diretora de Redação de Manequim); Demetrius Paparounis (diretor do Núcleo Femininas Populares); Gabriela Aguerre (diretora de Redação de Viagem & Turismo); Lucia Barros (diretora de Redação de Máxima); Maria Rita Alonso (diretora de Redação de Estilo); Sandra Sampaio (que ocupava uma das diretorias de Publicidade Dedicada da UN Abril Segmentadas); Sandra Soares (diretora de Redação do Portal MdeMulher) e Sérgio Berezovsky (diretor de Redação de Quatro Rodas).
Fábio Barbosa agradece a dedicação e a contribuição de todos os profissionais que agora estão deixando a empresa, desejando-lhes sucesso nos novos rumos de suas carreiras.
Ele também acrescenta e reforça sua crença no potencial da nova estrutura: “Acredito muito na força do time que temos e na capacidade das pessoas que agora assumem novas posições”, diz ele. “Temos talentos para enfrentar os muitos desafios que as transformações do setor representam neste momento. No fundo, estamos diante de oportunidades fascinantes e temos toda a capacidade para aproveitá-las”, conclui o presidente.
http://diumtudo-marvioli.blogspot.com.br/2013/08/editora-abril-fecha-revistas-alfa-gloss.html
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Siga no Twitter O mano que a Veja nomeou muso das redes sociais
Por Janah

Apresentado como “a voz que emergiu das ruas”, Maycon é apresentado como líder de uma comunidade no Facebook , a União Contra a Corrupção, onde se publica ou republica coisas como essa imagem aí do lado, dizendo que os médicos cubanos (cadê?) são guerrilheiros disfarçados e que um golpe comunista está em marcha. É mentira, a página é mantida por Marcello Cristiano Reis, um advogado paulista.
O Blog ContextoLivre publica e a gente foi conferir. E achou muito mais.
Maycon Freitas, o entrevistado das Páginas Amarelas da Veja desta semana, como “representante” dos manifestantes da onda de protestos que tomou as ruas, presta serviços como dublê a Rede Globo de Televisão.
A Veja, é claro, nem se importou que Maycon tenha quase o dobro da idade da maioria dos manifestantes, mas o transformou num grande ativista cibernético.
Apresentado como “a voz que emergiu das ruas”, Maycon é apresentado como líder de uma comunidade no Facebook , a União Contra a Corrupção, onde se publica ou republica coisas como essa imagem aí do lado, dizendo que os médicos cubanos (cadê?) são guerrilheiros disfarçados e que um golpe comunista está em marcha. É mentira, a página é mantida por Marcello Cristiano Reis, um advogado paulista.
Se tivesse ido olhar o perfil de Maycon no Facebook veria que, antes de virar “celebridade”, suas últimas postagens foram em janeiro, com pérolas do tipo:
“Mulher que diz que homem é tudo igual. É porque nunca soube fazer a diferença na vida de um.”, ou
“No carnaval as mina pira , em novembro as mina ”pari”. “No carnaval os mano come, em novembro os mano some.”
Antes, em 2002, a vida estava boa para Maycon, como você pode ver nas fotos do líder de massas em Cancún, no México, num turismo “padrão FIFA” de deixar a gente com inveja. Como está sofrendo o revoltado Maycon!
Ah, essa internet…
Ah, essa Veja…
PS. Até de um mistificador como o Maycon a gente respeita a privacidade. Todas as fotos são públicas no seu Facebook, não necessitam de compartilhamento.
sábado, 29 de dezembro de 2012
Vontade também consola
Por Marcus Vinicius (original no Twitter)
Chega o fim do ano e lá vem a série de pedidos e promessas. Aqui estão as minhas vontades e pedidos pra 2013.
Chega o fim do ano e lá vem a série de pedidos e promessas. Aqui estão as minhas vontades e pedidos pra 2013.
- Que as Universidades deixem os observatórios e partam pra ação. Menos observação e mais ação.
- Que o povo que eu conheço e que ainda lê VEJA, NÃO LEIA MAIS E CANCELEM SUAS ASSINATURAS.
- que amigos(as), não utilizem mais a expressão "esgarçamento do tecido social".
- Que os movimentos sociais tirem muitos planos de ação em seus encontros e menos epístolas ou cartas políticas.
- Que as universidade deixem os laboratórios e partam pra ações. Chega de: integro o laboratório de estudo da..
- que a esquerda esqueça de vez o discurso moralista udenista tão comum em 2012.
- que as pessoas vejam cada vez menos o Jornal Nacional.
- que se escute cada vez mais Maria Rita, Tulipa Ruiz, Céu, Nina Becker, Iara Rennó, Laura Lavieri,
- que a esquerda use cada vez menos os termos "republicano", "caráter republicano".
- que se escute Juliana Kehl, Anelis Assumpção, Ava Rocha, Karina Burh, Ana Cañas, Tiê, Julia Bosco.
- que em 2013 tenhamos cada vez mais Papa de maisena, posto que não fala, nem declara.
- que o Leão do Pici, em 2013, faça uma campanha razoável na 3ªrona, mas que se classifique para a 2ªna.
e por fim,
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Oscar Niemeyer, a Veja online e o Escaravelho
![]() |
| Oscar Niemeyer |
Com a morte de Oscar Niemeyer aos 104 anos de idade ouviram-se vozes do mundo inteiro cheias de admiração, respeito e reverência face a sua obra genial, absolutamente inovadora e inspiradora de novas formas de leveza, simplicidade e elegância na arquitetura. Oscar Niemeyer foi e é uma pessoa que o Brasil e a humanidade podem se orgulhar.
E o fazemos por duas razões principais: a primeira, porque Oscar humildemente nunca considerou a arquitetura a coisa principal da vida; ela pertence ao campo da fantasia, da invenção e do lúdico. Para ele era um jogo das formas, jogado com a seriedade com que as crianças jogam.
A segunda, para Oscar, o principal era a vida. Ela é apenas um sopro, passageira e contraditória. Feliz para alguns mas para as grandes maiorias cruel e sem piedade. Por isso, a vida impõe uma tarefa que ele assumiu com coragem e com sérios riscos pessoais: a da transformação. E para transformar a vida e torná-la menos perversa, dizia, devemos nos dar as mãos, sermos solidários uns para com os outros, criarmos laços de afeto e de amorosidade entre todos. Numa palavra, nós humanos devemos aprender a nos tratar humanamente, sem considerar as classes, a cor da pele e o nível de sua instrução.
Isso foi que alimentou de sentido e de esperança a vida desse gênio brasileiro. Por aí se entende que escolheu o comunismo como a forma e o caminho para dar corpo a este sonho, pois, o comunismo, em seu ideário generoso, sempre se propôs a transformação social a partir das vítimas e dos mais invisíveis. Oscar Niemeyer foi um fiel militante comunista.
Mas seu comunismo era singular: no meu modo de ver, próximo dos cristãos originários pois era um comunismo ético, humanitário, solidário, doce, jocoso, alegre e leve. Foi fiel a esse sonho a vida inteira, para além de todos os avatares passados pelas várias formas de socialismo e de marxismo.
Na medida em que pudemos observar, a grande maioria da opinião pública mundial, foi unânime na celebração de sua arte e do significado humanista de sua vida. Curiosamente a revista VEJA de domingo, dedica-lhe 10 belas páginas. Outra coisa, porém, é a revista VEJA online de 7 de dezembro com um artigo do blog do jornalista Reinado Azevedo que a revista abriga.
Ele foi a voz destoante e de reles mau gosto. Até agora a VEJA não se distanciou daquele conteúdo, totalmente, contraditório àquele da edição impressa de domingo. Entende-se porque a ideologia de um é a ideologia do outro. Pouco importa que o jornalista Azevedo, de forma confusa, face às críticas vindas de todos os lados, procure se explicar. Ora se identifica com a revista, ora se distancia, mas finalmente seu blog é por ela publicado.
Notoriamente, VEJA se compraz em desfazer as figuras que melhor mostram nossa cultura e que mais penetraram na alma do povo brasileiro. Essa revista parece se envergonhar do Brasil, porque gostaria que ele fosse aquilo que não é e não quer ser: um xerox distorcido da cultura norte-americana. Ela dá a impressão de não amar os brasileiros, ao contrário expõe ao ridículo o que eles são e o que criam. Já o titulo da matéria referente a Oscar Niemeyer da autoria de Azevedo, revela seu caráter viciado e malevolente: ”Para instruir a canalha ignorante. O gênio e o idiota em imagens”. Seu texto piora mais ainda quando, se esforça, titubeante, em responder às críticas em seu blog do dia 8/12 também na VEJA online com um título que revela seu caráter despectivo e anti-democrático:”Metade gênio e metade idiota- Niemeyer na capa da VEJA com todas as honras! O que o bloco dos Sujos diz agora?” Sujo é ele que quer contaminar os outros com a própria sujeira de uma matéria tendenciosa e injusta.
O que se quer insinuar com os tipos de formulação usados? Que brasileiro não pode ser gênio; os gênios estão lá fora; se for gênio, porque lá fora assim o reconhecem, é apenas em sua terceira parte e, se melhor analisarmos, apenas numa quarta parte. Vamos e venhamos: Quem diz ser Oscar Niemeyer um idiota apenas revela que ele mesmo é um idiota consumado. Seguramente Azevedo está inscrito no número bem definido por Albert Einstein: ”conheço dois infinitos: o infinito do universo e o infinito dos idiotas; do primeiro tenho dúvidas, do segundo certeza”. O articulista nos deu a certeza que ele e a revista que o abriga possuem um lugar de honra no altar da idiotice.
O que não tolera em Oscar Niemeyer que, sendo comunista, se mostra solidário, compassivo com os que sofrem, que celebra a vida, exalta a amizade e glorifica o amor. Tais valores não cabem na ideologia capitalista de mercado, defendida por VEJA e seu albergado, que só sabe de concorrência, de “greed is good”(cobiça é coisa boa), de acumulação à custa da exploração ou da especulação, da falta de solidariedade e de justiça em nível internacional.
Mas não nos causa surpresa; a revista assim fez com Paulo Freire, Cândido Portinari, Lula, Dom Helder Câmara, Chico Buarque, Tom Jobim, João Gilberto, frei Betto, João Pedro Stédile, comigo mesmo e com tantos outros. Ela é um monumento à razão cínica. Segue desavergonhadamente a lógica hegeliana do senhor e do servo; internalizou o senhor que está lá no Norte opulento e o serve como servo submisso, condenado a viver na periferia. Por isso tanto a revista quanto o articulista revelam um completo descompromisso com a verdade daqui, da cultura brasileira.
A figura que me ocorre deste articulista e da revista semanal, em versão online, é a do escaravelho, popularmente chamado de rola-bosta. O escaravelho é um besouro que vive dos excrementos de animais herbívoros, fazendo rolinhos deles com os quais, em sua toca, se alimenta. Pois algo semelhante fez o blog de Azevedo na VEJA online: foi buscar excrementos de 60 e 70 anos atrás, deslocou-os de seu contexto (ela é hábil neste método) e lançou-os contra Oscar Niemeyer. Ela o faz com naturalidade e prazer, pois, é o meio no qual vive e se realimenta continuamente. Nada de surpreendente, portanto.
Paro por aqui. Mas quero apenas registrar minha indignação contra esta revista, em versão online, travestida de escaravelho por ter cometido um crime lesa-fama. Reproduzo igualmente dois testemunhos indignados de duas pessoas respeitáveis: Antonio Veronese, artista plástico vivendo em Paris e João Cândido Portinari, filho do genial pintor Cândido Portinari, cujas telas grandiosas estão na entrada do edifício da ONU em Nova York e cuja imagem foi desfigurada e deturpada, repetidas vezes, pela revista-escaravelho.
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Oscar Niemeyer e a imprensa tupiniquim- Antonio Veronese
Crítica mesquinha, que pune o Talento, essa ousadia imperdoável de alçar os cornos acima da manada. No Brasil, Talento, como em nenhum outro país do mundo, é indigerível por parte da imprensa, que se acocora, devorada por inveja intestina. Capitania hereditária de raivosos bufões que já classificou a voz de Pavarotti de ruído de pia entupida; a música de Tom Jobim de americanizada; João Gilberto de desafinado e Cândido Portinari de copista…
Quando morre um homem de Talento, como agora o grande Niemeyer, os raivosos bufões babam diante do espelho matinal sedentos de escárnio.
Não discuto a liberdade da imprensa. Mas a pergunta que se impõe é como um cidadão, com a dimensão internacional de Oscar Niemeyer, (sua morte foi reverenciada na primeira página de todos os grandes jornais do mundo) pode ser chamado, por um jornalista mequetrefe, num órgão de imprensa de cobertura nacional, de metade-gênio-metade idiota? Isso após sua morte, quando não é mais capaz de defender-se, e ainda que sob a desculpa covarde, de reproduzir citação de terceiros… O consolo que me resta é que a História desinteressa-se desses espasmos da estupidez. Quem se lembra hoje dos críticos da bossa nova ou de Villa-Lobos? Ao talent, no entanto, está reservada a reverência da eternidade.
Antonio Veronese (mideart@gmail.com)
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Meu caro Antonio,
Que beleza o seu texto, um verdadeiro bálsamo para os que ainda acreditam no mundo de amanhã nascendo do espírito, da fé e do caráter dos homens de hoje!
Não é toda a imprensa, felizmente. Há também muita dignidade e valor na mídia brasileira. Mas não devemos nos surpreender com a revista semanal. Em termos de vileza, ela sempre consegue se superar. Ela terá, mais cedo ou mais tarde, o destino de todas as iniquidades: a vala comum do lixo, onde nem a história se dará o trabalho de julgá-la.
Os arquivos do Projeto Portinari guardam um sem número de artigos desta rancorosa revista, assim como de outras da mesma editora, sobre meu pai, Cândido Portinari e outros seus companheiros de geração. Sempre pérfidos, infames e covardes, como este que vem agora tentar apequenar um grande homem que para sempre enaltecerá a nossa terra e o nosso povo.
Caro amigo, é impossível ficar calado, diante de tanta indignidade.
Com o carinho e a admiração do
Professor João Candido Portinari (portinari@portinari.org.br)
*Leonardo Boff é filósofo, teólogo, escritor e comisionado da Carta da Terra.http://leonardoboff.wordpress.com/2012/12/09/oscar-niemeyer-a-veja-online-e-o-escaravelho/
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Veja os nomes listados no relatório de Odair Cunha
Por Agência Senado
A CPI ( do Cachoeira ) pede a responsabilização de:
Agência Senado
A CPI ( do Cachoeira ) pede a responsabilização de:
- Marconi Perillo, governador de Goiás.
- João Furtado de Mendonça Neto, ex-Secretário de Segurança Pública e Procurador do Estado de Goiás
- Jayme Eduardo Rincon, presidente da Agência Goiana de Transporte e Obras (Agetop)
- Alexandre Baldy de Sant’Anna Braga, Secretário de Indústria e Comércio de Goiás
- Ronald Christian Alves Bicca, Procurador do Estado de Goiás
- Marcelo Marques Siqueira, Procurador do Estado de Goiás
- Geraldo Messias Queiroz, prefeito de Águas Lindas (GO)
- Gil Tavares, prefeito de Nerópolis (GO)
- Raul de Jesus Lustosa Filho, prefeito de Palmas
- Demostenes Torres, procurador do estado de Goiás e ex-senador
- Carlos Alberto Leréia, deputado federal por Goiás
- Júlio Cesar Cardoso de Brito
- Edvaldo Cardoso de Paula, ex-presidente do Departamento de Trânsito de Goiás (Detran-GO).
- Eliane Gonçalves Pinheiro, ex-chefe de gabinete do governador de Goiás
- Lúcio Fiúza Gouthier, ex-assessor do governador de Goiás, Marconi Perillo
- José Carlos Feitoza, o Zunga
- Marcello de Oliveira Lopes, o Marcellão
- Joaquim Gomes Thomé Neto
- Jairo Martins de Souza
- Rodrigo Jardim de Amaral Mello
- José Raimundo Santos Lima
- Marco Aurélio Bezerra da Rocha
- Santana da Silva Gomes
- Elias Vaz de Andrade
- Fernando de Almeida Cunha
- Wladimir Garcez Henrique
- Gleyb Ferreira da Cruz
- Geovani Pereira da Silva
- Lenine Araújo de Souza
- Adriano Aprígio de Souza
- Idalberto Matias de Araújo
- André Teixeira Jorge
- Leide Ferreira Cruz
- Andressa Tavares Mendonça de Moraes
- Andrea Aprígio de Souza
- Cláudio Dias Abreu
- Rossini Aires Guimarães
- Fernando Cavendish
- Antônio Pires Perillo
- Rubmaier ferreira de Carvalho
- Carlos Cachoeira
- Wagner Relâmpago
- Patrícia Moraes
- João Unes
- Carlos Antônio Nogueira, Botina
- Policarpo Júnior ( da revista VEJA)
- Agnelo Queiroz, governador do Distrito Federal
- Wilder Pedro de Moraes, senador
- Stepan Nercessian
- Francisco Cláudio Monteiro
- Ataídes de Oliveira
- Sandes Júnior
- Benedito Torres
- Walter Paulo de Oliveira Santiago
- Marcelo Henrique Limírio Gonçalves
Agência Senado
sábado, 29 de setembro de 2012
A obsessão da mídia
Por Mino Carta
Por que Lula se tornou a obsessão da mídia nativa? Por que tanta raiva armada contra o ex-presidente? Primeiro é o ódio de classe, cevado há décadas, excitado pelo operário metido a sebo, tanto mais no país da casa-grande e da senzala. Onde já se viu topete tamanho? Se me permitem, Lula é personagem de Émile Zola, assim como José Serra está nas páginas de Honoré de Balzac. O sequioso da emergência que chegou lá.
Dez anos depois. No fim de setembro de 2002, jornalões e revistões enxergavam Lula como se vê acima. E o operário ganhou as eleições…
Depois vem a verdade factual, a popularidade de Lula, avassaladora. E vem o confronto com os tempos de Presidência tucana, e o triste fim de Fernando Henrique Cardoso, o esquecido, no Brasil e no mundo. Assim respondem os meus meditativos botões às perguntas acima. E as respostas geram outra pergunta.
Por que a mídia nativa, intérprete da casa-grande, goza ainda de prestígio até junto a quem ataca diária e obsessivamente se seus candidatos perdem os embates eleitorais decisivos?Memento 2002, 2006, 2010. Mesmo agora, véspera dos pleitos municipais, as coisas não estão bem paradas para os preferidos de jornalões e revistões. Será que o jornalismo brasileiro dos dias de hoje faz apostas erradas? Defende o indefensável?
Na semana passada publiquei os números da verba publicitária governista distribuída entre as empresas midiáticas. Mais de 50 milhões para a Globo. Para nós, pouco mais de 100 mil reais. E sempre há quem apareça para nos definir como “chapa-branca”… E a Editora Abril, então? Na compra de livros didáticos, fica com a parte do leão em um negócio imponente que em 2012 já lhe assegurou a entrada de 300 milhões. Pode-se imaginar o que seus livros ensinam. Enquanto isso, a Petrobras acaba de cancelar um contrato de 11 milhões que estava para ser fechado com a casa do Murdoch brasileiro. Vem a calhar, a confirmar-lhe tradições e intentos, a última capa da sua querida Veja, ponta de lança na estratégia da guerra contra Lula.
A revista de Policarpo Jr., parceiro de Carlinhos Cachoeira em algumas empreitadas, produz esta semana mais uma obra-prima de antijornalismo. Formula acusações gravíssimas contra Lula sem esclarecer quem as faz (Marcos Valério ou seus pretensos apaniguados?), mas nome algum é citado, e o advogado do publicitário mineiro desmente a publicação murdoquiana. Ricardo Noblat (porta-voz de Veja?) informa no seu blog que a Abril vai divulgar o áudio de uma entrevista com Valério, e horas depois comunica que Policarpo Jr. convenceu a direção da Abril a deixar para lá, ao menos por ora.
Quanta ponderação, por parte de Policarpo… Suas relações com Cachoeira CartaCapitalprovou com documentos tão irrefutáveis quanto inúteis: a CPI não vai convocá-lo para depor, como seria digno de um país democrático, porque o solerte presidente-executivo abriliano foi ter com o vice-presidente da República para lembrá-lo de que se Veja for julgada, todos os demais da mídia nativa entram na dança.
Este específico enredo prova as dificuldades de governar o país da casa-grande e da senzala. É preciso recorrer a alianças que funcionam como a bola de ferro atada aos pés do convicto e padecer como vice o representante de um partido pronto a ceder diante das pressões da Abril. E da Globo, como CartaCapital relatou ao longo da cobertura da CPI do Cachoeira. Resta o fato: a mídia nativa é bem menos poderosa do que os graúdos supõem, inclusive os do próprio governo.
Uma exceção talvez seja São Paulo, com sua capital dos shoppings milionários, da maior frota de helicópteros do mundo depois de Nova York, de favelas monstruosas a rodear os bairros endinheirados, de mil homicídios anuais (5 mil no estado). Refiro-me à cidade e ao estado mais reacionários do Brasil. Aqui tudo pode acontecer. De todo modo, os senhores, de um lado e do outro, caem na mesma esparrela dos jornalistas que os apoiam ou os denigrem. Os jornalistas e seus patrões, na certeza da ignorância da plateia, acabaram por assumir o nível mental que atribuem a seus leitores, ouvintes e assistentes. Os graúdos apoiados agarram-se em fio desencapado, os ofendidos temem um poder em vias de extinção. E não percebem que a tentativa de demonizar Lula consegue é endeusá-lo.
domingo, 23 de setembro de 2012
Mais um: Celso Bandeira de Mello desmente revista Veja
| Por Simone de Moraes |
![]() |
| Nota da tal revista |
O jurista Celso Antônio Bandeira de Mello desmentiu nota publicada na edição 2.287 da revista Veja informando que ele estaria redigindo um manifesto criticando a atuação dos ministros do STF no julgamento do mensalão. Leia a declaração de Celso Antônio Bandeira de Mello. "Uma notícia deslavadamente falsa publicada por um semanário intitulado “Veja” diz que eu estaria a redigir um manifesto criticando a atuação de Ministros do Supremo Tribunal Federal no julgamento da ação que a imprensa batizou de mensalão e sobremais que neste documento seria pedido que aquela Corte procedesse de modo “democrático”, “conduzido apenas de acordo com os autos” e “com respeito à presunção de inocência dos réus”. Não tomei conhecimento imediato da notícia, pois a recebi tardiamente, por informação que me foi transmitida, já que, como é compreensível, não leio publicações às quais não atribuo a menor credibilidade. No caso, chega a ser disparatada a informação inverídica, pois não teria sentido concitar justamente os encarregados de afirmar a ordem jurídica do País, a respeitarem noções tão rudimentares que os estudantes de Direito, desde o início do Curso, já a conhecem, quais as de que “o mundo do juiz é o mundo dos autos” – e não o da Imprensa – e que é com base neles que se julga e que, ademais, em todo o mundo civilizado existe a “presunção de inocência dos réus”. É esta a razão pela qual, sabidamente, indiciados não são apenados em função de meras conjecturas, de suposições ou de simples indícios, mas tão somente quando existirem provas certas de que procederam culposa ou dolosamente contra o Direito, conforme o caso. Pretender dizer isto em um manifesto aos Ministros do Supremo Tribunal Federal seria até mesmo desrespeitoso e atrevido, por implicar suposição de que eles ignoram o óbvio ou que são capazes de afrontar noções jurídicas comezinhas. Nenhum profissional do Direito experimentado, com muitos anos de profissão, cometeria tal dislate. É claro que isto pode passar desapercebido a um leigo ao preparar noticiário, mas não convém que fique sem um cabal desmentido, para que os leitores não sejam enganados em sua boa-fé." http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/celso-bandeira-de-mello-desmente -revista-veja?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter |
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Jornalista, Como Os Ginecologistas Segundo Nelson Rodrigues, Deveria Ser Um Santo, Um São Francisco De Assis
Por Paulo Nogueira
Jornalista, como os ginecologistas segundo Nelson Rodrigues, deveria ser um santo, um São Francisco de Assis. Andar de sandálias, ter vida reta, fazer voto de pobreza e servir ao público. Falar com os passarinhos, eventualmente.
Só que não somos São Francisco.
Mas podemos ser razoavelmente bons, se nos empenharmos para isso. Se fizermos uma espécie de ginástica interior. É possível diminuir a distância que nos separa de São Francisco.
Sempre que montei equipes, me preocupei com caráter, tanto quanto com competência. Errei no julgamento, algumas vezes. Na maior parte, acertei. É o que interessa.
Em minha carreira, o maior exemplo do oposto da santidade que conheci numa redação foi Mario Sergio Conti. Nunca vi um jornalista tão ruim – mau, maldoso, quero dizer – quanto ele.
Como é tecnicamente bom, e como caráter não é coisa muto cobrada na imprensa brasileira, Mario fez uma carreira que o levou a cargos de destaque. Chegou a diretor da Veja. A ascensão de Mario acabou sendo um problema para o caráter, em geral, do jornalismo brasileiro. Porque ele, com poder, acabaria gerando iguais. Maus gostam de maus. Maus promovem maus. Maus se reproduzem. Não são apenas os bons que lideram por exemplo. Os maus também.
O ápice da maldade de Mario foi quando escreveu, na Veja, que era ruim derrubar árvores para imprimir livros como os de Caio Fernando Abreu. Ele tinha alguma diferença pessoal com Caio Fernando, e fez o que fez. Na gestão de Mario, João Gilberto era tratado como Deus, por ordem sua, e Caetano Veloso como demônio. E alguma questão pessoal que ele teve com Otavio Frias Filho o levou a proibir os editores da Veja São Paulo de escrever, na seção cultural da revista, o nome dele na resenha de sua peça, Rancor. Era uma peça sem autor, na Vejinha.
Nas escolas de jornalismo, Mario serviria como um antiexemplo formidável.
Garotos, prestem atenção nisso. Prestaram? Agora façam o contrário.
A maldade de Mario, sob controle enquanto ele era mais um numa redação de muitos, se revelaria espetacularmente quando ele sucedeu JR Guzzo na direção da Veja. “Não sou bom para fazer sucessor”, me disse, certa vez, rindo, Guzzo. Mario, como soldado numa redação, seria um problema pequeno. Como general, virou um problema grande.
Guzzo achou que conhecia Mario, mas não conhecia. Uma das maiores lições de sabedoria que recebi foi numa conversa que tive, aos 20 e poucos anos, com Sérgio Pompeu, um gigante moral. Sérgio foi diretor da Veja ao lado de Guzzo, e depois virou secretário editorial da Abril. Ele trabalhara sob meu pai na Folha, e fui conversar com ele para ver se eu poderia fazer um estágio na Abril, em abril de 1980.
Eu tinha ouvido falar muito de Elio Gaspari, e perguntei a Sérgio como era ele. “Não sei”, respondeu Sérgio em sua voz mansa, cadenciada. “Só fui chefe dele. Você conhece uma pessoa apenas quando é chefiado por ela.”
Sócrates não falaria coisa mais sábia sobre as relações entre as pessoas na vida corporativa e, também, nas redações. (Em caráter, Sérgio foi sempre uma referência para mim. Acompanhei com tristeza solidária seu declínio pessoal e profissional. Visitei-o várias vezes na casa de repouso em que ele lutava contra problemas mentais, e da qual só sairia morto.)
Como Guzzo – o maior editor de revistas da história da imprensa brasileira, um gênio para entender o que o leitor quer e o que não quer, e um mestre na arte de escrever e reescrever– apenas comandara Mario, não o conhecia. Só viu quem ele era quando o punhal de Mario estava cravado em suas costas, na forma de calúnias que, de tão desonestas e tão infundadas, acabariam depondo não contra a vítima delas, mas contra o autor.
Mais que a competência, em si, tenho para mim que o que abreviou a jornada de Mario na direção da Veja foi a maldade, que recebeu, quando ele chegou ao topo, o acréscimo explosivo de uma arrogância da qual você sentia o cheiro a quilômetros.
A ausência de Mario fez bem para a revista. Seu sucessor, Tales Alvarenga, representou uma limpeza. Tales não devolveu a revista editorialmente à grandeza que tivera durante a gestão de Mino Carta, primeiro, e Guzzo, depois. Mas retirou-a do abismo moral em que Mario a atirara. Cumpriu sua missão.
A faxina teria sido completa se, numa coluna, não tivesse sobrevivido uma invenção de Mario: o colunista Diego Mainardi. Invenção e, mais que isso, alma gêmea.
Mainardi é mau, como Mario. Como polemista, e a exemplo do blogueiro Reinaldo de Azevedo, apresentou todos os defeitos de Paulo Francis – a leviandade, o descompromisso com os fatos na defesa de ideias, o amor a intrigas e calúnias, a megalomania tão antifilosófica — e nenhuma de suas virtudes, como a graça na prosa e a inteligência vivaz.
Se existisse inferno, os dois, Mario e Mainardi, teriam uma eternidade entre as chamas para colocar os assuntos em dia. Lamento, neste caso, que não exista.
Jornalista, repito, deveria ser santo, no mundo ideal.
Não somos.
Mas não precisamos, não podemos e não devemos ser maus como Mario Sergio Conti e Mainardi.
Numa frase famosa, Elio Gaspari, adjunto de Guzzo na Veja nos anos 1980, afirmou que editava textos, e não caracteres.
É um erro.
Não são apenas os textos dos jornalistas que devem ser editados. Também o caráter.
O jornalismo, sem caráter, é apenas um comércio desprezível.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/?p=7730
Jornalista, como os ginecologistas segundo Nelson Rodrigues, deveria ser um santo, um São Francisco de Assis. Andar de sandálias, ter vida reta, fazer voto de pobreza e servir ao público. Falar com os passarinhos, eventualmente.
Só que não somos São Francisco.
Mas podemos ser razoavelmente bons, se nos empenharmos para isso. Se fizermos uma espécie de ginástica interior. É possível diminuir a distância que nos separa de São Francisco.
Sempre que montei equipes, me preocupei com caráter, tanto quanto com competência. Errei no julgamento, algumas vezes. Na maior parte, acertei. É o que interessa.
Em minha carreira, o maior exemplo do oposto da santidade que conheci numa redação foi Mario Sergio Conti. Nunca vi um jornalista tão ruim – mau, maldoso, quero dizer – quanto ele.
Como é tecnicamente bom, e como caráter não é coisa muto cobrada na imprensa brasileira, Mario fez uma carreira que o levou a cargos de destaque. Chegou a diretor da Veja. A ascensão de Mario acabou sendo um problema para o caráter, em geral, do jornalismo brasileiro. Porque ele, com poder, acabaria gerando iguais. Maus gostam de maus. Maus promovem maus. Maus se reproduzem. Não são apenas os bons que lideram por exemplo. Os maus também.
O ápice da maldade de Mario foi quando escreveu, na Veja, que era ruim derrubar árvores para imprimir livros como os de Caio Fernando Abreu. Ele tinha alguma diferença pessoal com Caio Fernando, e fez o que fez. Na gestão de Mario, João Gilberto era tratado como Deus, por ordem sua, e Caetano Veloso como demônio. E alguma questão pessoal que ele teve com Otavio Frias Filho o levou a proibir os editores da Veja São Paulo de escrever, na seção cultural da revista, o nome dele na resenha de sua peça, Rancor. Era uma peça sem autor, na Vejinha.
Nas escolas de jornalismo, Mario serviria como um antiexemplo formidável.
Garotos, prestem atenção nisso. Prestaram? Agora façam o contrário.
A maldade de Mario, sob controle enquanto ele era mais um numa redação de muitos, se revelaria espetacularmente quando ele sucedeu JR Guzzo na direção da Veja. “Não sou bom para fazer sucessor”, me disse, certa vez, rindo, Guzzo. Mario, como soldado numa redação, seria um problema pequeno. Como general, virou um problema grande.
Guzzo achou que conhecia Mario, mas não conhecia. Uma das maiores lições de sabedoria que recebi foi numa conversa que tive, aos 20 e poucos anos, com Sérgio Pompeu, um gigante moral. Sérgio foi diretor da Veja ao lado de Guzzo, e depois virou secretário editorial da Abril. Ele trabalhara sob meu pai na Folha, e fui conversar com ele para ver se eu poderia fazer um estágio na Abril, em abril de 1980.
Eu tinha ouvido falar muito de Elio Gaspari, e perguntei a Sérgio como era ele. “Não sei”, respondeu Sérgio em sua voz mansa, cadenciada. “Só fui chefe dele. Você conhece uma pessoa apenas quando é chefiado por ela.”
Sócrates não falaria coisa mais sábia sobre as relações entre as pessoas na vida corporativa e, também, nas redações. (Em caráter, Sérgio foi sempre uma referência para mim. Acompanhei com tristeza solidária seu declínio pessoal e profissional. Visitei-o várias vezes na casa de repouso em que ele lutava contra problemas mentais, e da qual só sairia morto.)
Como Guzzo – o maior editor de revistas da história da imprensa brasileira, um gênio para entender o que o leitor quer e o que não quer, e um mestre na arte de escrever e reescrever– apenas comandara Mario, não o conhecia. Só viu quem ele era quando o punhal de Mario estava cravado em suas costas, na forma de calúnias que, de tão desonestas e tão infundadas, acabariam depondo não contra a vítima delas, mas contra o autor.
Mais que a competência, em si, tenho para mim que o que abreviou a jornada de Mario na direção da Veja foi a maldade, que recebeu, quando ele chegou ao topo, o acréscimo explosivo de uma arrogância da qual você sentia o cheiro a quilômetros.
A ausência de Mario fez bem para a revista. Seu sucessor, Tales Alvarenga, representou uma limpeza. Tales não devolveu a revista editorialmente à grandeza que tivera durante a gestão de Mino Carta, primeiro, e Guzzo, depois. Mas retirou-a do abismo moral em que Mario a atirara. Cumpriu sua missão.
A faxina teria sido completa se, numa coluna, não tivesse sobrevivido uma invenção de Mario: o colunista Diego Mainardi. Invenção e, mais que isso, alma gêmea.
Mainardi é mau, como Mario. Como polemista, e a exemplo do blogueiro Reinaldo de Azevedo, apresentou todos os defeitos de Paulo Francis – a leviandade, o descompromisso com os fatos na defesa de ideias, o amor a intrigas e calúnias, a megalomania tão antifilosófica — e nenhuma de suas virtudes, como a graça na prosa e a inteligência vivaz.
Se existisse inferno, os dois, Mario e Mainardi, teriam uma eternidade entre as chamas para colocar os assuntos em dia. Lamento, neste caso, que não exista.
Jornalista, repito, deveria ser santo, no mundo ideal.
Não somos.
Mas não precisamos, não podemos e não devemos ser maus como Mario Sergio Conti e Mainardi.
Numa frase famosa, Elio Gaspari, adjunto de Guzzo na Veja nos anos 1980, afirmou que editava textos, e não caracteres.
É um erro.
Não são apenas os textos dos jornalistas que devem ser editados. Também o caráter.
O jornalismo, sem caráter, é apenas um comércio desprezível.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/?p=7730
segunda-feira, 28 de maio de 2012
A nota oficial de Lula
NOTA À IMPRENSA
São Paulo, 28 de maio de 2012
Sobre a reportagem da revista Veja publicada nesse final de semana, que apresenta uma versão atribuída ao ministro do STF, Gilmar Mendes, sobre um encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 26 de abril, no escritório e na presença do ex-ministro Nelson Jobim, informamos o seguinte:
1. No dia 26 de abril, o ex-presidente Lula visitou o ex-ministro Nelson Jobim em seu escritório, onde também se encontrava o ministro Gilmar Mendes. A reunião existiu, mas a versão da Veja sobre o teor da conversa é inverídica. "Meu sentimento é de indignação", disse o ex-presidente, sobre a reportagem.
2. Luiz Inácio Lula da Silva jamais interferiu ou tentou interferir nas decisões do Supremo ou da Procuradoria Geral da República em relação a ação penal do chamado Mensalão, ou a qualquer outro assunto da alçada do Judiciário ou do Ministério Público, nos oito anos em que foi presidente da República.
3. "O procurador Antonio Fernando de Souza apresentou a denúncia do chamado Mensalão ao STF e depois disso foi reconduzido ao cargo. Eu indiquei oito ministros do Supremo e nenhum deles pode registrar qualquer pressão ou injunção minha em favor de quem quer que seja", afirmou Lula.
4. A autonomia e independência do Judiciário e do Ministério Público sempre foram rigorosamente respeitadas nos seus dois mandatos. O comportamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o mesmo, agora que não ocupa nenhum cargo público.
José Chrispiniano
Assessoria de Imprensa
Instituto Lula
domingo, 13 de maio de 2012
Eternos Chapa-Branca
Por Mino Carta

Símbolo. Dos serviços prestados à ditadura, à "democracia" de Sarney e ACM, e de FHC, presidente da privataria tucana
O jornal O Globo toma as dores da revista Veja e de seu patrão na edição de terça 8, e determina: “Roberto Civita não é Rupert Murdoch”. Em cena, o espírito corporativo. Manda a tradição do jornalismo pátrio, fiel do pensamento único diante de qualquer risco de mudança.
Desde 2002, todos empenhados em criar problemas para o governo do metalúrgico desabusado e, de dois anos para cá, para a burguesa que lá pelas tantas pegou em armas contra a ditadura, embora nunca as tenha usado. Os barões midiáticos detestam-se cordialmente uns aos outros, mas a ameaça comum, ou o simples temor de que se manifeste, os leva a se unir, automática e compactamente.
Não há necessidade de uma convocação explícita, o toque do alerta alcança com exclusividade os seus ouvidos interiores enquanto ninguém mais o escuta. E entra na liça o jornal da família Marinho para acusar quem acusa o parceiro de jornada, o qual, comovido, transforma o texto global na sua própria peça de defesa, desfraldada no site de Veja. A CPI do Cachoeira em potência encerra perigos em primeiro lugar para a Editora Abril. Nem por isso os demais da mídia nativa estão a salvo, o mal de um pode ser de todos.
O autor do editorial exibe a tranquilidade de Pitágoras na hora de resolver seu teorema, na certeza de ter demolido com sua pena (imortal?) os argumentos de CartaCapital. Arrisca-se, porém, igual a Rui Falcão, de quem se apressa a citar a frase sobre a CPI, vista como a oportunidade “de desmascarar o mensalão”. Com notável candura evoca o Caso Watergate para justificar o chefe da sucursal de Veja em Brasília nas suas notórias andanças com o chefão goiano. Ambos desastrados, o editorialista e o líder petista.
O autor do editorial exibe a tranquilidade de Pitágoras na hora de resolver seu teorema, na certeza de ter demolido com sua pena (imortal?) os argumentos de CartaCapital. Arrisca-se, porém, igual a Rui Falcão, de quem se apressa a citar a frase sobre a CPI, vista como a oportunidade “de desmascarar o mensalão”. Com notável candura evoca o Caso Watergate para justificar o chefe da sucursal de Veja em Brasília nas suas notórias andanças com o chefão goiano. Ambos desastrados, o editorialista e o líder petista.
Abalo-me a observar que a semanal abriliana em nada se parece com o Washington Post, bem como Roberto Civita com Katharine Graham, dona, à época de Watergate, do extraordinário diário da capital americana. Poupo os leitores e os meus pacientes botões de comparações entre a mídia dos Estados Unidos e a do Brasil, mas não deixo de acentuar a abissal diferença entre o diretor de Veja e Ben Bradlee, diretor do Washington Post, e entre Policarpo Jr. e Bob Woodward e Carl Bernstein, autores da série que obrigou Richard Nixon a se demitir antes de sofrer o inevitável impeachment. E ainda entre o Garganta Profunda, agente graduado do FBI, e um bicheiro mafioso.
Recomenda-se um mínimo de apego à verdade factual e ao espírito crítico, embora seja do conhecimento até do mundo mineral a clamorosa ignorância das redações nativas. Vale dizer, de todo modo, que, para não perder o vezo, o editorialista global esquece, entre outras façanhas de Veja, aquele épico momento em que a revista publica o dossiê fornecido por Daniel Dantas sobre as contas no exterior de alguns figurões da República, a começar pelo presidente Lula.
Concentro-me em outras miopias deO Globo. Sem citar CartaCapital, o jornal a inclui entre “os veículos de imprensa chapa-branca, que atuam como linha auxiliar dos setores radicais do PT”. Anotação marginal: os radicais do PT são hoje em dia tão comuns quanto os brontossauros. Talvez fossem anacrônicos nos seus tempos de plena exposição, hoje em dia mudaram de ideia ou sumiram de vez. Há tempo CartaCapital lamenta que o PT tenha assumido no poder as feições dos demais partidos.
Vamos, de todo modo, à vezeira acusação de que somos chapa-branca. Apenas e tão somente porque entendemos que os governos do presidente Lula e da presidenta Dilma são muito mais confiáveis do que seus antecessores? Chapa-branca é a mídia nativa e O Globo cumpre a tarefa com diligência vetusta e comovedora, destaque na opção pelos interesses dos herdeiros da casa-grande, empenhados em manter de pé a senzala até o derradeiro instante possível.
Não é por acaso que 64% dos brasileiros não dispõem de saneamento básico e que 50 mil morrem assassinados anualmente. Ou que os nossos índices de ensino e saúde públicos são dignos dos fundões da África, a par da magnífica colocação do País entre aqueles que pior distribuem a renda. Em compensação, a minoria privilegiada imita a vida dos emires árabes.
Chapa-branca a favor de quem, impávidos senhores da prepotência, da velhacaria, da arrogância, da incompetência, da hipocrisia? Arauto da ditadura, Roberto Marinho fermentou seu poder à sombra dela e fez das Organizações Globo um monstro que assola o Brazil-zil-zil. Seu jornal apoiou o golpe, o golpe dentro do golpe, a repressão feroz. Illo tempore, seu grande amigo chamava-se Armando Falcão.
Chapa-branca a favor de quem, impávidos senhores da prepotência, da velhacaria, da arrogância, da incompetência, da hipocrisia? Arauto da ditadura, Roberto Marinho fermentou seu poder à sombra dela e fez das Organizações Globo um monstro que assola o Brazil-zil-zil. Seu jornal apoiou o golpe, o golpe dentro do golpe, a repressão feroz. Illo tempore, seu grande amigo chamava-se Armando Falcão.
Opositor ferrenho das Diretas Já, rejubilado pelo fracasso da Emenda Dante de Oliveira, seu grande amigo passou a atender pelo nome de Antonio Carlos Magalhães. O doutor Roberto em pessoa manipulou o célebre debate Lula versus Collor, para opor-se a este dois anos depois, cobrador, o presidente caçador de marajás, de pedágios exorbitantes, quando já não havia como segurá-lo depois das claras, circunstanciadas denúncias do motorista Eriberto, publicadas pela revista IstoÉ, dirigida então pelo acima assinado.
Pronta às loas mais desbragadas a Fernando Henrique presidente, com o aval de ACM, a Globo sustentou a reeleição comprada e a privataria tucana, e resistiu à própria falência do País no começo de 1999, após ter apoiado a candidatura de FHC na qualidade de defensor da estabilidade. Não lhe faltaram compensações. Endividada até o chapéu, teve o presente de 800 milhões de reais do BNDES do senhor Reichstul. Haja chapa-branca.
Impossível a comparação entre a chamada “grande imprensa” (eu a enxergo mínima) e o que chama de “linha auxiliar de setores radicais do PT”, conforme definem as primeiras linhas do editorial de O Globo. A questão, de verdade, é muito simples: há jornalismo e jornalismo. Ao contrário destes “grandes”, nós entendemos que a liberdade sozinha, sem o acompanhamento pontual da igualdade, é apenas a do mais forte, ou, se quiserem, do mais rico. É a liberdade do rei leão no coração da selva, seguido a conveniente distância por sua corte de hienas.
Acreditamos também que entregue à propaganda da linha auxiliar da casa-grande, o Brasil não chegaria a ser o País que ele mesmo e sua nação merecem. Nunca me canso de repetir Raymundo Faoro: “Eles querem um País de 20 milhões de habitantes e uma democracia sem povo”. No mais, sobra a evidência: Roberto Civita é o Murdoch que este país pode se permitir, além de inventor da lâmpada Skuromatic a convocar as trevas ao meio-dia. Temos de convir que, na mídia brasileira, abundam os usuários deste milagroso objeto.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
domingo, 1 de abril de 2012
Veja conta tudo sobre Carlinhos Cachoeira
Em edição extra, Veja conta tudo sobre Cachoeira
ÀS 13H30, SAIU DA GRÁFICA DA EDITORA ABRIL UMA EDIÇÃO EXTRA
DE VEJA; CONTEÚDO BOMBA; REVISTA SE ADIANTA AO VAZAMENTO
DE 200 TELEFONEMAS ENTRE CARLINHOS CACHOEIRA E SEU
EDITOR-CHEFE; INFORMAÇÕES ACUMULADAS EM RELACIONAMENTO
DE QUASE DEZ ANOS ENTRE A FONTE E O PROFISSIONAL FINALMENTE
SAEM A PÚBLICO
01 de Abril de 2012 às 15:03
247 – Na condição de quarto poder, e adiantando-se a uma possível convocação para que um de seus editores-chefes preste depoimento formal à Polícia Federal sobre o padrão de relacionamento entre a maior revista de papel do País e uma de suas principais fontes de informação investigativa --o contraventor Carlinhos Cachoeira, preso pela Operação Monte Carlo --, a revista Veja acaba de tirar da gráfica da Editora Abril uma edição extra, com um monte de exemplares, na qual está contando tudo o que realmente a redação sabe sobre as atividades de Cachoeira. Ele está no epicentro de um dos maiores escândalos de tráfico de influência, atividades ilegais, uso do Estado para obtenção de proveito próprio, com tentativas de armações na Infraero e na Anvisa, e compra de parlamentares. Já estão em sua lista o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e o deputado federal Stepan Nercessian. Veja, com a publicação de última hora, defende-se com vigor sobre as suspeitas de que, se Demósteses era o braço político de Cachoeira, a revista fora usada como sua mão editorial.
Acometida de um inédito momento de auto-crítica, a alta direção da editora Abril, com o presidente Roberto Civita ao volante, decidiu na madrugada de ontem fazer circular a edição extra, na qual a revista procura se adiantar ao inevitável vazamento do conteúdo dos 200 contatos telefônicos entre seu editor-chefe (um dos três) e o contraventor Carlinhos Cachoeira. As informações contidas na edição regular, que chegou no sábado 31 às bancas, foram consideradas insuficientes por Civita. Até agora, pelas páginas de Veja, muito se sabia sobre o que Cachoeira queria que a Veja soubesse – “Os grandes furos do Policarpo fomos nós que demos, rapaz”(...) “Você tem que afastar dele e a barriga dele doer, sabe? Tem que ter a troca, ô Jairo”. -, mas agora, na edição extra, Veja contará o que realmente sabe de Carlinhos Cachoeira e ele não gostaria que fosse revelado. Cachoeira praticava ilegalidades a quilo, nas barbas dos melhores profissionais investigativos da revista, que o tinham, na certa, como muy amigo. Nenhuma das profundas investigações que a publicação veiculou ao longo de sua história recente levou incômodo a Cachoeira, mas, na edição extra, a história real dele deve, finalmente, ser contada pela maior revista de papel do País.
Para manter a melhor tradição da imprensa mundial, nós, de 247, desejamos a todos vocês um divertido 1º de abril de 2012 – o único dia do ano em que poderíamos dar a falsa boa notícia acima.
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