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terça-feira, 13 de novembro de 2012

O voto de Laís

Por Vólia Barreira

O conceito de cidadania surgiu na Grécia de Platão e Aristóteles e, a partir dele, eram considerados cidadãos, todos aqueles que estivessem em condições de opinar sobre os rumos da sociedade.

Daí, até a minha mãe poder exercer seu direito de cidadã, através do voto, a história percorreu um longo caminho, que teve início em 1555, quando então, o voto no Brasil só era exercido pelos nobres, militares e ricos comerciantes do sexo masculino, até 1932 quando, finalmente, as mulheres conquistaram o direito de eleger seus representantes.

De lá para cá, ela nunca deixou de exercer esse direito, e continua a fazê-lo aos 96 anos, embora desobrigada por força da lei, há 26 anos.

Essa é Laís Aires Barreira, no segundo turno da eleição para prefeito de Fortaleza (2012), participando integralmente da vida social e política da cidade, consciente de que o exercício da cidadania é um direito e uma conquista da qual não se pode abrir mão.

Vólia Barreira 








sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Ponto de vista - com Casuarina

Casuarina contribuindo com  o debate pós eleição.



Ponto de vista (João Cavalcanti/Eduardo Krieger)

Do ponto de vista da terra quem gira é o sol
Do ponto de vista da mãe todo filho é bonito
Do ponto de vista do ponto o círculo é infinito
Do ponto de vista do cego sirene é farol

Do ponto de vista do mar quem balança é a praia
Do ponto de vista da vida um dia é pouco
Guardado no bolso do louco
Há sempre um pedaço de deus
Respeite meus pontos de vista
Que eu respeito os teus

Às vezes o ponto de vista tem certa miopia,
Pois enxerga diferente do que a gente gostaria
Não é preciso por lente nem óculos de grau
Tampouco que exista somente
Um ponto de vista igual

O jeito é manter o respeito e ponto final

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Erasmo Carlos - É Preciso Dar Um Jeito Meu Amigo.

Por Márcio Caetano


"eu queria dizer tanta coisa ... mas vou só cantar essa música .. escutem que ela me diz ____ bjs"




Erasmo Carlos - É Preciso Dar Um Jeito Meu Amigo

Eu cheguei de muito longe
E a viagem foi tão longa
E na minha caminhada
obstáculos na estrada mas enfim aqui estou

Mas estou envergonhado
Com as coisas que eu vi
Mas não vou ficar calado no conforto
acomodado como tantos por aí

É preciso dar um jeito, meu amigo
É preciso dar um jeito, meu amigo

Descansar não adianta
Quando a gente se levanta quanta coisa aconteceu

As crianças são levadas pela mão de gente grande
Quem me trouxe até agora me deixou
e foi embora como tantos por aí

é preciso dar um jeito, meu amigo
é preciso dar um jeito, meu amigo

Descansar não adianta
quando a gente se levanta quanta coisa aconteceu...

Mente quieta, espinha ereta, coração traquilo.

Por Felipe Araújo
Alô, rapaziada boa, vamos pra vida. E pra luta! Tempos muito, muito difíceis virão. Mas a gente tem a música, a poesia e os afetos verdadeiros. Fiquemos todos, como Walter Franco, com a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo. Mas sempre vigilantes e fortes. Renovemos todos os dias nosso compromisso real com o popular, o honesto, o belo e o fraterno. Somos metade de uma cidade linda. Somos a banda mais linda da Cidade. Somos tantos, então. Faz escuro mas eu canto. A partir de hoje, voltamos a ser os passarinhos de Quintana. Sigamos...

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

LEONEL DE MOURA BRIZOLA E A REDE GLOBO

Por Marcus Vinicius

Ontem a Globo se superou. Na última notícia sobre o chamado mensalão, um primor de safadeza. Para muitos que não conheceram Brizola, para aqueles que o conheceram e o esqueceram e para aqueles que o tem como grande brasileiro. A Globo é a mesma de sempre. Dá-lhe Brizola.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Os novos reféns

Por Vladimir Safatle

Via Bruno Perdigão

Os homossexuais tornaram-se os novos reféns da política brasileira. O nível canino de certos embates políticos fez com que setores do pensamento conservador procurassem se aproveitar de momentos eleitorais para impor sua pauta de debates e preconceitos.

Eleições deveriam ser ocasiões para todos aqueles que compreendem a igualdade como valor supremo da República, independentemente de sua filiação partidária, lutarem por uma pauta de modernização social que inclua casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, permissão de adoção de crianças e constituição de família, além da criminalização de toda prática de homofobia e do engajamento direto do Estado na conscientização de seus cidadãos. Parece, no entanto, que nunca nos livraremos de nossos arcaísmos.

Alguns acreditam que se trata de liberdade de expressão admitir que certos religiosos façam pregações caracterizando homossexuais como perversos, doentes e portadores de graves desvios morais. Seguindo tal raciocínio, seria também questão de liberdade de expressão permitir que se diga que negros são seres inferiores ou que judeus mentem em relação ao Holocausto.

Sabemos muito bem, contudo, que nada disso é manifestação da liberdade de expressão. Na verdade, tratam-se de enunciados criminosos por reiterar proposições sempre usadas para alimentar o preconceito e a violência contra grupos com profundo histórico de exclusão social.

Nunca a democracia significou que tudo possa ser dito. Toda democracia reconhece que há um conjunto de enunciados que devem ser tratados como crime por fazer circular preconceitos e exclusão travestidos de "mera opinião".

Não há, atualmente, nenhum estudo sério em psiquiatria ou em psicologia que coloque o homossexualismo enquanto tal, como forma de parafrenia (categoria clínica que substituiu as perversões).

Em nenhum manual de psiquiatria (DSM ou CID) o homossexualismo aparece como doença. Da mesma forma, não há estudo algum que mostre que famílias homoparentais tenham mais problemas estruturais do que famílias compostas por heterossexuais.

Nenhum filósofo teria, hoje, o disparate de afirmar que o modelo de orientação sexual homossexual é um problema de ordem moral, até porque a afirmação de múltiplas formas de orientação sexual (à parte os casos que envolvam não consentimento e relação com crianças) é passível de universalização sem contradição.

Impedir que os homossexuais tornem-se periodicamente reféns de embates políticos é uma pauta que transcende os diretamente concernidos por tais problemas. Ela toca todos os que lutam por um país profundamente igualitário e republicano.

Os números como as cartas não mentem... porém não dizem tudo

Por Marcus Vinicius

Não tenho a menor ideia se a imagem abaixo foi feita por um indivíduo ou por um grupo político. Ela circula nas redes ditas sociais. Quem a compartilha deve concordar com tamanha besteira. 
O fato é que assim como as cartas, os números não mentem jamais. É vero. 
Porém não dizem tudo.
E, os números da imagem são verdadeiros, of course. 


A manipulação está em considerar todas as abstenções, votos nulos e votos em branco em protesto. O que mais se aproxima do protesto são os votos nulos e mesmo assim está faixa histórica de 4%. Aliás como o restante dos ditos votos de "protestos". E, vamos combinar, não tem derrota histórica da política! como se afirma na imagem.

Vejamos alguns dados :
Em 1994 - tivemos 22% de abstenções no Ceará, 12,85% brancos e 7,77 % de votos nulos. 
Em 2010 - 15,80% abstenções, 3,06% brancos e 4,99% nulos.
Em 2008 - 14,065 abstenções, 2,27 % brancos e 5,02% nulos.
Os dados de 2012: tivemos em Fortaleza, 16,02% de abstenções, 2,92% de brancos e 4,69% de nulos, no primeiro turno. 

No segundo turno, temos a pregação do voto nulo, por alguns candidatos e isso não me levaria a afirmar que os votos nulos em 28 de outubro serão a soma dos 4,69%  que votaram nulo no primeiro turno + as votações obtidas pelos candidatos que pregam voto nulo no segundo turno.

Numa eleição polarizada, pelas regras do jogo (o segundo turno) , a tendência é que os índices do primeiro turno baixem.

PS - Um bom exercício para mostrar que o percentual obtido por cada candidato cai é quando se divide o número de votos obtidos pelo total de eleitores. 
Mas este cálculo ninguém faz. Prefere-se , entretanto o percentual obtido com os votos válidos que são os que votaram menos os nulos e os brancos.


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Quem tem medo da mensagem das urnas

Paulo Moreira Leite
Por Paulo Moreira Leite

Confesso que o sorriso amarelo dos coveiros de Lula e do PT é um dado preocupante de nosso momento político.

Explico. Nos tempos da ditadura, o grande Ulysses Guimarães, personalidade maior da resistência, dizia que era preciso ouvir a voz das ruas. É que naquele tempo, com a imprensa censurada, os deputados cassados, os partidos reprimidos, o país falava pelas ruas. Eram passeatas, protestos e greves.

Quem ouviu a voz das ruas se deu bem. Percebeu o rumo da história, modificou prioridades, apostou na direção do futuro. Quem não entendeu isso ficou olhando a vida passar pela janela.

A voz das urnas de 2012 é muito clara. Olhe só:

a) o PT recebeu o maior número de votos da campanha. Ou seja: no país inteiro, 17, 3 milhões de brasileiros saíram de casa, há dois dias, para votar em candidatos deste partido; o PSDB teve 3 milhões de votos a menos;

b) o PT ganhou 14% a mais de prefeituras, enquanto o PSDB perdeu 12% e o PMDB perdeu 14%;

c) entre as cidades de mais de 200 000 habitantes, o PT foi melhor que os outros; emplacou 8 prefeitos no primeiro turno e disputará 22 prefeituras em segundo turno; o PSDB, que ficou em segundo, ganhou 6 e disputa 17;

d) entre partidos menores, o PSB cresceu muito. O número de prefeituras aumentou 43%. Vamos lembrar: o PSB não é um partido de oposição nem é neutro. Faz parte da base do governo Dilma e colhe os benefícios do crescimento do Nordeste, acelerado a partir de 2003. A maior vitória do PMDB ocorreu no Rio de Janeiro e envolve uma aliança federal e municipal entre o Planalto e os pemedebistas de Sérgio Cabral e Eduardo Paes. Eles também são aliados de Lula e Dilma. Numa cidade célebre por seu oposicionismo, onde se vaia até minuto de silêncio, a situação teve 64% dos votos.

e) o PSD surgiu hoje como a quarta legenda. Vamos lembrar: quando Gilberto Kassab disse que ia fazer um partido que não era de esquerda nem de direita, ele queria dizer que estava indo da direita para a esquerda – e se aproximava de Dilma. Tomou porrada por isso. Não por uma suposta impureza ideológica.

Estes dados me parecem sólidos o suficiente para dizer quem ganhou a eleição. Em função do segundo turno, é cedo para medir o resultado pelo número final de prefeituras conquistadas. Este aspecto é importantíssimo.

Mas para medir a vontade do eleitor, este é o melhor momento. Todo mundo teve direito de levar sua mensagem a TV, dar porrada, levar porrada, e o saldo está aí.

Voltando à mensagem da rua e das urnas.

Quem não entendia a mensagem da rua, no tempo da ditadura, partiu para a ignorância. O povo dizia que queria democracia e eles até atrapalhavam a abertura lenta e gradual. Matavam presos políticos para criar crises e elevar a tensão. Promoviam atentados terroristas, com a mesma finalidade. Fizeram a bomba do Rio Centro, explodiam bancas de jornal. Assassinaram dona Lida, secretaria da OAB. Infiltravam-se em greves, assembleias, passeatas.

Essa reação criminosa é inaceitável mas pode ser explicada. Incapaz de dar respostas à história, o que dificulta até o dialogo com os próprios filhos, o sujeito procura ressuscitar o passado através de ações criminosas.

É aquela cena de filme de terror classe B em que o morto vivo ressurge de dentro da terra.

Também temos, em 2012, quem não consegue sequer ouvir a voz das urnas.

E isso é um problema?

Eu acho. Não digo que leva o cidadão para o terrorismo. Não obrigatoriamente rsrsrsrs.

Mas leva ao jogo sujo. Leva a mentira, a trapaça. Por que? Porque a pessoa parou de trabalhar com a realidade, deixou de olhar para aquilo que eu e você podemos ver – e que o números de domingo mostram – para jogar com sua própria fantasia. Não aceita que a maioria dos cidadãos aprove um governo que realizou mudanças modestíssimas, precárias, etc, mas que lhe permite viver um pouco melhor, comer um pouco melhor e assim por diante.

E é da democracia aceitar que a maioria – mesmo a mais humilde, menos educada formalmente – tem o direito de optar por seu destino. É democrático procurar entender o que a maioria diz e pretende. Até para tentar convencê-la a mudar de pensamento, se for o caso.

Quem não enxerga a maioria, não compreende o que ela diz, tem reações autoritárias. Parte para o baixo nível, o jogo sujo, a mentira.

E é este, só este, meu receio para o segundo turno. Negar o que as urnas disseram, há dois dias, é procurar um caminho para a baixaria que todos conhecemos e lamentamos. Ou será que para alguns não há alternativa?

Deu para entender, certo?

http://colunas.revistaepoca.globo.com/paulomoreiraleite/

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Servidores comissionados: Justiça nega pedido do promotor Ricardo Rocha



do informe da Prefeitura de Fortaleza


O juiz Marcelo Roseno de Oliveira, da 9ª Vara da Fazenda Pública, negou pedido feito pelo promotor Ricardo Rocha de bloqueio dos bens de oito servidores comissionados da Prefeitura de Fortaleza, entre eles a Prefeita Luizianne Lins e o candidato à Prefeitura pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Elmano de Freitas. O pedido, negado pela justiça, faz parte de uma ação de improbidade administrativa movida pelo MP-CE, com base em uma denúncia anônima, contra os servidores.

De acordo com o magistrado, a solicitação de indisponibilidade dos bens, feita antes que um processo de investigação, ainda em curso no Tribunal de Contas do Município (TCM), fosse concluído, é inconcebível. Na documentação fornecida pelo próprio promotor, inclusive, há a ressalva de que as possíveis irregularidades constatadas poderão sofrer alterações ao longo do processo, já que os acusados ainda estão no prazo garantido por lei para apresentar suas defesas.

A decisão também aponta não haver necessidade de intimação, feita pelo promotor Ricardo Rocha, para que o TCM forneça em um prazo de 15 dias “a relação de todos os servidores que acumulam cargos de forma ilegal”. Segundo ele, essa “urgência alegada parece perder força diante da constatação de que o próprio Ministério Público poderia ter requisitado do TCM essas informações” - sem necessidade de intimação judicial -, o que não foi feito.

Outra exigência do promotor, de que “todos esses servidores que acumulam cargos de forma ilegal” façam opção por um deles no prazo de 30 dias, é questionada pelo magistrado. “É medida que está condicionada à demonstração de verossimilhança da alegação, o que será aquilatado após a manifestação dos promovidos”, explica o juiz.

Defesa questiona ação

Na ação de improbidade movida pelo promotor Ricardo Rocha, a defesa dos servidores acusados solicitou o arquivamento do processo alegando que há uma incompatibilidade entre o sistema do TCM e o da Prefeitura de Fortaleza, o que gera equívocos na interpretação da carga horária trabalhada. Além disso, o problema ocorre com mais de 3 mil servidores, mas o promotor destacou apenas oito pessoas, entre eles a Prefeita Luizianne Lins e o candidato do Partido dos Trabalhadores, Elmano de Freitas.
O problema do suposto acúmulo de cargos de servidores comissionados já foi tema de inquérito do Ministério Público de Contas (MPC), que abriu processo contra o diretor geral da Guarda Municipal de Fortaleza, Arimá Rocha. No entanto, a 1ª Inspetoria da Diretoria de Fiscalização (DIRFI) do Tribunal de Contas do Município (TCM), após analisar informações fornecidas pelo servidor, posicionou-se pelo arquivamento do processo diante dos esclarecimentos apresentados, tendo sido esse o mesmo entendimento do MPC.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Hugo Chavez - Venezuela 2012

Por Marcus Vinicius








O vencedor foi Lula

Por Paulo Moreira Leite

Eu pergunto quando tempo nossos analistas de plantão vão levar para reconhecer o grande vitorioso do primeiro turno da eleição municipal.

Não, não foi Eduardo Campos, embora o PSB tenha obtido vitorias importantes no Recife e em Belo Horizonte.

Também não foi o PDT, ainda que a vitória de José Fortunatti em Porto Alegre tenha sido consagradora. Terá sido o PSOL? Os “novos partidos”?

O grande vitorioso de domingo foi Luiz Inácio Lula da Silva e é por isso que os coveiros de sua força política passaram o dia de ontem trocando sorrisos amarelos.

Nem sempre é fácil reconhecer o óbvio ululante. É mais fácil lembrar a derrota do PT no Piauí, ou em São Luís.

Nosso leitor Roberto Locatelli lembra: o PT passou o PMDB e foi o partido que mais acumulou votos na eleição. Tinha 550 prefeituras. Agora tem mais de 612.

Vamos combinar: a principal aposta de Lula em 2012 foi Fernando Haddad que, superando as profecias do início da campanha, não só passou para o segundo turno mas entra nessa fase da disputa em posição bastante favorável. Em São Paulo se travou a mãe de todas as batalhas.

Imagino as frases prontas e as previsões sombrias sobre o futuro de Lula e do PT se Haddad tivesse ficado de fora…

A disputa no segundo turno está apenas no início e é cedo para qualquer previsão.

Mas é bom notar que as pesquisas indicam que Haddad é a segunda opção da maioria dos eleitores de Celso Russomano. Uma pesquisa disse até que Haddad poderia chegar em segundo no primeiro turno, mas tinha boas chances de vencer Serra, no segundo. Qual o valor disso agora? Não sei. Mas é bom raciocinar com todas as informações.

Quem assistiu a pelo menos 30 minutos dos debates presidenciais sabe que Gabriel Chalita já tem lado definido desde o início – como adversário de José Serra. O que vai acontecer? Ninguém sabe.

O próprio Serra tem uma imensa taxa de rejeição, que limita, por si só, seu potencial de crescimento.

O apoio de Russomano tem um peso relativo. Se ele não conseguia controlar aliados quando era favorito e podia dar emprego para todo mundo, inclusive para uma peladona de biquini cor de rosa descrita como assessora, imagine agora como terá dificuldades para manter a, digamos, fidelidade partidária…

O mais provável é que seu eleitorado se divida em partes mais ou menos iguais.

Não vejo hipótese da Igreja Universal ficar ao lado de José Serra. Nem Silas Malafaia com Haddad.

A votação de Haddad confirma a liderança de Lula e a disposição dos eleitores em defender o que ele representa. Mostra que o ambiente político de 2010, que levou a eleição de Dilma Rousseff, não foi revertido. Isso não definiu o resultado em cada cidade mas ajudou a compor a situação no país inteiro.

Os 40% de votos que Patrus Ananias obteve em Belo Horizonte mostram um desempenho bem razoável, considerando que o tamanho do condomínio adversário.

Quem define a boa vitória de Lacerda como uma vitória de Aécio sobre Dilma incide no pecado da ejaculação precoce.

O grande derrotado do primeiro turno, que mede a força original de cada partido, não aquilo que se pode conquistar com alianças da segunda fase, foi o PSDB.

O desempenho tucano sequer qualifica o partido como oponente nacional do PT. Perdeu eleição em Curitiba, onde seu concorrente tinha apoio do governador de Estado, desapareceu em Porto Alegre e no Rio de Janeiro, terra do vice de José Serra em 2010 – que não é tucano, por sinal. Se a principal vitória do PSDB foi com um candidato do PSB é porque alguma coisa está errada, concorda?

Respeitado por ter chegado em primeiro lugar em São Paulo, Serra já teve desempenhos melhores.

As cenas finais da campanha foram os votos do julgamento do mensalão, transmitidos em horário nobre durante um mês inteiro. Tinham muito mais audiência do que os programas do horário político.

Menino pobre e preto, Joaquim Barbosa já vai sendo apresentado como um contraponto a Lula…

Antes que analistas preconceituosos voltem a dizer que a população de renda mais baixa tem uma postura menos apegada a princípios éticos – suposição que jamais foi confirmada por pesquisadores sérios — talvez seja prudente recordar que o eleitor é muito mais astuto do que muitos gostariam.

Sabe separar as coisas.

Aprendeu a decodificar o discurso moralista, severo com uns, benigno com outros, como a turma do mensalão do PSDB-MG, os empresários que jamais foram denunciados na hora devida…

Anunciava-se, até agora, que a eleição seria nacionalizada e levaria a um julgamento de Lula.

Não foi. O pleito mostra que o eleitor não mudou de opinião.

O eleitor mostrou, mais uma vez, que adora rir por último

Hackers invadem sites de tribunais regionais eleitorais e partidos políticos

Por R7


Página do PT na Bahia também foi alvo dos hackers
Os hackers do Anonymous Brasil aproveitaram as eleições municipais, neste domingo (7), para invadir sites dos tribunais regionais eleitorais de todo o País, além de páginas de governos estaduais e de partidos políticos. A ação foi batizada de "Operação Tango Eleitoral".
As páginas trazem o símbolo do Anonymous Brasil e a frase "O pobre é esquecido pela sociedade, mas bem lembrado em época de eleição", seguida  da assinatura "AntisecBRTeam & iPiratesGroup", além da música "The bad to the bone", do filme O exterminador do futuro.
O motivo para tudo isso? O membro que se autointitula Chronos explicou ao R7, em entrevista exclusiva.
— A gente decidiu derrubar todos os TRE e conseguiu. Nós fazemos isso como protesto a essa roubalheira que nós vivemos.
Os membros do Anonymous Brasil explicaram que a operação foi planejada durante a noite e madrugada de sábado (6) e foi muito simples, "sem esforço para tirar [as páginas] do ar", devido à vulnerabilidade dos servidores dos sites dos tribunais eleitorais. O integrante Sp1k3Ex detalha a invasão.
— A gente envia milhares de conexões simultâneas por minuto. O servidor não aguenta e cai; foi isso que fizemos, com todos os estados.
Toda a operação foi coordenada e executada por apenas cinco pessoas: Bile day, Otrasher, Sp1k3Ex, Sc0rpion e Chronos.
Algumas páginas de câmaras municipais e de prefeituras também foram invadidas, mas por outros hackers, de iniciativa própria.
Segundo Chronos e Sp1k3Ex, ainda não há nenhuma operação programada para o segundo turno das eleições municipais.
* Colaborou Gabriela Araujo, do R7

Hugo Chavéz

Para desgosto da direita e de outros setores, Hugo Chavéz foi reeleito Presidente da Venezuela. Mais uma vez Chavéz derrota a direita. Lá o mandato é de sete anos.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Para você que reluta em votar no PT: por que eleger Haddad prefeito e Nabil Bonduki vereador em São Paulo?

Por Raquel Rolnik

Via Bruno Perdigão

Não são poucas as pessoas que tendo, durante anos, acreditado e lutado para levar o Partido dos Trabalhadores (PT) e sua agenda de reformas ao poder no país, hoje se sentem, no mínimo, muito pouco estimuladas a votar em candidatos do partido. Para elas, em diferentes graus – da decepção ao ódio – testemunhar a mimetização do partido com a geleia geral do modo de fazer política no país é razão de indignação e rejeição a seus candidatos.

Infelizmente, a lógica dos fins que justificam os meios, da necessidade da governabilidade acima de tudo sob um presidencialismo de coalizão e um sistema político eleitoral arcaico, tem esvaziado aquilo que o PT prometia – o novo na política, a radicalização da democracia.

Entretanto, o momento eleitoral na cidade de São Paulo exige uma reflexão: nas eleições municipais, acreditar que o que está em jogo é ser contra ou a favor do PT é entrar justamente nesta lógica perversa e desqualificada da política brasileira. E a cidade? E São Paulo?

É na cidade e em seu destino nos próximos quatro anos que devemos refletir ao votar no próximo domingo. Apesar de um crescimento recorde do orçamento público e de uma disposição inédita dos cidadãos em se abrir para uma mudança de modelo de cidade, o mal estar urbano que vivemos hoje é o retrato dos limites e possibilidades da repetição da experiência Serra-Kassab. A cidade está melhor do que há 8 anos? Para quem?

Como uma espécie de fenômeno midiático, na esteira da redução das múltiplas dimensões da cidadania em apenas uma – o consumo, surge um candidato que denuncia o desrespeito aos direitos do consumidor. Russomano convence porque o desrespeito (ao cidadão, não ao consumidor) é real, porque a inauguração da obra é mais importante que a manutenção e os serviços… O problema é que não se conduz uma transformação da cidade com denúncias. O grande perigo – já vimos este filme! – é a eleição de uma espécie de candidatura-imagem no estilo das mais perversas manobras conservadoras que já vivemos.

E Fernando Haddad? É novo ou é velho? É novo ao priorizar e valorizar um projeto de cidade e procurar apresentá-lo no processo eleitoral; é novo ao se abrir para possibilidades mais amplas de transformação, ao não se apresentar como salvador da pátria e detentor de fórmulas mágicas. É novo porque, sendo novo na política, talvez não seja capturado pela lógica da reprodução dos mandatos a qualquer preço. É uma aposta!

Mas só será uma aposta se sua eleição for acompanhada pela eleição de uma bancada de vereadores também nova. Nova não no sentido de políticos que nunca tiveram mandatos, mas sim de uma Câmara Municipal qualificada, comprometida com as mudanças necessárias na política, inclusive dentro do PT. E como eu já afirmei aqui no blog, o candidato Nabil Bonduki tem exatamente este perfil.

Por isso, é em nome da cidade que ouso sugerir a você, que está com bode do PT, a votar em Haddad prefeito e Nabil Bonduki vereador no próximo dia 7. Por São Paulo!

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A DIREITA AMERICANA. A BRASILEIRA TAMBÉM.

Por Marcus Vinicius

A partir do excelente artigo de Plinio Bortolotti, http://diumtudo-marvioli.blogspot.com.br/2012/09/os-descartaveis-da-america.html publicado no O POVO de hoje, apresentamos a página da Mother Jones com  o vídeo e sua transcrição. O vídeo mostra como lá nos EUA, a direita e seu candidato pensam. Aqui, imagino que as posições e risadas, devem ser as mesmas.
E como sempre a grande imprensa nacional se cala. Aliás, ela representa os interesses da direita, of course.
E nós dando audiência ao JN.

Por David Corn

http://www.motherjones.com/politics/2012/09/watch-full-secret-video-private-romney-fundraiser







Os descartáveis da América

Por Plinio Bortolotti

Para quem ainda acredita que os conceitos de direita e esquerda são coisas do passado, a fala do candidato do Partido Republicano nos Estados Unidos, Mitt Romney, a um grupo de ricaços, doadores de sua campanha, pode soar como um choque.
Para Romney, 47% dos americanos - possíveis eleitores de Barack Obama - votarão na reeleição do presidente por serem "dependentes do governo”, que “não pagam impostos”. São pessoas “que acreditam que são vítimas, que o governo tem a responsabilidade de cuidar delas, que têm direito à assistência de saúde, a comida, a moradia e outras coisas”.

Continuou: “Meu trabalho não é me preocupar com essas pessoas. Nunca vou convencê-las de que devem assumir a responsabilidade e cuidar de suas vidas”. O problema para ele seria convencer cerca de 10% de eleitores
“independentes, racionais e responsáveis” a votar nele, de modo a completar a cota de votos que precisaria para superar o adversário.

Em uma leitura crua, Romney está dizendo que metade da população americana é descartável, que a sorte de milhões de pessoas não lhe diz respeito e nem a seu governo, se um dia ele chegar à presidência.

O critério de cidadania de Romney é o pagamento de impostos (apesar de ser óbvio que os pobres também o paguem - e nos Estados Unidos pagam mais do que os ricos). E, se você não paga imposto, se não é “produtivo”, lata do lixo para você.

Conceitualmente, esta é a característica da direita (no caso, uma direita fascista), a prevalência do individualismo, sem se importar com destino do semelhante: uma espécie de “luta de todos contra todos”. A esquerda, ao contrário, demanda pela igualdade, pela solidariedade, pela distribuição justa das riquezas, pela compaixão com o ser humano.

PS. O vídeo com a fala de Romney foi divulgado pela revista “Mother Jones”, da esquerda americana. Um trabalho de puro jornalismo, pois desnuda o que se esconde por trás do discurso público do candidato republicano. No Brasil, as publicações de esquerda costumam ter muito discurso e pouco jornalismo.

http://www.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2012/09/20/noticiasjornalopiniao,2923131/os-descartaveis-da-america.shtml

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

SÃO QUATRO, PODERIAM SER MAIS

Por Marcus Vinicius

O texto abaixo foi escrito em 2006. 
"São quatro mulheres vitoriosas. 
Maria Luísa, Luíza Erundina, Luizianne Lins e Heloísa Helena.

 Todas de esquerda, todas lutadoras. Todas tornaram-se referências em seus partidos a despeito do patriarcado existente neles. Todas enfrentaram toda carga de preconceitos inerente a uma sociedade machista e porque não dizer misógina.

Ser mulher, ser de esquerda, ousar e enfrentar homens em partidos de esquerda e além disso sair vitoriosas não é pouca coisa.

Maria Luisa
Vamos de Maria. 
Em 1985, disputando as eleições para prefeitura de Fortaleza, conseguiu vencer de uma só vez Paes de Andrade e Lucio Alcântara (não existia segundo turno). Se as agressões e desqualificações já estavam presentes na campanha imagina depois de eleita. De louca varrida a devassa, irresponsável, estérica, ameaça a sagrada família, além de ser des(des)casada. E, máximo de ousadia, colocar como seus colaboradores dois ex-maridos. Foi a primeira Prefeita eleita pelo PT. Governou tendo como oposição sistemática e violenta o maior grupo de comunicação do Ceará. 

Luísa Erundina
Luísa Erundina, também enfrentou agressões e desqualificações, preconceitos. Como uma nordestina, poderia ser eleita para governar a maior cidade da América do Sul, São Paulo. Como no meio dos "quatrocentões conservadores e reacionários" a "tia" Paraibana poderia governar. Governou. No campo da moral, nem se fala, a tradicional família paulistana, foi pra cima com tudo.

Luizianne Lins
Mais de uma década se passou e novamente uma mulher, livre, ousada, desafiou a burocracia do partido e saiu vitoriosa na indicação do PT para a prefeitura de Fortaleza. Tempos difíceis, grande parte dos(as) filiados(as) do partido, que perdeu a convenção (por pouco, mas perdeu) resolveu apoiar outro candidato numa explícita violação das regras do jogo. 
Mas naquele tempo, os princípios e regras deixaram de fazer parte do ideário de muitos(as). 
Luizianne Lins enfrentou a campanha eleitoral, outra vez com ataques e agressões no campo moral. (Objetivamente os ataques no campo moral só se fez e se faz contra mulheres). Misóginia.
Do campo comportamental ao político as agressões se repetem-  louca, irresponsável, destruidora de lares(sic), aventureira - e muito mais.
Mas, a loura teve garra, foi ao segundo turno e venceu as eleições derrotando de uma só vez - Inácio Arruda, Patricia Gomes, Cambraia e Moroni. Até então quatro valorosos quadros. 

Heloísa Helena
Agora a bola da vez é Heloísa Helena. Esta senadora por Alagoas, explusa do PT, funda um partido o PSOL, nascido de base parlamentar oriunda do PT,  e sai candidata à presidência da República. 
Ousa ser a primeira mulher a disputar de verdade a Presidência ( e aqui, enciclopedistas de plantão, não vale lembrar que outra já disputou. O campo a que me refiro é outro).
De novo as agressões e desqualificações se repetem - "aquela louca varrida", "estérica", a que usa farda branca, irresponsável, a que dormiu com o inimigo - sempre no campo pessoal e da velha moral. A novidade é que, agora escuto agressões de pessoas que outrora se incomodavam e com razão com às agressões sofridas pela Luizianne.

O que os representantes da moral burguesa (incluindo a esquerda) ficam putos e incomodados é que estas mulheres romperam o cerco, enfrentaram a "dona moral", derrotaram máquinas burocráticas, são vitoriosas e estão além das cotas (necessárias e nem sempre cumpridas pelos partidos, inclusive os de esquerda) pois cada uma vale mais do que os 30% do que burocraticamente os partidos aplicam. 

Eles estiveram e estão no olho do furacão, fazendo o bom embate.

São mulheres vitoriosas pessoal e politícamente. Isso irrita, mas como irrita,  principalmente aos(as) que perderam o bonde da história."

Fortaleza, agosto de 2006

PS - Hoje Maria Luisa milita no Movimento Crítica Radical, Erundina é Deputada Federal pelo PSB de São Paulo, Luizianne é Prefeita de Fortaleza e Heloísa Helena é vereadora de Maceió, Alagoas

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Heloísa Helena confirma saída do PSOL e união à Marina Silva

Ex-senadora e vereadora de Maceió,Heloísa Helena confirmou em entrevista, nesta terça-feira, que realmente pretende deixar o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), tão logo a amiga, Marina Silva, conclua os trâmites para fundação de uma outra legenda, também de tendência socialista, mas divergente do qual ela é fundadora e uma das principais lideranças. Heloísa assinalou suas divergências com o comando da sigla.



A saída já havia sido sinalizada na coluna Esplanada, do jornalista Leandro Mazzini, aqui no Correio do Brasil. Ao colunista, Heloísa Helena afirmou que está apenas esperando a também ex-senadora Marina Silva iniciar o processo pela criação de uma nova legenda. Segundo informou ao colunista, sua saída do partido tem uma motivação:

– As centelhas que o Psol criou foram grandes e todo partido tem malandros.

A saída de Heloísa Helena não pegou de surpresa os dirigentes da legenda, no Rio de Janeiro, foco principal das dissidências entre ela e a direção partidária. Segundo um dos líderes da legenda, que prefere o anonimato para “não apagar o fogo com gasolina”, os espaços da ex-senadora estavam diminuindo na agremiação, na medida em que aumenta o prestígio de outros nomes junto ao eleitorado. A situação se agravou com a descoberta de que um candidato da legenda, no Rio, estava ligado às milícias. Ele fazia campanha para o candidato Marcelo Freixo, que rejeitou qualquer participação na escolha do postulante à Câmara dos Vereadores.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O filho bastardo - Vladimir Safatle

Por Vladimir Safatle

O fenômeno Celso Russomanno poderia ser colocado na conta da inquebrantável tradição do populismo conservador paulistano. Tradição que já deu para a cidade prefeitos como: Adhemar de Barros, Jânio Quadros e Paulo Maluf (com suas emulações tecnocratas, Pitta e Kassab). Políticos conservadores que, cada um à sua maneira, encontraram alguma forma de se colocar como caixa de ressonância dos medos populares.

No entanto é provável que seja necessária uma variável a mais para compreendermos um fenômeno eleitoral sobre o qual todos, até agora, quiseram acreditar que era transitório. Pois se há algo em Russomanno que nos remete necessariamente aos arcaísmos de São Paulo, há algo que deve ser compreendido em outra chave. Na verdade, ele é expressão mais bem acabada de um certo conservadorismo pós-lulista ou, se quisermos, um conservadorismo que aparece como filho bastardo do lulismo.

Entre outras características, o lulismo definiu-se pela aliança política de setores da esquerda brasileira e alas de políticos conservadores à procura de sobrevida ou em rota de colisão com a hegemonia PSDB-DEM.

Tal aliança permitiu, por um lado, a constituição de um sistema de seguridade social de extensão até então inédita no Brasil. Por outro, ela consolidou a ascensão econômica de largas parcelas da população brasileira através, principalmente, da ampliação das possibilidades de consumo.

Note-se que tal ascensão econômica, com seu consequente sentimento de cidadania conquistada, não passou pelo acesso a serviços sociais ampliados e consolidados em sua qualidade. Afora a importante expansão das universidades federais, ascensão significou: poder pagar escola privada, plano de saúde privado, celular, eletrodomésticos e frequentar universidade privada. Ou seja, os direitos da cidadania foram traduzidos em direitos do consumidor.

Neste contexto, nada mais compreensível que um pretenso "patrulheiro do consumidor" apareça como representante dos anseios desta nova classe média. Para quem alcançou a cidadania através do consumo (animado por uma igreja que é a representante maior da teologia da prosperidade), a defesa dos direitos segue a lógica do Procon.

Por outro lado, como parlamentar de partidos da base aliada, Russomanno não precisa carregar o peso morto de ser um candidato anti-Lula: o calcanhar de aquiles da política brasileira. De toda forma, como o lulismo foi o resultado de acordos políticos heteróclitos, nenhum basteamento ideológico foi possível. Sempre houve um conservadorismo que cresceu sob as asas do novo governo. Agora, ele se apresenta em voo próprio, como um filho bastardo do lulismo com o populismo conservador.
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/vladimirsafatle/1147950-o-filho-bastardo.shtml