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quarta-feira, 2 de março de 2016

Mais um samba popular - Ana Cristina




Mais um Samba popular

Intérprete: Ana Cristina // Músicos: Luis Bittencourt e seu Conjunto.
Composição: Noel Rosa e Vadico
Ano da Composição: 1934

Fiz um poema pra te dar
Cheio de rimas
Que acabei de musicar

Se por capricho
Não quiseres aceitar
Tenho que jogar no lixo
Mais um samba popular

Se acaso não gostares
Eu me mato de paixão
Apesar de teus pesares
Meu samba merece aprovação

Fiz um poema pra te dar
Cheio de rimas
Que acabei de musicar

Se por capricho
Não quiseres aceitar
Tenho que jogar no lixo
Mais um samba popular

Eu bem sei que tu condenas
O estilo popular
Sendo as notas sete apenas
Mais eu não posso inventar

Fiz um poema pra te dar
Cheio de rimas
Que acabei de musicar

Se por capricho
Não quiseres aceitar
Tenho que jogar no lixo
Mais um samba popular

Eu bem sei que tu condenas
O estilo popular
Sendo as notas sete apenas
Mais eu não posso inventar

Por Samuel Machado Filho:
"Samba da parceria Noel-Vadico, composto em 1934, mas só lançado em disco vinte anos depois, em novembro de 54, pela cantora Ana Cristina, no 78 rpm de selo Sinter n.o 00-00.354-A, matriz S-773. Ana teve curta carreira no disco, gravando apenas seis discos 78 com onze músicas."

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Diumtudo - Os dez discos de 2015 (2)

A pedido de Rogério Ribeiro selecionei meus 10 discos de 2015. Ressalto que são discos dos que comprei durante o ano e não dos que foram lançados no ano. Cheguei a 26 discos, mas o amigo só queria dez. Ficaram muitos bons discos de fora da relação.
 
2. VALÉRIA LOBÃO - Noel Rosa, preto e branco












segunda-feira, 19 de agosto de 2013

sexta-feira, 8 de março de 2013

O x do problema

Hoje 8 de março 2013.
 "O x do problema" de 1936.
Noel Rosa aos 26 anos. 
Aqui Noel por Aracy de Almeida.

"Você tem vontade
Que eu abandone o largo de Estácio
Pra ser a rainha de um grande palácio
E dar um banquete uma vez por semana
Nasci no Estácio
Não posso mudar minha massa de sangue
Você pode ver que palmeira do mangue
Não vive na areia de copacabana"

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

EUTERPE E BACO (2)

Por Marcus Vinicius

EUTERPE & BACO

Euterpe - filha de Zeus,o rei dos deuses, e de Mnemosine, era a deusa da música e da poesia lírica. Dizem que foi ela quem inventou a flauta e outros instrumentos de sopro.

Baco – era filho do deus olímpico Júpiter e da mortal Sêmele. Deus do vinho e da folia, representava seu poder embriagador, suas influências benéficas e sociais. Promotor da civilização, legislador e amante da paz. Dionísio é seu equivalente grego.

A feliz união entre Euterpe e Baco é o mote para darmos vazão ao espírito inquieto que nosso corpo aprisiona. Coisas antigas, música e poesia, facilitando processos, encontros, reencontros, conhecimentos, enfim... Uma palestra (um bom papo) regada(o) a vinho, uísque, cerveja e música.
Em Agosto o convidado foi o Físico, Professor Universitário e boêmio
Flávio Torres.

O tema - NOEL ROSA

O palestrante Flávio Torres e o violonista Vinicius




 
























terça-feira, 19 de junho de 2012

Pela Décima Vez (Noel Rosa)

Por Alfredo Pessoa


Mais uma pérola de Noel Rosa. Letra e música perfeitas. Gravada por Bethânia, Zé Renato, Roberta Sá, Dalva de Oliveira, Aracy de Almeida, Marília Batista e o próprio Noel. O arranjo abaixo se aproxima da forma como Zé Renato gravou, com pequenas modificações e em outro tom.
Registro - disco Zé Renato - Filosofia: sobre as obras de Chico e Noel, 2000, Univesal Music.

Pela Décima Vez (Noel Rosa)

(C6/G Fm6)

C6/G            Fm6                      C6/9 G4(7)/9 G7/9-
Jurei não mais amar pela décima vez
  C6/9 Bb7   A7(#9)       A7(b9)      Dm7  C#°
Jurei não perdoar      o que ela   me fez
                   Dm7                 Dm/C
    O costume é a força que fala mais forte
             G7/B  G7
Do que a natureza
  Dm7/11               G7/13            Eb° G7/4 G7
E que     nos faz dar provas de fraqueza

  C6/9                F7/9       C6/9  Dm7/11
Joguei meu cigarro no chão   e pisei
           Gm7/11        C7/4(9)
Sem mais nenhum   aquele mesmo  
C7(b9)             F7+  Eº(b13)  Dm7
apan....hei     e fumei
        Dm/C      F7+                          F#°
Através   da fumaça   neguei minha raça
   C6/G   Bb7     A7(#9)   A7(b9)  D7/13                
Chorando, a repe...tir.   Ela é o veneno
               G7/13                        C6/9
Que eu escolhi pra morrer sem sentir

  C6/9         F7/9           C6/9  Dm7/11
Senti que meu coração   quis parar
          Gm7/11       C7/4(9)    C7(b9)   F7+ 
Quando voltei    e escutei    a vizinha  falar
F7(#5) F6(7) F7(#5)                Fm6 
                   Que ela só de pirraça
                          Bb7/9   E7(#9) Bb7/13   A7/13
Seguiu com um praça,  ficando lá    no xadrez
                    Am6                    G7/13
Pela décima vez    ela está      inocente
    G7(#5)      Em5-/7
Nem sabe  o que fez 
A7(b13)     Am6 G#m5+/6      C6/G
Pela décima vez, pela décima vez...

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Dama do Cabaret (Noel Rosa)

Por Alfredo Pessoa


O Noel e a Ceci do filme
Dama do Cabaret foi composta em 1934 e ficou imortalizada nas vozes de Nélson Gonçalves e Roberto Silva. Foi dedicada a Ceci - Juracy Correia de Moraes, a famosa Dama e o grande amor de Noel. Foi também trilha do filme "Cidade Mulher" de Carmem Santos e Humberto Mauro, 1936.


Dama do Cabaret (Noel Rosa)
 
E6/9        C#7             F#7/13            B7                E°
Foi num cabaré da Lapa que eu conheci você

                   E6/9                                     C#7                 F#m7 F#m7/E
Fumando cigarro, entornando champanhe no seu soirée

                            G°                                     E/G#
Dançamos um samba, trocamos um tango

                    D7 C#7
Por uma palestra

                   F#7/13                   B7                                     E6/9
Só saímos de lá meia hora depois de descer a orquestra

Cº                                       Ebº                           C#m7
 Em frente à porta um bom carro nos espera.....va

Ebm5-/7  Ebº      G#7(b13)    G#7        G#m5-/7   C#7
Mas você se despediu e foi pra casa a pé

                F#m7 F#m7/E G#7   G#7/C     C#m7     E7
No outro dia lá nos      Arcos eu anda............va

          Eb7                                    G#7
À procura da Dama do Cabaré

Cº                                     Eº                                           C#m7
Eu não sei bem se chorei no momento em que li...a

Ebm5-/7 Ebº        G#7(b13)    G#7        G#m5-/7    C#7
A carta que recebi (não me lembro de quem)

    F#m7  F#m7/E G#7  G#7/C   C#m7 G#7/Eb    C#m/E
Você nela me      dizia que quem é da boe.......mia

           A7                             D7
Usa e abusa da diplomacia

                G#7                C#m7
Mas não gosta de ninguém...

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Artesão da Palavra


por Lucas Nobile - O Estado de S.Paulo
"Às vezes, de madrugada, eu cruzo comigo mesmo, mas finjo que não me conheço. Nem eu sei direito quem é esse tal de Aldir, sei que é um sujeito neurótico, quieto, grilado. Sem demagogia, eu encaro como uma homenagem ser um ilustre desconhecido." O depoimento é de Aldir Blanc, o Bardo da Muda, da Tijuca, que amanhã completa 65 anos, envolto em uma situação corriqueira entre grandes nomes do cancioneiro nacional: o descaso. 

Cabotinismo e inflação do próprio ego definitivamente não fazem parte do caráter de Aldir. Considerado por muitos, entre eles Dorival Caymmi, que o batizou de "ourives do palavreado", como um dos maiores letristas do País, ao lado de nomes como Chico Buarque e Paulo César Pinheiro, Aldir tem quase 500 composições suas gravadas, pelo menos dez músicas de aberturas de novelas - fora os temas de personagens ao longo das tramas -, mas mesmo assim há anos começa diversos meses do ano com as contas no vermelho.
A exemplo de grandes compositores do passado, como Nelson Cavaquinho, Cartola, Noel Rosa e tantos autores do Estácio, que vendiam seus sambas a troco de alguns vinténs, Aldir também já teve de se desfazer de algumas de suas crias. Para se ter uma ideia, por apertos financeiros ele teve de vender para a Rede Globo os direitos sobre o termo "Globeleza" (que aparece no samba de Franco e Jorge Aragão) e sobre a famosa vinheta que antecede os jogos de futebol transmitidos na emissora. Há cerca de três anos ele não recebe nem mais um tostão por isso.
Injustiças sobre sua remuneração à parte, atualmente tem colocado a cabeça para pensar em projetos menos usuais. Em relação às composições, ele tem trabalhado com João Bosco (seu parceiro mais constante em toda a carreira), o pianista Cristovão Bastos e o cavaquinista Jayme Vignoli. "Eu e o João (Bosco) temos conversado e trocado muitas ideias. Não sentamos necessariamente para compor, mas é só querer, essas coisas vêm que nem enxurrada. Mas temos pensado em projetos mais ambiciosos e inéditos. O samba você compõe, grava no disco, depois ele é pirateado, cai na internet, não vende mais... Então, vamos logo fazer uma ópera (risos)", brinca Aldir. 

terça-feira, 28 de junho de 2011

Saí da Tua Alcova (Noel Rosa)


Por Alfredo Pessoa

"Noel Rosa várias vezes foi enxotado por um coronel, que morava na mesma vila de sua namorada Clara, sob acusações de vagabundo e outros impropérios.
Noel para se vingar convocou o colega Malhado, um chofer de praça, que tinha um vozeirão e sonhava com a carreira musical. 
Noel convenceu Malhado afirmando que na varanda do militar tinham duas donzelas que acordariam extasiadas ouvindo os versos da composição de palavras difíceis e que o cantor, um homem simples, não entendia o significado.
Noel depois de ensinar a valsa falou... “Malhado, vou dar o tom do outro lado da rua pra dar mais destaque a sua voz”... Noel dedilhou a primeira nota e Malhado soltou o nó da garganta, assim:

Am7                                           E7         Am7                                       
“Eu saí da tua alcova com o prepúcio dolorido
                         Em5-/7                     
Deixando teu clitóris gotejante
A7                          Dm7
De volúpia emurchecido
Bm5-/7          E7               Am7
Porém o gonococus da paixão
                                 Bb7
Aumentou minha tensão...”

O ingênuo cantor mal pode terminar a estrofe e o milico já levantou atirando.
Noel gritou... “corre Malhado”, chegando a um lugar seguro Malhado perguntou... 
“O que foi isso meu amigo” e o sarcástico poeta respondeu... 
“Pra você ver, Malhado, o que é a falta de sensibilidade dessa gente”.

Extraído do Livro Noel Rosa - Poeta da Vila, Cronista do Brasil de Luiz Ricardo Leitão. Ed. Expressão Popular, S. Paulo, 2ª Edição, 2011.

Henrique Cazes também conta o causo num disco gravado ao vivo com Cristina Buarque intitulado “Sem Tostão, a Crise não é Boato – Canções de Noel Rosa (1995). Kuarup discos.

terça-feira, 15 de março de 2011

Tarzan, o filho do alfaiate (Noel e Vadico ) - 1932

Por Alfredo Pessoa


O primeiro filme de Tarzan sonoro foi com o ator Johnny Weissmuller, MGM 1932, que exibia músculos e beleza. A partir de então, alguns bacanas da sociedade carioca começaram a utilizar forros e ombreiras nos paletós aparentando serem bem mais musculosos. Como observadores do cotidiano, Noel e Vadico não se deram por rogados e fizeram este samba que segue cifrado. O arranjo é do alagoano Djavan e está no songbook Noel Rosa de Almir Chediak (1991).


Tarzan, o Filho do Alfaiate (Noel/Vadico) - 1932


(C7+/9  B7/9+  Bb7+/9  F/G  C7+/9   A7(b5)  Am6  Abm5+/6)  Am6   G7/13
C7+/9                  B7/9+             Bb7+/9
Quem foi que disse que eu era forte?
A7(b5) Dm7/9         G7/13    C7+/9
Nunca pratiquei esporte, nem conheço futebol
Bm5-/7       E7(b13)        Am7+
O meu parceiro sempre foi o travesseiro.
Am7            D7/9                        Dm7/9     G7/13
E eu passo o ano inteiro sem ver um raio de sol
C7+/9             B7/9+ Bb7+/9       A7(b5)   Dm7/9      G7/13       C7+/9
A minha força bruta reside. Em um clássico cabide, já cansado de sofrer
Bm5-/7          E7(b13) Am7         F#º     Em7/9   A7/13 Dm7/9 G7/13
Minha armadura é de casimira dura q me dá musculatura mas q pesa e faz
C6/9                             C#º                               Dm7/9
Doer... Eu poso pros fotógrafos, e destribuo autógrafos.
F7/9                          Bb7+
A todas as pequenas lá da praia de manhã
Am4/7     D7/9-               Gm7
Um argentino disse, me vendo em Copacabana:
G#º                 Am7            C7/9              F7+ F#7 G7
No hay fuerza sobre-humana que detenga este Tarzan”
C7+/9            B7/9+    Bb7+/9      A7(b5)             Dm7/9            G7/13
De lutas não entendo abacate pois o meu grande alfaiate não faz roupa pra
C7+/9            Bm5-/7    E7(b13)              Am7+
Brigar... Sou incapaz de machucar uma formiga.
Am7             D7/9                                     Dm7/9 G7/13
Não há homem que consiga nos meus músculos pegar
C7+/9 B7/9+           Bb7+/9     A7(b5)              Dm7/9       G7/13
Cheguei até a ser contratado. Pra subir em um tablado, pra vencer um
C7+/9                      Bm5-/7   E7(b13)      Am7
Campeão... Mas a empresa, pra evitar assassinato.
F#º               Em7/9 A7/13 Dm7/9 G7/13 C6/9
Rasgou logo o meu contrato quando me viu sem roupão

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Nássara passado a limpo

Carlos Didier já escreveu sobre Noel e Orestes Barbosa. Sobre o primeiro, Noel Rosa uma biografia (em parceria com João Máximo), fora de catálogo, podendo ser encontrado nos bons sebos, tornou-se uma referência quando se fala do poeta da vila. Orestes Barbosa, repórter, cronista e poeta é um tijolaço de 600 páginas e foi publicado pela AGIR. Esse é fácil de encontrar nas boas livrarias.
Agora nos apresenta  NÁSSARA passado a limpo editado pelo José Olympio Editora (252 págs., R$35,00).
Em 65 crônicas ilustradas pelo próprio Nássara, Didier  retrata o caricaturista, compositor, locutor, jornalista, tendo com pano de fundo o Rio de Janeiro. O livro traz ainda uma relação do Acervo Nássara no Museu Nacional de Belas-Artes e a Musicografia Nássara composta de 234 composições.

E nestes tempos de pré-carnaval, lembremos de um LP de Pixinguinha e sua Banda intitulado "em carnaval de Nássara". Nele estão 13 das composições de Nássara para o carnaval. A capa é arte do próprio homenageado.

1 - Formosa (Antônio Nássara - J. Rui)
Maria Rosa (Antônio Nássara)
Tipo 7 (Antônio Nássara - Alberto Ribeiro)
Periquitinho verde (Antônio Nássara - Sá Róris)
Na casa do Seu Tomás (Antônio Nássara - J. Cascata)
História antiga (Antônio Nássara - J. Cascata)
Balzaqueana (Antônio Nássara - Wilson Batista)
Alá-lá-ô (Antônio Nássara - Haroldo Lobo)
2 - Nós queremos uma valsa (Antônio Nássara - Eratóstenes Frazão)
O que é que você quer mais (Antônio Nássara - Roberto Martins)
Mundo de zinco (Antônio Nássara - Wilson Batista)
Me queimei (Antônio Nássara - Valdrido Silva)
Meu consolo é você (Antônio Nássara - Valdrido Silva)


Roberto Paiva, 8 de Fevereiro de 1921

Capa do Lp de Roberto Paiva e Francisco Egydio em que cantam a "polêmica" entre Noel e Wilson. A capa é do caricaturista e compositor Nássara.
Roberto Paiva, Francisco Egydio, Noel Rosa & Wilson Batista / Polêmica  (1956) ODEON
1    Lenço No Pescoco – Roberto Paiva – (Wilson Batista) (2:32)
2    Rapaz Folgado – Francisco Egydio – (Noel Rosa) (2:45)
3    Mocinho De Vila – Roberto Paiva – (Wilson Batista) (3:01)
4    Palpite Infeliz – Francisco Egydio – (Noel Rosa) (3:01)
5    Frankenstein Da Vila – Roberto Paiva – (Wilson Batista) (2:42)
6    Feitiço Da Vila – Francisco Egydio – (Noel Rosa) (3:01)
7    Conversa Fiada – Roberto Paiva – (Wilson Batista) (2:39)
8    João Ninguém – Francisco Egydio – (Noel Rosa) (2:55)
9    Terra De Cego – Roberto Paiva – (Wilson Batista) (2:05)
Este disco pode ser buscado no Um que tenha.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Custódio Mesquita por Carlos Navas



 Carlos Navas lança CD dedicado as canções de Custódio Mesquita. Compositor, pianista, regente e ator, Custódio foi um dos mais importantes autores brasileiros, cujo centenário de nascimento aconteceu em 2010.
Em Junte tudo que é seu.... Carlos Navas ao lado do pianista Gustavo Sarzi, gravou 13 músicas da obra de Custódio. São parcerias com com Sadi Cabral, Evaldo Rui, Mário Lago, Noel Rosa e Orestes Barbosa. São clássicos como “Enquanto houver Saudade”, “Como os rios que correm pro mar”, “Flauta, Cavaquinho e Violão”, “Saia do Caminho” “Noturno em tempo de Samba”, “Adivinhe Coração”, “Mentirosa”, “Velho Realejo”, Prazer em Conhecê-lo”,“Doutor em Samba”Nada Além”,"Nossa Comédia" e 'Saia do Caminho".
Gravado "ao vivo em estúdio" é uma produção independente distribuída pela Tratore. 
http://www.tratore.com.br/ e http://www.carlosnavas.com.br.