Quem sou eu

Minha foto
Agrônomo, com interesses em música e política
Mostrando postagens com marcador Tiririca. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tiririca. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Tiririca

Por Marcus Vinicius

em 24 de agosto de 2010, publiquei aqui no Diumtudo:


"Qual o motivo de tanta celeuma em torno do tiririca. Ele está estreando. Os nossos, são profissionais de 20, 30 anos de mandatos."
http://diumtudo-marvioli.blogspot.com.br/2010/08/tiririca-o-candidato.html



Eleito Deputado Federal por São Paulo, Tiririca foi indicado agora, pelo Prêmio Congresso em Foco, como um dos 25 melhores deputados(as) no Congresso Nacional. A indicação foi feita por jornalistas que cobrem o Congresso. Exatos 186 jornalistas.

PS - dentre os indicados nenhum da bancada do Ceará.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Pedro Alexandre Sanches - 2

http://pedroalexandresanches.blogspot.com/2010/11/da-mais-louca-alegria-que-se-possa.html

...da mais louca alegria que se possa imaginar...

Minha principal constatação individual, concluído o processo eleitoral, é que nunca antes na história deste país eu havia acompanhado tão intensamente uma campanha presidencial - até porque, inédita conjunção de fatores, hoje em dia há blogosfera, twittosfera, facebookosfera, orkutosfera, internetosfera...

Foi incrível, pelo aprofundamento compulsório a que isso obrigou, e também pelo desgaste e pelo cansaço que trouxe (tomara que a gente descanse e acalme um pouco nos próximos tempos, né?).

"Day after", fiquei com vontade de fazer este blog comemorar a linda vitória de Dilma Rousseff da forma mais descontraída possível: brincando, que tal?, de fazer um balanço livre, leve, solto e descompromissado desta longa e extenuante campanha.

Eu, que odeio lista de "os 10 mais" & idiotices afins, proponho daqui em diante umas brincadeiras bobas, um quem-é-quem, uns palpites pessoais - quem dá mais?:

Os mais baixo-astral (Troféu Urubu): jornais (dia 1 de novembro), televisão (dia 30 de outubro), jornais, revistas e TV (a campanha inteira).

Os maiores caras-de-tacho (Troféu Sr. Burns): William Waack e Plinio de Arruda Sampaio (noite de 30 de outubro).

Pior momento individual de Serra na campanha (Troféu Idade Média): a farsa aloprada da bolinha de papel. O tropeço foi montado em pique século XX (esqueceram que hoje em dia tudo se filma, nada se ignora!) e se deu em idioma que todo mundo entende (os sambistas deitaram e rolaram com a bolinha de papel).

Melhor momento individual de Dilma (Troféu William Homer): o diálogo carne-e-osso com William Bonner no último debate, quando o cronômetro falhou. Saiu totalmente de qualquer script, e acabou aplaudida até pelo sr. Jornal Nacional.

Pior momento da campanha de Serra (Troféu Padre Francisco de Canindé): seu encontro com o fundamentalismo religioso, via Bento XVI, Silas Malafaia, Dom Luizinho etc. Eu apostaria um dedo mindinho que Serra é ateu, e que ter de tomar as posições que tomou em relação a aborto, casamento gay etc. foi um dos fundos-de-poço da carreira e da vida dele.

Pior momento da campanha de Dilma (Troféu Erenice Guerra): seu encontro com o fundamentalismo religioso, via cordas bambas em que tentava se compatibilizar com as religiões sem se incompatibilizar com os movimentos de direitos civis, e vice-versa.

Melhor momento da campanha de Dilma (Troféu Dilma Rousseff): a atitude olímpica, de jamais descer ao nível rasteiro que o adversário tentava impor.

O melhor momento de Lula na campanha (Troféu Caetano Veloso): o segundo turno inteiro, quando se recolheu ao segundo plano praticamente de cabo a rabo.

Prêmio Espelho Distorcido (Troféu Roberto Jefferson): um triplo empate, José Serra, Mônica Serra, Soninha Francine.

O melhor jingle (Troféu Lulalá): @dilmaboy.

O ativista virtual mais bem-humorado: José de Abreu.

A ativista virtual mais mal-humorada: Soninha.

O ativista virtual mais mal-humorado: Argh!naldo Jabor.

A ativista virtual mais bem-humorada: Pinky Wainer ("hay que enriquecer sin perder la ternura").

Ativista virtual-revelação (Troféu Seda Pura & Alfinetadas): Marta Suplicy.

Ativista-revelação (Troféu Hay Que Enriquecer Sin Perder La Ternura): Hildegard Angel.

O pior momento da "Veja" (Troféu InVeja): A enésima tentativa de ridicularizar Lula na última capa pré-Dilma-presidente. Pintou o presidente mais popular da história como vagabundo-pelado-com-boia-na-cintura. E ofendeu 80% do (e)leitorado brasileiro, só para variar.

O pior momento do "Estado" (Troféu Tiro no Pé): o "cortem-lhe a cabeça" a Maria Rita Kehl, porque ela fez uma avaliação óbvia (e inédita) do Bolsa-Família e, de quebra, deitou no divã a elite (i)letrada brasileira (donos de veículos de comunicação à frente).

O pior momento da Globo (Troféu Luciano Huck): empate entre 1) a truculência-pitbull de Bonner com Dilma e Marina Silva, nas entrevistas do primeiro turno e 2) o empenho "altamente relevante" em provar que no meio do caminho havia uma fita crepe (ou seria uma bigorna?).

O pior momento da Folha (Troféu Quero Me Matar): tristemente disperso, difundido e distribuído ao longo de todo o processo eleitoral (se alguém tiver paciência de enumerar a loooooonga lista...).

Musa intelectual próSerra (Troféu Regina Duarte): Maitê Proença.

Musa intelectual próDilma (Troféu Tecnobrega): Chimbinha da Banda Calypso.

Musa intelectual hors-concours (Troféu Tartaruga): Oscar Niemeyer.

Trilha sonora Serra: KLB, Sandy & Junior, Chitãozinho & Xororó, Leo Jaime, Paula Toller, Roger Moreira, Rita Lee (esta, só após o fechamento das urnas).

Trilha sonora Dilma: Alcione, Leci Brandão, Chico Buarque, Margareth Menezes, Gilberto Gil, Elba Ramalho, O Teatro Mágico, Mano Brown, Sandra de Sá, Netinho de Paula, Chico César, Alceu Valença, Marina Lima, Arnaldo Baptista etc. etc. etc. etc.

Os mais ambíguos 1 (Troféu O Estardalhaço Antes do Chá de Sumiço): Maria Bethânia, Caetano Veloso, Adriana Calcanhotto, Arnaldo Antunes.

Os mais ambíguos 2 (Troféu Anfíbio): Aécio Neves. Marina Silva. Ricardo Noblat.

Pior dramaturgia eleitoral (Troféu José Serra): Aguinaldo Silva, Gilberto Braga, Glória Perez.

Melhor dramaturgia eleitoral (Troféu Tiririca): Tiririca.

O eleitor mais elegante: José Alencar.

Melhor eleitora (Troféu Marisa Letícia): Maria Rita Kehl.

Pior eleitora (troféu Weslian Roriz): Mônica Serra.

Pior eleitor (Troféu FHC): José Serra.

Melhor eleitor (Troféu Lula): Luiz Inácio Lula da Silva. E nós. :-)


Que mais? Quem mais? Quem dá mais?

domingo, 26 de setembro de 2010

Os palhaços e a anarquia política - Érico Firmo




 Você deve ter visto e, se não, deveria ver. Em uma das cenas, dá-se o seguinte. O palhaço se dirige a seu perplexo interlocutor. “Se você introduz um pouco de anarquia, perturba a ordem vigente e tudo se torna caos”. E acrescente: “Eu sou o agente do caos”. O personagem em questão é o Coringa, vivido pelo saudoso Heath Ledger, no filme Batman, o cavaleiro das trevas. Ele fala ao promotor Harvey Dent, o Duas Caras, sobre seu método de subverter o planejado, interromper o previsto.

Não sei, mas talvez seja algo que tenha a ver com os palhaços. O discurso sócio-anárquico do vilão de Batman ajuda a lançar um olhar sobre o mais pitoresco fenômeno dessas eleições: o também palhaço Tiririca. Não que o cearense de Itapipoca tenha qualquer relação, até onde se saiba, com metralhadoras e dinamites. Ou mesmo que tenha a eloquência do personagem de Ledger para expor seus propósitos. Na verdade, nem se trata de algo, no caso de Tiririca, proposital.

Mas, em sua tentativa de fazer rir e transformar riso em votos, acaba incorporando elementos que “anarquizam” a política, dignos das ideias do Coringa. Tudo intuitivo, na verdade. E o objetivo final é aquele de todos os políticos, até os sem graça: eleger-se. Por isso, não é uma candidatura de protesto, longe disso. É antes uma gozação para atrair simpatia do eleitor. Mas, por linhas tortas, há em Tiririca um pouco de agente involuntário do caos.

O palhaço candidato do PR transforma em piada o que para os demais políticos são cânones do marketing. Tira sarro do que os colegas – os candidatos, nesse caso – dizem com ar solene no horário eleitoral. Entre seus discursos mais famosos, diz que não faz ideia do que é o trabalho ao qual se candidata. 

Fala ainda, de peito aberto, sobre a intenção de se eleger para ajudar sua família. Sua campanha e uma grande chacota. Os eleitores parecem estar adorando, embora ele não seja capaz de apresentar ao um motivo razoável sequer para se votar nele – com exceção, talvez, de quando diz: “Vote em mim senão eu vou morrer”.

Provavelmente não haja melhor exemplo da chacota com o que para os outros é estratégia muito bem planejada que quando colocou no ar um casal fantasiado de palhaços, que apresenta como seus pais. “Todo mundo está mostrando sua família, as pessoas se comovem com família na televisão”, provoca.

Enquanto muita gente se diverte e alguns espertalhões tentam se aproveitar da sua popularidade, a candidatura de Tiririca causa reações preocupadas de muita gente. Outro dia, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, disse que a postura do humorista é “deboche com a democracia”.

Engana-se o ministro. Debocha com a democracia quem já pratica o nepotismo por aí afora, mesmo sem aparecer na TV dizendo isso. Debocha da democracia a legião de picaretas que faz discurso empolado, mas cujas práticas são a personificação do atraso. Tiririca faz rir e ganha simpatia porque ironiza aspectos muito reais da vida pública brasileira. O problema está na realidade, não em quem faz dela piada.

Jamais votaria em um candidato como Tiririca e tampouco este colunista acredita que “pior que está não fica”, como ele afirma. Convém sempre não subestimar essa gente.
Daí a transformar Tiririca em retrato da decadência política brasileira... Teve gente que chegou antes dele para assumir esse lugar.

Cadê a campanha?
Há um tipo de campanha que virou espécie em extinção, rara feito mula-sem-cabeça e político que não faz casuísmo. Sumiram os adesivos em carros. Não os extravagantes, que ganham as ruas mediante uns trocados pagos pelos comitês. Esses são cada vez mais comuns, vistosos e feios. Estão em toda parte.

Mas sumiram aqueles adesivos pequenos, mais discretos, que costumavam estar na maioria dos veículos em épocas de eleição. Era o apoio espontâneo.
Diferentemente dos outdoors disfarçados, que tomam toda a traseira ou, às vezes, cobrem o carro inteiro. Prática esta última que vem sendo até coibida pelas autoridades eleitorais. Um tipo de campanha que o cidadão comum, em regra, não colocaria de jeito nenhum no próprio carro, salvo se o candidato fosse a própria mãe, o próprio filho, ou se estivesse lhe pagando bem. Não necessariamente nesta ordem.

Érico Firmo
ericofirmo@opovo.com.br

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Tiririca - o candidato



Qual o motivo de tanta celeuma em torno do tiririca. Ele está estreando. Os nossos são profissionais de 20, 30 anos de mandatos.