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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Fortaleza - 286 anos (5)

Fortaleza - fotocross no Grande Circular, de Milena, Renata e Kelvia



Fortaleza 286 anos (4) por Bruno Perdigão

Parabéns, Fortaleza!

Felicidades!

Que você melhore sua relação com o mar, 
que você tenha mais pessoas e menos carros nas ruas,
que sua classe média deixe de ser tão arrogante e imbecil,
que as pessoas tenham mais vontade de mudar você do que se mudar de você, 
que seu carnaval continue crescendo,
que você tenha ruas mais sombreadas, 
que você respeite mais sua história, 
que você não abandone seu centro nem seus bairros tradicionais,
que você olhe mais pras suas periferias, 
que você continue ensolarada e não se alague em qualquer chuva e 
que você tenha habitantes cada vez melhores!
Enfim, tudo de bom!

Fortaleza 286 anos (3) por Paula Nei



FORTALEZA [Paula Nei]
Ao longe, em brancas praias embalada
Pelas ondas azuis dos verdes mares,
A Fortaleza, a loura desposada
Do sol, dormita à sombra dos palmares.

Loura de sol e branca de luares,
Como uma hóstia de luz cristalizada,
Entre verbenas e jardins plantada,
Na brancura de místicos altares.

Lá, canta em cada ramo um passarinho
Há pipilos de amor em cada ninho
Na solidão dos vastos matagais.

É minha terra, a terra de Iracema,
O decantado, esplêndido poema
De alegria e beleza universais.


FRANCISCO DE PAULA NEI

Francisco de Paula Ney (Aracati, 2 de fevereiro de 1858 — Rio de Janeiro, 13 de novembro de 1897) foi um poeta, jornalista que marcou o boêmio Rio de Janeiro dabelle époque. Era amigo de Aluízio Azevedo e Olavo Bilac.

Fortaleza - 286 anos (2) Suas bandeiras

Por Marcus Vinicius

Bandeira da cidade de Fortaleza

Bandeira do Fortaleza Esporte Clube

Fortaleza - 286 anos



Hino de Fortaleza
(Antonio Gondim e Gustavo Barroso)

Junto à sombra dos muros do forte
A pequena semente nasceu.
Em redor, para a glória do Norte,
A cidade sorrindo cresceu.
No esplendor da manhã cristalina,
Tens as bênções dos céus que são teus
E das ondas que o sol ilumina
As jangadas te dizem adeus.

Fortaleza! Fortaleza!
Irmã do Sol e do mar,
Fortaleza! Fortaleza!
Sempre havemos de te amar

O emplumado e virente coqueiro
Da alva luz do luar colhe a flor
A Iracema lembrando o guerreiro,
De sua alma de virgem senhor.
Canta o mar nas areias ardentes
Dos teus bravos eternas canções:
Jangadeiros, caboclos valentes,
Dos escravos partindo os grilhões.

Fortaleza! Fortaleza!
Irmã do Sol e do mar,
Fortaleza! Fortaleza!
Sempre havemos de te amar

Ao calor do teu sol ofuscante,
Os meninos se tornam viris,
A velhice se mostra pujante,
As mulheres formosas, gentis.
Nesta terra de luz e de vida
De estiagem por vezes hostil,
Pela Mãe de Jesus protegida,
Fortaleza és a Flor do Brasil.

Fortaleza! Fortaleza!
Irmã do Sol e do mar,
Fortaleza! Fortaleza!
Sempre havemos de te amar

Onde quer que teus filhos estejam,
Na pobreza ou riqueza sem par,
Com amor e saudade desejam
Ao teu seio o mais breve voltar.
Porque o verde do mar que retrata
O teu clima de eterno verão
E o luar nas areias de prata
Não se apagam no seu coração.

Fortaleza! Fortaleza!
Irmã do Sol e do mar,
Fortaleza! Fortaleza!
Sempre havemos de te amar