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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Simplemente, Elis - samba da Vai-Vai 2015



Simplesmente, Elis
Compositores: Zeca do Cavaco, Zé Carlinhos e Ronaldinho FDQ

Reluziu, seu canto ecoou no meu Brasil
Cantora igual jamais se ouviu
Saracura a cantar, bem mais feliz
Simplesmente Elis

Carnaval a Bela Vista está em festa
Qua qua ra qua qua
Vem viajar, a hora é esta
Mergulhando na emoção
Encontrei inspiração
Divina voz, salve a rainha
Fiz Louvação em aquarela
Na passarela hoje tem arrastão

Upa neguinho na estrada é demais
Vou a romaria como nossos pais
De um falso brilhante eu fiz fantasia
Maria Maria

Águas de março a rolar
Trem azul vai passar, um sonho mais lindo
Na batucada da vida, um samba no Bexiga
Vai amanhecer
A cantar a dor o amor o bêbado e a equilibrista
A voz do povo diz que o show de todo artista
Tem que continuar
Glória fino da bossa com Jair só alegria
Hoje retrato em preto e branco na folia
A grande estrela deste meu país

sábado, 29 de dezembro de 2012

Vontade também consola

Por Marcus Vinicius (original no Twitter)

Chega o fim do ano e lá vem a série de pedidos e promessas. Aqui estão as minhas vontades e pedidos pra 2013.


  • Que as Universidades deixem os observatórios e partam pra ação. Menos observação e mais ação.
  • Que o povo que eu conheço e que ainda lê VEJA, NÃO LEIA MAIS E CANCELEM SUAS ASSINATURAS.
  • que amigos(as), não utilizem mais a expressão "esgarçamento do tecido social".
  • Que os movimentos sociais tirem muitos planos de ação em seus encontros e menos epístolas ou cartas políticas.
  • Que as universidade deixem os laboratórios e partam pra ações. Chega de: integro o laboratório de estudo da..
  • que a esquerda esqueça de vez o discurso moralista udenista tão comum em 2012.
  • que as pessoas vejam cada vez menos o Jornal Nacional.
  • que se escute cada vez mais Maria Rita, Tulipa Ruiz, Céu, Nina Becker, Iara Rennó, Laura Lavieri,
  • que a esquerda use cada vez menos os termos "republicano", "caráter republicano".
  • que se escute Juliana Kehl, Anelis Assumpção, Ava Rocha, Karina Burh, Ana Cañas, Tiê, Julia Bosco.
  • que em 2013 tenhamos cada vez mais Papa de maisena, posto que não fala, nem declara.
  • que o Leão do Pici, em 2013, faça uma campanha razoável na 3ªrona, mas que se classifique para a 2ªna.
e por fim,
  • Menos, muito menos Ultimate Fighting Championship (UFC) e mais Universidade Federal do Ceará (UFC)




domingo, 6 de maio de 2012

Maria Rita, entregue a Elis Regina

Por Pedro Alexandre Sanches


No Parque da Juventude tomado, sob a memória soterrada do presídio do Carandiru, Maria Rita, 34 anos, entregou a uma multidão paulistana feliz, de estimadas 60 mil pessoas, sua homenagem de filha aElis Regina (1945-1982). E a química aconteceu, como era de se esperar.


Mais que as músicas, mais que os arranjos das músicas, mais que a banda, mais que as interpretações da cantora: bonito de ver, mesmo, é a entrega de Maria Rita à mãe, e ao repertório da mãe, e à paixão do público pela memória de – sua, nossa – mãe.
“Eu tinha 4 anos, não tenho lembrança nenhuma da gente juntas”, disse, na constatação pública que é provavelmente a mais pungente de sua vida profissional.


O choro tomou o parque como tomou, em diversos flagrantes, o rosto da filha que mal se lembra do contato de sua – nossa – mãe.


Canções de intérprete, “Se Eu Quiser Falar com Deus” (1981), de Gilberto Gil, e “Essa Mulher” (1979), deJoyce e Ana Terra, foram cantadas em sequência e citadas como prediletas por Maria. Bonito, muito bonito.


Ao mencionar a veia politizada de Elis, cantou, juntas, “Menino” (1980), de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, e “11 Fitas” (1980), de Fatima Guedes, arrancando das entranhas cada verso e cada significado. Muito, muito, muito bonito.


Maria, Maria, indicou carinho especial pelo afiliado da mãe (e padrinho musical dela própria) ao encerrar o show com um trio de miltons: “Morro Velho” (1967), “O Que Foi Feito Devera/ O Que Foi Feito de Vera” (comFernando Brant e Márcio Borges) e “Maria, Maria” (com Brant), ambas de 1978. Bonito, bonito, bonito.


Camadas de significados podem-se desprender da releitura de “Morro Velho”, história do menino negro que cresceu com o menino branco, antes de serem separados pelas diferenças brasileiras de classe social. Bonito, e lancinante.


O menino branco e o menino preto podem-se descascar daí, em qualquer de diversas combinações: Elis & Milton, Elis & Gil, Elis & Jair Rodrigues (em “Imagem”, de Luiz Eça e Aloysio de Oliveira, de 1967, que abre a apresentação), Elis & Wilson Simonal - Maria, Maria refez esse vínculo cantando “Zazueira”, de Jorge Ben, lançada por Simonal em 1968 e tomada emprestada por Elis no ano seguinte. Bonito, abrasivo, abrasador.


O encontro no feminino, menina morena e menina ruiva, Elis & Rita Lee, foi acariciado em “Doce de Pimenta”, que Rita fez para Elis cantar – e Elis cantou, mas não chegou a gravar.


Em espetáculo grande e grandiloquente, Maria Rita elegeu contemplar a maioria entre as facetas adultas (a brotolândia, como de hábito, ficou de fora) da porta-voz triste do país triste. ”Arrastão” (1965), de Edu Lobo e Vinicius de Moraes, representou a era dos festivais. O mito Elis & Tom Jobim disse alô em “Águas de Março” (1973). O vínculo tenso e tênue Elis-Chico Buarque ressurgiu em “Tatuagem” (1976). O vínculo tênue e tenso com Caetano Veloso não compareceu.


A exacerbadora de talentos alheios apareceu em standards de Baden Powell & Paulo César Pinheiro (“Vou Deitar e Rolar – Quaquaraquaquá”, 1970), Guinga & Paulo César (“Bolero de Satã”, 1979), Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza (“Madalena”, 1971), João Bosco & Aldir Blanc (“O Bêbado e a Equilibrista”, 1979), Maurício Tapajós & Aldir (“Querelas do Brasil”, 1978), Belchior (“Como Nossos Pais”, 1976), Gonzaguinha (“Redescobrir”, 1980), Renato Teixeira (“Romaria”, 1977), Guilherme Arantes(“Aprendendo a Jogar”, 1980). Bonito, sempre bonito.


A única nota dissonante à beleza toda era a empresa patrocinadora, Nívea – uma fábrica de beleza -, de que nós precisávamos para (e agradecemos por) viabilizar o evento histórico – mas que, ostensiva e agressiva, parecia querer aparecer mais que Maria e – pior – mais que Elis. A voracidade não venceu: mesmo com o nome Nívea em primeiríssimo plano, no palco e na plateia, Elis e Maria não foram ofuscadas.


Tampouco em momento algum Maria venceu a mãe no palco – certamente essa não era a intenção. Maria não canta como a mãe, nem melhor que ela. Mas a entrega, ah, a entrega… Bonita de ver, arrepiante.


http://www.farofafa.com.br/2012/05/06/maria-rita-entregue-a-elis-regina/4857?utm_medium=twitter&utm_source=twitterfeed

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Calle 13 - Latinoamérica






Latinoamérica (calle 13)

Soy,

Soy lo que dejaron,

soy toda la sobra de lo que se robaron.

Un pueblo escondido en la cima,

mi piel es de cuero por eso aguanta cualquier clima.

Soy una fábrica de humo,

mano de obra campesina para tu consumo

Frente de frio en el medio del verano,

el amor en los tiempos del cólera, mi hermano.

El sol que nace y el día que muere,

con los mejores atardeceres.

Soy el desarrollo en carne viva,

un discurso político sin saliva.

Las caras más bonitas que he conocido,

soy la fotografía de un desaparecido.

Soy la sangre dentro de tus venas,

soy un pedazo de tierra que vale la pena.

soy una canasta con frijoles ,

soy Maradona contra Inglaterra anotándote dos goles.

Soy lo que sostiene mi bandera,

la espina dorsal del planeta es mi cordillera.

Soy lo que me enseño mi padre,

el que no quiere a su patria no quiere a su madre.

Soy América latina,

un pueblo sin piernas pero que camina.



Tú no puedes comprar al viento.

Tú no puedes comprar al sol.

Tú no puedes comprar la lluvia.

Tú no puedes comprar el calor.

Tú no puedes comprar las nubes.

Tú no puedes comprar los colores.

Tú no puedes comprar mi alegría.

Tú no puedes comprar mis dolores.



Tengo los lagos, tengo los ríos.

Tengo mis dientes pa` cuando me sonrío.

La nieve que maquilla mis montañas.

Tengo el sol que me seca y la lluvia que me baña.

Un desierto embriagado con bellos de un trago de pulque.

Para cantar con los coyotes, todo lo que necesito.

Tengo mis pulmones respirando azul clarito.

La altura que sofoca.

Soy las muelas de mi boca mascando coca.

El otoño con sus hojas desmalladas.

Los versos escritos bajo la noche estrellada.

Una viña repleta de uvas.

Un cañaveral bajo el sol en cuba.

Soy el mar Caribe que vigila las casitas,

Haciendo rituales de agua bendita.

El viento que peina mi cabello.

Soy todos los santos que cuelgan de mi cuello.

El jugo de mi lucha no es artificial,

Porque el abono de mi tierra es natural.



Tú no puedes comprar al viento.

Tú no puedes comprar al sol.

Tú no puedes comprar la lluvia.

Tú no puedes comprar el calor.

Tú no puedes comprar las nubes.

Tú no puedes comprar los colores.

Tú no puedes comprar mi alegría.

Tú no puedes comprar mis dolores.



Não se pode comprar o vento

Não se pode comprar o sol

Não se pode comprar a chuva

Não se pode comprar o calor

Não se pode comprar as nuvens

Não se pode comprar as cores

Não se pode comprar minha alegria

Não se pode comprar minhas dores



Tú no puedes comprar al sol.

Tú no puedes comprar la lluvia.

(Vamos dibujando el camino,

vamos caminando)

No puedes comprar mi vida.

MI TIERRA NO SE VENDE.



Trabajo en bruto pero con orgullo,

Aquí se comparte, lo mío es tuyo.

Este pueblo no se ahoga con marullos,

Y si se derrumba yo lo reconstruyo.

Tampoco pestañeo cuando te miro,

Para q te acuerdes de mi apellido.

La operación cóndor invadiendo mi nido,

¡Perdono pero nunca olvido!



(Vamos caminando)

Aquí se respira lucha.

(Vamos caminando)

Yo canto porque se escucha.



Aquí estamos de pie

¡Que viva Latinoamérica!



No puedes comprar mi vida.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Coração a batucar


Por Alfredo Oliveira

 
Essa música faz parte do recente trabalho, o quarto, de Maria Rita (Elo), já divulgado pelo Diumtudo. É tipo um samba-jazz. Maria Rita encontrou um estilo com poucos instrumentos (3 + sua voz) e caminha por aí, a exceção do trabalho terceiro) dedicado inteiramente ao samba. O disco é bom, tem várias releituras de Chico e Edu, Caetano, Rita Lee e Djavan. Os arranjos são bons mas como são os mesmos músicos eles ficam parecidos com o primeiro (que tinha Tom Capone) e muito mais com o segundo trabalho (que tinha Lenine na produção). O que vale mesmo é a interpretação de Maria Rita, madura, afinadíssima e usando a voz como quarto instrumento. Vale conferir demais.



Coração a Batucar (Davi Moraes/Alvinho Lancellotti)



Em7(9) G/A A7(b9) D7M(9) Dº
Em7(9) G/A A7(b9) F#m7 B7(b9)
Em7(9)                                  G/A A7(b9)
Batuque o coração para me ver chegar
D7M(9)
Que eu abro o meu cordão
Dº
Quando você passar
Em7(9)                               G/A        A/G
E o nosso bloco sobe a ladeira da ilusão
F#m7      B7(9)
De pé no chão
Am7                                                       C/D
Batuque o coração que a gente é carnaval (1ª vez)
Am7(9) C/D D7(9/b5) D7(b13) D7(13)
Batuque o coração que a gente é carnaval (2ª vez)
Bm(#5)                          Bbº
E nada irá conter essa folia (1ª vez)
Bm(#5) Bbm6(#5)         Bbº F7(9)
E nada irá conter essa folia (2ª vez)
Em7(9)
Atrás do nosso amor
G/A                        A/G
Até quando esse samba tocar
F#m7
Vem marcando em nosso peito
B7(b9)
Coração a batucar
Em7(9)
Pra gente ser feliz
G/A A/G                   F#m7 B7(b9)
Pra gente desfilar por essa vida

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Elo - Novo CD de Maria Rita





Saiu o quarto CD da Maria Rita. Com três músicas inéditas - Perfeitamente, Coração a batucar e Pra matar meu coração, e oito regravações. Tem Chico, Edu, Djavan, Caetano, Rita Lee. Em ELO, Maria Rita volta a formação de trio: piano (Tiago Costa), baixo ( Sylvinho Mazzucca) e bateria (Cuca Teixeira). Grandes músicas, uma grande cantora e um belo disco.




Músicas

1. Conceição dos Coqueiros (Lula Queiroga, Lulu Oliveira e Alexandre Bicudo))
2. Santana ( Junio Barreto e João "cello" Araújo)
3. Perfeitamente ( Fred Martins e Francisco Bosco)
4. Coração a batucar (Davi Moraes e Alvinho Lancellotti)
5. Menino do Rio  (Caetano Veloso)
6. Pra matar meu coração ( Pedro Baby e Daniel Jobim) 
7. A história de Lily Braun (Edu Lobo e Chico Buarque)
8. Nem um dia (Djavan)
9. A outra (Marcelo Camelo)
10. Só de você (Roberto de Carvalho e Rita Lee)
11. Coração em desalinho (Monarco e Ratinho)

Serviço:
CD -  Elo
Artista: Maria Rita
Gravadora: Warner Music