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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Poesia Jovem - anos 70 (4)

Seleção de Marcus Vinicius 
da Seleção de Heloísa Buarque de Holanda e Carlos Alberto Messeder Pereira, em Literatura Comentada (Abril Educação)


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não discuto
com o destino


o que pintar
eu assino
                                     Paulo Leminski (PR)


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esse jeito
de meia-armador
(cerebral
distante)


é pra disfarçar
a vontade
de ser


goleador
poeta
centroavante

                      Regis Bonvicino (SP)

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e com Vocês a Modernidade

Meu verso é profundamente romântico.
Choram cavaquinhos luares se derramam e vai
por aí a longa sombra de rumores e ciganos 

Aí que saudades que tenho dos meus negros verdes
anos !

                                                          Cacaso (RJ) 

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Recuperação da adolescência


 é sempre mais difícil
 ancorar um navio no espaço

                                                 Ana Cristina César (RJ)


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De Leve





feminista sábado domingo segunda terça quarta quinta e na sexta
                                      lobiswoman

Ledusha (RJ)


 

domingo, 13 de março de 2011

Cacaso - 13 de março de 1944

Cacaso, também conhecido por Antonio Carlos de Brito, professor, letrista e poeta bralsileiro.

Lero Lero ( Edu Lobo e Cacaso)

Sou brasileiro de estatura mediana
Gosto muito de fulana mas sicrana é quem me quer (bis)

Porque no amor quem perde quase sempre ganha
Veja só que coisa estranha, saia dessa se puder
Não guardo mágoa, não blasfemo, não pondero
Não tolero lero lero devo nada pra ninguém

Sou descansado, minha vida eu levo a muque
Do batente pro batuque faço como me convém
Eu sou poeta e não nego a minha raça
Faço versos por pirraça e também por precisão
De pé quebrado, verso branco, rima rica
Negaceio, dou a dica, tenho a minha solução

Sou brasileiro, tatu-peba taturana
Bom de bola, ruim de grana, tabuada sei de cor

Quatro vez sete vinte e oito nove fora
Ou a onça me devora ou no fim vou rir melhor
Não entro em rifa, não adoço, não tempero
Não remarco, marco zero, se falei não volto atrás
Por onde passo deixo rastro, deixo fama
Desarrumo toda a trama, desacato Satanás

Sou brasileiro de estatura mediana
Gosto muito de fulana mas sicrana é quem me quer

Diz um ditado natural da minha terra
Bom cabrito é o que mais berra onde canta o sabiá

Desacredito no azar da minha sina
Tico-tico de rapina, ninguém leva o meu fubá