Quem sou eu

Minha foto
Agrônomo, com interesses em música e política
Mostrando postagens com marcador Mauro Duarte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mauro Duarte. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Reza, Meu Bem (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro)

por Alfredo Pessoa

Mais um samba informal de Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro. Em 2008, Cristina Buarque e o Samba de Fato composto por Pedro Miranda, Alfredo Del-Penho, Pedro Amorim e Paulinho Dias gravaram 30 pérolas de Mauro Duarte, conhecido como Bolacha pelos amigos. O trabalho é pela Deckdisc e a produção ficou por conta de Del-Penho. O grande melodista Mauro Duarte compôs 70 músicas, 10 das quais finalizadas após a sua morte em 1989. Paulo César Pinheiro, seu maior parceiro, sempre que lembra do autor, mareja os olhos e a palavra arranha... "Bolacha, como eu sinto a tua falta".


Reza, Meu Bem (Mauro Duarte/Paulo C. Pinheiro)

(A7(b13) Dm7 Am7 G7 C7M E7)
Am7 E7 Am7 G7 C7M

Reza, meu bem....Reza que acalma

Bm7(b5) E7 Am7 B7 Bm4(7)

Reza pelo nosso bem, pelo corpo e pela alma

Em7(b5) A7 Em7(b5) A7 D7 Dm7

Sem blasfemar, vou rezar do jeito meu

Am7 B7 E7 Am7 Em7(b5) A7 Em7(b5)

Meu altar são os braços teus....Sem transgredir, já escrevi

A7 D7 E7 Am7 B7 E7 Am7 E7

Os versos meus, junto a ti estou junto a Deus

Am7 E7 Am7 E7 Dm7 E7 Em7(b5) A7

Ô ô ô ô Do teu lado a vida tem sentido

Dm7 A7 Dm7 A7 Dm7 E7 Am7 E7

Ô ô ô ô Junto a ti me sinto convertido

Am7 G7 C7M B7 Em7 B7 Em7 F#7

Ô ô ô ô ô ô ô ô

Bm7 F#7 Bm7 A7 D7M

Reza, meu bem....Reza que acalma

C#m7(b5) F#7 Bm7 C#7 C#m4(7)

Reza pelo nosso bem, pelo corpo e pela alma

F#m7(b5) B7 F#m7(b5) B7 E7 Em7

Sem blasfemar, vou rezar do jeito meu

Bm7 C#7 F#7 Bm7 F#m7(b5) B7 F#m7(b5)

Meu altar são os braços teus....Sem transgredir, já escrevi

B7 E7 F#7 Bm7 C#7 F#7 Bm7 F#7

Os versos meus, junto a ti estou junto a Deus

Bm7 F#7 Bm7 F#7 Em7 F#7 F#m7(b5) B7

Ô ô ô ô Do teu lado a vida tem sentido

Em7 B7 Em7 B7 Em7 F#7 Bm7 (B7(b13)

Ô ô ô ô Junto a ti me sinto convertido

Em7 Bm7 A7 D7M G7 F#7 Bm7)

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Samba de Botequim, de Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro



Cantor Ciribáh Soares vai ao Programa Brasileirinho e interpreta o belíssimo samba de Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro, Samba de Botequim.
Acompanhamento: 

Ribamar ao 7 cordas,
Chico no cavaquinho,
Veveu na percussão e
Eduardo no pandeiro..

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Foi demais - Paulinho da Viola e Mauro Duarte

Por Alfredo Pessoa

Esta música é a parceria única de Paulinho da Viola com  grande compositor Mauro Duarte, o Bolacha. Mauro tem inúmeras parcerias com Paulo César Pinheiro. Na verdade, Paulinho e Mauro tem estilos semelhantes. São sambistas natos a procura de um letrista, embora Paulinho escreva bem consigo mesmo, Bolacha, seu compadre, prefere uma boa letra preparada para o samba de fato. É demais este samba.


Foi Demais (Paulinho da Viola-Mauro Duarte)

Bm7 Bm7/A     A7/B

Since---------ramente

Bm7   G7     C#m7(b5)  F#7(b13)  F#7 

Não sabia que seria assim

F#m7(b5) B7(b9)  Em7(9)       Em\D

Esta chaga dentro do meu peito

C#7                          F#7              B7

Uma dor que nunca chega ao fim

        Em7(9)  C#m7(b5) F#7 Bm7

Este amor foi demais      pra mim

B7/D# Em7(9) C#m7(b5) F#7 Bm7 F#7

Este amor foi demais        pra mim

            Bm     Bm7M     Bm7           

Toda saudade tem suas dores

Bm6   Bm5M   C#m7(b5) F#7(b13)  Bm7

Todo pecado um dia tem seu           perdão

B7/D#      Em    Em7M      Em7 Em6

Em minha vida, muitos amores

                Em/D   G/D         C#m7(b5)

Nenhum marcou tanto meu coração

F#(b13) F#7   Bm7         G7                      C#m7(b5)

Eu bem       queria esquecer quem não me ama

F#7  F#m7(b5)   B7(b9)        Em7(9)  Em/D

E retraçar novamente meu caminho

               
Em7(9) F#7     Bm7

Tirar das cinzas alguma chama

D7      C#7                                  C#m7(b5) F#7(b13)

E não ficar assim no mundo sem carinho

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Reserva de Domínio (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro)

Por Alfredo Pessoa

Mauro Duarte e Cristia Buarque
Esta é em homenagem a Cristina Buarque que nos deu a honra de dividir uma roda de samba com Policarpo, Samba da Gente, Academia, GEBEDIM e outr@s. No comando da tarde inesquecível, o jornalista Felipe Araújo. Haja samba de raiz. Muitas músicas faltaram, esta cifra de hoje foi uma delas. Como quase não encontrei cifra das músicas do repertório de Cristina na internet, de quando em vez vamos postar uma no diumtudo.
Agradeço ao Marvioli antecipadamente. Valeu Felipe.
Registro: Cristina Buarque e Mauro Duarte (Coomusa,1985). Participação de P. César Pinheiro.


Reserva de Domínio (Mauro Duarte/Paulo César Pinheiro)

Ab  Bb  Eb  F#º  Fm7  Bb  Eb  Bb  Eb 

             Cm                 Gm7
Um coração tão machucado como o meu
Gm7(b5)          C7(b9)          Fm7
Não tem mais força pra agüentar uma outra dor
B7           B/A               Eb
Já está cansado de aventuras
        Cm7           F4(7) F7
Foram tantas amarguras
                      Bb7                   Bb/Ab
Ta difícil de encarar um novo amor
Am7(b5)        D7(b9)      Gm7
Mas sei que muitas insistências vão surgir
Gm7(b5)    C7(b9)            Fm7
Com a carência que hoje existe por aí
B7               B/A             Eb
Pois a alma aflita pelo tédio
       Cm7             F4(7) F7
Mediante a tanto assédio
                           Bb7                   Bb/Ab
Se também se descuidar vai sucumbir
Eb                    G7/D                   Bbm6/Db
Mas tem que suportar, sem se preocupar
                  C7       F4(7)               F7
Com as palavras atiradas pelo chão
Abm6/B       Bb7             Eb             Cm7
Com as promessas perturbando o coração
       F4(7)             F7         Bb7
São juras e mais juras desvairadas
            Bb/Ab      Eb                          G7/D
Que presumo aparecer, mas pra não sofrer
                      Bbm6/Db
Tenho que me armar
          C7                 F7    Eb7
Pro domínio não perder
Ab                  Bb                    Eb
Sei que água mole em pedra dura
          F#º               Fm7      
Tanto bate até que fura
                   Bb7          Eb    Eb7
É o que não pode acontecer

Ab  Bb  Eb  F#º  Fm7  Bb7  Eb 

sábado, 5 de novembro de 2011

Pérolas do samba de raiz e muita batucada


Por Naara Vale

Um fim de semana todinho de roda de samba ainda seria pouco para dar conta do repertório que a cantora Cristina Buarque carrega na memória. Uma tarde, então, não dá nem pro gasto, mas já vai ser suficiente para garantir a alegria dos sambistas cearenses que a receberam por aqui há cerca de dois anos e agora têm novamente a oportunidade de ver, ouvir e aprender um pouco mais do samba de raiz com a carioca, na roda que se forma hoje, 5, a partir do meio-dia, no Kukukaya, abrindo o projeto Roda de Samba.

Na base do improviso, como manda toda boa roda de samba, Cristina vai se juntar a uma turma de bambas da terra como Felipe Araújo (sambista e jornalista do O POVO), Shallon Araújo e David 7 Cordas (do grupo Samba da Gente), grupo Gebedim, Bruno Goyanna e Ângelo do Pandeiro (do grupo Policarpo e a Estrela de Madureira) e Alfredo Pessoa (do grupo Academia). Sem ensaios nem repertório prévio, a cantora conta que está tranquila pela boa experiência que teve anteriormente tocando com parte dessa mesma rapaziada em um show realizado no restaurante Docentes e Decentes, em Fotaleza.

"Eu não sei muito bem como vai ser, mas claro que vai ser no improviso. Da outra vez, deu ‘mó pé’, foi super tranquilo. Vamos combinar antes, mas já ta na tranquilidade porque já conheço a rapaziada e sei que eles dão conta", elogia, puxando todos os esses do puro "carioquês". Cristina já tinha passado pelo Ceará outras vezes, na década de 1980, acompanhando músicos como Paulinho da Viola e Mauro Duarte e diz não se surpreender por encontrar na terra que exporta o forró eletrônico gente apaixonada pelo samba de raiz.

"Tem essa coisa do samba em todo lugar. Onde eu passo tem uma moçada que gosta desse tipo de música, do samba mais tradicional, embora ele não seja tocado no rádio. É uma turma mais na encolha”, pontua. É para esse pessoal que Cristina guarda as maiores pérolas do seu inestimável repertório. Segundo ela, seu maior prazer é apresentar ao público músicas que ficaram esquecidas no tempo ou não ganharam a voz do povo. “Não gosto de música muito conhecida, gosto de mostrar o que as pessoas não conhecem, mas só quando tem gente interessada, numa roda pequena", ressalta.

Mesmo fugindo da alcunha de pesquisadora, Cristina mergulhou no samba de raiz e hoje é vista por alguns músicos mais novos como um almanaque vivo do samba. Modesta, ela prefere dizer que é apenas uma interessada no assunto. "Nem pesquiso tanto, as pessoas que me pedem alguma coisa e eu vou atrás. Não me considero pesquisadora. Não sei nem mexer na internet. As pessoas é que me dão muita coisa porque sabem que eu gosto".

Irmã de Chico Buarque, Ana de Hollanda (cantora e atual ministra da Cultura) e Miúcha, Cristina conta que sua veia musical teve, sim, influência dos Buarque de Hollanda, mas não exatamente dos irmãos mais famosos. O gosto pela música foi despertado pelo irmão mais velho, Sérgio, que sempre ouvia sambas antigos na sua radiola e ela, criança, começou a se apaixonar por mestres como Noel Rosa, Ciro Monteiro e Mário Monteiro. “Eu fui crescendo e gostando, até começar a pegar um pessoal contemporâneo meu. Peguei ainda Nelson Cavaquinho, Cartola, Zé Ketti, o pessoal da Velha Guarda da Portela, Candeia, Mauro Duarte. A gente se encontrava em almoços e depois eu gravei com alguns deles”, lembra.
  
Na base do improviso, como manda toda boa roda de samba, Cristina vai se juntar a uma turma de bambas da terra como Felipe Araújo (sambista e jornalista do O POVO), Shallon Araújo e David 7 Cordas (do grupo Samba da Gente), grupo Gebedim, Bruno Goyanna e Ângelo do Pandeiro (do grupo Policarpo e a Estrela de Madureira) e Alfredo Pessoa (do grupo Academia). Sem ensaios nem repertório prévio, a cantora conta que está tranquila pela boa experiência que teve anteriormente tocando com parte dessa mesma rapaziada em um show realizado no restaurante Docentes e Decentes, em Fotaleza.

"Eu não sei muito bem como vai ser, mas claro que vai ser no improviso. Da outra vez, deu ‘mó pé’, foi super tranquilo. Vamos combinar antes, mas já ta na tranquilidade porque já conheço a rapaziada e sei que eles dão conta", elogia, puxando todos os esses do puro "carioquês". Cristina já tinha passado pelo Ceará outras vezes, na década de 1980, acompanhando músicos como Paulinho da Viola e Mauro Duarte e diz não se surpreender por encontrar na terra que exporta o forró eletrônico gente apaixonada pelo samba de raiz.

"Tem essa coisa do samba em todo lugar. Onde eu passo tem uma moçada que gosta desse tipo de música, do samba mais tradicional, embora ele não seja tocado no rádio. É uma turma mais na encolha”, pontua. É para esse pessoal que Cristina guarda as maiores pérolas do seu inestimável repertório. Segundo ela, seu maior prazer é apresentar ao público músicas que ficaram esquecidas no tempo ou não ganharam a voz do povo. “Não gosto de música muito conhecida, gosto de mostrar o que as pessoas não conhecem, mas só quando tem gente interessada, numa roda pequena", ressalta.

Mesmo fugindo da alcunha de pesquisadora, Cristina mergulhou no samba de raiz e hoje é vista por alguns músicos mais novos como um almanaque vivo do samba. Modesta, ela prefere dizer que é apenas uma interessada no assunto. "Nem pesquiso tanto, as pessoas que me pedem alguma coisa e eu vou atrás. Não me considero pesquisadora. Não sei nem mexer na internet. As pessoas é que me dão muita coisa porque sabem que eu gosto”.

Irmã de Chico Buarque, Ana de Hollanda (cantora e atual ministra da Cultura) e Miúcha, Cristina conta que sua veia musical teve, sim, influência dos Buarque de Hollanda, mas não exatamente dos irmãos mais famosos. O gosto pela música foi despertado pelo irmão mais velho, Sérgio, que sempre ouvia sambas antigos na sua radiola e ela, criança, começou a se apaixonar por mestres como Noel Rosa, Ciro Monteiro e Mário Monteiro. “Eu fui crescendo e gostando, até começar a pegar um pessoal contemporâneo meu. Peguei ainda Nelson Cavaquinho, Cartola, Zé Ketti, o pessoal da Velha Guarda da Portela, Candeia, Mauro Duarte. A gente se encontrava em almoços e depois eu gravei com alguns deles”, lembra.

Serviço 
Roda de Samba com Cristina Buarque
Quando: hoje, 5, ao meio-dia
Onde: Kukukaya (Av. Pontes Vieira, 55 - Dionísio Torres)
Quanto: R$ 10 (couvert)
Outras info.: 3227 5661

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Clara ( Francis Hime e Geraldo Carneiro)

Por Alfredo Pessoa


Esta é uma belíssima homenagem de Geraldo Carneiro a Clara Nunes, musicada por Francis Hime. Paulo César Pinheiro, seu marido, já havia feito "Um Ser de Luz" juntamente com Mauro Duarte e João Nogueira. PC Pinheiro confessa que fez a letra ouviu a música, depois de pronta, e nunca quis ouvir. É Clara guerreira, é Clara, "Mineira", outra homenagem de João Nogueira. Salve Clara Francisca Gonçalves Pinheiro, e lá se foram 28 anos sem Clara.

Registro: A EMI Music lançou em 2004 box com 18 cds de Clara + bônus.
Vale a pena também conferir a gravação de "Clara" na voz de Beth Carvalho: obra "Francis Hime - Albúm Musical (1997)" - Biscoito Fino.


Clara (Francis Hime-Geraldo Carneiro)

Am4/7                    A4/7(b9)
Luz, uma luz que se ascendeu
Am4/7                A4/7(9) A7/9-
Fogo era o fogo de xangô
Dm7/9            G7/9 C7+/9
Estrela que um dia despencou
C7/9                    F#m5-/7 B7/9- Bm5-/7 E7/9-
Das Estrelas lá do céu e caiu na minha vi da
Am4/7               A4/7(b9)
Não, era uma constelação
Am4/7         A4/7(9) A7/9-
Era paixão de clarear
Dm7/9           G7/9 C7+/9
A Clara magia de de viver
C7/9             F#m5-/7 B7/9- Bm5-/7 E7/9-
Diz o mar Ilê-Ayê, tantas coisas diz o mar
B7/9- E7/9- Am7 Am4/7 A4/7(9) A7/9- Dm7/9
É Cla____ra sereia que navega noutro mar, vagueia
Dm7 G4/7(9) G7/9 Fm6/C C7+
Pela noite pelo ar me incendeia
F7+ F#m5-/7 B7/9- F7/9 E7/9-
Porque o fogo de cantar não se apaga
B7/9- E7/9- Am7 Am4\7 A4/7(9) A7/9- Dm7/9
É Cla____ra princesa no país da escuridão, acesa
Dm7 G4/7(9) G7/9 Fm6/C C7+
Feito luz de incendiar da certeza
F7+ F#m5-/7 B7/9- F7/9 E7/9- E4/7(b9) A4/7(9)
Que a mania de sonhar não, não vai se acabar
A7/9 Dm7/9 D#ºAm7/E F7+/9 B7/9- E7/9- E4/7(b9) A4/7(9)
É Cla___ra, a estre____la, rebrilha no ar
A7/9 Dm7/9 D#º Am7/E F7+/9 B7/9- E7/9- E4/7(b9) A4/7(9)
A estre__la de Cla_____ra, não vai se apagar