Quem sou eu

Minha foto
Agrônomo, com interesses em música e política
Mostrando postagens com marcador César Camargo Mariano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador César Camargo Mariano. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Basta de Clamares Inocência (Cartola)

Por Alfredo Pessoa

Esta música foi gravada por Elis Regina (Disco Essa Mulher, 1979, Warner Music) Cláudia Telles (Interpreta Cartola e Nélson Cavaquinho, 1995, produzido por Roberto Menescal) e Ney Matogrosso (Interpreta Cartola, ao vivo, 2002, Universal Music).
Uma pérola do mestre Cartola. 
O arranjo tá um pouco modificado, mas tá mais parecido com o do César Camargo Mariano.

Basta de Clamares Inocência (Cartola)

Am7(9) C7(13) B7 E7 (2 vezes) Am7(9) Bb7M
Am9          Am9/G  Bm7(9/b5) E7(b9)
Basta    de clamares    inocência,
Am7(9)      C7(13)  B7       E7
Eu sei todo mal que mim você fez.
Em7(b5)    A7(b9)  Dm7M(9)   Dm7/C
Você desconhece consciência,
B7(13)      B7(b13)     Bm7(b5) E7(b9)
Só deseja o mal a quem o bem te  fez.
Dm7         Bm7(b5) E7(b13)  Am7(9)
Basta, não ajoelhes    vá   embora,
C7(13) B7     E7              Am9(7)  Bb7M
  Se estás arrependida, vê se chora.
C7(13) B7     E7              Am9(7)  
  Se estás arrependida, vê se chora.
Bm7(b5)                      Bb7(b5)      Am7
Quando você partiu, me disse chora, não chorei.
Eb/F        F7(9)      Bm7(b5)          E7(b9)
Caprichosamente fui esquecendo que eu te amei.
Dm7       Bm7(b5)E7(b9) Am7(9)          Abm7(9)
Hoje me encontras tão alegre e diferente,
Gm7(9)     C7(13)    F6(9) F6(9)/C F6(9) Eb7(9)
Jesus não castiga um filho que está inocente,
Dm7          Bm7(b5) E7(b13) Am7(9) C7(13)
Basta não ajoelhes   vá   embo----ra,
     B7        E7           Em7(9) A7(b13)
Se estás arrependida, vê se chora.
Dm7         Bm7(b5) E7(b13) Am7(9) C7(13)
Basta não ajoelhes  vá   embo-----ra,
     B7        E7           F7M  Dm7(9)
Se estás arrependida vê se chora.
Am7(9) C7(13) B7(13) Bb7(13)
Am7(9) C7(13) B7(6) E4(7)/Bb Am7

segunda-feira, 19 de março de 2012

Elis por César Camargo Mariano (2)

Por Cesar Camargo Mariano

Cesar Camargo Mariano
Eu não estava mais na TV Record e já tinha me separado da Marisa havia algum tempo quando a Rede Globo fez uma série de programas, chamada Som Livre Exportação, comandada por Ivan Lins, Elis e Simonal. O SOM 3 foi contratado para fazer quatro programas em diferentes estados, e dois deles com o Simonal, um no Rio e outro em Brasília. Já tínhamos praticamente nos separado do Simonal, mas continuávamos amigos, e, de acordo com o contrato entre o SOM 3 e ele, teríamos de fazer mais esses dois trabalhos. Antes do programa de Brasília, Simonal me ligou e, numa conversa breve, pediu para eu preparar duas músicas novas. Quando chegamos para ensaiar, apareceu uma novidade: tinham decidido mudar o repertório da apresentação do Simonal. Outras músicas e outros arranjos que não eram os meus já estavam prontos. E tinham decidido que tudo ia ser feito com orquestra, e o SOM 3 não participaria do programa.

Essas mudanças acontecem na produção de um programa de televisão ao vivo, e as razões nem sempre são muito definidas. Mas nós não fomos sequer comunicados. ó soubemos quando recebemos o roteiro do programa, no camarim, já trocando de roupa.

Simonal estava no palco, ensaiando com a orquestra, quando fui falar com ele, em particular, para saber o que tinha acontecido. Ele, em voz alta, na frente de todos e muito irritado, disse que não sabia de nada e que eu fosse me acertar com a produção do programa.

Fiquei ali parado, sem graça, muito triste e sem entender aquela atitude. Não quis ouvir nenhuma explicação de ninguém. Queria ouvir dele

Pegamos nossas coisas e voltamos para o hotel. Os meninos subiram para seus quartos, e eu fiquei sentado no saguão, sozinho, tentando entender, pensando...quando, horas depois chegou o Nelson Mota com a Elis, e ambos se sentaram ao meu lado, tentando me consolar e me dar justificativas. Não só eles, mas todos perceberam quanto a situação ficou incômoda.
Um mês depois, o Som Livre Exportação foi para Porto Alegre, e o SOM 3 foi escalado para tocar com o Ivan Lins. Seria o último da série. No avião, estava todo o elenco, os músicos da orquestra, os técnicos, só não estava a Elis. Aquilo me chamou a atenção. Fui falar com Chiquinho de Moraes, arranjador do programa e amigo particular da Elis, que me explicou que ela não viria por causa de um problema odontológico de última hora.

Fizemos o programa. Correu tudo bem, e, no final, fomos todos convidados para um churrasco, em algum lugar, e, não sei por quê, eu continuava preocupado com Elis.

Do livro:
SOLO memórias - de Cesar Camargo Mariano 
Editora LeYa

domingo, 18 de março de 2012

Elis Regina por César Camargo Mariano (1)

César Camargo Mariano escreveu suas memórias. 
Estão no livro SOLO, lançado pela Editora LeYa.
Obrigatório para quem gosta de música. Excelente livro.
Devo publicar aqui,  as memórias de César sobre Elis. Eis a primeira.
Marcus Vinicius

Por César Camargo Mariano


Cesar Camargo Mariano
O bar ao lado do Teatro Record era um lugar de grandes conversas e servia de relaxamento das tensões, dos cansativos e corridos ensaios daqueles shows diários. Em um canto do bar, Caçulinha contava histórias e aventuras hilariantes; em outro, Ciro Monteiro sempre tinha um causo sobre alguma música ou sobre compositores de uma época em que eu nem sabia que um dia seria músico; Ronnie Von falava de seu avião e seus carros, todos azul-marinho; Simonal, Erasmo, Wanderléa, Elizeth, Hebe Camargo...todos ficavam ali, se descontraindo, trocando informações e tomando café naquela uma hora que tínhamos antes do início de cada programa.


Todos os dias, praticamente, eu convivia com o cast inteiro da Record, fazendo grandes amizades. A única pessoa que raramente aparecia no bar e, portanto, com quem eu não tinha o menor contato era a ELIS.


Lembro que tinha acabado de entrar no teatro, no início da tarde, e estava indo em direção aos camarins quando, virando a esquina de um corredor, demos um superencontrão. Elis estava chorando. O cabide de roupas que eu carregava caiu no chão, misturando-se com seus livros, sua bolsa e mais um monte de papéis que ela trazia nas mãos. Pedi desculpa, e ela chorava muito enquanto juntávamos as coisas no chão.


- Tá tudo bem? Aconteceu alguma coisa? - perguntei
- Nada - respondeu. E sumiu.






O Zimbo Trio, que era o trio, digamos, oficial da Elis e do programa O Fino da Bossa, foi fazer uma apresentação fora do Brasil naquela semana, e Manoel Carlos, então, escalou o SOM 3 e o quinteto do Luiz Loy para o programa. Seria a primeira vez que eu ia tocar com ela.


Nos ensaios dentro de um dos camarins, o clima foi tenso. Sabá e Toninho já tinham trabalhado e gravado com ela quando ainda eram o Jongo Trio, e aconteceu alguma coisa entre eles que, aparentemente, ainda não estava resolvida. De minha parte, era somente mais uma cantora que eu ia acompanhar, apesar de existir uma coisa que estava meio que pesando sobre a minha cabeça, que era a responsabilidade de substituir o Zimbo, tocando exatamente os mesmos arranjos de dois sucessos dela. Eram somente duas músicas, mas a situação era meio delicada. O clima ficava cada vez mais tenso à medida quew íamos ensaiando. Ela, sentada em uma cadeira, ao lado do piano, nem sequer olhava pra mim. Não falava nada: nem sim, nem não, nem tá bom ou está ruim. Nada.


Quando as duas músicas ficaram prontas e já íamos para o bar ao lado relaxar um pouco, ela me chamou:
- Tô com vontade de cantar mais uma com vocês - disse timidamente sem se levantar da cadeira e olhando para o chão


Era a música nova do Edxu Lobo que ela ainda não havia cantado.
Voltamos para os instrumentos, e fiz o arrajo de "Upa, Neguinho".
E foi só.

Do Livro:
SOLO - Cesar Camargo Mariano - Memórias - Editora LeYa - 2011

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

LENY ANDRADE - 26 de janeiro de 1943



Leny Andrade, Paquito D'Rivera, Cesar Camargo Mariano, Romero Lubambo, Jose Mauricio & Hendrik Meurkens.
Lincoln Harbor Park, Weehawken, NJ 8-6-09
Musica - Toots Thielemans - "Bluesette"

segunda-feira, 19 de setembro de 2011