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terça-feira, 15 de julho de 2014

Gente do Esplar de todos os tempos (1)

 Por Elzira Saraiva

Turma do tempo presente,
tempos atras comecei a publicar as fotos de pessoas que por aqui passaram (www.esplar.org.br) contando um tiquinho sobre elas.
Tô voltando hoje.




Foto 1 - Márcio Caetano - trabalhou aqui no Projeto Dom Hélder Câmara -PDHC. Fazia dupla com o Rogaciano Oliveira


Foto 2 - André Lima - foi bolsista. Trabalhou no projeto de Consórcios Agroecológicos.


Foto 3 - Letícia Peixoto - trabalhou no PDHC-Gênero.

quarta-feira, 28 de março de 2012

CORDEL - AS ARMADILHAS DAS CISTERNAS DE PLÁSTICO

Rogaciano Oliveira
Por Rogaciano Oliveira
rogacianoo@gmail.com


AS ARMADILHAS DAS CISTERNAS DE PLÁSTICO

Conviver no semi-árido
Com paz e dignidade,
Água, terra e alimento
Uma vida de verdade
Sem pobreza e sem miséria
Uma outra realidade.

Durante quase dez anos
Tem sido essa a missão
Da ASA que demonstrou
Que a articulação
Por uma vida mais digna
Transformou a região.

A Articulação no
Semi-Árido brasileiro
ASA, como é conhecida
Com um programa pioneiro
Conviver no semi-árido
Objetivo primeiro.

A construção de cisternas
De placas, uma novidade
Que permite acumular
Uma água de qualidade
Para que cada família
Tenha mais dignidade.

Uma importante estratégia
Pra conviver no sertão
Da água que vem da chuva
Fazer a captação
Numa cisterna de placas
Guardar para outra estação.

Tornou-se política pública
Pelo governo, adotada
Essa tecnologia
Foi logo disseminada
Meio milhão de cisternas
Com água acumulada.

E a cisterna calçadão
Outra tecnologia
Que permite a população
De uma forma mais sadia
Segurança alimentar
Respeito e autonomia.

A Asa vem construindo
Quase quatrocentos mil
Cisternas de placas que
Vem transformando o perfil
E revolucionando o
Semi-Árido do Brasil.

Com a cisterna em casa
Mulheres têm atitude
Bebendo água potável
E as crianças com saúde
Sem andar quase uma légua
Prá pegar água em açude.

A estratégia da ASA
Não é só a construção
Das cisternas, mas também
Um Programa de Formação
E Mobilização Social
Prá conviver no sertão.

As famílias no processo
Tem todo envolvimento
Pedreiros, capacitados
Ganhando conhecimento
E toda a comunidade
Com seu empoderamento. 

Sem esquecer a gestão
E o controle social
Dos recursos hídricos, que
É coisa essencial
Lembrando que a água é
Um recurso natural.

Esse trabalho da ASA
Teve reconhecimento
Do ex-presidente Lula
Que com seu desprendimento
Premiou este programa
Pelo seu merecimento. 

Porém, esta experiência
Está hoje ameaçada
Pela cisterna de plástico
De PVC fabricada
Por uma empresa privada
Que não quer saber de nada.

O programa água para todos
Que Dilma quer implantar
Define que as cisternas
Vai se universalizar
Porém, o processo é outro
Sem o povo participar.

Cisternas serão de plástico
De PVC construída
Fabricada por empresas
De forma não sugerida
A empresa é quem faz tudo
A população excluída.

As técnicas de construção
Uma empresa é quem domina
A família só recebe
Sem participar da sina,
Com os princípios democráticos
Essa prática não combina.

A cisterna de PVC
Sai por um custo elevado
Custa o dobro que o de placas
Além de deixar de lado
Pedreiros, pois o recurso
Para a empresa é repassado.

A experiência comprova:
Essa cisterna é inconstante
Muitas delas derreteram
Duma forma extravagante
Não suportaram o calor
Do nosso sol causticante.

Por isso nós somos contra
As cisternas de PVC
Cujo processo é fechado
Exclui ela, eu e você
Das decisões de empresários
A gente fica à mercê.

O povo sem participar
Famílias sem autonomia
Dependendo das empresas
Pois a tecnologia
Dessas cisternas de plástico
Nega a soberania.

Vamos lutar pra que Dilma
Que é nossa presidenta
Não apóie esse projeto
Que exclui e que concentra
Cisterna antiecológica.
O povo não aguenta.

É lamentável o governo
Descartar a ASA agora
Rompendo essa parceria
Todo processo ignora
Negando uma caminhada
De quase dez anos à fora.

Assim pode se apagar
Da noite para o dia
Exitosa experiência
Que tanta coisa irradia
Participação social,
Respeito e cidadania.

Lutamos pela defesa
De mais participação
As famílias envolvidas
Discutindo a gestão
Dos nossos recursos hídricos
Numa nova dimensão.

Por isso nós somos contra
E devemos protestar
Porque o capitalismo
Só quer é nos explorar
Essas cisternas de plástico
Precisamos rejeitar.

Queremos é construir
Um semi-árido mais justo
Com paz e solidariedade
Para vivermos sem susto
Sem a idéia mesquinha
Do lucro a qualquer custo.

Lutar por água e por vida 
É nossa principal ação 
Que o tema semi-árido 
Esteja na educação 
Difundir as experiências 
De conviver no sertão. 

Se quiser ser sustentável 
Qualquer proposta ativa 
Promove a cidadania 
Com ação educativa, 
Atitude democrática, 
Gestão participativa. 

Conviver no semi-árido 
É possível e é viável 
Com água de qualidade 
E alimento saudável 
Construindo dia-a-dia 
Um planeta sustentável. 

Seguiremos nessa luta
Contra a opressão terrível
Conquistar nossos direitos
É nosso sonho plausível;
Uma nova sociedade,
De justiça e igualdade:
Um outro mundo é possível.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Concentra mas não sai - em poema

Por Rogaciano Oliveira

O Concentra, mas não sai
Com garra e simplicidade
Resgata o carnaval
Histórico de qualidade
Uma festa popular
Que tem legitimidade.

O carnaval é uma festa
Que alegra e que agita;
Pessoas de toda idade
Fazem uma festa bonita
Um momento inesquecível
Pra quem gosta e acredita.


Todo ano o Concentra 
Faz o melhor  pré-carnaval
Concentra, mas não sai     
É um bloco original

Resgata frevo e marchinha
Ritmo tradicional.

O carnaval do Concentra
Arrebata multidões
O Bloco cresceu e foi
Pro mercado dos peões
E este ano na praça
Concentra mais foliões.


Pois como a praça é do povo
Lá na Praça do Ferreira
O Concentra, mas não sai
Chega sem dizer besteira
O carnaval popular
Que tem eira e que tem beira.


As pessoas se concentram
Bebendo com alegria
Brincam, dançam, se divertem
Com graça e com maestria
Mas, ninguém sai para a rua
E nem perde a harmonia.


Este Bloco tem história
O sucesso é conhecido
Em todo pré-carnaval
O Concentra é mais querido
Quem quiser se divertir
Tem espaço garantido.


A FUNCET dá apoio
Porque sabe que é viável
Uma festa popular,
Um desfile responsável
Com Bloco e maracatu
Fazendo para eu e tu
Um carnaval sustentável.


Rogaciano Oliveira
Fortaleza-CE, fevereiro de 2006

Rogaciano Oliveira é poeta popular, cordelista, e técnico do Esplar - Centro de Pesquisa e Assessoria

domingo, 19 de dezembro de 2010

Concentra mas não sai em cordel



O Concentra, mas não sai
Com garra e simplicidade
Resgata o carnaval
Histórico de qualidade
Uma festa popular
Que tem legitimidade.

O carnaval é uma festa
Que alegra e que agita;
Pessoas de toda idade
Fazem uma festa bonita
Um momento inesquecível
Pra quem gosta e acredita.

O Concentra é uma eterna
Grande confraternização
Onde quem quiser brincar
Na boa, sem confusão
Veste a camisa do bloco
Garantindo a diversão.

Tem 6 anos de existência
O Concentra, mas não sai
Um bloco heterogêneo
Que todo sábado vai
Animar os foliões
Que bebe, mas ninguém cai.

Do Papicu para o Centro
Fazendo o pré-carnaval
O Concentra, mas não sai
Um bloco original
Resgata frevo e marchinha
Ritmo tradicional.

O carnaval do Concentra
Arrebata multidões
O Bloco cresceu e foi
Pro mercado dos peões
E este ano na praça
Concentra mais foliões.

Pois como a praça é do povo
Lá na Praça do Ferreira
O Concentra, mas não sai
Chega sem dizer besteira
O carnaval popular
Que tem eira e que tem beira.

As pessoas se concentram
Bebendo com alegria
Brincam, dançam, se divertem
Com graça e com maestria
Mas, ninguém sai para a rua
E nem perde a harmonia.

Este Bloco tem história
O sucesso é conhecido
Em todo pré-carnaval
O Concentra é mais querido
Quem quiser se divertir
Tem espaço garantido.

A FUNCET dá apoio
Porque sabe que é viável
Uma festa popular,
Um desfile responsável
Com Bloco e maracatu
Fazendo para eu e tu
Um carnaval sustentável.

Cordel de Rogaciano Oliveira - Fevereiro de 2006