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quinta-feira, 1 de junho de 2017

FADO - EDSON CORDEIRO

Em 1992, estreia com um disco fantástico.
Lança outro bom disco em 1994 no mesmo estilo do anterior - "mixtudo".
Tem mais três discos dançantes.
Em "O terceiro sinal" retoma ao estilo "mixtudo", que gosto mais do que os dançantes. 
Deu uma passeada pela ópera, música clássica, jazz, rock, pop, em vários cds.

Agora está lançando "FADO", seu décimo segundo e mais novo álbum, gravado em Porto, Portugal.


“Cantar fado, para mim, é como reencontrar um parente distante que,
​a​pesar do tempo e da distância, nunca perdemos a conexão.
Conexão que não está apenas em minha herança genética,
uma vez que carrego os nomes Pereira, Lima e Cordeiro,
que vieram para o Brasil há tantos anos.
O fado me faz resgatar esta identidade adormecida.
Mas, se trago o fado nos sentidos, é porque uma voz o despertou:
a voz soberana de Amália Rodrigues. ”
Edson Cordeiro

terça-feira, 23 de maio de 2017

Jazzmeia Horn


- Conheci ontem, Jazzmeia Horn.

Abaixo matéria de Luis Orlando Carneiro.


'
Jazzmeia Horn
A nova 
jazz diva na praça chama-se Jazzmeia Horn, e tem apenas 25 anos. O nome não foi adotado para fins comerciais, mas lhe foi dado quando nasceu, em Dallas, Texas, pela avó paterna, casada com um pastor, e que tocava música gospel ao piano. Em 2009, ainda teenager, ela foi para Nova York a fim de cursar a New School for Jazz and Contemporary Music. Em 2013, ganhou a Sarah Vaughan International Jazz Vocal Competition. Em 2015, venceu a Thelonious Monk Institute  de um júri formado por Dee Dee Bridgewater, Freddy Cole, Al Jarreau e Luciana Souza.


Pois o álbum de estreia dessa incrível vocalista - descendente estilística de Betty Carter (1930-1998) e Sarah Vaughan (1924-1990), na arte do scat singing – vem de ser lançado pelo selo Prestige/Concord Jazz, sob o título de A Social Call. São ao todo 10 faixas, nas quais Jazzmeia Horn lidera um conjunto instrumental de elite formado por Victor Gould (piano), Stacy Dillard (sax), Ben Williams (baixo), Josh Evans (trompete) e Jeromy Jennings (bateria), com participação especial do trombonista Frank Lacy.
A influência de Betty Carter na arte de Jazzmeia é patente na “instrumentalização” vocal boppish dos solos improvisados e nas trocas de compassos com os instrumentistas propriamente ditos. Carter foi uma contralto originalíssima, dona de um vozeirão às vezes roufenho, enquanto a nova estrela que tem jazz até no nome pode ser classificada como mezzo soprano, embora seu range vocal atinja notas altíssimas.



'A Social Call' é o álbum de estreia da premiada vocalista

A primeira faixa do disco inaugural de Jazzmeia Horn é um tema de Betty Carter, Tight (3m), com solo vigoroso de Stacey Dillard, seguido de uma troca de compassos imperdível entre o saxofonista tenor e a vocalista em scat. O título do CD vem de Social call, inesquecível composição do saxofonista alto Gigi Gryce (1925-1983), que recebe um tratamento curto (2m25), a vocalista abrindo sua versão com a letra escrita para o tema por Jon Hendricks, e muito bem servida pela seção rítmica.
O poema-hino Lift every voice and sing e Moanin', famoso tema bluesy do pianista Bobby Timmons, são casados numa faixa de seis minutos, e atestam as fontes primordiais da nova estrela a brilhar no céu do jazz.
reviwer Ron Weinstock (In a Blue Mood) destaca como highlight do álbum o medley de Afro blues/Eye see you/Wade in the water (13m), nos seguintes termos: “Começa com um tour de force imaginativo recriando o clássico de Mongo Santamaria, inicialmente tocado em dueto com Jennings (bateria), e tem um pouco de vocalização operática (de Jazzmeia) nos mais altos cumes do seu amplo registro. Segue-se um comentário social falado, como um rap, logo transformado num spiritual.
Outros temas escolhidos por Jazzmeia Horn para o seu álbum de estreia são East of the sun (6m05), que Sarah Vaughan gravou pela primeira vez em 1950, com Miles Davis; a balada The peacocks (8m), do saudoso pianista Jimmy Rowles (1918-1996); People make the world go round (6m55) e I'm going down (5m15), versões jazzísticas de dois hits do gênero rhythm & blues.
http://www.jb.com.br/jazz/noticias/2017/05/13/jazzmeia-horn-a-nova-estrela-do-jazz/

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Peggy Lee - Fever



"Peggy Lee gravou "Fever na Capitol em 1958, em arranjo de Jack Marshall com acompanhamento de estalos de dedos, de tambores e o famoso Joe Mondragon ao contrabaixo. Essa concepção de acompanhamento extraordinariamente singelo, aliado à interpretação sensual  de Peggy Lee, foi precisamente o que provocou uma incrível tensão de fundo erótico, sem que se pudesse coibir o que estava nas entrelinhas da letra.
 Basta um trecho como este: "Now give me fever/ When we're kissin'/ Fever with that blame in you/ Fever, I'm a fire/ Fever, yeah, I burn for you" ["Dê-me fever quando nos beijamos/ fever com seu calor/fever, sou uma labareda/fever, sis, eu queimo por você"]
in Música com Z, de Zuza Homem de Mello - Editora 34

Alberta Hunter



The great Alberta Hunter, who had a comeback at age 83, singing "Nobody Knows You When You're Down and Out," written originally by Jimmie Cox for Bessie Smith. Alberta had written one of Bessie's great blues songs, "Downhearted Blues."

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

ZAZ - "Dans ma rue"



Dans ma rue (Edith Piaf/Jacques Datin)

J'habite un coin du vieux Montmartre
Mon père rentre soûl tous les soirs
Et pour nous nourrir tous les quatre
Ma pauvr' mére travaille au lavoir.
Moi j'suis malade, j'rêve à ma fenêtre
Je r'garde passer les gens d'ailleurs

Quand le jour vient à disparaître
Il y a des choses qui me font un peu peur

Dans ma rue il y a des gens qui s' promènent
J'les entends chuchoter dans la nuit
Quand je m'endors bercée par une rengaine
J'suis soudain réveillée par des cris
Des coups d'sifflet, des pas qui traînent, qui vont et viennent
Puis le silence qui me fait froid dans tout le coeur

Dans ma rue il y a des ombres qui s' promènent
Et je tremble et j'ai froid et j'ai peur
Mon père m'a dit un jour : "la fille,
Tu ne vas pas rester là sans fin
T'es bonn' à rien, ça c'est d'famille
Faudrait voir à gagner ton pain
Les hommes te trouvent plutôt jolie
Tu n'auras qu'à sortir le soir
Il y'a bien des femmes qui gagnent leur vie
En "s' balladant sur le trottoir"

Dans ma rue il y a des femmes qui s' promènent
J'les entends fredonner dans la nuit
Quand je m'endors bercée par une rengaine
J'suis soudain réveillée par des cris
Des coups d'sifflet, des pas qui traînent, qui vont et viennent
Puis le silence qui me fait froid dans tout le coeur

Dans ma rue il y a des femmes qui s' promènent
Et je tremble et j'ai froid et j'ai peur
Et depuis des semaines et des semaines
J'ai plus d' maison, j'ai plus d'argent
J' sais pas comment les autres s'y prennent
Mais j'ai pas pu trouver d' client
J'demande l'aumône aux gens qui passent
Un morceau d' pain, un peu d' chaleur
J'ai pourtant pas beaucoup d'audace
Maintenant c'est moi qui leur fait peur

Dans ma rue tous les soirs je m' promène
On m'entend sangloter dans la nuit
Quand le vent jette au ciel sa rengaine
Tout mon corps est glacé par la pluie
Mais je n' peux plus, j'attends sans cesse que le bon Dieu vienne
Pour m'inviter à me réchauffer tout près de Lui

Dans ma rue il y a des anges qui m'emmènent
Pour toujours mon cauchemar est fini

http://en.wikipedia.org/wiki/Zaz_(singer)

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Pra não esquecer... Strange Fruit



"Strange Fruit" foi composta como um poema, escrito por Abel Meeropol (um professor judeu de colégio do Bronx), sobre o linchamento de dois homens negros. Ele a publicou sob o pseudônimo de Lewis Allan.


Strange Fruit
Southern trees bear a strange fruit
Blood on the leaves and blood at the root
Black bodies swinging in the southern breeze
Strange fruit hanging from the poplar trees

Pastoral scene of the gallant south
The bulging eyes and the twisted mouth
Scent of magnolias, sweet and fresh
Then the sudden smell of burning flesh

Here is fruit for the crows to pluck
For the rain to gather, for the wind to suck
For the sun to rot, for the trees to drop
Here is a strange and bitter crop


Fruta Estranha
Árvores do sul produzem uma fruta estranha,
Sangue nas folhas e sangue nas raízes,
Corpos negros balançando na brisa do sul,
Fruta estranha penduradas nos álamos.

Pastoril cena do valente sul,
Os olhos inchados e a boca torcida,
Perfume de magnólias, doce e fresca,
Depois o repentino cheiro de carne queimada.

Aqui está a fruta para os corvos arrancarem,
Para a chuva recolher, para o vento sugar,
Para o sol apodrecer, para as árvores deixarem cair,
Aqui está a estranha e amarga colheita.


terça-feira, 18 de setembro de 2012

Billie, a música e o livro

Por Marcus Vinicius

  • Billie Holiday

  • A música
Strange Fruit(Wiggins,Dwayne P./Pearl,Maurice/Alan, Lewis)

Southern trees bear a strange fruit,
Blood on the leaves and blood at the root,
Black bodies swinging in the southern breeze,
Strange fruit hanging from the poplar trees.

Pastoral scene of the gallant south,
The bulging eyes and the twisted mouth,
Scent of magnolias, sweet and fresh,
Then the sudden smell of burning flesh.

Here is fruit for the crows to pluck,
For the rain to gather, for the wind to suck,
For the sun to rot, for the trees to drop,
Here is a strange and bitter crop.

Estranha Fruta (versão de Carlos Rennó)

“Árvores do Sul dão uma fruta estranha,
Folha ou raiz em sangue se banha,
Corpo negro balançando, lento,
Fruta pendendo de um galho ao vento,

Cena pastoril do Sul celebrado,
A boca torta e o olho inchado,
Cheiro de magnólia chega e passa,
De repente o odor de carne em brasa,

Eis uma fruta para que o vento sugue,
Pra que um corvo puxe, pra que a chuva enrugue,
Pra que o sol resseque, pra que o chão degluta,
Eis uma estranha e amarga fruta”.



  • O LIVRO - recém lançado pela Cosac Naify, é excelente.

Tradução: José Rubens Siqueira
Prefácio: Hilton Als
Apresentação: André Midani
Editora Cosac Naify

Strange Fruit é uma poética canção de protesto contra o racismo. Na voz de Billie Holiday, a canção adquiriu imensa força expressiva, afetando profundamente todos que a ouviam. Neste breve mas rico relato, o jornalista David Margolick nos abre uma janela para um mundo: os Estados Unidos dos anos 30 e 40, um país dividido entre negros e brancos, progressistas e retrógrados, no qual Holiday ousou levar o terror do linchamento para dentro dos cafés e boates.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

LENY ANDRADE - 26 de janeiro de 1943



Leny Andrade, Paquito D'Rivera, Cesar Camargo Mariano, Romero Lubambo, Jose Mauricio & Hendrik Meurkens.
Lincoln Harbor Park, Weehawken, NJ 8-6-09
Musica - Toots Thielemans - "Bluesette"

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Robert Crumb e as capas de discos

Via Bruno Perdigão
"Robert Crumb first began drawing record covers in 1968 when Janis Joplin, a fellow Haight Ashbury denizen, asked him to provide a cover for her album Cheap Thrills. It was an invitation the budding artist couldn't resist, especially since he had been fascinated with record covers-particularly for the legendary jazz, country, and old-time blues music of the 1920s and 1930s-since he was a teen. This early collaboration proved so successful that Crumb went on to draw hundreds of record covers for both new artists and largely forgotten masters. So remarkable were Crumb's artistic interpretations of these old 78 rpm singles that the art itself proved influential in their rediscovery in the 1960s and 1970s. Including such classics as Truckin' My Blues Away, Harmonica Blues, and Please Warm My Weiner, Crumb's opus also features more recent covers done for CDs. R. Crumb: The Complete Record Cover Collection is a must-have for any lover of graphics and old-time music."
http://books.wwnorton.com/books/detail.aspx?ID=22322

terça-feira, 4 de outubro de 2011

terça-feira, 9 de novembro de 2010

sábado, 25 de setembro de 2010

Osmar Milito - Cantaloupe Island





Créditos:
Osmar Milito: Fender Rhodes, Piano, Organ
Sebastião Barros: Bass
Paschoal Meirelles: Drums
Marcos Valle: Fender Rhodes
Oberdan Magalhães: Sax
Marcio Montarroyos: Trumpet
Altamiro Carrilho: Flute
Copinha: Flute
Mauro Senise: Sax
Chico Batera: Percussion
Quarteto Forma: Vocais
Luiz Eça: Flutes & Arrangements For Strings

HERBIE HANCOCK - Cantaloupe Island