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domingo, 28 de agosto de 2011

Sou Eu (Ivan Lins / Chico Buarque)

Por Alfredo Pessoa

É a penúltima música cifrada do CD Chico (2011). Esta é a única música do disco que não é inédita. O filho do grande João Nogueira (Diogo) gravou 2 vezes (stúdio e ao vivo) com Ivan e Chico. Longe de ser uma mulher malvada, a dançarina do “Sou Eu” está fazendo o que a menina do “Deixa a Menina” não fez além de sambar, "por trás de um homem triste há sempre uma mulher feliz" mas, no final, "quem é que carrega a moça pra casa"?



Sou Eu (Ivan Lins / Chico Buarque)
[D7M/9(#4)  G7M/9(#4)]  G/A
    
D7M(9)                 F#7(#5) G7M(#11) E7/G#
Na minha mão o coração      balança
                  A6   Bbº    Bm7  B7(b9)
Quando ela se lança no salão
    G/E                 A7(9)          G/E                A7(9)
Pra esse ela bamboleia. Pra aquele ela roda a saia
    G/E                  A7(9)      Gm6  D7M(9)
Com outro ela se desfaz da sandália
                                  F#7(#5)  G7M(#11) E7/G#
Porém depois que essa mulher      espalha
                 A6   Bbº   Bm7 E7(9) 
Seu fogo de palha no salão
        G/E                           A7(9)           
Pra quem que ela arrasta a asa 
         G/E                      A7(9)
Quem vai lhe apagar a brasa
      G/E                        A7(9)    C#m7(b5)  F#7(b13)
Quem é que carrega a moça pra casa

F#m7  F#m6 B7(9) E7/9            
Sou eu                   
      A7(9)                   F#m7 F#m6 B7(9) E7/9 
Só quem sabe dela sou eu
            A7(9)              F#m7 F#m6 B7(9) E7/9  
Quem dá o baralho sou eu                 
             A7(9)       F#m7 F#m6 B7(9) E7/9  G/A D7M/9(#4)
Quem manda no samba sou eu
 
D7M(9)                    F#7(#5)  G7M(#11)     
	O coração na minha mão suspira. 
E7/G#               A6  Bbº Bm7     B7(b9)
Quando ela se atira no salão
       G/E                 A7(9)             G/E                 A7(9)
Pra esse ela pisca um olho. Pra aquele ela roda a saia
           G/E                  A7(9)   Gm6 D7M(9)
Com outro ela quase cai na gandaia.

Porém depois...

F#m7  F#m6 B7(9) E7/9 A7(9)   F#m7 F#m6 B7(9) E7/9  
Sou eu, só quem sabe dela sou eu, 
                      A7(9)              F#m7  F#m6 B7(9) E7/9     
Quem dá o baralho sou eu
                            A7(9)                F#m7 F#m6 B7(9) E7/9  
Quem dança com ela sou eu, 
                           A7(9)                   F#m7 F#m6 B7(9) E7/9
Quem leva este samba sou eu...


sábado, 11 de dezembro de 2010

Diogo Nogueira em Fortaleza

Sou de uma geração em que a grande maioria dos artistas "do meu tempo" não tinham pais artistas. O Chico, Gil, Caetano, Gal, Roberto Carlos, Roberto Ribeiro,  Erasmo, Tim, Ivan, Elis, Milton, João Gilberto, João Nogueira, Clara, Beth, Zeca, são exemplos.

Mas, no meu tempo, temos vários artistas filhos e filhas dos acima citados. Sem compará-los com os pais, existem muitos(as) bons artistas filhos(as). Sou simpático aos filhos(as) o que as vezes dificulta uma apreciação mais crítica.

Fui ao show de um - Diogo Nogueira filho de João Nogueira ( pra quem não conhece o João lá no Talabarte tem uma bom início http://talabarte.blogspot.com/2010/11/dez-nos-na-madeira.html ).

O show foi no Iate clube de Fortaleza. Tirando o corpore sano, as camisetas, músculos e tatuagens, do Diogo,  a parte musical foi muito boa. Bons músicos, o repertório melhor que o do DVD e CD e bem produzido. Um bom espetáculo.

Agora do ponto de vista da produção local, uma desgraça. As bebidas estavam sendo vendidas em quiosques espalhados no clube. Tudo bem, até que, antes da metade do show começou a faltar bebidas em alguns quiosques.

Outra roubada foi pra quem comprou mesas. Ao preço de R$240,00 a localização das mesmas impediam que você assistisse o show sentado(a) que é a função da cadeira. Ora, dirão as não estrelas, mas samba é prá se assistir de pé. É? Então, melhor pagar R$ 30,00 pela tal pista, que era grama,  e assistir muito melhor ao show.

O pior estava por vir. A colocação do palco na beira do mar ficou "lá em baixo" e o povo num plano inclinado "lá em cima". Logo ver o show só "em cima" do palco ou pelos telões.
Na apresentação da Leny Andrade no mesmo Iate, a produção não sei se a mesma, "esqueceu" Leny no hotel por uma hora o que ocasionou um grande atraso no início e um belo "cagaço" da cantora na produção.

O descuido e falta de profissionalismo ainda são uma constante aqui no Ceará. Ops! Não só aqui. Na quinta passada fui ver um show da Eliane Faria no Rio e o "descuido" foi o mesmo um som péssimo que atrapalhou e prejudicou o espetáculo.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

João Nogeira - 12 de Novembro - hoje faria 69 anos

No vídeo abaixo o João Nogueira e o filho Diogo Nogueira cantam Espelho de João Nogueira e Paulo Sérgio Pinheiro.









Espelho

Composição: João Nogueira e Paulo César Pinheiro

Nascido no subúrbio nos melhores dias
Com votos da família de vida feliz
Andar e pilotar um pássaro de aço
Sonhava ao fim do dia ao me descer cansaço
Com as fardas mais bonitas desse meu país
O pai de anel no dedo e dedo na viola
Sorria e parecia mesmo ser feliz

Eh, vida boa
Quanto tempo faz
Que felicidade!
E que vontade de tocar viola de verdade
E de fazer canções como as que fez meu pai (Bis)

Num dia de tristeza me faltou o velho
E falta lhe confesso que ainda hoje faz
E me abracei na bola e pensei ser um dia
Um craque da pelota ao me tornar rapaz
Um dia chutei mal e machuquei o dedo
E sem ter mais o velho pra tirar o medo
Foi mais uma vontade que ficou pra trás

Eh, vida à toa
Vai no tempo vai
E eu sem ter maldade
Na inocência de criança de tão pouca idade
Troquei de mal com Deus por me levar meu pai (Bis)

E assim crescendo eu fui me criando sozinho
Aprendendo na rua, na escola e no lar
Um dia eu me tornei o bambambã da esquina
Em toda brincadeira, em briga, em namorar
Até que um dia eu tive que largar o estudo
E trabalhar na rua sustentando tudo
Assim sem perceber eu era adulto já

Eh, vida voa
Vai no tempo, vai
Ai, mas que saudade
Mas eu sei que lá no céu o velho tem vaidade
E orgulho de seu filho ser igual seu pai
Pois me beijaram a boca e me tornei poeta
Mas tão habituado com o adverso
Eu temo se um dia me machuca o verso
E o meu medo maior é o espelho se quebrar (Bis)