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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Soledade solo-ao vivo na casa de Francisca

Discaço de Cida Moreira - Soledade solo-ao vivo na casa de Francisca


"Falar sobre cantar canções... e gravar canções... e viver canções... tarefa de responsabilidade difusa, no meio de tudo que um artista pode realizar como seu. Num dia de 2015, em plena fase de gravação de SOLEDADE, a soledade brasileira que estava entranhada em mim, fiz um show descompromissado na nossa linda Casa de Francisca. 
Este show foi gravado e filmado por Murilo Alvesso e Césinha. Passou o tempo... SOLEDADE estreou, embelezou, justificou meu espanto brasileiro, ampliou meu amor por este país.

E a outra Soledade ficou guardada, até vir à tona numa manhã de domingo, quando eu e Zé Pedro Selistre ouvimos... ficamos perplexos e encantados com tudo que ali estava cantado... um estado poético e musical, um sentimento de soledade pessoal, referenciado em canções que não entraram no SOLEDADE; e outros muitos sentidos vindos da memória, da poesia, de uma viagem antiga pelas cidades, pelos amores, pelas grandes referências a um estado de alma feminino, de uma artista que em tudo canta um Brasil profundo, e suas experiências estéticas e gostos pelo contundente, pelo estranho, pelo radical, pela palavra rasgada no piano solitário e na voz de uma mulher que acredita que cantar canções traz pra dentro de sua vida um sentido, um fio precioso, capaz de costurar qualquer tecido; esburacados tecidos que somos nós, com nossas lembranças, nossas ideologias e sonhos, cumpridos ou não debaixo deste céu, através dos ventos que levam tudo; só nos deixando a poesia, dona de mim."


Cida Moreira

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Esquecimento (Vicente Celestino - Mário Rossi)



Esquecimento - Tango-Canção
Música: Vicente Celestino. Letra: Mario Rossi.



No amor, a posse é o lindo prêmio cobiçado:
D'ela dimana a mais excelsa embriaguez...
Supremo culto de carinho e de pecado
Que vale a pena se tentar mais de uma vez.
Um grande amor floresce e morre, num momento,
Sob a eclosão do mesmo olhar que o germinou...
Depois de tudo é natural o esquecimento
Que o tédio deixa sobre o sonho que passou.

Eu não recordo o nosso amor...
- enganador...
O rompimento é natural
- e sempre igual...
Quem vive: sofre...
O amor só traz desilusão
Ao triste cofre que se chama: coração!

Não sei porque, eu penso em ti neste momento!
Em que releio tantos versos que eu te fiz!...
Se o nosso amor já naufragou no esquecimento
Porque será que estou chorando e sou feliz?...
- Quisera odiar-te, para sempre, alma fingida,
Mas, pouco a pouco estou perdendo esta ilusão:
Tu viverás dentro de mim por toda a vida
Porque a saudade não me sai do coração...

Eu não recordo o nosso amor...
- enganador...
O rompimento é natural
- e sempre igual...
Quem vive: sofre...
O amor só traz desilusão
Ao triste cofre que se chama: coração!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Quem vê DJ não vê coração

Por Marcus Vinicius


Essa  tirinha do André Dahmer http://www.malvados.com.br/  é reveladora. 
E ela me vem à lembrança quando da descoberta de que o DJ Zé Pedro tinha aberto uma gravadora e que estava lançando um pacote de quatro cds. Lembrei do Zé Pedro dos tempos que andava com a Galisteu em seus áureos momentos. Aquela figura onde sobresaiam os óculos e os chapéus. E logo eu, que embora sabendo que ser DJ é muito mais que selecionar músicas e pilotar picape numa festa ou boate, tenho uma certa implicância quando escuto DJ afirmando - "toco isso", "estou tocando lá na..". E, existe uma banalização do termo.
Mas, quem vê DJ não vê coração.
E, a gravadora criada por Zé Pedro promete. A jóia moderna é "um território exclusivo de vozes femininas nesse vasto país de cantoras", "um selo onde mulheres importantes da cena musical brasileira de ontem e hoje poderão lançar seus trabalhos inéditos. Além disso, a Jóia Moderna se preocupará em relançar alguns discos clássicos da MPB que ainda não voltaram ao mercado em formato de cd." Comprei os 4 cds do pacote inicial: 
  •  Zezé Motta no álbum Negra Melodia onde ela interpreta a obra de Jards Macalé e Luiz Melodia;
  • Cida Moreira com um disco de voz e piano chamado A Dama Indigna;
  • A Voz da Mulher Na Obra de Taiguara e
  • Ave Rara com Silvia Maria 
Ainda não recebi o da Cida Moreira, essas coisas de compras via internet, mas ouvi os outros três. Excelentes discos, necessários e imprescindíveis em qualquer discoteca que se preze. 
No entanto, Ave Rara de Silvia Maria é imperdível. Antigamente diria, corra a loja mais próxima prá comprar o disco. Hoje você nem precisa correr, compre pela internet mesmo.
Compre, escute, colecione os discos da Jóia Moderna.
Valeu, DJ Zé Pedro