Quem sou eu

Minha foto
Agrônomo, com interesses em música e política
Mostrando postagens com marcador Festas Juninas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Festas Juninas. Mostrar todas as postagens

domingo, 24 de junho de 2012

São João na Roça - Luiz Gonzaga



São João Na Roça (Luiz Gonzaga)


A fogueira tá queimando
Em homenagem a São João
O forró já começou
Vamos gente, rapapé neste salão

Dança Joaquim com Isabé
Luiz com Iaiá
Dança Janjão com Raqué
E eu com Sinhá
Traz a cachaça, Mané
Eu quero vê, quero vê páia voar

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Luiz Gonzaga

ALUÁ

O aluá é "bebida fermentada, de abacaxi, aluá de abacaxi, ou de milho, aluá de milho e açúcar. Em Pernambuco, usam também o aluá de arroz. Do árabe, heluon, o doce. Doce bastante usado no Oriente, composto de farinha de arroz, manteiga e jogra, que é o mesmo que o açúcar da palmeira.

Aluá


É semelhante ao nosso manjar branco", conforme Luís da Câmara Cascudo. Trata-se de uma bebida trazida pelos portugueses e que foi usada, na época da colonização, na Amazônia, Ceará, Pernambuco, Paraiba, Rio Grande do Norte, depois de passar por um processo de aculturação, substituindo-se o açúcar pela rapadura.

Até mesmo na capital do Império, o aluá teve sua vez. Câmara Cascudo " informa: "Escrevendo em novembro de 1881, França Júnior evoca a popularidade do aluá durante o reinado de Pedro I na capital do Império: "No primeiro reinado o refresco em voga foi o aluá. O pote de aluá saía para o meio da rua, e o povo refrescavase ao ar livre, a vintém por cachaça"... 0 aluá, no Sul, foi substituído por outros refrigerantes. 

Mas, no Nordeste, a aluá ainda permanece vivo, no sertão, nas novenas, nas festas da padroeira e é feito da seguinte maneira, conforme receita que me foi dada por dona Maria Nazaré de Araújo, de Jucurutu, Rio Grande do Norte: 

"Ingredientes: Dois litros de milho seco, dezoito litros d'água, cinco rapaduras de um quilo cada, dez limões e uma jarra de barro já usada e que caiba tudo. 

Modo de fazer: Escolha, lave e leve o milho ao sol, para secar. Bote uma caçarola, sem gordura nenhuma, ao fogo, coloque o milho e mexa para tostar todo por igual e depois retire do fogo e deixe esfriar. Ponha a água na jarra bem como o milho já frio. Tampe bem a jarra e deixe em infusão durante oito a dez dias; todos os dias dê uma mexida e, logo em seguida, tampe a jarra. No dia de servir, raspe ou corte em pedaços pequenos as rapaduras e coloque tudo dentro da jarra, já com a água e o milho. Mexa bem até dissolver as rapaduras. Coe num coador de pano em uma toalhinha de cozinha bem limpa. Coloque o suco dos dez limões. Caso prefira mais doce, pode botar mais açúcar, de acordo com o gosto da pessoa. 0 aluá também pode ser feito com açúcar comum".

do Livro - Alimentação e Folclore: Comes e bebes do Nordeste - Mário Souto Maior

Pedro, Antônio e João - Benedito Lacerda/Osvaldo Santiago - 1943



Pedro, Antônio e João - Benedito Lacerda/Osvaldo Santiago


Com a filha de João,
Antônio ia se casar.
Mas Pedro fugiu com a noiva
Na hora de ir pro altar!
(bis)

A fogueira está queimando
E um balão está subindo.
Antônio estava chorando
E Pedro estava fugindo.

E no fim dessa história,
Ao apagar-se a fogueira,
João consolava Antônio,
Que caiu na bebedeira
.

Olha pro Céu/São João na Roça



São João - 24 de Junho


São Joao do Carneirinho - Cia Cabelo de Maria



São João do Carneirinho (Luiz Gonzaga e Guio de Morais)


Eu plantei meu milho todo
No dia de São José
Se me ajuda a providência
Vamos ter milho a grané
Pelos calco vou colher
Vinte espiga em cada pé
Pelos calco vou colher
Vinte espiga em cada pé

Ai, São João, São João dos carneirinho
Você é tão bonzinho
Fale com São José
Fale com São José
Peça pra ele me ajudar
Peça pro meu milho dá
Vinte espiga em cada pé

(Este ano eu vou colher)