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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

‘Volte Sempre': atender com discrição e bom humor é o segredo da garçonete do Boteco do Arlindo

Via Mateus Perdigão

Por Wolney Batista

Atender bem é uma vocação e isso a garçonete Leidiane Sousa Alves aprendeu cedo.



A funcionária do Boteco do Arlindo uniu a simpatia com virtudes que desenvolveu enquanto trabalhava com o pai, em um bar próximo à Praça 31 de Março. “Leidi”, como é conhecida pelos frequentadores mais assíduos, é a personagem da segunda reportagem da série “Volte Sempre“.

Um famoso clichê repassado entre comerciantes há muitas décadas garante: cliente tem sempre razão. Certa ou errada, a frase faz parte da “Bíblia” da jovem garçonete. “Quando o cliente diz que a cerveja está muito quente, eu digo para ele que vou procurar uma mais gelada, mesmo que não tenha nenhuma mais gelada”, brinca com o exemplo.

O bom humor é uma das marcas registradas da moça, que está sempre de batom vermelho e coque no cabelo. “Tem um casal que sempre vem na sexta-feira. Quando eu passei dois meses de folga eles ligavam perguntando como eu estava”, relembra a época da reforma do boteco.

Mais velha de quatro irmãos, a jovem de 19 anos divide com a mãe a responsabilidade da renda da casa. “Ou estudava ou trabalhava, mas como eu preciso trabalhar, parei de estudar”. Mesmo com pouca idade, sem o ensino médio completo ou cursos profissionalizantes na área, a jovem conhece os quesitos de um bom garçom.

Segundo ela, a discrição é uma das qualidades mais importantes da profissão. “Nós temos que ficar perto deles [clientes] para caso eles peçam alguma coisa. Mas sem prestar atenção nas conversas”. Outro item fundamental é a empatia. “Para uma pessoa trabalhar em um bar tem que ter muita simpatia e paciência”, completa.

Leidiane
Onde encontrá-la? Boteco do Arlindo (Rua Carlos Gomes, 83 – José Bonifácio)
Quando? De terça-feira a domingo
Que horas? terça a sábado, a partir das 17h; domingo, a partir das 11h

http://tribunadoceara.uol.com.br/diversao/check-in/volte-sempre-atender-com-discricao-e-bom-humor-e-o-segredo-da-garconete-do-boteco-do-arlindo/

quarta-feira, 16 de maio de 2012

É assim que eu vejo... A Toca do Plácido

Toca do Plácido
Por Ethel de Paula


A Toca do Placido é um bar de calçada e de dentro de casa. 
Tudo em um só espaço físico. 

Quem entra experimenta um ambiente intimista, à meia luz, com eventuais velas acesas, uma quase penumbra para rodas, pares, brindes ou conversas mais reservadas. Mas o quintal da pequena casa do bairro Joaquim Távora também pode ser visto como o depositário das experimentações estéticas e arquitetônicas do dono, Marcelo Costa.

Para começar, pisamos em um chão de pedregulhos e à nossa volta, inusitadamente casados, temos alguns móveis rústicos e outros antigos, dialogando com uma coleção incontável de objetos e penduricalhos que beiram o kitsch. Mais ao lado, um pequeno recanto verde, que também é de coelhos, tartarugas e aves criadas soltas. 

Tudo envolto por um manto sonoro que vem dos vinis.

O som de dentro é o mesmo de fora, mas o clima é o inverso: mesas quase se beijando de tão próximas e tudo muito às claras porque a ordem ali é ver e ser visto, já que a rua vira passarela e alternativa para quem quer beber e conversar mas não conseguiu assento. 

No cardápio, chamariz é o que não falta: cerveja litrão a preço honesto, drinks diferenciados e que seduzem pela aparência, comidinhas de boteco de dar água na boca. 

Vale se entocar.

Toca do Plácido – Rua Fiscal Vieira com Rua Castro Alves, s/n – Joaquim Távora. Perto da Soriano Albuquerque. De terça a sábado, das 18h até o último cliente. Não aceita cartão.