Quem sou eu

Minha foto
Agrônomo, com interesses em música e política
Mostrando postagens com marcador Carioca. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Carioca. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Carioca 1954 - Nina Becker

Por Marcus Vinicius

Para Vólia Barreira, Mateus Perdigão, Bruno Perdigão, Rogério Ribeiro, Roberto Bezerra Leite e Eva Caldas. E a todos(as) curtem o Rio de Janeiro e a noite...

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Não derrubem o Rio!

por Edgard Catoira

Duvido que alguém que se atreva a ler este texto não tenha tomado conhecimento do que foi mais uma festa de réveillon nas areias de Copacabana. Como sempre, a partir de meia noite, toneladas de fogos de artifício foram detonados, num esplendor que fez explodir a alegria de mais de dois milhões de pessoas que se abraçavam e beijavam, como acontece todos os anos, neste mesmo cenário – único.

No modorrento início do dia primeiro, o noticiário local chamava a atenção para a bagunça da cidade: sujeira nas praias, dificuldade para voltar para casa, tiroteio com direito a balas perdidas, assaltos.

Mas, espera um pouco: houve sim, antes da festa, um tiroteio. Aconteceu de um casal se desentender na rua e o marido partir para a mão grande contra a mulher. Um PM tentou ajudar e, durante a troca de tapas, o marido arrancou a arma do guarda e começou a atirar. Ou seja, um caso corriqueiro de polícia que nada tinha a ver com a festa de fim de ano. Portanto, nada a ver com o réveillon.

De resto, como em qualquer aglomeração, em Copacabana ou Paris, sempre haverá batedor de carteira. Eu mesmo – apesar de ter cara de imã de assalto, como diz meu filho – já tive que escapar de batedores de carteira em locais turísticos. Isso, em lugares tidos como tranquilos, como Madri, Florença ou Lisboa – onde, inclusive, levaram minha carteira.

Como se vê, até agora, nada de anormal na nossa festa carioca. E, repito, éramos mais de dois milhões de espectadores na praia. Claro que, acabado o espetáculo dos fogos, essa gente toda tinha que caminhar pelas ruas. Com dificuldade, claro. É deslocamento de multidão, num mesmo momento! Com calma, porém, todos saímos. Sem maiores transtornos, apesar de eu, particularmente, me sentir parte de uma boiada. Mas boiada feliz, sabe como é.

Mas as reclamações do dia primeiro continuam. A praia ficou suja.

Claro que ficou imunda. Todo mundo que estava lá levou champagne – ou cidra, ou cerveja e até cachaça. E garrafas, copos, restos, ficaram pelo caminho por onde passou a turba bovina. E, com um pouco de boa vontade dá para entender que nem todo mundo consegue chegar a uma lixeira no meio de tanta gente.

A verdade é que logo cedo, a praia estava limpa. A Comlurb, responsável pela coleta de lixo no Rio, é eficiente. E centenas de garis deixaram, até o fim da manhã, Copacabana em ordem.

Mas, o negócio é derrubar a grandiosidade desta cidade. Reclama-se do tempo – cerca de quatro horas – que se leva numa fila para tomar uma condução que leve ao Corcovado. Digo eu, espera aí. Em Paris, mesmo sem ser dia de festa, leva-se esse tempo para conseguir subir na Torre Eiffel. As filas são confusas também, e as figuras que ficam circulando entre a turistada têm semblantes pouco amigáveis.

Quanto ao Pão de Açúcar, a reclamação fica por conta dos horários disponíveis nos bondinhos. Muitos que chegaram cedo só conseguiriam subir na parte da tarde. Daí, me lembro de Santillana Del Mar, cidade medieval do Cantábrico, norte da Espanha, que tem cerca de quatro mil habitantes. Pois bem, nessa cidade ficam as famosas cavernas de Altamira, com pinturas rupestres que mostram a arte pré-histórica do homem. São desenhos de animais gravados nas pedras entre 35 mil e 11 mil antes de Cristo. Uma verdadeira Capela Sistina da arte paleolítica.

Tudo bonito, organizado, guiado. Mas, para visitar as cavernas, temos que comprar as entradas com antecedência porque os grupos se fecham com antecedência. Quem passar por lá desavisado, com certeza, não vai conseguir ver essa maravilha. E, lembro, a pequena cidade não oferece disponibilidade hoteleira para muita gente.

Sou de criticar o Rio, principalmente como me refiro a seus governantes. Mas o réveillon aqui é realmente algo imperdível. Estão até inventando que iria haver um “beijaço”. Houve. Aliás, como sempre há. É hora de beleza, espírito desarmado, quando todos estão felizes e cheios de esperanças.

Este mar abençoa, tira as energias negativas do ano que se acaba. Revitaliza a alma, faz a vida recomeçar. E ela sempre recomeça melhor quando se está em Copacabana. Este lugar é mágico, maravilhoso.

Violência, desorganização, tudo passa ao largo da festa popular da praia mais querida – e bonita – deste planeta. Então, chega de reclamação e de mal falar!

Prefiro parodiar a musiquinha da Caixa: “Vem pra Copa você também. Vem”. No réveillon ou em qualquer época do ano.

http://www.cartacapital.com.br/blogs/blog-do-edgard/nao-derrubem-o-rio-9477.html

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A AUSÊNCIA DO CRIOULO

Por Eduardo Goldenberg
Buteco do Edu

Vejam vocês uma coisa (conversei dia desses, acho que foi com Fernando Borgonovi, sobre este assunto). Vem chegando aí o Carnaval – duas semanas pra ser mais preciso (do início ao fim, como sempre). E eu, aos poucos, ainda que eu saiba que na hora agá nada pode sair como o planejado, vou tecendo os meus planos para o tríduo momesco (e é assim, ano após ano).

Já sei, por exemplo, que no sábado de Carnaval, depois de uma manhã exaustiva – é quando sai o Cordão da Bola Preta, ápice da festa, e o simples fato de ser, o ápice, no primeiro dia, dá bem a dimensão da inversão que o Carnaval representa – vou precisar de um descanso em casa. Às três da manhã da madrugada de domingo desfilo no Império Serrano, convidado que fui por Rodrigo Pian (e por toda a “corte imperial”, segundo ele).

Como vou ao Sambódromo pela primeira vez para assistir ao desfile do Grupo Especial no domingo e na segunda-feira, isso pode (pode!) significar que não irei ao Cordão do Boitatá, na Praça XV. O que, de certa forma, me alivia (vou explicar, e foi sobre isso que conversei com o Borgonovi).

Nunca fui muito com o Cordão do Boitatá (mentira: no primeiro ano em que saiu, até que foi divertido; mentira de novo… divertido sempre é… vou tentar ser mais claro, acompanhem).

O Cordão do Boitatá, de muitos anos pra cá, faz lá seu baile na Praça XV. Sai, antes, entretanto (ou saía, não sei), desfilando pelas velhas ruas do velho Centro, escondido sob o argumento de que muita gente atrapalha. Sempre impliquei com esse troço (mas não é o que mais me incomoda). Vou ser mais claro, mais direto.

Quando vejo o Cordão do Boitatá na Praça XV eu penso, de mim para mim:

- Aí está a PUC sem os pilotis.

O Cordão do Boitatá – que não por acaso é o bloco que anima (anima!) os festejos do PSOL – é um bloco animado, é diversão na certa, é o que talvez reúna mais gente fantasiada… mas é o bloco anti-povo.

Farei a pergunta que gostaria que todos vocês, meus poucos mas fiéis leitores que lá já estiveram (e abusem, se quiserem, da caixa de comentários para suas respostas), respondessem: quantos crioulos – e refiro-me aos crioulões que brilham, que reluzem, aos desdentados, aos desvalidos, aos de povo! – você já viu, ali, sambando com os pés pisando nas pedras pisadas do cais? Eu mesmo respondo: nenhum.

O que há, durante o baile do Cordão do Boitatá, é mesmo um desfile de estudantes da PUC. Talvez não tenha sido o objetivo de seus criadores (não é, meu texto, uma acusação nesse sentido). Mas é o que se verifica, sem muita dificuldade.

Vou sempre (fui sempre) porque lá encontro inúmeros amigos, e porque afinal – como já lhes disse – fazem um bom baile os meninos e as meninas do Cordão do Boitatá. Mas sempre, sempre!, me assombra a ausência profunda do homem do povo. Não estão lá os pais-de-santo, não estão lá os paus-de-arara, não estão lá as passistas, não estão lá os flagelados, não estão lá os pingentes, não estão lá as balconistas (apud Aldir Blanc).

Dirão alguns que estou exagerando, o que repilo desde já.

E outra: uma pesquisa, simples, no Google, mostra que o que mais se fala a respeito do Cordão do Boitatá é que tem “muita gente bonita”, frase batida usada sempre pra definir coisas absolutamente intragáveis (o que não é, quero repetir, o caso deles).

- Algum problema nisso, na ausência dos crioulões? – perguntarão alguns.

- Não! – eu direi.

Não mesmo. Mas era o que eu queria lhes dizer.

Até.

 
http://butecodoedu.wordpress.com/2012/02/03/a-ausencia-do-crioulo/

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Oscar Niemeyer - 15 de Dezembro de 1907

Por Marcus Vinicius


"Nascido em 15 de dezembro de 1907, Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares Filho é sem dúvida o maior arquiteto brasileiro de todos os tempos. Carioca, é considerado um dos nomes mais influentes da moderna arquitetura do Brasil e do mundo."


Bruno Perdigão escolheu a Casa de Canoas, quando solicitado pelo Diumtudo, para homenagear Niemeyer.
Casa de Canoas - "Minha preocupação foi projetar essa residência com inteira liberdade, adaptando-a aos desníveis do terreno, sem o modificar, fazendo-a em curvas, de forma a permitir que a vegetação nelas penetrasse, sem a separação ostensiva da linha reta. E criei para as salas de estar uma zona em sombra, para que a parte envidraçada evitasse cortinas e a casa ficasse transparente como preferia" Oscar Niemeyer