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terça-feira, 12 de setembro de 2017
Dama de espadas
"Dama de Espadas", de Paulinho da Viola. do album "Bebadosamba", 1996.
Violão - Paulinho da Viola Violão - César Faria Piano -Cristóvão Bastos Cavaquinho - Luciana Rabello Ganzá - Celsinho Silva Clarinete - Dirceu Leite Flute - Carlos Malta Drums - Hercules Arranjo -Cristóvão Bastos
terça-feira, 13 de junho de 2017
Eliane e Beatriz
Dois bons discos.
O "Três no samba" - André Mehmari, Eliane Faria & Gordinho do Surdo. Selo SESC.
E o "Bloco do Amor" - Beatriz Rabello.
No primeiro, uma idealização e produção de J.C. Botteselli (Pelão). Uma mistura inusitada de Piano, Voz e Surdo. Um repertório excelente, com destaque para Água do rio (só resta a saudade) de Anescar Pereira Filho/Noel Rosa de Oliveira e Doce Veneno de Valzinho/Carlos Lentine/M. Goulart.
No "Bloco do Amor" um disco mais chegado ao carnaval, bom repertório, tem direção musical de João Callado. Destaque para a inédita Bloco do Amor de Paulinho da Viola.
Para além do samba, Eliane e Beatriz, tem em comum serem netas se César Faria e filhas de Paulinho da Viola.
Eliane Faria também é sobrinha de Anescarzinho do Salgueiro.
Um descuido no disco "Bloco do Amor", a sétima música do disco é "Nem eu, nem você" e a oitava é "Solidão"e não como aparece na lista de músicas ca contra capa.
O "Três no samba" - André Mehmari, Eliane Faria & Gordinho do Surdo. Selo SESC.
E o "Bloco do Amor" - Beatriz Rabello.
No primeiro, uma idealização e produção de J.C. Botteselli (Pelão). Uma mistura inusitada de Piano, Voz e Surdo. Um repertório excelente, com destaque para Água do rio (só resta a saudade) de Anescar Pereira Filho/Noel Rosa de Oliveira e Doce Veneno de Valzinho/Carlos Lentine/M. Goulart.
No "Bloco do Amor" um disco mais chegado ao carnaval, bom repertório, tem direção musical de João Callado. Destaque para a inédita Bloco do Amor de Paulinho da Viola.
Para além do samba, Eliane e Beatriz, tem em comum serem netas se César Faria e filhas de Paulinho da Viola.
Eliane Faria também é sobrinha de Anescarzinho do Salgueiro.
Um descuido no disco "Bloco do Amor", a sétima música do disco é "Nem eu, nem você" e a oitava é "Solidão"e não como aparece na lista de músicas ca contra capa.
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
Bandeira de Guerra com Paulinho da Viola
Bandeira de Guerra (Paulo Vanzolini)
Foi numa esquina da vida
Uma mulher em hora perdida
Um homem em ponto morto
Nessa base do tropeço e mal começo
Foi nascer contra a vontade este amor torto
Me admira ter vingado, quem diria
Que fosse loucura pra mais do que um dia
Na verdade, quem diria
Que enxergasse a luz do dia
(2x)
Mas vingou e é coisa feita
Torto sim eu ostento
E ninguém me endireita
Mulher já que Deus quer vamos em frente
Minha bandeira de guerra
Meu pé de briga na Terra
Meu direito de ser gente
(2x)
Foi numa esquina da vida (...)
Mas vingou e é coisa feita
Torto sim eu ostento
E ningém me endireita
Mulher já que Deus quer vamos em frente
Minha bandeira de guerra (...)
(2x)
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Batatinha e o ministro
Por Marcus Vinicius
Ministério do Samba (Batatinha)
Eu que não tenho um violão
Faço samba na mão
Juro por Deus que não minto
Quero na minha mensagem prestar homenagem
E dizer tudo que sinto
Salve o Paulinho da Viola
Salve a turma de sua escola
Salve o samba em tempo de inspiração
O samba bem merecia
Ter ministério algum dia
Então seria ministro Paulo César Batista Faria (bis)
Ministério do Samba (Batatinha)
Eu que não tenho um violão
Faço samba na mão
Juro por Deus que não minto
Quero na minha mensagem prestar homenagem
E dizer tudo que sinto
Salve o Paulinho da Viola
Salve a turma de sua escola
Salve o samba em tempo de inspiração
O samba bem merecia
Ter ministério algum dia
Então seria ministro Paulo César Batista Faria (bis)
terça-feira, 15 de abril de 2014
Depois da Vida (Nelson Cavaquinho)
“Paulinho da Viola realizou,... Inovações... mais radicais como o arranjo para o samba “Depois da Vida” de Nelson Cavaquinho. A introdução do samba, na versão de Paulinho da Viola, foi baseada nas primeiras notas de uma faixa de Bitches Brew, LP de Miles Davis. Enquanto o baterista inverte os tempos da marcação, cavaquinho, flauta e violão improvisam até a entrada da vocalização. O contrabaixo elétrico, o cavaquinho e a flauta, atacam as notas, semitonando para reforçar o clima de lamentação da música”
Eduardo Granja Coutinho – em Velhas histórias, memórias futuras – Editora UERJ
Depois da Vida (Nelson Cavaquinho)
Passei a mocidade esperando dar-te um beijo
Sei que agora é tarde, mas matei o meu desejo
É pena que os lábios gelados como os teus
Nao sintam o calor que eu conservei nos lábios meus
No teu funeral estás tão fria assim
Ai de mim, e dos beijos meus
Eu te esperei, minha querida
Mas só te beijei depois da vida
Eduardo Granja Coutinho – em Velhas histórias, memórias futuras – Editora UERJ
Depois da Vida (Nelson Cavaquinho)
Passei a mocidade esperando dar-te um beijo
Sei que agora é tarde, mas matei o meu desejo
É pena que os lábios gelados como os teus
Nao sintam o calor que eu conservei nos lábios meus
No teu funeral estás tão fria assim
Ai de mim, e dos beijos meus
Eu te esperei, minha querida
Mas só te beijei depois da vida
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Hino da Portela (Chico Santana)
Hino da Portela (Chico Santana)
"Portela suas cores tem
Na bandeira do Brasil
E no céu também
Avante portelense para a vitória
Não vê que o teu passado é cheio de glória
Eu sinto saudade
Desperta oh! grande mocidade
As suas cores são lindas
Seus valores não têm fim
Portela querida
És tudo na vida pra mim."
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terça-feira, 12 de novembro de 2013
sábado, 6 de abril de 2013
Encontro - com Paulinho da Viola
Por Marcus Vinicius
Aos amigos(as) que cantam samba.
Encontro (Paulinho da Viola)
Guardei o teu olhar,
Aos amigos(as) que cantam samba.
Encontro (Paulinho da Viola)
Guardei o teu olhar,
mas teu nome eu não sabia
E a vida para mim começou naquele dia
eu andava pelas ruas
E a vida para mim começou naquele dia
eu andava pelas ruas
te sonhando, te esperando te sentindo
em cada samba que do coração tirei
Teu nome era segredo,
mas ninguem quis me dizer
E o mundo não sabia o quanto eu esperei
E o mundo não sabia o quanto eu esperei
Alô, alô é o moço que canta samba
sou eu a moça da festa,
tenho em meu nome Maria
Tenho andado em tua vida,
pelo que ouço dizer
faz um samba com meu nome
que eu me encontro com você
Alô, alô respondi farei agora
por favor não vai embora
que eu preciso te dizer
que a nâo ser minha viola
não tenho muito na vida
Meu pobre samba é a rosa
que penso te oferecer
Guardei o nosso encontro, teu sorriso teus encantos
E procurei todo mundo pra contar o que senti
Cantei o samba em teu nome e vi no mundo o espanto
A ninguém guardei segredo do amor que consegui.....'
sou eu a moça da festa,
tenho em meu nome Maria
Tenho andado em tua vida,
pelo que ouço dizer
faz um samba com meu nome
que eu me encontro com você
Alô, alô respondi farei agora
por favor não vai embora
que eu preciso te dizer
que a nâo ser minha viola
não tenho muito na vida
Meu pobre samba é a rosa
que penso te oferecer
Guardei o nosso encontro, teu sorriso teus encantos
E procurei todo mundo pra contar o que senti
Cantei o samba em teu nome e vi no mundo o espanto
A ninguém guardei segredo do amor que consegui.....'
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
NÓS, OS FOLIÕES
POR LUIZ ANTONIO SIMAS
Via Tiago Porto
Estou novo demais para morrer e velho para certo Carnaval de Rua do Rio de Janeiro. Sinto-me uma espécie de folião mico-leão dourado, quase extinto, engolido pelas multidões coreografadas, submerso em materiais de propagandas de empresas que patrocinam a folia e atropelado por caminhões de som com amplificadores capazes de fazer o baticum chegar aos anéis de Saturno.
Não quero jogar água no chope de ninguém, não pretendo reprimir quem quer que seja e acho que no Carnaval vale até bloco de peregrinos do Santo Sepulcro. Tudo se legitima. Confesso, porém, certo desconforto com um tipo que, nos últimos tempos, se transformou em figura fácil no furdunço carioca: o jovem universitário descolado, carioca maneiro, antenado com a cena contemporânea, inquieto, renovador, artista pop, multimídia, que transita do maracatu rural ao rock pós-punk, curte samba-funk e funda, com a rapaziada mais chegada, um bloco eclético que arrasta multidões e toca de tudo – menos a música que a cidade do Rio de Janeiro inventou ao longo de décadas, em belíssima aventura civilizatória, para ser a trilha sonora da libação do Carnaval.
O bloco descolado, moderninho, atacará de Beatles, Wando, Roberto Carlos, Biafra, pagode, Raul Seixas, Legião Urbana, Zezé de Camargo e Luciano, João Paulo e João Paulinho, música étnica afro-indiana... Surdos de marcação convivem com guitarras, tamborins se afinam com baixos potentes, tambores se misturam com intervenções eletrônicas e fica tudo bonito. O bloco vai bombar, oferecer oficina para ritmistas na Fundição Progresso e, ó glória! , participará do Esquenta, aquele programa da Regina Casé que quer nos convencer de que tudo presta, contanto que seja misturado, contemporâneo, colorido e venha da periferia.
Falta-me hoje, também, a paciência para os blocos da Zona Sul que se autodenominam revitalizadores do Carnaval de Rua do Rio de Janeiro. Só se eles revitalizaram o Carnaval de Ipanema, Gávea, Jardim Botânico, Leblon e Lagoa (o que não é pouca coisa). A festa na rua nunca morreu; esteve e está presente nos Clóvis da Zona Oeste, nos coretos suburbanos, nas arengas da Baixada, nos bolas, caciques, boêmios e bafos da Rio Branco... Reunidos em associações, patrocinados por cervejas, disciplinados pelo poder público e pelo apoio Global, os blocões fazem a festa, arrastam multidões, pintam e bordam. Que sejam felizes com esta opção (ou opção não há?) massificadora.
Mas este arrazoado, enfim, não pretende ser análise social, antropológica, histórica, ou coisa que o valha. Muito menos dizer o que cada um deve fazer no tríduo. É apenas a impressão, particularíssima, de um folião que continuará adepto da anárquica aventura do bloco do “eu sozinho”; se comoverá com uma marcha-rancho velha de marré-de-si; cantará, depois de alguns chopes, a Jardineira; descerá o malho nos sambas de enredo acelerados, evocando um lalalaiá do velho Silas de Oliveira; e procurará, com a leve desesperança dos pierrôs tristes, algum bloquinho de rua vagabundo, com suas fanfarras desafinadas, ciganas desvalidas, colombinas assanhadas e ébrios faraós, onde possa experimentar a pequena morte de três dias; aquela que torna suportável o intervalo entre um carnaval e outro.
Evoé!
http://hisbrasileiras.blogspot.com.br/2013/01/nos-os-folioes.html
Via Tiago Porto
Estou novo demais para morrer e velho para certo Carnaval de Rua do Rio de Janeiro. Sinto-me uma espécie de folião mico-leão dourado, quase extinto, engolido pelas multidões coreografadas, submerso em materiais de propagandas de empresas que patrocinam a folia e atropelado por caminhões de som com amplificadores capazes de fazer o baticum chegar aos anéis de Saturno.
Não quero jogar água no chope de ninguém, não pretendo reprimir quem quer que seja e acho que no Carnaval vale até bloco de peregrinos do Santo Sepulcro. Tudo se legitima. Confesso, porém, certo desconforto com um tipo que, nos últimos tempos, se transformou em figura fácil no furdunço carioca: o jovem universitário descolado, carioca maneiro, antenado com a cena contemporânea, inquieto, renovador, artista pop, multimídia, que transita do maracatu rural ao rock pós-punk, curte samba-funk e funda, com a rapaziada mais chegada, um bloco eclético que arrasta multidões e toca de tudo – menos a música que a cidade do Rio de Janeiro inventou ao longo de décadas, em belíssima aventura civilizatória, para ser a trilha sonora da libação do Carnaval.
O bloco descolado, moderninho, atacará de Beatles, Wando, Roberto Carlos, Biafra, pagode, Raul Seixas, Legião Urbana, Zezé de Camargo e Luciano, João Paulo e João Paulinho, música étnica afro-indiana... Surdos de marcação convivem com guitarras, tamborins se afinam com baixos potentes, tambores se misturam com intervenções eletrônicas e fica tudo bonito. O bloco vai bombar, oferecer oficina para ritmistas na Fundição Progresso e, ó glória! , participará do Esquenta, aquele programa da Regina Casé que quer nos convencer de que tudo presta, contanto que seja misturado, contemporâneo, colorido e venha da periferia.
Falta-me hoje, também, a paciência para os blocos da Zona Sul que se autodenominam revitalizadores do Carnaval de Rua do Rio de Janeiro. Só se eles revitalizaram o Carnaval de Ipanema, Gávea, Jardim Botânico, Leblon e Lagoa (o que não é pouca coisa). A festa na rua nunca morreu; esteve e está presente nos Clóvis da Zona Oeste, nos coretos suburbanos, nas arengas da Baixada, nos bolas, caciques, boêmios e bafos da Rio Branco... Reunidos em associações, patrocinados por cervejas, disciplinados pelo poder público e pelo apoio Global, os blocões fazem a festa, arrastam multidões, pintam e bordam. Que sejam felizes com esta opção (ou opção não há?) massificadora.
Mas este arrazoado, enfim, não pretende ser análise social, antropológica, histórica, ou coisa que o valha. Muito menos dizer o que cada um deve fazer no tríduo. É apenas a impressão, particularíssima, de um folião que continuará adepto da anárquica aventura do bloco do “eu sozinho”; se comoverá com uma marcha-rancho velha de marré-de-si; cantará, depois de alguns chopes, a Jardineira; descerá o malho nos sambas de enredo acelerados, evocando um lalalaiá do velho Silas de Oliveira; e procurará, com a leve desesperança dos pierrôs tristes, algum bloquinho de rua vagabundo, com suas fanfarras desafinadas, ciganas desvalidas, colombinas assanhadas e ébrios faraós, onde possa experimentar a pequena morte de três dias; aquela que torna suportável o intervalo entre um carnaval e outro.
Evoé!
http://hisbrasileiras.blogspot.com.br/2013/01/nos-os-folioes.html
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
sábado, 3 de novembro de 2012
Porque hoje é sábado
Por Marcus Vinicius
Perder e Ganhar ( Paulinho da Viola)
Perdi mas uma vez
Agora quero prosseguir em paz
Tanto que falei, lutei
Mas obrigar jamais
Fazer o que eu fiz
Nem adianta contar
Tudo de bom pra você
Eu desejo porque
Sei perder e ganhar
Felicidade há de voltar para mim
Vou me livrar da tristeza
Com toda certeza
Um dia ela pode ter fim
Para os que contribuíram com a vitória de Roberto Claúdio. Eu vou de Paulinho da Viola.
Perder e Ganhar ( Paulinho da Viola)
Perdi mas uma vez
Agora quero prosseguir em paz
Tanto que falei, lutei
Mas obrigar jamais
Fazer o que eu fiz
Nem adianta contar
Tudo de bom pra você
Eu desejo porque
Sei perder e ganhar
Felicidade há de voltar para mim
Vou me livrar da tristeza
Com toda certeza
Um dia ela pode ter fim
segunda-feira, 30 de julho de 2012
terça-feira, 24 de julho de 2012
GEBEDIM canta Paulinho da Viola
Serviço:
Data: 26/julho/2012
Horário: 21 h
Entrada: R$5,00 até 22hrs e R$10,00 depois disso
End.: Av. Mons. Tabosa, 381 - Casa 03 - Info: (85)8705-2601 e (85)3219-3539
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Foi demais - Paulinho da Viola e Mauro Duarte
Por Alfredo Pessoa
Esta música é a parceria única de Paulinho da Viola com grande compositor Mauro Duarte, o Bolacha. Mauro tem inúmeras parcerias com Paulo César Pinheiro. Na verdade, Paulinho e Mauro tem estilos semelhantes. São sambistas natos a procura de um letrista, embora Paulinho escreva bem consigo mesmo, Bolacha, seu compadre, prefere uma boa letra preparada para o samba de fato. É demais este samba.
Foi Demais (Paulinho da Viola-Mauro Duarte)
Bm7 Bm7/A A7/B
Since---------ramente
Bm7 G7 C#m7(b5) F#7(b13) F#7
Não sabia que seria assim
F#m7(b5) B7(b9) Em7(9) Em\D
Esta chaga dentro do meu peito
C#7 F#7 B7
Uma dor que nunca chega ao fim
Em7(9) C#m7(b5) F#7 Bm7
Este amor foi demais pra mim
B7/D# Em7(9) C#m7(b5) F#7 Bm7 F#7
Este amor foi demais pra mim
Bm Bm7M Bm7
Toda saudade tem suas dores
Bm6 Bm5M C#m7(b5) F#7(b13) Bm7
Todo pecado um dia tem seu perdão
B7/D# Em Em7M Em7 Em6
Em minha vida, muitos amores
Em/D G/D C#m7(b5)
Nenhum marcou tanto meu coração
F#(b13) F#7 Bm7 G7 C#m7(b5)
Eu bem queria esquecer quem não me ama
F#7 F#m7(b5) B7(b9) Em7(9) Em/D
E retraçar novamente meu caminho
Em7(9) F#7 Bm7
Tirar das cinzas alguma chama
D7 C#7
E não ficar assim no mundo sem carinho
segunda-feira, 14 de maio de 2012
O Tímido e a Manequim (Paulinho da Viola)
Por Alfredo Pessoa
Esta peça musical é de rara inspiração. Boa letra e belíssima melodia. O arranjo é de cumpadre, Cristovão Bastos. E lá se vão 23 anos daquele disco que também inclui..."Eu Canto samba", "Quando Bate uma Saudade", "Não Tenho Lágrimas", "Cantoria", "Com Lealdade" e outras. Vale conferir. Paulinho não aceitou o título de príncipe do samba, alegando que príncipe já era o Roberto Silva. É tímido até nos elogios. Disco - Eu Canto Samba (1989) - Paulinho da Viola - RCA
O Tímido e a Manequim (Paulinho da Viola)
A#m7(b5) D#7(b9) G#m7(b5) C#7(b9) F#7(13) B7 E6(9)
A#m7(b5) D#7(b9) G#m7(b5) C#7(b9) F#7(13) B7(13)
E6(9) C#7 F#7(13) F#7
Se ela passar por mim olhando assim
F#m7 B7 E6(9) B7(13)
Não sei se vou conseguir me controlar
E6(9) D#7(b9) G#m7
Meu coração dispara feito um tamborim
A#7 D#7(b9) G#m7 C#7(9) F#7(13) B7
Quando ela tira a minha paz com aquele jeito de andar
E6(9) F#7(13) F#7
Às vezes acho que ela sabe que eu existo
F#m7 B7 G#m7(b5) C#7(b9)
Mas nem por isso eu vou me declarar
A#m7(b5) D#7(b9) G#m7(b5) C#7(b9)
Pois tenho medo de ficar na hora tão aflito
F#7(13) B7 E6(9)
Inibido pela força de um olhar
F#m7(9) B7(13) E6(9) Eº F#m7(9)
Eu quis saber o que ela faz ouvi de dentro aquela voz dizer:
B7(13) E6(9) D#m7(b9) G#7(b13)
Não seja tão audaz. Ela é manequim
G#6(9) G#m7 A#7
Já fez desfiles em Paris, não vai ouvir conversa mole
C#m6 B7(13) F#m7 B7
De quem toca cavaquinho, é melhor não insistir
E6(9) Bm4(7) E7/B A7M A6
Para não se machucar este caso pode ter um triste fim
A#m7(b5) D#7(b9) G#m7 C#7(b9)
Não seja tolo, vai dar rolo é jogo de aprendiz
F#7(13) B7 E6(9)
Ela não é flor pro seu jardim
Esta peça musical é de rara inspiração. Boa letra e belíssima melodia. O arranjo é de cumpadre, Cristovão Bastos. E lá se vão 23 anos daquele disco que também inclui..."Eu Canto samba", "Quando Bate uma Saudade", "Não Tenho Lágrimas", "Cantoria", "Com Lealdade" e outras. Vale conferir. Paulinho não aceitou o título de príncipe do samba, alegando que príncipe já era o Roberto Silva. É tímido até nos elogios. Disco - Eu Canto Samba (1989) - Paulinho da Viola - RCA
O Tímido e a Manequim (Paulinho da Viola)
A#m7(b5) D#7(b9) G#m7(b5) C#7(b9) F#7(13) B7 E6(9)
A#m7(b5) D#7(b9) G#m7(b5) C#7(b9) F#7(13) B7(13)
E6(9) C#7 F#7(13) F#7
Se ela passar por mim olhando assim
F#m7 B7 E6(9) B7(13)
Não sei se vou conseguir me controlar
E6(9) D#7(b9) G#m7
Meu coração dispara feito um tamborim
A#7 D#7(b9) G#m7 C#7(9) F#7(13) B7
Quando ela tira a minha paz com aquele jeito de andar
E6(9)
Às vezes acho que ela sabe que eu existo
F#m7 B7 G#m7(b5) C#7(b9)
Mas nem por isso eu vou me declarar
A#m7(b5) D#7(b9) G#m7(b5) C#7(b9)
Pois tenho medo de ficar na hora tão aflito
F#7(13) B7 E6(9)
Inibido pela força de um olhar
F#m7(9) B7(13) E6(9) Eº F#m7(9)
Eu quis saber o que ela faz ouvi de dentro aquela voz dizer:
B7(13) E6(9) D#m7(b9) G#7(b13)
Não seja tão audaz. Ela é manequim
G#6(9) G#m7 A#7
Já fez desfiles em Paris, não vai ouvir conversa mole
C#m6 B7(13) F#m7 B7
De quem toca cavaquinho, é melhor não insistir
E6(9) Bm4(7) E7/B A7M A6
Para não se machucar este caso pode ter um triste fim
A#m7(b5) D#7(b9) G#m7 C#7(b9)
Não seja tolo, vai dar rolo é jogo de aprendiz
F#7(13) B7 E6(9)
Ela não é flor pro seu jardim
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Só o tempo - Paulinho da Viola
Por Alfredo Pessoa
Só o Tempo (Paulinho da Viola)
A7(b13) D7M D7M/Db
Largo a paixão
Cm6 B7(b13) Bm6
Nas horas em que me atrevo
A7 A/G Bm7/F# D/F#
E abro mão de dese------jos
G7(13) C#7(5b/11)
Botando meus pés no chão
F#7(b13) Bm7M
É só eu estar feliz
G#m7(5b) Am6
Acende uma ilusão
D/C Db/B
Quando percebe em meu rosto
C#7/G# F#m7
As dores que não me fez
A7 D7M D7M/Db
Ah, meu pobre coração
Cm6 Bm6 A7 D7M
O amor é um segredo. E sempre chega em silêncio
Am7 D7/A G5 G5M G6
Como a luz no amanhecer.
G7M G#m7(5b)
Por isso eu deixo em aberto
G7(b5) F#7(13) C7(9) A/B B7(b13) Bm6
Meu saldo de sentimentos. Sabendo que só o tempo
A7(13) A7(b13) D7M D7M/Db
Ensina a gente a viver.
Cm6 B7(b13) Bm6 A7(13) A7(b13) D/F# D/F E7(9) Eb7(9) D6(9)
Sabendo que só o tempo. Ensina a gente a viver...
![]() |
| Foto de Rogério Lama |
Esta música, depois de Sinal Fechado, é a composição mais complexa de Paulinho da Viola. Dissonantes não faltam, poesia muito menos. O poeta, compositor, sambista, portelense e inspirador musical de muitas gerações, tá perto dos setenta mas samba como se tivesse 20. A tranquilidade, a timidez e a ternura que o acompanham desde cedo, se aguçam na civilidade de um senhor...O senhor do samba, na realidade...O senhor do tempo do samba.
Registro: A Toda Hora Rola Uma Estória (1982) - WEA.
Só o Tempo (Paulinho da Viola)
A7(b13) D7M D7M/Db
Largo a paixão
Cm6 B7(b13) Bm6
Nas horas em que me atrevo
A7 A/G Bm7/F# D/F#
E abro mão de dese------jos
G7(13) C#7(5b/11)
Botando meus pés no chão
F#7(b13) Bm7M
É só eu estar feliz
G#m7(5b) Am6
Acende uma ilusão
D/C Db/B
Quando percebe em meu rosto
C#7/G# F#m7
As dores que não me fez
A7 D7M D7M/Db
Ah, meu pobre coração
Cm6 Bm6 A7 D7M
O amor é um segredo. E sempre chega em silêncio
Am7 D7/A G5 G5M G6
Como a luz no amanhecer.
G7M G#m7(5b)
Por isso eu deixo em aberto
G7(b5) F#7(13) C7(9) A/B B7(b13) Bm6
Meu saldo de sentimentos. Sabendo que só o tempo
A7(13) A7(b13) D7M D7M/Db
Ensina a gente a viver.
Cm6 B7(b13) Bm6 A7(13) A7(b13) D/F# D/F E7(9) Eb7(9) D6(9)
Sabendo que só o tempo. Ensina a gente a viver...
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Cantoria com Giana Viscardi
Uma sexta com show do Paulinho da Viola, no aterro da Praia de Iracema. Aniversário de Fortaleza.
]
Cantoria (Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho)
Amar é um dom, há que saber o tomE entoar bem certo a melodia
O povo enxerga a luz de uma voz sincera
E canta com ela em sintonia
Cantar é uma luz, um enfunar de velas
É compreender a canção como um navio
Que vai zarpando, ignorando mapas
Tocando as águas que nem harpas
Por conta do destino
Compor, saibam vocês, é mais que um desatino
Esmiuçar a dor, fio a pavio
Ofício que deságua o sofrimento
É escoar-se inteiro como um rio
E eu me ponho a compor feito um cigano
Que busca noutra luz seu próprio lume
E me pergunto quem é mais insano
Se eu, um rouxinol
Se tu, um vaga-lume
Ele é o samba
![]() |
| Divulgação |
O poeta está chegando aos 70. Mas prefere não antecipar as comemorações. “As pessoas têm falado muito sobre isso. Inclusive, já me convidaram para várias entrevistas e especiais. Eu falo: ‘Olha gente, se Deus permitir, deixa eu completar os 70 anos antes’. Festejar antes não é bom!”, explica, por telefone, aos risos. Oficialmente, o aniversário é apenas em novembro, dia 12. “Tenho evitado tocar nesse assunto. Mas, acontecendo isso, eu fazendo 70, aí vou falar à vontade”.
Até lá, Paulinho da Viola deixa a efeméride de lado e diz que prefere seguir trabalhando. Gravando – sim, há perspectiva de um novo disco em breve – e fazendo shows, como o que apresenta logo mais no Aterro da Praia de Iracema. O espetáculo foi pensado especialmente para a ocasião. Nos últimos anos, o sambista tem se apresentado num formato mais intimista, com um time de músicos mais enxuto. Resultado tanto do show acústico, que deu origem ao DVD da MTV; quanto de uma temporada que fez em São Paulo para inauguração do teatro da Fundação Álvares Penteado. O show em Fortaleza abriu uma exceção nessa rotina de perfil quase camerístico.
“É uma festa de aniversário”, justifica. Em conversa com a produção do evento, Paulinho decidiu por um show com uma sonoridade mais encorpada e com um repertório que prioriza seus grandes sucessos. Para isso, reforçou seu time de músicos: Cristóvão Bastos (piano), Mário Séve (sopros), Dininho (contrabaixo), Hércules (bateria), Celsinho Silva (percussão) e Esguleba (percussões).
Além deles, também sobem ao palco os filhos João Paulo Rabello (violão) – que substitui o avô César Farias como escudeiro de Paulinho no seis cordas - e Beatriz Faria (vocal) – destaque no elenco dos musicais Sassaricando e É com esse que eu vou, dois sucessos de público assinados pelo jornalista e escritor Sérgio Cabral.
Com quase 50 anos de carreira, Paulinho da Viola prefere falar de si no coletivo, avaliando e enaltecendo o legado de sua geração para a música brasileira. Uma geração em que alguns dos principais medalhões nasceram no mesmo ano (além dele, Benjor, Caetano, Gil e Milton, por exemplo, também são de 1942) e atualizaram, se não no campo da política e da economia, pelo menos no campo da música, a utopia do escritor austríaco Stefan Zweig – falecido em fevereiro daquele mesmo 1942 - e de seu País do Futuro.
“Fico feliz que o pessoal da minha geração, principalmente através dos festivais, tenha tido essa preocupação com as mudanças que vinham ocorrendo na cultura e no País como um todo”, afirma. “No período pós-bossa nova, houve muita mudança na música. Os festivais foram muito importantes porque eles não só deram oportunidade a toda uma geração de mostrar ideias novas, como também houve uma oportunidade de uma discussão sobre aquilo que estava acontecendo no País, na cultura”.
Maior referência viva do samba – pela qualidade, pela quantidade e pela popularidade de sua obra -, o compositor não reivindica a posição de reserva moral do gênero ou qualquer outro predicado do tipo. Em resumo, não se anima com nenhum protagonismo que lhe implique responsabilidades de preservação ou de manutenção de uma suposta pureza de nossa música.
“Preservação” e “pureza”, aliás, são expressões que considera inúteis dentro da dinâmica da música popular. “Nunca houve uma forma pura (de samba). Não dá pra ficar interferindo nas coisas e dizendo como elas têm de ser”, defende. “Eu não faço meu trabalho querendo preservar nada porque isso é uma bobagem e é desnecessário. Quem toma conta das coisas somos nós, é o nosso povo. Eu passei toda minha vida ouvindo em muitos momentos: ‘Ah, esse negócio acabou. É preciso acabar com isso. Isso é negócio de velho. E não sei o que’. E por que não acabou? Porque nosso povo não deixa”.
O sambista prefere falar em paixão pela arte do que em ativismo. “Eu sempre fui ligado a escolas de samba, a blocos de Carnaval, a música instrumental, ao choro. Isso é uma coisa da minha vida. Em nenhum momento, eu quis fazer uma revolução dentro disso. E não é porque tenha assumido uma postura de defesa disso ou daquilo. Não. É uma coisa muito simples. O que eu fiz, o que tenho feito, é uma coisa por amor”. Logo mais, Paulinho divide com Fortaleza algumas célebres canções que resultaram desse seu permanente amor ao samba e à vida. E também ao tempo presente.
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SERVIÇO
286 anos de Fortaleza
O quê: show comemorativo do aniversário da cidade com Paulinho da Viola e intérpretes locais.
Quando: Hoje, a partir das 19h
Quando: Hoje, a partir das 19h
Onde: Aterro da Praia de Iracema.
http://www.opovo.com.br/app/opovo/vidaearte/2012/04/13/noticiasjornalvidaearte,2819724/ele-e-o-samba.shtml
http://www.opovo.com.br/app/opovo/vidaearte/2012/04/13/noticiasjornalvidaearte,2819724/ele-e-o-samba.shtml
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