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quinta-feira, 23 de abril de 2015
Som de Prata (Moacyr Luz e PC Pinheiro)
Som de Prata ( Moacyr Luz e Paulo César Pinheiro)
Nasceu no Rio de Janeiro
No dia do santo guerreiro
Naquele tempo que passou
Foi o maior mestre do choro
Tinha um coração de ouro
E que bom compositor
Foi carinhoso e foi ingênuo
E na roda dos boêmios
Sua flauta era rainha
E em samba, choro e serenata
Como era doce o som de prata, doutor
Que a flauta tinha
O embaixador dessa cidade
Meu Deus do céu, mas que saudade que dá
Do velho Pixinguinha
Veio da terra de Zambi
Sangue de malê
De uma falange do rei Nagô
Filho de Ogum, de São Jorge, no batuquegê
De benguelê, de iaô
Rainha ginga
É que sua avó era africana
A rezadeira de Aruanda, vovó
Vovó Cambinda
Só quem morre dentro de uma igreja
Virá Orixá, louvado seja senhor
Meu santo Pixinguinha
Ele é de benguelê
Ele é de iaô
É do batuquegê
Ele é do rei Nagô
É sangue de malê
É santo sim senhor
sexta-feira, 6 de março de 2015
Adriana Moreira
A benção Quelé
Fui pedir as Almas (adapt: Clementina de Jesus)
Benguelê (Pixinguinha/Gastão Viana)
Atraca (adapt: Clementina de Jesus)
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Pixinguinha - 23 de abril de 1897
Mundo Melhor (Pixinguinha e Vinicius de Moraes) com Beth de Carvalho.
Mundo Melhor (Pixinguinha e Vinicius de Moraes)
Você que está me escutando
É mesmo com você que estou falando agora
Você que pensa que é bem
Não pensar em ninguém
E que o amor tem hora
Preste atenção, meu ouvinte
O negócio é o seguinte
A coisa não demora
E se você se retrai
Você vai entrar bem, ora se vai
Conto com você, um mais um é sempre dois
E depois, mesmo, bom mesmo, é amar e cantar junto
Você deve ter muito amor pra oferecer
Então pra que não dar o que é melhor em você?
Venha e me dê sua mão
Porque sou seu irmão na vida e na poesia
Deixa a reserva de lado
Eu não estou interessado em sua guerra fria
Nós ainda havemos de ver
Uma aurora nascer
Um mundo em harmonia
Onde é que está a sua fé
Com amor é melhor, ora se é
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
terça-feira, 23 de abril de 2013
quarta-feira, 3 de abril de 2013
O grande Geraldo Pereira
Por Luís Pimentel
Ele nasceu em um mês de abril. Dia 23, mesmo dia (mas não mesmo ano) de Pixinguinha. Em 1918. E morreu em mês de maio, no dia 8, em 1955. O compositor popular Geraldo Pereira viveu apenas 37, mas sua obra valiosíssima tem sido revisitada e regravada em vários momentos e por nomes marcantes da MPB. Sucessos como Falsa baiana (gravado originalmente por Ciro Monteiro), Bolinha de papel (sucesso com João Gilberto) e Escurinho (o escuro direitinho, que “agora está com a mania de brigão”), entre tantos outros, mereceram após sua morte inúmeras regravações. Em alguns casos, o grande público sequer tomou conhecimento do nome do verdadeiro autor dos sambas.
Conheço muita gente bem informada que canta nos bares Sem compromisso (“Você só dança com ele e diz que é sem compromisso/É bom acabar com isso, não sou nenhum pai João”) crente que está cantando Chico Buarque.
Em 1980 o cantor e compositor João Nogueira gravou o LP Wilson, Geraldo e Noel, com músicas de Wilson Batista, Geraldo Pereira e Noel Rosa. Um ano depois a gravadora Eldorado lançou um LP, Evocação V, inteiramente dedicado a Geraldo, com suas composições interpretadas, entre outros, por Elton Medeiros, Roberto Silva, Monarco, Jakson do Pandeiro e Nelson Sargento.
Ele nasceu em um mês de abril. Dia 23, mesmo dia (mas não mesmo ano) de Pixinguinha. Em 1918. E morreu em mês de maio, no dia 8, em 1955. O compositor popular Geraldo Pereira viveu apenas 37, mas sua obra valiosíssima tem sido revisitada e regravada em vários momentos e por nomes marcantes da MPB. Sucessos como Falsa baiana (gravado originalmente por Ciro Monteiro), Bolinha de papel (sucesso com João Gilberto) e Escurinho (o escuro direitinho, que “agora está com a mania de brigão”), entre tantos outros, mereceram após sua morte inúmeras regravações. Em alguns casos, o grande público sequer tomou conhecimento do nome do verdadeiro autor dos sambas.
Conheço muita gente bem informada que canta nos bares Sem compromisso (“Você só dança com ele e diz que é sem compromisso/É bom acabar com isso, não sou nenhum pai João”) crente que está cantando Chico Buarque.
Em 1980 o cantor e compositor João Nogueira gravou o LP Wilson, Geraldo e Noel, com músicas de Wilson Batista, Geraldo Pereira e Noel Rosa. Um ano depois a gravadora Eldorado lançou um LP, Evocação V, inteiramente dedicado a Geraldo, com suas composições interpretadas, entre outros, por Elton Medeiros, Roberto Silva, Monarco, Jakson do Pandeiro e Nelson Sargento.
E no carnaval de 1982, sob o tema Geraldo Pereira, Eterna Glória do Samba, o compositor da Estação Primeira de Mangueira foi enredo da Escola de Samba Unidos do Jacarezinho. Paulinho da Viola incluiu o samba de Geraldo (Que samba bom) em seu show Bebadosamba e, em 2003, foi lembrado com honra e deferência no belo show/disco O samba é minha nobreza.
Geraldo Theodoro deixou mais de 300 sambas em catálogos de editoras. Chegou no Rio de Janeiro em 1930, com 12 anos, indo morar no Morro de Mangueira, em companhia de um irmão. Estudava e ajudava o mano numa birosca no local conhecido como Buraco Quente, no morro. Aos 18 anos tirou sua carteira de motorista e foi trabalhar no volante do caminhão da Limpeza Urbana. Nas folgas, enfiava-se nos bares de Mangueira, juntamente com os sambistas locais. Conheceu Cartola, Nelson Cavaquinho, Nelson Sargento, Fernando Pimenta, Geraldo da Pedra, Padeirinho e tantos compositores de valor da Estação Primeira. Logo estava fazendo as rondas das emissoras de rádio, em busca de gravação e divulgação.
Sua morte aconteceu depois de uma briga de bar com o lendário bandido e homossexual Madame Satã, que ostentava a fama de valente. Depois de uma discussão no Restaurante Capela, na Lapa, Satã acertou um soco no rosto de Geraldo Pereira. Bêbado, o compositor perdeu o equilíbrio e caiu na calçada, na porta do bar. Bateu com a cabeça no meio-fio e ficou desacordado, sendo carregado para o Hospital dos Servidores, onde morreu no dia seguinte de hemorragia intestinal. Já andava muito doente, com crises constantes de vômitos e evacuando sangue.
Bebia demais e estava se achando impotente. Aí metia a cara no Conhaque de Alcatrão de São João da Barra, batizado como “o conhaque do milagre” pelos reclames publicitários, na tentativa desesperada de reagir. Ao contrário, mais debilitado ficava.
Geraldo Theodoro deixou mais de 300 sambas em catálogos de editoras. Chegou no Rio de Janeiro em 1930, com 12 anos, indo morar no Morro de Mangueira, em companhia de um irmão. Estudava e ajudava o mano numa birosca no local conhecido como Buraco Quente, no morro. Aos 18 anos tirou sua carteira de motorista e foi trabalhar no volante do caminhão da Limpeza Urbana. Nas folgas, enfiava-se nos bares de Mangueira, juntamente com os sambistas locais. Conheceu Cartola, Nelson Cavaquinho, Nelson Sargento, Fernando Pimenta, Geraldo da Pedra, Padeirinho e tantos compositores de valor da Estação Primeira. Logo estava fazendo as rondas das emissoras de rádio, em busca de gravação e divulgação.
Sua morte aconteceu depois de uma briga de bar com o lendário bandido e homossexual Madame Satã, que ostentava a fama de valente. Depois de uma discussão no Restaurante Capela, na Lapa, Satã acertou um soco no rosto de Geraldo Pereira. Bêbado, o compositor perdeu o equilíbrio e caiu na calçada, na porta do bar. Bateu com a cabeça no meio-fio e ficou desacordado, sendo carregado para o Hospital dos Servidores, onde morreu no dia seguinte de hemorragia intestinal. Já andava muito doente, com crises constantes de vômitos e evacuando sangue.
Bebia demais e estava se achando impotente. Aí metia a cara no Conhaque de Alcatrão de São João da Barra, batizado como “o conhaque do milagre” pelos reclames publicitários, na tentativa desesperada de reagir. Ao contrário, mais debilitado ficava.
sábado, 5 de maio de 2012
Rosa (Pixinguinha-Otávio de Souza)
Por Alfredo Pessoa
Em homenagem a semana dos 115 anos do GRANDE MAESTRO, ciframos esta pérola de 1917 e que já foi gravada por Orlando Silva, Caetano Veloso, Luiz Melodia, Marisa Monte e Hermeto Pascoal, entre outros. A cifra abaixo é do violonista e arranjador paulista Edmilson Capelupi revisada pelo flautista e também paulista Toninho Carrasqueira, apenas inverti 2 acordes e troquei 2 intervalos, numa espécie de segunda revisão.
Rosa (Pixinguinha-Otávio de Souza)
F/A Fm/Ab C/G A7(9) Dm7 G7(13) C G7(b13)
C C/E Dm7 G7
Tu és divina e graciosa, estátua majestosa C C/E Dm7
No amor! Por Deus esculturadaDm/C Bm7(4) E7/G# Am7
E formada com ardor...Da alma da mais linda flor
A7/C# Dm7 Am6
A7/C# Dm7 Am6
De mais ativo olor, que na vida é preferida G7(4) G7
Pelo beija-flor...
C Ebº C/E Dm7 G7
Se Deus, me fora tão clemente aqui neste ambiente
Gm7 C7 F7M F6
Gm7 C7 F7M F6
De luz, formada numa tela deslumbrante e bela...
Fm6 Fm6/Ab C/G A7(9)
O teu coração, junto ao meu lanceado Dm7 G7 C E7
Pregado e crucficado sobre a rósea cruz do arfante peito teu...
Am7 Am7/G B7/F# Dm6/F E7
Tu és a forma ideal, estátua magistral. Oh! alma perenalE7/G# Am7 Am7/E Am7
Do meu primeiro amor sublime amor...
Em7(b5) A7 Dm7 Dm/F B7/D# B7 E7
Tu és de Deus a soberana flor. Tu és de Deus a criação
E7/G# Am7
Que em todo coração sepultas o amor...
Am7/G B7/F# Dm6/F E7
O riso, a fé, a dor em sândalos olentes, cheios de saborE7/B Gm/Bb A7( b9)
Em vozes tão dolentes como um sonho em flor...
Dm7 Bm7(b5) Am7 Am7/G
És láctea estrela, és mãe da realeza Dm/F E7 Am7 G7
És tudo enfim que tem de belo em todo resplendor da santa natureza...
C C/E Dm7 G7
Perdão! se ouso confessar-te eu hei de sempre amar-te C C/E Dm7 Dm/C Bm7(4)
Oh! flor! Meu peito não resiste. Oh! meu Deus. O quanto é triste E7/G# Am7 A7/C#
A incerteza de um amor que mais me faz penar
Dm7 Am6 G7 (4) G7
Dm7 Am6 G7
Em esperar, em conduzir-te, um dia ao pé do altar...
C Ebº C/E Dm7 G7
Jurar aos pés do Onipotente em preces comoventes
Gm7 C7 F7M F6
Gm7 C7 F7M F6
De dor, e receber a unção da tua gratidão...
Fm6 Fm6/Ab C/G A7(9) Dm7
Depois de remir meus desejos, em nuvens de beijos.
G7 C C7
Hei de te envolver até meu padecer, de todo fenecer...
F/A Fm/Ab C/G A7(9) Dm7 G7 C
segunda-feira, 23 de abril de 2012
São só 11 caracteres - PIXINGUINHA
Via Bruno Perdigão
![]() |
| Foto de Walter Firmo |
"Se você tem 15 volumes para falar de toda música brasileira, fique certo de que é pouco. Mas se dispõe apenas do espaço de uma palavra, nem tudo está perdido. Escreva depressa: 'Pixinguinha'."
Ary Vasconcelos*
e complemento - são só 11 caracteres - pessoal do "feice" e do "tuíte". MV
(*)Ary Vasconcelos - Jornalista, crítico e musicólogo.
115 anos de Alfredo Viana (9)
Por Marcus Vinicius
Nos 115 anos de Pixinguinha - a música que mais comove Felipe Araújo - VOU VIVENDO.
Nos 115 anos de Pixinguinha - a música que mais comove Felipe Araújo - VOU VIVENDO.
115 anos de Alfredo Viana (8)
Por Marcus Vinicius
nos 115 de Pixinguinha - a música que toca Marcus Vinicius - MUNDO MELHOR.
nos 115 de Pixinguinha - a música que toca Marcus Vinicius - MUNDO MELHOR.
115 anos de Alfredo Viana (7)
Por Marcus Vinicius
Nos 115 anos de Pixinguinha - a música que toca Lucas Barros - 1 x 0
Nos 115 anos de Pixinguinha - a música que toca Lucas Barros - 1 x 0
115 ANOS DE ALFREDO VIANA (5)
Por Marcus Vinicius
Nos 115 anos de Pixinguinha - a música que mais toca Urico Gadelha - ROSA.
Nos 115 anos de Pixinguinha - a música que mais toca Urico Gadelha - ROSA.
115 anos de Alfredo Viana (4)
Por Marcus Vinicius
Nos 115 anos de Pixinguinha - a música que toca Mateus Perdigão, João Paulo Martins e Leonardo Fontenele - LAMENTOS..
115 anos de Alfredo Viana (3)
Por Marcus Vinicius
Nos 115 anos de Pixinguinha - a música que mais toca Vólia Barreira, Eva Caldas e Fabricio Costa - CARINHOSO
Nos 115 anos de Pixinguinha - a música que mais toca Vólia Barreira, Eva Caldas e Fabricio Costa - CARINHOSO
115 anos de Alfredo Viana (2)
Por Marcus Vinicius
Nos 115 anos de Pixinguinha - a música que mais toca Bruno Perdigão e Flávio Torres - INGÊNUO.
Nos 115 anos de Pixinguinha - a música que mais toca Bruno Perdigão e Flávio Torres - INGÊNUO.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
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