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domingo, 20 de novembro de 2011

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A questão do aborto

Por Drauzio Varela

Desde que a pessoa tenha dinheiro para pagar, o aborto é permitido no Brasil. Se a mulher for pobre, porém, precisa provar que foi estuprada ou estar à beira da morte para ter acesso a ele. Como consequência, milhões de adolescentes e mães de família que engravidaram sem querer recorrem ao abortamento clandestino, anualmente.

A técnica desses abortamentos geralmente se baseia no princípio da infecção: a curiosa introduz uma sonda de plástico ou agulha de tricô através do orifício existente no colo do útero e fura a bolsa de líquido na qual se acha imerso o embrião. Pelo orifício, as bactérias da vagina invadem rapidamente o embrião desprotegido. A infecção faz o útero contrair e eliminar seu conteúdo.

O procedimento é doloroso e sujeito a complicações sérias, porque nem sempre o útero consegue livrar-se de todos os tecidos embrionários. As membranas que revestem a bolsa líquida são especialmente difíceis de eliminar. Sua persistência na cavidade uterina serve de caldo de cultura para as bactérias que subiram pela vagina, provoca hemorragia, febre e toxemia.

A natureza clandestina do procedimento dificulta a procura por socorro médico, logo que a febre se instala. Nessa situação, a insegurança da paciente em relação à atitude da família, o medo das perguntas no hospital, dos comentários da vizinhança e a própria ignorância a respeito da gravidade do quadro colaboram para que o tratamento não seja instituído com a urgência que o caso requer.

A septicemia resultante da presença de restos infectados na cavidade uterina é causa de morte frequente entre as mulheres brasileiras em idade fértil. Para ter ideia, embora os números sejam difíceis de estimar, se contarmos apenas os casos de adolescentes atendidas pelo SUS para tratamento das complicações de abortamentos no período de 1993 a 1998, o número ultrapassou 50 mil. Entre elas, 3.000 meninas de dez a quatorze anos.

Embora cada um de nós tenha posição pessoal a respeito do aborto, é possível caracterizar três linhas mestras do pensamento coletivo em relação ao tema.

Há os que são contra a interrupção da gravidez em qualquer fase, porque imaginam que a alma se instale no momento em que o espermatozoide penetrou no óvulo. Segundo eles, a partir desse estágio microscópico, o produto conceptual deve ser sagrado. Interromper seu desenvolvimento aos dez dias da concepção constituiria crime tão grave quanto tirar a vida de alguém aos 30 anos depois do nascimento. Para os que pensam assim, a mulher grávida é responsável pelo estado em que se encontra e deve arcar com as consequências de trazer o filho ao mundo, não importa em que circunstâncias.

No segundo grupo, predomina o raciocínio biológico segundo o qual o feto, até a 12ª semana de gestação, é portador de um sistema nervoso tão primitivo que não existe possibilidade de apresentar o mínimo resquício de atividade mental ou consciência. Para eles, abortamentos praticados até os três meses de gravidez deveriam ser autorizados, pela mesma razão que as leis permitem a retirada do coração de um doador acidentado cujo cérebro se tornou incapaz de recuperar a consciência.

Finalmente, o terceiro grupo atribui à fragilidade da condição humana e à habilidade da natureza em esconder das mulheres o momento da ovulação, a necessidade de adotar uma atitude pragmática: se os abortamentos acontecerão de qualquer maneira, proibidos ou não, melhor que sejam realizados por médicos, bem no início da gravidez.

Conciliar posições díspares como essas é tarefa impossível. A simples menção do assunto provoca reações tão emocionais quanto imobilizantes. Então, alheios à tragédia das mulheres que morrem no campo e nas periferias das cidades brasileiras, optamos por deixar tudo como está. E não se fala mais no assunto.

A questão do aborto está mal posta. Não é verdade que alguns sejam a favor e outros contrários a ele. Todos são contra esse tipo de solução, principalmente os milhões de mulheres que se submetem a ela anualmente por não enxergarem alternativa. É lógico que o ideal seria instruí-las para jamais engravidarem sem desejá-lo, mas a natureza humana é mais complexa: até médicas ginecologistas ficam grávidas sem querer.

Não há princípios morais ou filosóficos que justifiquem o sofrimento e morte de tantas meninas e mães de famílias de baixa renda no Brasil. É fácil proibir o abortamento, enquanto esperamos o consenso de todos os brasileiros a respeito do instante em que a alma se instala num agrupamento de células embrionárias, quando quem está morrendo são as filhas dos outros. Os legisladores precisam abandonar a imobilidade e
encarar o aborto como um problema grave de saúde pública, que exige solução urgente.

Dia pela Descriminalização do Aborto na América Latina e no Caribe.


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Bento 16 acusado de omissão em pedofilia em tribunal internacional

DA FRANCE PRESSE
Uma associação americana de vítimas de padres pedófilos anunciou nesta terça-feira ter apresentado uma queixa ante o TPI (Tribunal Penal Internacional) contra o papa Bento 16 e outros dirigentes da Igreja católica acusando-os de crimes contra a humanidade.
Os dirigentes da associação SNAP (Rede de Sobreviventes de Abusados por Padres, na sigla em inglês), orientados pelos advogados da ONG americana "Centro para Direitos Constitucionais", entraram com uma ação para que o papa seja julgado por "responsabilidade direta e superior por crimes contra a humanidade por estupro e outras violências sexuais cometidas em todo o mundo". 
Tiziana Fabi/France Presse 

  Papa Bento 16 foi denunciado para o Tribunal Penal Internaiconal por crimes contra humanidade
Papa Bento 16 foi denunciado para o Tribunal Penal Internaiconal por crimes contra humanidade
A organização acusa o chefe da Igreja católica de "ter tolerado e ocultado sistematicamente os crimes sexuais contra crianças em todo o mundo". Foram acrescentadas à queixa 10 mil páginas de documentação de casos de pedofilia.
A SNAP possui membros nos Estados Unidos, Alemanha, Holanda e Bélgica, quatro países muito afetados pelo grande escândalo de pedofilia que envolve a Igreja.
"Crimes contra a dezenas de milhares de vítimas, a maioria crianças, foram escondidos pelos líderes nos mais altos níveis do Vaticano. Neste caso, todos os caminhos levam a Roma", declarou a advogada Pamela Spees.
Os bispos e, em alguns casos, o próprio Vaticano rejeitou ou ignorou muitas das queixas das vítimas de padres pedófilos. O escândalo desacreditou a Igreja em vários países na Europa.
Bento 16 expressou sua vergonha e pediu desculpas, apelando para a tolerância zero contra os pedófilos. Ele também pediu aos bispos do mundo, que têm a responsabilidade primária sobre seus sacerdotes, a plena cooperação com os tribunais criminais.
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/974386-vitimas-de-pedofilia-denunciam-papa-para-tribunal-internacional.shtml

O frei e o aborto



Por Rodrigo Martins

Alvo de fiéis conservadores, Julián Cruzalta corre o mundo a defender o direito de decidir das mulheres. Por Rodrigo Martins. Foto:Olga Vlahou
Quando a Cidade do México aprovou a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação, bispos e padres promoveram uma ruidosa mobilização na tentativa de derrubar a lei, em vigor na capital mexicana desde abril de 2007. O esforço resultou inútil. Passado pouco mais de um ano, a Corte Suprema de Justiça confirmaria a constitucionalidade do texto, desafiando a Igreja na nação com o maior número de católicos do mundo depois do Brasil. A partir de então, o teólogo mexicano Julián Cruzalta, homem de gestos medidos e fala serena, perdeu a paz. Tornou-se alvo recorrente de cobranças da hierarquia eclesiástica e de ataques ferozes por parte de religiosos conservadores.
Foi como frei dominicano que ele se apresentou numa das audiências públicas que precederam o julgamento do tema ao lado dos que defendiam o direito de a mulher decidir sobre o seu corpo, inclusive para interromper uma gravidez indesejada. “Não disse uma palavra que contrariasse a doutrina católica, que há 2 mil anos prega o princípio do ‘direito à liberdade e consciência’”, justifica-se. Hoje, o religioso percorre países da América Latina como assessor teológico da ONG Católicas pelo Direito de Decidir, a participar de encontros nos quais defende a educação sexual e o uso de anticoncepcionais como estratégia mais efetiva para prevenir o aborto do que a repressão às mulheres.
“Os conservadores disseminaram a tese de que haveria fila nos hospitais para as mulheres abortarem e me acusaram de defender a indústria da morte. Não desejo que nenhuma mulher latino-americana aborte, mas também não quero ver nenhuma delas ser presa ou morrer em abortos clandestinos”, explica Cruzalta, professor do Centro Teológico da Conferência de Institutos Religiosos do México. “Em quatro anos de descriminalização, pouco mais de 60 mil mulheres fizeram abortos legais na Cidade do México, uma metrópole com 20 milhões de habitantes. Somente uma delas morreu. Antes, era impossível saber quantas mulheres eram hospitalizadas ou morriam.”
Para o frei mexicano, a consciência deve ser respeitada acima do papa Bento XVI. Foto: Ronaldo Schemidt/AFP
Em suas peregrinações por países latinos, opinou nos debates que antecederam a aprovação da nova Constituição da Bolívia, em 2007, e do Equador, em 2008. Defendeu a tese de que a carta constitucional não deveria preservar a vida desde a concepção, como pretendiam os bispos católicos e pastores evangélicos, na tentativa de barrar leis mais permissivas em relação ao aborto. Por contrariar a orientação do Vaticano, coleciona acusações e desafetos. “Sim, essa gente não me quer bem”, diz, aos risos, sobre as denúncias de uma entidade religiosa do Peru que o acusou de ser um “falso sacerdote” interessado em promover o aborto e enganar os católicos peruanos. “Consultaram a Conferência Episcopal do México para verificar se eu era, de fato, frei dominicano. Depois, denunciaram-me à Congregação para a Doutrina da Fé no Vaticano.” Herdeira da Inquisição, trata-se da mesma congregação que, em 1984 e sob a chefia do então cardeal Joseph Ratzinger, hoje papa Bento XVI, excomungou o frei franciscano Leonardo Boff, ícone da Teologia da Libertação no Brasil.
Cruzalta aguarda a convocação da Santa Sé para esclarecer o assunto. “O curioso é que o bispo de Santillo, no Peru, havia sido meu professor no seminário e estranhou toda aquela manobra. Nunca defendi o aborto, e sim o direito de a mulher decidir. A lei não obriga ninguém a fazer essa escolha”, diz o religioso. “Sou a favor da educação sexual e da contracepção, mas geralmente os mesmos grupos que se opõem ao aborto são contrários a esse tipo de política, que evita a gravidez indesejada.”
Se os grupos católicos mais conservadores fecham as portas ao “frei abortista”, como o denominam, não faltam convites ao religioso para participar de seminários. Em passagem por São Paulo, às vésperas de participar de uma palestra no interior paulista, Cruzalta diz prever um “retrocesso” em relação aos direitos reprodutivos em seu país. Segundo o dominicano, em reação à legalização do aborto na capital, 18 das 32 províncias do México aprovaram penas mais duras às mulheres que abortam e incluíram nas suas constituições locais a defesa da vida desde a concepção. “Para ter o apoio da Igreja nas próximas eleições, o Partido Liberal comprometeu-se a não propor a descriminalização em todo o país. Então vivemos essa situação esdrúxula, na qual as mulheres do interior com condições financeiras de viajar à capital e têm acesso ao aborto seguro, e as demais, não.”
Diante desse cenário, Cruzalta evita celebrações quando um país anuncia a intenção de votar uma lei que descriminaliza o aborto, como fez recentemente a Argentina. “Em qualquer troca de governo ou dos partidos que detêm o poder, pode haver retrocessos”, avalia. “A Igreja ainda exerce um controle social fortíssimo. Há pessoas que não frequentam uma missa há 20 anos, mas ainda têm na cabeça a cartilha da hierarquia católica, o sentimento de culpa, a visão infantilizadora de que ela precisa seguir exatamente o que os sacerdotes ordenam. Na Europa é diferente, os cidadãos são adultos e responsáveis por suas escolhas e sabem diferenciar assuntos religioso daqueles do Estado.”
Para justificar suas posições dentro da Igreja, Cruzalta cita de cabeça textos de Tomás de Aquino, teólogo do século XIII, e ampara-se até mesmo nas palavras de Ratzinger, “em 1968, ele era professor de teologia e dizia: ‘Acima do papa encontra-se a própria consciência, à qual é preciso obedecer primeiro, se for necessário inclusive contra o que diga a autoridade eclesiástica’”, afirma. “Não posso apoiar uma lei que criminaliza as mulheres. O papa voltou a condenar o aborto na última visita que fez a Madri. Mas ele não corre o risco de morrer vítima de um procedimento clandestino malsucedido”, alfineta, pouco antes de pedir uma cópia da entrevista assim que o texto for publicado. “Tenho certeza de que terei de dar explicações ao voltar ao México.”

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Pela Liberdade de Expressão



Embora de formação cristã, me irrita muito a interferência cristã no Estado Brasileiro. Ela está presente nos símbolos em repartições públicas, na hora do angelus da radio universitária !!! da UFC, nas eleições (vide interferência até do papa). Cada qual no seu quadrado. Cada qual com sua fé. Chega de preconceitos contra religiões afro-brasileiras, chega de preconceitos contra ateus. O Estado deve ser de fato e de direito LAICO.
A campanha acima é da ATEA ( http://www.atea.org.br/ ) e tem como objetivos"conseguir um espaço na sociedade que seja proporcional aos nossos números, diminuindo o enorme preconceito que existe contra ateus, e caminhar rumo à igualdade plena entre ateus e teístas, que só existe quando o Estado é verdadeiramente laico - o que está muito, muito longe de acontecer."
Acontece que está campanha está sendo impedida de ser veiculada veja http://www.futepoca.com.br/2010/12/propaganda-de-associacao-de-ateus-e.html


domingo, 5 de dezembro de 2010

Drauzio Varella - As armas, a febre e a violência

Os multi tudo sempre estão acima do DEM e do mal. Drauzio Varela é um deles. É articulista da Revista Carta Capital, é "repórter" do Fantástico, escritor de sucesso (Estação Carandiru é um deles), sósia do Serra e o vice que o mesmo Serra queria antes de se fixar no Índio.
Em 2005, em sua coluna em Carta Capital escreveu dentre outras  que "Exemplo típico dessa abordagem carregada de conteúdo emocional foi o referendo sobre a proibição de armas. Pessoalmente, confesso que os argumentos do sim me pareciam lógicos: quanto menos armas, menor o número de crimes. Mas, ao ouvir os do não, algumas vezes concordava com eles, deixando claro meu despreparo para decidir sobre assunto tão técnico."
Agora vai em negrito. "Se eu que me interesso pelo problema, tenho formação universitária, leio trabalhos, participo de debates, frequanto cadeias há 16 anos, escrevi o livro Estação Carandiru, fico confuso, o que será do cidadão inexperiente? Qual o sentido de um eleitor perdido nos grotões ser obrigado a manifestar sua opinião a respeito de uma medida de combate à violência que será adotada em São Paulo ou no Rio de Janeiro?.
Ilunimismo puro do multi tudo. Preconceito.
O mesmo médico infectou-se do vírus da Febre Amarela, que existe vacina, e depois escreveu outro livro chamado "O médico doente" relatando sua vivência com a doença. Casa de ferreiro espeto de pau.

Mudando da água para o vinho!!! o  médico escreveu artigo que transcrevo na íntegra. "Violência contra Homossexuais".
e mais, recomendo que Bento XVI, os bispos e pastores reacionários que colocaram as garras de fora na última campanha presidencial e Jair Bolsonaro o leiam.

Violência contra homossexuais 

A HOMOSSEXUALIDADE é uma ilha cercada de ignorância por todos os lados. Nesse sentido, não existe aspecto do comportamento humano que se lhe compare.
Não há descrição de civilização alguma, de qualquer época, que não faça referência a mulheres e a homens homossexuais. Apesar de tal constatação, esse comportamento ainda é chamado de antinatural.
Os que assim o julgam partem do princípio de que a natureza (leia-se Deus) criou os órgãos sexuais para a procriação; portanto, qualquer relacionamento que não envolva pênis e vagina vai contra ela (ou Ele).
Se partirmos de princípio tão frágil, como justificar a prática de sexo anal entre heterossexuais? E o sexo oral? E o beijo na boca? Deus não teria criado a boca para comer e a língua para articular palavras?
Se a homossexualidade fosse apenas uma perversão humana, não seria encontrada em outros animais. Desde o início do século 20, no entanto, ela tem sido descrita em grande variedade de invertebrados e em vertebrados, como répteis, pássaros e mamíferos.
Em alguma fase da vida de virtualmente todas as espécies de pássaros, ocorrem interações homossexuais que, pelo menos entre os machos, ocasionalmente terminam em orgasmo e ejaculação.
Comportamento homossexual foi documentado em fêmeas e machos de ao menos 71 espécies de mamíferos, incluindo ratos, camundongos, hamsters, cobaias, coelhos, porcos-espinhos, cães, gatos, cabritos, gado, porcos, antílopes, carneiros, macacos e até leões, os reis da selva.
A homossexualidade entre primatas não humanos está fartamente documentada na literatura científica. Já em 1914, Hamilton publicou no "Journal of Animal Behaviour" um estudo sobre as tendências sexuais em macacos e babuínos, no qual descreveu intercursos com contato vaginal entre as fêmeas e penetração anal entre os machos dessas espécies. Em 1917, Kempf relatou observações semelhantes.
Masturbação mútua e penetração anal estão no repertório sexual de todos os primatas já estudados, inclusive bonobos e chimpanzés, nossos parentes mais próximos.
Considerar contra a natureza as práticas homossexuais da espécie humana é ignorar todo o conhecimento adquirido pelos etologistas em mais de um século de pesquisas.
Os que se sentem pessoalmente ofendidos pela existência de homossexuais talvez imaginem que eles escolheram pertencer a essa minoria por mero capricho. Quer dizer, num belo dia, pensaram: eu poderia ser heterossexual, mas, como sou sem-vergonha, prefiro me relacionar com pessoas do mesmo sexo.
Não sejamos ridículos; quem escolheria a homossexualidade se pudesse ser como a maioria dominante? Se a vida já é dura para os heterossexuais, imagine para os outros.
A sexualidade não admite opções, simplesmente se impõe. Podemos controlar nosso comportamento; o desejo, jamais. O desejo brota da alma humana, indomável como a água que despenca da cachoeira.
Mais antiga do que a roda, a homossexualidade é tão legítima e inevitável quanto a heterossexualidade. Reprimi-la é ato de violência que deve ser punido de forma exemplar, como alguns países o fazem com o racismo.
Os que se sentem ultrajados pela presença de homossexuais que procurem no âmago das próprias inclinações sexuais as razões para justificar o ultraje. Ao contrário dos conturbados e inseguros, mulheres e homens em paz com a sexualidade pessoal aceitam a alheia com respeito e naturalidade.
Negar a pessoas do mesmo sexo permissão para viverem em uniões estáveis com os mesmos direitos das uniões heterossexuais é uma imposição abusiva que vai contra os princípios mais elementares de justiça social.
Os pastores de almas que se opõem ao casamento entre homossexuais têm o direito de recomendar a seus rebanhos que não o façam, mas não podem ser nazistas a ponto de pretender impor sua vontade aos mais esclarecidos.
Afinal, caro leitor, a menos que suas noites sejam atormentadas por fantasias sexuais inconfessáveis, que diferença faz se a colega de escritório é apaixonada por uma mulher? Se o vizinho dorme com outro homem? Se, ao morrer, o apartamento dele será herdado por um sobrinho ou pelo companheiro com quem viveu por 30 anos?

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Bento XVI, as eleições em Lima-Peru e sua Igreja

Tal qual aqui nas eleições presidenciais, onde a questão da descriminalização do aborto foi motivo para a militância de padres, bispos e até do papa Bento XVI, contra a candidata Dilma, em Lima-Perú, a candidata Susana Villarán da Fuerza Social sofreu as mesmas pressões. A matéria abaixo é do Blog http://noticiasdecristianos.blogspot.com


Candidata a la alcaldía de Lima a favor del aborto y matrimonio gay



Lima - Perú.- Susana Villarán en sus declaraciones promueve el matrimonio entre homosexuales, la legalización de las drogas y despenalizar el aborto.

Ante el reconocimiento legal de las uniones homosexuales, o la equiparación legal de éstas al matrimonio con acceso a los derechos propios del mismo, es necesario oponerse en forma clara e incisiva. Hay que abstenerse de cualquier tipo de cooperación formal a la promulgación o aplicación de leyes tan gravemente injustas, y asimismo, en cuanto sea posible, de la cooperación material en el plano aplicativo. En esta materia cada cual puede reivindicar el derecho a la objeción de conciencia.

* Susana Villarán promueve el aborto, crimen grave contra el cual la Iglesia realiza una lucha en todo el mundo.

Promueve el consumo de drogas al proclamar que fumó drogas. Pero, dijo brevemente que no recomienda fumarlas, no obstante, inmediatamente después dijo que Bill Clinton fumó drogas, soltando así a la juventud el mensaje de que puedes llegar a ser importante si fumas drogas. Claro está, sabemos que los EE. UU. es sólido y no depende de lo que haga un presidente y ese país si quiere puede darse el lujo de elegir a un payaso, por eso los escándalos de Clinton afectaron algo la democracia y la moral, pero no su economía ni su estabilidad como país. .

* No contenta con promover el consumo de drogas, Villarán se pronunció a favor de la venta libre de la drogas. ¿Qué autoridad moral tiene para hablar de esa materia una persona que consumió drogas y que no sabemos si las sigue consumiendo? Esta persona es peligrosa porque con estos antecedentes busca rodearse de jóvenes.
El candidato a la Alcaldía de Lima por Restauración Nacional, Humberto Lay, acusó a su contrincante en los comicios de octubre próximo, Susana Villarán, de “querer abrir la puerta para el uso de distintas drogas” al considerar dentro de sus propuestas la legalización del consumo de marihuana.

Cabe señalar que los recurrentes faenones, que quitan el dinero de los más pobres para enriquecer a corruptos, no han merecido ninguna condena visible de Villarán, que con su silencio se convierte en cómplice. Además, nos deja ver que no es más que una oportunista de la política al salir solamente en época electoral y con oscuros antecedentes

Susana Villarán: Su antecedente radical.
Susana Villarán de la Puente habría quedado con un “profundo resentimiento” contra los peruanos de uniforme a raíz de la muerte de su cuñado, Jimmy Wensjoe Mantilla, a manos de un destacamento policial en la ciudad de Huamanga, Ayacucho, el 3 de marzo de 1982.

Esto es lo que sostiene Guillermo Quevedo Tamayo, dirigente y analista político del PPC, quien a través de un artículo de opinión distribuido por internet, señala que tanto Wensjoe como Rosa Villarán de la Puente ―hermana de la candidata― “eran dirigentes de Sendero Luminoso”.

En representaciones de grupo radical

El autor del artículo también narra que Susana Villarán viajó el año 1971 a Santiago de Chile por encargo de Vanguardia Revolucionaria (movimiento de izquierda radical) para estrechar lazos con el MIR de ese país “y crear una retaguardia en la eventualidad que se iniciara la guerrilla en el Perú”. Su proyecto se frustró con el golpe de Augusto Pinochet a Salvador Allende y retornó a Lima en un avión dispuesto por el dictador Juan Velasco Alvarado.

Los ciudadanos de Lima ya saben por quien NO Votar.

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O vídeo abaixo mostra o momento em que Susana Villarán recebe a notícia da pesquisa de boca de urna que mostra uma vantagem de 2% sobre sua concorrente.



Neste vídeo  Alan Gargia felicita Susana Villarán por haver sido eleita prefeita de Lima-Perú

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Bento XVI, as eleições no Brasil e sua Igreja (3)

Aqui Dilma foi eleita. Na Espanha manifestação contra a homofobia.

via http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/11/101104_espanha_beijo_papa_cc.shtml


Espanhóis organizam 'beijaço' homossexual para a visita do papa

Manifestações contra o papa devem acontecer em Barcelona
Cerca de 500 casais gays planejam beijar-se em frente à catedral de Barcelona, na Espanha, durante a visita do papa Bento 16 ao país no próximo domingo.
Gays e lésbicas espanhóis receberão o pontífice com um “beijaço” de dois minutos assim que ele sair da catedral, por volta de 10h da manhã.
A manifestação, que segue o modelo flashmob (ação coletiva que dura pouco e se dispersa rapidamente) foi organizada por meio de um blog e uma página no site Facebook que defendem os direitos dos homossexuais.
Em nota no site oficial do movimento, os organizadores dizem querer “fazer alguma coisa para demonstrar o nosso incômodo” com uma “instituição que há muitos anos tem sido antagônica, para não dizer inimiga, das lutas pelos direitos sexuais e afetivos de muitos”.
O papa Bento 16 visitará Barcelona logo após sua visita a Santiago de Compostela, um dos lugares sagrados para a Igreja Católica.
Flashmob
A página do movimento no site social Facebook explica como deve funcionar a manifestação.
A organização vai disparar um sinal sonoro para dar início ao “beijaço”. Dois minutos depois, outro sinal indicará que os participantes devem se dispersar “como se nada tivesse acontecido”, segundo o site.
Segundo Joan Pérez, um dos organizadores, o evento não é especificamente contra o papa. “O beijo coletivo é uma forma de manifestar nosso desacordo com a maneira como a Igreja concebe as relações entre as pessoas”, disse.
Pérez afirmou ao jornal espanhol El País que os organizadores não fazem parte de nenhum grupo político e que a manifestação deve ser pacífica.
Na página oficial do movimento, pede-se que os participantes não respondam a nenhum tipo de provocação ou insulto.
A convocação também foi estendida a heterossexuais. No entanto, o comunicado esclarece que todos devem beijar alguém do mesmo sexo.
'Eu não te espero'
A visita de Bento 16 à Espanha desencadeou uma onda de protestos em Barcelona. Além dos homossexuais, 50 associações de ateus organizam manifestações e distribuem cartazes com a frase “Eu não te espero”.
Protestos de mulheres e até encontros de católicos para refletir sobre o "atual modelo de Igreja" também estão programados para o fim de semana.
Segundo jornais espanhóis, os moradores da região estão descontentes com o apoio financeiro "excessivo" à visita papal e com o tratamento da força policial da Catalunha, que cuidará da segurança do pontífice.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Bento XVI, as eleições no Brasil e sua Igreja (2)

Bento XVI, escutai as vítimas de pedofilia. Aqui Dilma foi eleita ontem.

Bento XVI, as eleições no Brasil e sua Igreja



Passada as eleições no Brasil, com a eleição de Dilma, Bento XVI deveria voltar suas atenções e preocupações para sua igreja "interna corporis". Senão vejamos:
"Como o chefe maior de uma Igreja que segue mantendo uma estrutura pré-moderna, piramidal e patriarcal pode falar em democracia? Como cobrar democracia dos Estados e líderes políticos, se a Igreja Católica ignora as vozes de seus/as fiéis que há tempo vem pedindo o direito de escolher seus bispos? Só é eficaz a exigência da democracia por parte de quem a vive como um ideal."
'O Papa também fala da promoção do bem comum. Quais são os critérios e valores utilizados para definir o "bem comum"?  Diminuir o índice de mortalidade materna provocado por abortos clandestinos e inseguros não faz parte do "bem comum"? 
Os trechos acima são de um documento das Católicas pelo direito de decidir. 
Mas, para além do que escrevem as católicas é bom lembrar que Bento XVI deveria estar mais atento a questões que afligem a igreja como a pedofilia. Isto mesmo PEDOFILIA.