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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Américo Barreira: 100 anos de humanismo

Por Gervásio de Paula

Há muitas teorias que tentam explicar a origem da humanidade. De onde viria essa energia que nos faz humanos. Alguns falam que isso remonta ao nascimento de um redentor, chamado Cristo, nos transformando em pessoas mais generosas, mais amorosas. Há, ainda, quem diga que tudo se explica pelo sistema nervoso central e suas ramificações. Outros afirmam que somos influenciados por astros e estrelas que nos acompanham ao longo da vida e nos tornamos o que somos a partir da posição que esses astros ocupam no cosmos.

Eu pessoalmente, sou adepto do materialismo histórico, que afirma sermos frutos do contexto em que estamos inseridos e das pessoas com as quais cruzamos na nossa vida.
Sou fruto dos muitos homens e das muitas mulheres que me atravessaram ao longo do caminho e do legado que eles me trouxeram. Muito do que sou e do que aprendi se deu no contato com essas pessoas e, sem dúvida, uma das mais emblemáticas é o querido Américo Barreira.

Américo Barreira, um dos maiores municipalistas que esse Estado já teve, se vivo fosse, teria 100 anos.

Ele tinha a sabedoria de quem nasce no frio da serra de Baturité, lugar onde o sopro desce gelado no espírito que verseja. Se apresentava porém com a garra do legítimo sertanejo, que sabe o que vale um pedaço de terra perdido nesse chão de meu Deus. Apesar de caboclo, sua verve intelectual e política se manifestou muito cedo, já escrevia aos 12 anos no jornalzinho, a Farpa, se solidarizando com professores que lutavam contra a ação maléfica dos coronéis no Estado.

Aos 17, já discursava em praça pública contra o então presidente Washington Luis. A palavra o procurava, como diria Manoel de Barros. A luta o procurava. Foi estudante de Direito e colocou sua alma e seu verbo a serviço dos muitos. A serviço dos homens e das mulheres que pereciam da delicadeza e da justeza da vida. Só lhes restavam pessoas de grande humanidade como Américo para defender os povos do sertão da sanha dos coronéis.


Américo foi eleito vereador e com sua eleição se inaugura um novo ciclo de municipalismo no Estado do Ceará. Américo funda a primeira Associação dos Municípios e ajuda a fundar o Partido Comunista. Experimenta a mão pesada da Ditadura Militar (1964-1985) e vive o encarceramento. Mas para homens inventores como Américo, não há cárcere que lhe aprisione o espírito. Suas palavras ecoavam nos que se mantinham nas ruas na luta por novos tempos e seu exemplo tirava o casulo das lagartas, como muitos de nós.

Américo me deu asas e me fez político e humano, no mais essencial que essas duas palavras me podem cair. Político, por me fazer acreditar que é na polis, na cidade, no meio das ruas, com as multidões, que se faz história e que se rompe o ciclo vicioso das castas sobre os plebeus.


Humano, porque apesar da dureza que o sertão se faz em nossa carne, apesar das rachaduras que o coração leva, ele me fez ver que a amorosidade é que constrói a vida e é na beleza dos que precisam de uma mão amiga é que um sujeito pode se orgulhar de suas memórias. Ele era um homem que não envelhecia, como ele mesmo dizia, tinha compromisso com o futuro.

Manoel de Barros diz que é dois seres: o primeiro é fruto do amor de seus pais João e Alice; o segundo e letral, fruto de uma natureza que pensa por imagens.
Eu me arriscaria a dizer que Américo seria não um, nem dois, mas três seres: o primeiro fruto do amor de seus pais, o segundo de natureza intelectual e o terceiro de natureza coração. Américo era, antes de tudo, um homem de grande coração. Tudo que aprendi sobre humanidade e de como deveríamos valorizar e cuidar das pessoas, devo a ele.

http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/caderno-3/coluna/gervasio-de-paula-1.133/materia-1.810772

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Capital pode ficar sem pré-carnaval

Foto: Marilia Camelo



Por Thiago Rocha


Conforme o mês de janeiro se aproxima, os fortalezenses já ficam ansiosos pelo início das festas realizadas pelos blocos de pré-carnaval em vários bairros de toda a Capital. Porém, os eventos estão ameaçados de não acontecer, em 2013, porque, até agora, a Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor) não lançou o edital que contempla as agremiações com uma verba que é utilizada para cobrir os gastos dos festejos.

Desde 2007, o bloco Luxo da Aldeia faz parte do pré-carnaval de Fortaleza, no bairro Benfica. Para o próximo ano, o assessor de comunicação do evento, Roberto Félix, teme que os foliões sejam prejudicados. "Normalmente, em agosto ou setembro, a Prefeitura lança o edital, mas, neste ano, não aconteceu nada. Essa situação é tão grave como a do Réveillon, pois, em 2013, não haverá tempo para a licitação".

Félix explicou que todos os blocos pequenos necessitam do dinheiro que vem da Prefeitura. "Neste ano, por exemplo, fizemos quatro execuções públicas e outra no carnaval. Para tudo isso, temos que receber a verba para pagar o palco, sistema de som e os músicos", disse.

Agora, os integrantes do Luxo da Aldeia pensam em alternativas para realizar as festas, diz o assessor de comunicação. Uma das ideias é juntar dinheiro para que sejam feitas, pelo menos, duas apresentações no Benfica. A outra opção é uma parceria com uma casa de show, onde seria cobrada apenas a consumação.

Marcus Vinícius de Oliveira, diretor do bloco Concentra Mas Não Sai, que acontece na Praça do Ferreira, acredita que o edital é importante para todos os blocos de Fortaleza, pois, a grande maioria das 60 agremiações contempladas com a quantia são pequenas e precisam do dinheiro. "Vai ser difícil realizar o pré-carnaval sem essa verba".

No caso desse bloco, comentou Oliveira, será complicada a realização do evento porque a Prefeitura ajuda também na infraestrutura. "Recebemos cerca de 20 mil pessoas na Praça do Ferreira. Para fazer isso de graça só com apoio do poder público".

A assessoria de comunicação da Secultfor informou que esse é um assunto que deverá ser tratado pela próxima gestão e, por isso, não poderá ser pensado pela administração atual.

Segundo Eudoro Santana, nomeado por Roberto Cláudio para coordenar a equipe de transição, o prefeito eleito pediu para que os antigos editais do pré-carnaval fossem analisados, e a equipe chegou à conclusão de que é "humanamente impossível" realizar os festejos. Ele ressaltou que o edital deveria ter sido publicado em agosto. "Passamos essa questão ao departamento jurídico para ver o que será possível fazer a fim de que ninguém seja prejudicado", concluiu.
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1214184

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Concentra Mas Não Sai - Nossa Bandeira

Por Viviane Pinheiro


O samba anima a Capital no 4º sábado de pré-Carnaval


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BRUNO GOMES
O bloco Baqueta desfilou à tarde e nem o calorão espantou a multidão
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Nem o sol quente, os congestionamentos e a greve de alguns servidores municipais desanimaram os foliões
"Vai cai no samba cai, e o samba vai até de manhã". Este samba enredo cantado pelos blocos que desfilaram ontem na Praia de Iracema parecia uma "prece" na voz dos foliões. Era o desejo de virar a noite, curtir a farra e se esbaldar no quarto fim de semana de Pré-Carnaval. Agora só falta mais um sábado de alegria.

Que venha, enfim, a festa momina. Nem o sol escaldante do começo da tarde, os congestionamentos, a multidão e greve de alguns servidores municipais atrapalharam a festa na cidade.

Ainda com o sol à pino, em plena 15h, o animado bloco Baqueta entrou na Avenida Almirante Barroso, botando todo mundo para dançar. O grupo desfilou ontem após conseguir uma liminar na Justiça Estadual do Ceará autorizando o cortejo.

"Somos uma bateria pioneira no Ceará. Estamos aqui por mérito e por saber que temos vários seguidores que não perdem um só dia do nosso pré", diz o representante do bloco, Carlos Henrique Benevides, o Carlinhos.

Com mulheres bonitas, instrumentos afinados e muita ginga nós pés, os percussionistas cruzaram a Orla agitando todos que passavam, entre adultos fantasiados, turistas, adolescentes, crianças e os animados idosos.

Calor
A temperatura subiu quando o Baqueta passou. Mas, o calorão acabou virando a desculpa certa para um gole de água ou cerveja.

A pouca sombra, vinda dos muros, que seguia por toda a via era mais disputada que qualquer camarote ´vip´. A aposentada Carmelita Aboin, 59, nem se preocupava com o sol. Queria mesmo era cantarolar muito e dançar.

"O pré-Carnaval está cada dia mais legal. Tirando um ou outro problema, é uma das melhores festas da nossa cidade", frisa.

E tem gente que curte a folia com muita originalidade. Tinha fantasia de todos os tipos. Super-heróis, fadas, monstros, lindas mascaradas e até aqueles que traziam apenas um colorido na roupa, enfeite no cabelo, uma maquiagem transada, meio sem identidade definida com algo.

O professor Rafael Oliveira, 35, se camufla desde o começo da festa, ainda em 2007. Cada sábado é um personagem diferente. O tema ontem era angelical, todo com asas e aureola. "A gente tem que vir com melhor sorriso, melhor ânimo, com vontade de paz e alegria", comenta.

Apesar da paralisação de parte dos servidores municipais, a população parecia se sentir segura. Homens da Policial Rodoviária Estadual (PRE) fizeram o controle do trânsito, apesar da presença discreta de poucos agentes da Autarquia Municipal de Trânsito de Fortaleza (AMC).

A Polícia Militar (PM) esteve presente. Um helicóptero sobrevoava a região. Até às 19 h, quando da dispersão dos primeiros blocos, o clima era de alegria, sem muitos relatos de brigas. "Passei dois fins de semana sem vir com medo. Mas parece que mudou para melhor", finaliza a universitária Lia Melo, 24.

Folia em família na Praça do FerreiraNa Praça do Ferreira, quem comandou a festa foi o bloco Concentra Mas Não Sai, que colocou os foliões para dançar ao som das tradicionais marchinhas carnavalescas. Em um ambiente bastante familiar, crianças, jovens e idosos lotaram o lugar e abrilhantaram no quarto sábado de Pré-Carnaval de Fortaleza.

Depois de um dia cansativo de trabalho no Centro, a atendente Gleiciane Nazaré Silva, 28, aproveitou para relaxar. "Como estou de folga amanhã (hoje), vou ficar um pouquinho aqui com meus colegas de trabalho para tirar o estresse", comenta.

Adereços

O que não falta na Praça do Ferreira são ambulantes vendendo adereços. O despachante aduaneiro Wellington Menezes,43, por exemplo, não perdeu a oportunidade e comprou uma máscara para o filho Pablo, 7, e um chapeuzinho de penas para a filha Nicole, 5. Os pequenos não paravam de pular.

A ambulante Maria Aparecida Sousa, 24, diz que os enfeites que mais fazem sucesso entre os brincantes são os óculos gigantes, as perucas coloridas e as tiaras luminosas. "Os preços variam de R$ 2,50 a R$ 5,50. Apuro mais ou menos R$ 120,00 por sábado. Muitos saem do trabalho e vêm comprar", fala.

Em meio à multidão, para dar inveja a muitos jovens, Madalena Silva de Amorim, 82, chamava a atenção de todos. "São muitos anos de folia. A diversão é o segredo para a gente viver muito", fala a senhora, sorridente.

A segurança dos foliões foi garantida por agentes da Guarda Municipal e da Polícia Militar.

Diversidade
Alegria e criatividade de sobra
As festas de Pré-Carnaval de Fortaleza são marcadas pela presença de pessoas de todas as idades e classes sociais, que não param de dançar e cantar ao som das tradicionais músicas carnavalescas. Além da alegria dos foliões, o que não falta são fantasias cheias de criatividade. Muitos dos adereços são vendidos nos próprios locais

Fotos: Viviane Pinheiro / Bruno Gomes

IVNA GIRÃO / RAONE SARAIVA


http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1102200

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Fortaleza abre alas para a alegria

Por Renato Bezerra/Raone Saraiva
Fotos de Rodrigo Carvalho


O tão esperado Pré-Carnaval de Fortaleza começou a tomar conta da cidade. Ontem, milhares de pessoas compareceram nas concentrações dos mais de 100 blocos de rua espalhados pelos bairros, e, tomados por uma constante alegria, e muito samba no pé, fizeram bonito na festa, que já é uma das mais tradicionais da capital cearense.

A Praia de Iracema, principal palco dos festejos, é o local onde se concentra o maior público. Na tarde de ontem o Baqueta foi o primeiro bloco a sair. O grupo de ritmistas, formado desde 2007, percorreu as ruas levando alegria e disseminando a cultura do samba. Agremiação e público se uniram em um festejo só. O bloco contou com a participação de 210 integrantes, 175 só na bateria. Em seu repertório não faltaram marchinhas carnavalescas, samba-canção e samba enredo. O presidente do bloco, Carlos Henrique, destacou o trabalho intenso que a agremiação teve durante todo o ano.


Samba no pé

A fisioterapeuta Perpétua Aguiar,47, foi uma das primeiras a chegar na concentração do Baqueta. "Não quero perder nenhum detalhe", disse. A professora Aurilene Barros, 40, era uma das mais animadas. Sempre à frente do bloco, não perdeu o samba no pé em nenhum momento. "Aqui não tem cansaço, é só folia", ressaltou. A animação também contagiou os turistas. O alemão Marc Jahnchen, pela primeira vez em Fortaleza, destacou que o ritmo da festa não tem coisa igual. "Aqui tem mais calor humano", afirmou.

Já o funcionário público Renato Montelo, turista do Maranhão, viu o anúncio do Pré-Carnaval pelo Diário do Nordeste, ainda no aeroporto, e resolveu conferir a festa. "Estou adorando, acho que prolongarei minha estadia", ressaltou.



Outro bloco que levou alegria aos foliões foi o Bons Amigos. Com um enredo que homenageou a índia Iracema, a agremiação garantiu que ninguém ficasse parado. A passista Ivanilda Santos estava à frente da bateria, e era uma atração a parte. "É muito gratificante estar aqui e ver as pessoas felizes", disse.
O Pré-Carnaval na Praia de Iracema segue pelos próximos sábados, até o dia 11 de fevereiro, no fim de semana que antecede o Carnaval.



Animação garantida nas ruas do Benfica
 
A folia também tomou conta das ruas do Benfica, bairro já conhecido pela grande presença de agremiações de Pré-Carnaval. Na noite de ontem, vários blocos se apresentaram, levando alegria para a comunidade, que se divertia ao som dos tradicionais sambas e marchinhas.

O Bloco Cachorra Magra, por exemplo, neste ano, vem com a proposta de homenagear personalidades do bairro, como artistas plásticos, cantores e compositores. Há 13 anos, o grupo faz a festa na Rua Marechal Deodoro, antiga Rua da Cachorra Magra.

"Começamos a brincar o Pré-Carnaval com mais ou menos 200 pessoas. Hoje, nossa festa já se popularizou tanto que, nas últimas edições, mais de duas mil participaram", declara Fernando César, 54 anos, presidente da agremiação.

Nas ruas Senador Catunda e Damasceno Girão, respectivamente, os grupos Coração Benfica e Galo do Jardim América também animaram o público. "É um momento de animação, um bom programa para fazer junto da família e amigos", diz a universitária Maria Lira, 32 anos

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1094072

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O CHEIRO

Foto Lucas de Menezes
Passada a euforia da virada do ano, algumas pessoas já começam a pensar na próxima festa mais animada do ano, que é o Carnaval. Para os foliões mais impacientes, uma boa notícia: o Pré-Carnaval de Fortaleza, ensaio para a festa maior que acontece em fevereiro, já começou. Ontem à noite, o Bloco ´O Cheiro´ trouxe alegria e arrastou uma multidão para a Praia de Iracema no primeiro dia de 2012.

Em sua 19ª passagem pelas ruas e avenidas da Praia de Iracema, ´O Cheiro´ se orgulha em sair na frente com o Pré-Carnaval, decretando que a alegria do Réveillon tem que ser multiplicada. "O bloco sempre é o primeiro a sair e que promove o ´Desfile da Ressaca´, no sábado depois do Carnaval", destaca Fernando Ribeiro, um dos diretores do bloco.

Com a estreia de ontem, todos os sábados até o Carnaval - e no sábado extra, pós-Carnaval - ´O Cheiro´ levará para a avenida uma bateria com 80 ritmistas. Todos os anos, o bloco reúne quase duas mil pessoas ao som das mais famosas músicas brasileiras de samba-enredo. ´O Cheiro´ tem concentração na Rua Padre Justino e segue seu percurso tradicional, pela rua João Cordeiro até o Largo Mincharia.

Atualmente, Fortaleza conta com 108 blocos de rua. Os outros blocos começam a sair a partir do dia 13 de janeiro. Serão, ao todo, cinco fins de semana, que transformam a cidade em festa.

Durante a festa, só na Praia de Iracema, a expectativa é de que sejam mobilizados, no mínimo, 100 agentes de trânsito. Na Praça do Ferreira, outro grande polo de folia, serão 20 agentes por dia de pré-carnaval.

Em outubro, a Prefeitura divulgou os 60 blocos contemplados pelo edital de fomento ao Pré-Carnaval. Cada um receberá como incentivo R$ 6 mil, totalizando R$ 360 mil em investimentos. Os que não foram selecionados, mas receberem autorização para ir às ruas, terão garantido o apoio logístico.

Cada bloco assina um termo se comprometendo a seguir algumas normas. Dentre elas, não causar danos ao patrimônio público, alguns cuidados com o trânsito e não causar prejuízo à população quanto ao sossego e tranquilidade.

19 anos fazendo a festa nas ruas e avenidas da Praia de Iracema. Esta é a ´idade´ do bloco ´O Cheiro´, que neste ano fez sua estreia no Pré-Carnaval ainda no dia 1º de janeiro.

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1089193

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Desembagador indefere liminar ajuizada por Magaly Marques

;ivna@diariodonordeste.com.br; escreveu:
O desembargador Rômulo Moreira de Deus indeferiu liminar ajuizada pela vereadora Maria Magaly Marques Dantas, pedindo a suspensão da decisão de 1º Grau que extinguiu ação sobre a nulidade do Projeto de Lei que criou a Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie), no Parque do Cocó. A decisão foi proferida nesta segunda-feira (19/12).

A vereadora alegou que o referido processo legislativo alterou o Plano Diretor de Fortaleza (Lei Complementar nº 60/2009) e violou regras regimentais da Câmara. Por esse motivo, entrou com ação contra o Município e o presidente da Câmara de Fortaleza.

Segundo a parlamentar, o presidente do Legislativo municipal deu andamento ao processo que culminou com a aprovação da lei nº 9.502/2009, mesmo tendo conhecimento do recurso, relativo ao descumprimento do quórum, apresentado por ela.

Na contestação, o Município e o presidente da Câmara defenderam a decisão do titular da 8ª Vara da Fazenda Pública da Comarca da Capital, juiz Francisco Luciano Lima Rodrigues. No último dia 24 de outubro, o magistrado extinguiu o mandado de segurança impetrado pela vereadora.

Na decisão, o juiz considerou que a parlamentar não apresentou documentos comprovando o descumprimento do Regimento Interno da Câmara. Em vista disso, determinou a extinção do processo devido à ausência de prova pré-constituída.

O desembargador Rômulo Moreira de Deus entendeu que a ação “não se ajusta à excepcionalidade de seu cabimento”, pois foi interposta quando a proposição legislativa impugnada já havia sido votada e aprovada pela Câmara. “A realidade concreta dos autos projeta aparente desvirtuamento da tutela jurisdicional pretendida, convertendo-se a Justiça num indevido espaço de prosseguimento do debate parlamentar”.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Pesquisa mostra contaminação de alimentos no CE

Por Marcus Peixoto

O Clorpirifós é um ativo proibido pela Anvisa como defensivo agrícola. Seu uso ainda acontece no Estado
Fortaleza. O pepino e o tomate comercializados na Central de Abastecimento do Ceará (Ceasa) apresentaram substância agrotóxica proibida. Trata-se do Clorpirifós, que tem sua comercialização vedada no País.

A constatação foi divulgada, ontem, pela Fundação Núcleo de Tecnologia do Ceará (Nutec). Esses dois produtos somaram-se a mais três, a fim de serem submetidos à exame para avaliar o teor tóxico de produtos da fruticultura e horticultura, com histórica incidência de contaminação.

Dos alimentos encaminhados à análise, melão, pimentão e alface revelaram "resultado satisfatório", com relação aos ingredientes ativos pesquisados. As análises foram encomendadas pelo Diário do Nordeste, com o propósito de verificar a existência ou não de substâncias que são consideradas ilegais pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os produtos foram comprados na Ceasa em 26 de novembro passado e no mesmo dia levados à exame pelos técnicos do Nutec. O laudo foi assinado pela química industrial Maria da Conceição do Nascimento Monteiro e pela supervisora do Núcleo de Tecnologia de Alimentos e Química, Ana Luiza Maia. Os resultados constataram ainda a presença ilegal de permetrina no tomate, mas em níveis baixos.

O engenheiro de alimentos Rubéns Cariús, da equipe técnica do Nutec, disse que a análise levou em consideração 35 itens, de acordo com as monografias de agrotóxicos publicadas pela Anvisa, com atualização de 17 de agosto de 2011.

O uso ilegal e indiscriminado de agrotóxico atinge dois produtos que também aparecem na relação dos alimentos com maior número de amostras contaminadas pela Anvisa. Na pesquisa divulgada esta semana, o pepino e o tomate incluem-se na relação dos líderes do ranking de elementos nocivos à saúde.

A relação é liderada, no entanto, pelo pimentão e o morango, com o maior número de amostras contaminadas por agrotóxico, durante o ano de 2010. Segundo dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos (Para) da Anvisa, divulgados, ontem, no caso do pepino, o percentual de amostras irregulares foi de 58%. As irregularidades decorrem de dois problemas detectados na análise das amostras: teores de resíduos de agrotóxicos acima do permitido e o uso de agrotóxicos não autorizados para estas culturas.

No caso do Ceará, o engenheiro químico Rivelino Cavalcante, autor de um inventário do uso do agrotóxico na Chapada do Apodi, afirma que os danos para a saúde causados por essas substâncias vão desde o aparecimento de depressão, passando por doenças de origem nervosa, até o surgimento de cânceres.

Ele lembra que, apesar de serem itens proibidos na comercialização, vêm sendo vendidos livremente no comércio do interior, especialmente junto aos estabelecimentos que mantiveram os defensivos em seus agrotóxicos.

Agricultura familiar

Além disso, Rivelino diz que, ao invés de haver uma retração no uso, aconteceu uma disseminação. "Antes o agrotóxico envolvia especialmente o agronegócio. Atualmente, se estende para o pequeno produtor e, especialmente, aquele que pratica a agricultura familiar", afirma Rivelino.

Para o assessor técnico da Agência de Defesa Agropecuária (Adagri), órgão mantido pela Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), Tito Carneiro, a fiscalização tem sido ostensiva, a ponto de, entre 2010 a este ano, terem sido identificados 500 estabelecimentos que vendiam agrotóxicos fora das normas previstas pelos órgãos regulares. Cerca de 200 deles foram fechados. "Nós constatamos que há muitos casos de casas comerciais vendendo produto sem autorização do agrônomo ou outras lojas que utilizam esses profissionais para a liberação dos defensivos proibidos", disse.

Fiscalização

Já o diretor administrativo da Ceasa, Oscar Saldanha, disse que o problema de produtos comercializados com indicadores de agrotóxicos é antigo. No entanto, ele informou que a Central vem se mobilizando para manter um escritório da Adagri, no sentido de incrementar a fiscalização. "O interesse pela venda de produtos não contaminados é coletivo. Isso é importante para o produto, para o vendedor e para o consumidor", disse Oscar Saldanha. Ele afirma que a instalação de um laboratório na Ceasa seria inviável pelos custos e pelos resultados imediatos, que devem ser atacados na fonte. Ou seja, no campo. A ideia da pesquisa do Diário do Nordeste levou em consideração a compra de um quilo de alface, pimentão, melão, pepino e tomate. Os itens foram escolhidos de acordo com a história passada de alto teor tóxico. O assunto foi objeto de um caderno especial publicado pelo Diário do Nordeste no ano passado.

Com as compras feitas na Cesa, o passo seguinte foi encaminhar ao Nutec, para exame das substâncias tóxicas. O laudo foi expedido na terça-feira passada. Diferente da avaliação feita pela Anvisa, que se dá em diferentes pontos de vendas, a do jornal foi restrita a um só estabelecimento e sem diversidade de amostras.

No balanço geral feito pela Anvisa, das 2.488 amostras coletadas pelo Para, 28% estavam insatisfatórias. Deste total, em 24,3% dos casos, os problemas estavam relacionados à constatação de agrotóxicos não autorizados para a cultura analisada. Segundo a Anvisa, para reduzir o consumo de agrotóxico em alimentos, o consumidor deve optar por produtos com origem identificada. Essa identificação aumenta o comprometimento dos produtores em relação à qualidade dos alimentos, com adoção de boas práticas agrícolas.

É importante, ainda, que a população escolha alimentos da época ou produzidos por métodos de produção integrada (que a princípio recebem carga menor de agrotóxicos).

MAIS INFORMAÇÕES 
Nutec. Rua Professor Rômulo Proença, S/N, Fortaleza. (85) 3101.2445
Adragri. Telefone: (85) 3101.2500
Labomar. Telefone: (85) 3242.8355

CHAPADA DO APODI
Inventário mapeia produtos nocivos

Fortaleza. Um estudo coordenado pelo professor Rivelino Cavalcante, apoiado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), elaborou o primeiro inventário dos agrotóxicos utilizados na região do Baixo Jaguaribe e Litoral de Aracati, a respeito do uso de agrotóxicos.

Através dos dados do inventário, foi verificado o uso de 207 produtos agrícolas, com mais de 150 princípios ativos, os quais podem estar presentes de forma unificada ou através de misturas, contendo dois ou até três princípios ativos por produto agrícola. O grande número de agrotóxicos administrados nessa região é o reflexo do aumento da área de plantio, impulsionado pelos incentivos ao setor agrícola, e principalmente pela isenção de impostos.

"Comparando com escassos e incompletos levantamentos nas principais regiões agrícolas do País, a diversificação de produtos agrícolas administrados na região estudada, bem como princípios ativos, é bem maior quando comparado com alguns estudos nas regiões Sul e Sudeste. Isso torna a região dos perímetros de irrigação dos Municípios de Russas, Morada Nova, Limoeiro do Norte e Quixeré, um dos maiores e mais diversificados no uso de agrotóxicos no país", afirma Rivelino.

Analisando os dados do inventário, próximo de 75% pode ser aplicável nas culturas do milho e feijão, além de outras culturas. Segundo o professor, esse dado é interessante uma vez que as culturas do milho e feijão são as principais dos pequenos agricultores ou da agricultura familiar, bem como dos grandes agricultores.

Classificação

Como essas culturas são populares e não necessitam de grandes recursos na produção, o comércio direcionou a venda dos produtos em função das culturas predominantes. Segundo a pesquisa, esse direcionamento pode ser devido à procura, reflexo da diminuição do preço desses venenos e políticas de divulgação maciça promovidas pelas empresas fabricantes.

Dos 207 produtos agrícolas administrados na região de estudo, quanto à classificação toxicológica, próximo de 48% pertence à classe I e II (extremamente e altamente tóxicos, respectivamente). Quanto à classificação ambiental, é mais preocupante ainda. Acima de 60 % pertence à classe I e II (Produto Altamente Perigoso e Muito Perigoso ao Meio Ambiente, respectivamente).

Dos agrotóxicos administrados na região, 27% tem um alto risco de contaminação dos recursos hídricos, e 32% apresentam risco médio de contaminação da água. Esses dados mostram que a adoção por agrotóxicos mais potentes (mais tóxicos e de maior perigo ambiental) parece ser predominante e crescente, e que políticas agrícolas de conscientiza-ção não estão funcionando. "A divulgação e discussão do problema por setores competentes não está surgindo efeito".

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Cetra é homenageado pela AL-CE pelos seus 30 anos


Por Maristela Crispim 
O Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador (Cetra) foi agraciado nesta segunda, 5 de dezembro, com homenagem da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (AL-CE) por sua histórica atuação no semiárido cearense em 30 anos de atuação.
Na sessão, requerida pelo deputado Dedé Teixeira (PT-CE), foram homenageadas pela Assembleia cinco pessoas que tiveram papel fundamental nessa trajetória: Margarida e Antônio Pinheiro, sócios-fundadores, o sindicalista José Mendes, agricultor que participou das primeiras conquistas de terra, Nair Soares ex-presidente da instituição e Antônio Pereira Neto, conhecido como Cazuza, agricultor e atual presidente do Cetra.
O artista popular Zé Vicente, a ex-prefeita de Fortaleza Maria Luiza Fontenelle, o professor Manfredo de Oliveira, o agricultor Sebastião Inácio dos Anjos (in memorian), e a Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA Brasil) também foram homenageados, mas pela Medalha Manuel Veríssimo, criada pelo Cetra em 2006 para celebrar os caminhos e histórias de pessoas, instituições e movimentos sociais que contribuíram e contribuem com a luta pela terra no Estado e no trabalho de reconstruir o semiárido cearense como um espaço cheio de possibilidades

História
O Cetra é oficialmente fundado em 1981, mas o trabalho de assessoria jurídica com comunidades em conflito de terras começou antes. A primeira conquista é o emblemático caso da fazenda Monte Castelo, em 1983, que teve em sua trajetória a morte de quatro homens, inclusive o lavrador Manuel Veríssimo.
Fazendo par com a ação jurídica, tanto para comunidades como para sindicatos, sempre está também o trabalho de mulheres, isso em um tempo no qual a auto-organização surgia como novidade pós-ditadura.
Na década de 1990, a instituição entende que é necessário também trabalhar a terra conquistada e começa a desenvolver ações de assessoria técnica rural junto aos agricultores.
No início dos anos 2000 a convivência com o semiárido entra na pauta e vão surgindo os projetos de cisternas – até hoje já foram construídas mais de 18 mil -, de produção agroecológica e de socioeconomia solidária – atuação na qual a instituição é destaque, orientando famílias camponesas a melhorar sua qualidade de vida no meio rural cearense.
Fonte: Cetra

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Fortaleza terá 108 blocos no Pré-Carnaval 2012

Por Luana Lima

Os blocos de rua são tradição no Pré-Carnaval de Fortaleza. Em 2012, a folia já tem data marcada para começar: 13 de janeiro. Serão, ao todo, cinco fins de semana, que prometem transformar a Capital numa grande festa. O evento deu tão certo que, a cada ano, o número de blocos só cresce. Até o momento, 108 agremiações solicitaram à Prefeitura autorização para se apresentar na cidade, 28 a mais que neste ano, quando 80 blocos fizeram o Pré-Carnaval.

Marca do Concentra mas não sai
Disraelli Brasil, gerente de operações da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC), diz que os blocos estão em processo de vistoria. São analisados pontos como a viabilidade de interditar as ruas, se os moradores concordam com a interdição e a possibilidade de desvio de tráfego. A autorização está condicionada ainda à Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Transfor), devido à alteração de linhas de transporte coletivo.

Mas, como a maioria dos blocos é tradicional, ou seja, não está saindo pela primeira vez, o gerente de operações acredita que não deve ter problemas com a autorização. Os blocos que têm mais público terão, além do desvio, um efetivo maior de agentes da AMC, por causa da necessidade de organizar o trânsito. Só na Praia de Iracema, a expectativa é que sejam, no mínimo, 100 agentes de trânsito. Na Praça do Ferreira, outro grande polo de folia, serão 20 agentes por dia. As autorizações devem começar a ser emitidas em dezembro.

Em outubro, a Prefeitura divulgou os 60 blocos contemplados pelo edital de fomento ao Pré-Carnaval. Cada um receberá como incentivo R$ 6 mil, totalizando R$ 360 mil em investimentos. Os que não foram selecionados, mas receberem autorização para ir às ruas, terão garantido o apoio logístico. O Pré-Carnaval 2012 está concentrado nos dias 13, 14, 15, 20, 21, 22, 27, 28, 29 de janeiro; e 3, 4, 5 e 11 de fevereiro.

Cada bloco terá de assinar um termo se comprometendo a seguir algumas normas. Dentre elas, não prejudicar ou causar danos ao patrimônio público, não prejudicar o tráfego de veículos e a circulação de pedestres, não causar prejuízo à população quanto ao sossego e tranquilidade, entre outras.

Expectativa

No bairro Benfica, o bloco "Luxo da Aldeia" promete trazer novidades no repertório, que é formado por músicas carnavalescas de compositores cearenses ou que tenham forte ligação com o Ceará. Além dos ensaios que ocorrem de forma esporádica, o grupo vem realizando algumas festas, como a de ontem (25 de novembro), no Buoni Amicis´s, que abriu a temporada de Pré-Carnaval 2012. O bloco se apresentará às sextas-feiras, de 19h às 22h.

Na Praça do Ferreira, o tradicional "Concentra Mas Não Sai" espera receber uma média de 20 mil pessoas a cada sábado. Marcus Vinícius, organizador do bloco, adiantou que, quem for à Praça do Ferreira brincar com o "Concentra", poderá se surpreender com uma "palhinha" do cantor e sanfoneiro Waldonys, que marcou presença nas últimas edições.

Mas é na Praia de Iracema onde está o maior número de blocos e foliões. O "Baqueta" ensaia praticamente o ano inteiro, para somente por um mês, após o Carnaval, quando fazem uma pausa para planejar a festa do ano seguinte. Em 2012, o bloco irá às ruas com 210 integrantes, 170 na bateria.

Estímulo

360 mil reais será o valor investido pela Prefeitura no Pré-Carnaval de Fortaleza, que contemplou 60 blocos com R$ 6 mil de incentivo. Os outros terão garantido o apoio logístico.

sábado, 5 de novembro de 2011

Tem Buarque no Samba


A voz que comanda o samba da tarde de hoje no Kuku-kaya vem do seio dos Buarque de Hollanda. Com seu timbre curto, porém afinado, e uma obra dedicada quase que inteiramente ao samba, Cristina Buarque é a convidada de inauguração do projeto "Roda de Samba", a partir do meio-dia.

Irmã de Miúcha, Ana (atual ministra da Cultura) e Chico, Cristina faz jus à veia artística dos filhos do sociólogo Sérgio Buarque de Hollanda e dona Maria Amélia. Com quase 40 anos de carreira, ela iniciou no samba em sua primeira gravação, no disco Chico Buarque Vol.3, em 1968, cantando "Sem Fantasia". O gênero a acompanha desde então em trabalhos que incluem o repertório de grandes compositores como Ivone Lara, Geraldo Pereira, Paulinho da Viola, Heitor dos Prazeres, etc, e a participações em discos em homenagem a nomes como Nelson Cavaquinho, Paulo Vanzolini e Clara Nunes.

"Sambista, daquelas que canta, eu não sou não. Gosto muito de cantar e escutar samba. Desde criança eu escutava muito samba. Os amigos também foram me apresentando repertório de Ciro Monteiro, Aracy de Almeida, Ataulfo Alves, Noel Rosa, Carmem Miranda...", lembra Cristina sobre sua relação com a música e esquivando-se da alcunha de sambista.

Sobre a apresentação em Fortaleza, nada está muito definido, nem o repertório nem a formação do conjunto. "É meio no formato roda de samba, com o repertório de samba mais tradicional", explica. A intenção é deixar fluir, com uma roda formada em meio ao público, mesclando músicas que Cristina costuma cantar com outras do gosto dos músicos de Fortaleza. Ela se diz à vontade com a interação com os instrumentistas da terra e lembra apresentação feita em 2008 em moldes semelhantes (participando do projeto "Policarpo Convida") com o grupo Policarpo e a Estrela de Madureira. "Foi muito legal", diz.

Entre os convidados, estão Felipe Araújo (Unidos da Cachorra), David 7 Cordas e Shaloon (Samba da Gente), Bruno Goyanna e Ângelo do Pandeiro (Policarpo e a Estrela de Madureira), Alfredo Pessoa (do grupo Academia) e o meninos do grupo Gebedim. O show faz parte das comemorações dos 15 anos do Kukukaya.

Discografia
Em seu mergulho no samba, Cristina Buarque conheceu e cantou ao lado de nomes importantes do samba, como Zé Keti, Candeia e Ismael Silva. O seu primeiro disco solo foi gravado em 1974, quando ela emplacou o samba do portelense Manacéa, "Quantas Lágrimas", até hoje uma das mais conhecidas do repertório da Velha Guarda da Portela, evocado em rodas de sambas e regravado inúmeras vezes. O segundo disco, "Prato e Faca" (1976) traz sambas de Heitor dos Prazeres, Geraldo Pereira, Jamelão, Ivone Lara e Paulinho da Viola, uma mostra da intimidade que a cantora tem com o meio.

Sua discografia inclui ainda participação no LP "Clementina e Convidados", quando cantou ao lado de Clementina de Jesus, a "rainha do samba", que também participou ao lado da Velha Guarda da Portela do LP "Cristina", de 1981. Entre as músicas gravadas em tributos a grandes sambistas por Cristina Buarque estão "Pode Ser?", dedicada a Geraldo Pereira; "Aquele Bilhetinho", para Nelson Cavaquinho e, mais recentemente, os álbuns "Terreiro Grande e Cristina Buarque cantam Candeia" (2010) e "Sem Tostão 2... A crise continua" (2011), para Noel Rosa.

MAIS INFORMAÇÕES:
Cristina Buarque no Kukukaya (Av. Pontes Vieira, 55, Dionísio Torres). Hoje, a partir  meio-dia (R$ 10,00). Contato: (85) 3227-
5661


http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1066053

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Pedagogia da conciliação

Enfim o "affair" do Sindjorce aparentemente, chega ao fim. Começou com trocas de acusações pesadas e terminou nota publicada dia 7 de junho no sítio do sindicato e no Jornal O POVO. Embora as questões tivessem reverberado na blogosfera, não vi nada nos jornais locais (pelo menos no período mais crítico de 17 e 18 de maio). E o fato era jornalistíco. Já imaginou um arrraca rabo deste em outro sindicato?
Abaixo as notas da crise publicadas no sítio do Sindjorce.

  1. http://www.sindjorce.org.br/blog/sindjorce-noticias/categoria/notas-e-avisos/presidente-do-sindjorce-e-denunciado-a-comissao-de-etica
  2. http://www.sindjorce.org.br/blog/sindjorce-noticias/categoria/sem-categoria/confira-a-versao-do-presidente-do-sindjorce-publicada-nos-blogs
  3. http://www.sindjorce.org.br/blog/sindjorce-noticias/categoria/sem-categoria/diretoria-do-sindjorce-repudia-acusacoes-de-presidente-da-entidade
E a nota do Sindjorce publicada em seu sítio dia 07 de Junho de 2011

Nota aos jornalistas cearenses

Os jornalistas e a sociedade do Ceará acompanharam ao longo das últimas semanas um debate entre a maioria da direção do sindicato e seu presidente. O embate assumiu dimensões indesejáveis, tornando-se muitas vezes duro, o que caracterizou a instalação de uma crise, com repercussões negativas até mesmo para a Instituição. Resguardando o interesse da categoria e reafirmando o propósito de fortalecimento da entidade sindical, o Presidente e a direção do Sindicato dirigem-se aos jornalistas cearenses com o intuito de explicar o ocorrido e apresentar a solução acordada para superação da crise: 
1) O embate foi desencadeado devido às visões diferentes de encaminhamentos entre o presidente e o a maioria da direção.
2) As duas partes desculpam-se por eventuais excessos e se dispõem a um pacto de urbanidade.
3) Propõem-se um retorno à normalidade do trabalho do Sindicato, a partir de uma disposição mútua de fortalecimento da entidade.
4) Reafirmam, ainda, a partir do programa que elegeu a Diretoria, a sua unidade política representada pelo alinhamento às lutas nacionais conduzidas pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), assim como sua sintonia com a luta geral organizada pela Central Únicas dos Trabalhadores (CUT). 
5) Atendendo a uma necessidade histórica da FENAJ, disponibilizam, em comum acordo, o presidente Claylson Martins, também diretor de Relações Internacionais da Federação, para auxiliar o Presidente da FEPALC nas suas atividades em relação à América Latina e Caribe, além de cumprir, em Brasília, atribuições da FENAJ nas suas relações com a Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) e FEPALC (Federação dos Periodistas da América Latina e do Caribe). Para isso, Claylson licencia-se do Sindjorce. Compreendemos todos que o pacto firmado atende aos interesses de garantia da institucionalidade do Sindicato e seu necessário fortalecimento.

Assinam este documento as partes envolvidas e o presidente da FENAJ, na condição de testemunha.
Celso Augusto Schröder - presidente da FENAJ
Claylson Ferreira Martins - presidente do Sindjorce e dir. de Rel. Internacionais da FENAJ 
Samira de Castro - secretária-geral do Sindjorce
Déborah Lima - diretora de Adm. e Finanças do Sindjorce e 1ª tesoureira da FENAJ
Mirton Peixoto - diretor de Ação Sindical do Sindjorce
Aloisio Coutinho - diretor executivo do Sindjorce 
Evilázio Bezerra - diretor executivo do Sindjorce
Lúcia Damasceno - diretora executiva do Sindjorce 
Rogério Gomes de Norões - conselheiro fiscal do Sindjorce
Francisco Ferreira Gatto - conselheiro fiscal do Sindjorce
Angela Marinho - Comissão de Ética do Sindjorce e dir. de Cultura e Eventos da FENAJ
Salomão de Castro - delegado do Sindjorce junto à FENAJ
Fátima Medina - delegada do Sindjorce junto à FENAJ
Cláudia Vidal - delegada do Sindjorce junto à FENAJ
Rafael Mesquita - coordenador de Departamento de Juventude do Sindjorce

http://www.sindjorce.org.br/blog/sindjorce-noticias/categoria/sem-categoria/nota-aos-jornalistas-cearenses

http://www.sindjorce.org.br/blog/sindjorce-noticias/categoria/sem-categoria/nota-aos-jornalistas-cearenses