Para Fabricio, Urico e Thadeu
u Poeta du Sertão
Catulo da Paixão Cearense
Si chora o pinho
Im desafio gemedô
Não hai poeta cumo os fio
Du sertão sem sê doutô
Us óio quente
Da caboca faz a gente
Sê poeta di repente
Que a puisia vem do amor
Não há poeta, não há
Cumo os fio do Ceará!
Dotô fromado, home aletrado
Lá da Côrte
Se quisé mexê comigo
Muito intoncê tem qui vê
Us livro da intiligença
I dá sabença
Mas porém u mato virge
Tem puisia como quê!
Poeta eu sô sem sê dotô
Sou sertanejo
Eu sô fio lá dus brejo
Du sertão do Aracati
As minha trova
Nasce d'arma sem trabaio
Cumo nasce na coresma
Nu seu gaio a frô de Abri
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quinta-feira, 29 de junho de 2017
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Airton Monte
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| Aírton Monte |
Às vezes meu telefone tocava no meio da noite, naquelas horas em que você vai atender já se preparando pra receber noticia ruim. Atendia o telefone e logo o sobressalto sumia ao ouvir o indefectível: Dorico, cego velho , sou eu.
Era assim que ele se dirigia a mim. Desde muito cedo ele me elegeu como aquele que entendia tudo que a ele fugisse ao entendimento ou interesse, principalmente questões de cujo descumprimento lhe resultasse dano ou sanção de alguma natureza; trazia um tom de voz assustado e ansioso o que tornava sua gagueira mais exuberante.
A certeza de que eu entenderia e saberia como resolver e a confiança de que não me furtaria a entender e atender sua demanda faziam-me sentir como um pai diante de um filho em aflição. Muitas vezes ri diante do que ouvia, um medo imenso de um coisa nenhuma a atormentar o meu amigo.
Lógico que gostava e cumpria este sagrado papel a mim reservado, afinal quem não gostaria de ser, ainda que de emprestado, o pai de um poeta.
Assim foi nossa amizade por mais de 40 anos.
No dia 10 de setembro de 2012 uma amiga comum me telefona e comunica: Urico Gadelha, o Airton Monte se foi.
Que Deus o tenha, Airton Monte. Nosso poeta, meu filho!
No dia 10 de setembro de 2012 uma amiga comum me telefona e comunica: Urico Gadelha, o Airton Monte se foi.
Que Deus o tenha, Airton Monte. Nosso poeta, meu filho!
terça-feira, 30 de julho de 2013
Fala por mim violão
Via Urico Gadelha
para a dupla Jair e Jamildes
COMPOSIÇÃO DE LUIZ DE FRANÇA E NELSON GONÇALVES. ESSA MUSICA FOI GRAVADA EM 1968
para a dupla Jair e Jamildes
COMPOSIÇÃO DE LUIZ DE FRANÇA E NELSON GONÇALVES. ESSA MUSICA FOI GRAVADA EM 1968
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
NOTA ABERTA À DIREÇÃO DO SINDICATO DOS MÉDICOS DO ESTADO DO CEARÁ E A QUEM MAIS INTERESSAR POSSA.
A luta da nossa categoria pelo soerguimento do Sindicato dos Médicos e pela democratização das entidades médicas conduzida por importantes personalidades médicas sob a liderança do saudoso Dr. Paulo Marcelo Martins Rodrigues, acontecida a época da ditadura e nos anos da chamada “abertura lenta gradual e progressiva”, certamente não foi lembrada pelo presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Ceará, quando decidiu gravar um depoimento público na TV em favor de um candidato a prefeito de Fortaleza. Se respeitasse a historia das lutas da categoria e a isenção que as entidades de uma categoria como a nossa devem manter diante de disputas político-partidárias, jamais teria instrumentalizado o SIMEC, como fez no programa eleitoral que foi ao ar em 18 de outubro recente, Dia dos Médicos.
A decisão de tão desprendida e generosa contribuição no seu pungente depoimento, não foi discutida e nem decidida pela direção do sindicato. Caso tivesse sido uma decisão coletiva, o fato seria ainda mais grave, pois nem uma assembléia geral poderia vir a assumir tal postura.
Inaceitável, do ponto de vista ético, a farsa montada pelo dirigente sindical, numa postura de aparente isenção, ao convidar os dois candidatos para apresentarem suas propostas no auditório do SIMEC, no mesmo dia em que fez a gravação do programa na sede do sindicato.
Agride e subestima a nossa inteligência , o presidente do SIMEC, apresentar-se num programa de campanha eleitoral , em apoio indisfarçável àquele candidato, jogando todo o seu ódio e frustração política à gestão municipal, num discurso manipulador, omitindo situações graves que existentes em unidades de saúde sob a gestão da Secretaria de Saúde do Estado, em particular a do Hospital Geral de Fortaleza.
Risível a tentativa de dissociar a sua representação como Presidente do SIMEC ao identificar-se no vídeo como MÉDICO DA REDE MUNICIPAL DE SAÚDE . As duas identidades deste cidadão tem o mesmo CPF, o mesmo RG e o mesmo registro no Conselho Regional de Medicina.
Diante deste acontecimento, nos dirigimos à diretoria do nosso sindicato para comunicar a nossa desfiliação. Sentimo-nos desrespeitados e certamente outros filiados também, pela postura do presidente desta entidade em total desrespeito ao direito de livre arbítrio de seus associados.
Na oportunidade ainda queremos acreditar que, diante do comportamento acintosamente partidário do presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Ceará e da benevolência com que vem tratando os problemas existentes na rede estadual, a direção do Simec e seus associados não irão tolerar nem permitir que tal postura se alargue à nova gestão municipal de Fortaleza, pelo apoio que publicamente vem oferecendo ao candidato eleito.
Fortaleza 06 de novembro de 2012
Alexandre José Mont’Alverne Silva — CREMEC 3489
Helly Pinheiro Ellery — CREMEC 4373
Mário Mamede Filho — CREMEC 1670
Maria Vaudelice Mota — CREMEC 2740
Urico Gadelha de Oliveira Neto — CREMEC 2858.
A decisão de tão desprendida e generosa contribuição no seu pungente depoimento, não foi discutida e nem decidida pela direção do sindicato. Caso tivesse sido uma decisão coletiva, o fato seria ainda mais grave, pois nem uma assembléia geral poderia vir a assumir tal postura.
Inaceitável, do ponto de vista ético, a farsa montada pelo dirigente sindical, numa postura de aparente isenção, ao convidar os dois candidatos para apresentarem suas propostas no auditório do SIMEC, no mesmo dia em que fez a gravação do programa na sede do sindicato.
Agride e subestima a nossa inteligência , o presidente do SIMEC, apresentar-se num programa de campanha eleitoral , em apoio indisfarçável àquele candidato, jogando todo o seu ódio e frustração política à gestão municipal, num discurso manipulador, omitindo situações graves que existentes em unidades de saúde sob a gestão da Secretaria de Saúde do Estado, em particular a do Hospital Geral de Fortaleza.
Risível a tentativa de dissociar a sua representação como Presidente do SIMEC ao identificar-se no vídeo como MÉDICO DA REDE MUNICIPAL DE SAÚDE . As duas identidades deste cidadão tem o mesmo CPF, o mesmo RG e o mesmo registro no Conselho Regional de Medicina.
Diante deste acontecimento, nos dirigimos à diretoria do nosso sindicato para comunicar a nossa desfiliação. Sentimo-nos desrespeitados e certamente outros filiados também, pela postura do presidente desta entidade em total desrespeito ao direito de livre arbítrio de seus associados.
Na oportunidade ainda queremos acreditar que, diante do comportamento acintosamente partidário do presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Ceará e da benevolência com que vem tratando os problemas existentes na rede estadual, a direção do Simec e seus associados não irão tolerar nem permitir que tal postura se alargue à nova gestão municipal de Fortaleza, pelo apoio que publicamente vem oferecendo ao candidato eleito.
Fortaleza 06 de novembro de 2012
Alexandre José Mont’Alverne Silva — CREMEC 3489
Helly Pinheiro Ellery — CREMEC 4373
Mário Mamede Filho — CREMEC 1670
Maria Vaudelice Mota — CREMEC 2740
Urico Gadelha de Oliveira Neto — CREMEC 2858.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
O Simec e as eleições
Por Urico Gadelha
Participei diretamente das lutas do Simec (Sindicato dos Médicos do Estado do Ceará) de 1987 até a primeira metade dos anos 2000; iniciei minha participação na diretoria do sindicato compondo a chapa de meu saudoso amigo/irmão Chico Monteiro, Chico Passeata como todos o conheciam.
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| Urico Gadelha |
Participei diretamente das lutas do Simec (Sindicato dos Médicos do Estado do Ceará) de 1987 até a primeira metade dos anos 2000; iniciei minha participação na diretoria do sindicato compondo a chapa de meu saudoso amigo/irmão Chico Monteiro, Chico Passeata como todos o conheciam.
Ocupei vários cargos ao longo de minha vida sindical e cheguei a ser vicie-presidente por dois mandatos consecutivos; em 1995 cheguei a responder pela presidência do Simec por quatro meses em virtude da licença gestante de nossa presidente, Teresinha Braga Monte.
Atravessamos vários períodos eleitorais, tanto eleições majoritárias como eleições proporcionais, houve até situação de membro da diretoria candidatando-se a Deputado Estadual, caso específico do colega João Ananias; tivemos eleições para prefeito com Inácio Arruda, esposo de Teresinha, na disputa direta pelo cargo de prefeito; nenhuma dessas situações nos levaram a tirar o nosso sindicato de sua independência com relação às eleições, nunca o atrelando a qualquer que fosse a candidatura, mesmo em ocasiões em que todos os diretores apoiavam o mesmo candidato.
Nossa visão era clara: O cidadão tem partido ou candidato,o sindicato tem lutas e propostas para a Saúde; nossas propostas sempre foram disponibilizadas publicamente a qualquer que fosse a candidatura. Esta nossa postura garantiu-nos a altivez necessária para o assento nas mesas de negociações com nossos empregadores fossem eles do setor público ou privado e, mais ainda, contávamos com o respaldo do majoritário de nossa categoria.
Triste e repugnado vejo hoje o presidente do Simec, esquecendo toda uma história de lutas e independência pela qual deveria zelar e respeitar, atendendo a interesses outros que não os da categoria, atrela o sindicato a uma candidatura. Grotesco e ofensivo à inteligência de qualquer cidadão o pretexto de que não atrelara o sindicato a qualquer candidatura e que apenas se postara como médico sobre os graves problemas de nossa saúde pública. Não explica o fato de tal gravação se dar necessariamente na própria sede do sindicato e seria de todo inútil tentar explicar; o próprio paladino da saúde pública sabe que quanto a isto ele não teria vontade própria, não atenderia aos interesses da candidatura e o presidente do Simec bem sabia disto, eis porque nada falou a seus pares de diretoria e gravou tudo à solapa numa profissão de fé e fidelidade neocirista.
Triste e repugnado vejo hoje o presidente do Simec, esquecendo toda uma história de lutas e independência pela qual deveria zelar e respeitar, atendendo a interesses outros que não os da categoria, atrela o sindicato a uma candidatura. Grotesco e ofensivo à inteligência de qualquer cidadão o pretexto de que não atrelara o sindicato a qualquer candidatura e que apenas se postara como médico sobre os graves problemas de nossa saúde pública. Não explica o fato de tal gravação se dar necessariamente na própria sede do sindicato e seria de todo inútil tentar explicar; o próprio paladino da saúde pública sabe que quanto a isto ele não teria vontade própria, não atenderia aos interesses da candidatura e o presidente do Simec bem sabia disto, eis porque nada falou a seus pares de diretoria e gravou tudo à solapa numa profissão de fé e fidelidade neocirista.
Um dia Ciro Gomes falou que os médicos são igual a sal: branco, barato e encontrável em qualquer esquina.
A atitude do presidente do Simec diz bem o que ele pensa disto.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
115 ANOS DE ALFREDO VIANA (5)
Por Marcus Vinicius
Nos 115 anos de Pixinguinha - a música que mais toca Urico Gadelha - ROSA.
Nos 115 anos de Pixinguinha - a música que mais toca Urico Gadelha - ROSA.
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