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segunda-feira, 24 de março de 2014
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Personagens da tradição que se constrói
por Liana Costa
DILSON PINHEIRO
O moleque de dez anos de idade guardava o costume de acompanhar o pai-fotógrafo durante as coberturas jornalísticas pelo Centro da cidade. No mês de fevereiro, o destino eram os festejos de Carnaval. “Desde pequeno eu tenho esse contato com a rua, com a avenida”, lembra o carnavalesco Dilson Pinheiro, hoje aos 57 anos. No fim da adolescência, a brincadeira virou ofício. O garoto aprendeu a fazer samba e tornou-se carnavalesco das principais escolas da Capital. Em 1994, deixou as festas mominas para dedicar-se à folia que antecedia o Carnaval e ganhava cada vez mais força em Fortaleza: o Pré-Carnaval. O Quem é de Benfica, bloco criado com a ajuda de um grupo de amigos, foi o primeiro a trazer a folia para o bairro, atual recanto dos blocos carnavalescos da cidade. Hoje, Dilson comanda o seu Num Ispaia Sinão Ienchi, na Praia de Iracema, e chega a arrastar quase quatro mil pessoas em épocas de Pré. Seguro, o carnavalesco sabe: ajudou a formar uma geração de foliões. “As pessoas trocaram o tumulto por serpentina. As famílias vão levando as crianças. É essa geração que daqui a 20 anos vai continuar brincando o Carnaval”.
GILDO MOREIRA
Em 1998, a rua Marechal Deodoro, a antiga rua da Cachorra Magra, viu surgir uma animada bateria de escola de samba que resolveu carregar no nome uma homenagem ao lugar. Morador da Cachorra Magra, Gildo Moreira, 58 anos, se juntou a um grupo de vizinhos para criar a batida da Porra da Cachorra. A festa fez sucesso e começou a atrair foliões de outros bairros. “A rua já não comportava mais toda aquela gente”, pontua Gildo. Em 2005, o bloco ganhou novos nomes e endereços. Foi o Unidos da Cachorra, lembra o presidente do bloco, o primeiro a desfilar pelas bandas do aterrinho da Praia de Iracema, hoje circuito oficial do Pré-Carnaval da cidade. O bloco fez escola – e escolinha – entre as agremiações do Pré. Apostou na formação de ritmistas, reunindo uma equipe que, atualmente, conta com mais de 180 integrantes. “Nós somos uma bateria muito querida e popular, que faz um samba irreverente e se sente bem. Eu sinceramente tenho três amores na vida: esposa, filho e a Unidos da Cachorra”, arremata.
DILSON PINHEIRO
O moleque de dez anos de idade guardava o costume de acompanhar o pai-fotógrafo durante as coberturas jornalísticas pelo Centro da cidade. No mês de fevereiro, o destino eram os festejos de Carnaval. “Desde pequeno eu tenho esse contato com a rua, com a avenida”, lembra o carnavalesco Dilson Pinheiro, hoje aos 57 anos. No fim da adolescência, a brincadeira virou ofício. O garoto aprendeu a fazer samba e tornou-se carnavalesco das principais escolas da Capital. Em 1994, deixou as festas mominas para dedicar-se à folia que antecedia o Carnaval e ganhava cada vez mais força em Fortaleza: o Pré-Carnaval. O Quem é de Benfica, bloco criado com a ajuda de um grupo de amigos, foi o primeiro a trazer a folia para o bairro, atual recanto dos blocos carnavalescos da cidade. Hoje, Dilson comanda o seu Num Ispaia Sinão Ienchi, na Praia de Iracema, e chega a arrastar quase quatro mil pessoas em épocas de Pré. Seguro, o carnavalesco sabe: ajudou a formar uma geração de foliões. “As pessoas trocaram o tumulto por serpentina. As famílias vão levando as crianças. É essa geração que daqui a 20 anos vai continuar brincando o Carnaval”.
GILDO MOREIRA
Em 1998, a rua Marechal Deodoro, a antiga rua da Cachorra Magra, viu surgir uma animada bateria de escola de samba que resolveu carregar no nome uma homenagem ao lugar. Morador da Cachorra Magra, Gildo Moreira, 58 anos, se juntou a um grupo de vizinhos para criar a batida da Porra da Cachorra. A festa fez sucesso e começou a atrair foliões de outros bairros. “A rua já não comportava mais toda aquela gente”, pontua Gildo. Em 2005, o bloco ganhou novos nomes e endereços. Foi o Unidos da Cachorra, lembra o presidente do bloco, o primeiro a desfilar pelas bandas do aterrinho da Praia de Iracema, hoje circuito oficial do Pré-Carnaval da cidade. O bloco fez escola – e escolinha – entre as agremiações do Pré. Apostou na formação de ritmistas, reunindo uma equipe que, atualmente, conta com mais de 180 integrantes. “Nós somos uma bateria muito querida e popular, que faz um samba irreverente e se sente bem. Eu sinceramente tenho três amores na vida: esposa, filho e a Unidos da Cachorra”, arremata.
MARCUS VINÍCIUS
“Na época, éramos uns quarentões que gostavam mais de concentrar e tomar um uísque ou uma cervejinha do que passear por aí”, lembra Marcus Vinícius de Oliveira, 57 anos. Em 2001, inspirado na experiência do bloco Quem é de Benfica, os tais quarentões criaram o Concentra Mas Não Sai, que, em seus primeiros Pré-Carnavais, fez a festa nas ruas do Papicu e nas proximidades do Mercado dos Pinhões. Há sete anos, o Concentra encontrou seu lar atual: a Praça do Ferreira. “Somos um dos únicos blocos a dialogar com o Centro da cidade. O grande charme do bloco é ficar concentrado. Juntamos todo mundo em uma festa de graça”, comenta Marcus, coordenador do bloco que chega a reunir 10 mil pessoas nos sábados de folia. Além do bloco que ajudou a fundar, Marcus é responsável ainda por outras raízes do Pré-Carnaval de Fortaleza: dois dos integrantes do bloco Luxo da Aldeia, os músicos Bruno e Mateus, são seus filhos. “Ao longo de um mês você tem folia garantida, pública e gratuita. O Pré-Carnaval ainda é o grande lance da cidade”.
“Na época, éramos uns quarentões que gostavam mais de concentrar e tomar um uísque ou uma cervejinha do que passear por aí”, lembra Marcus Vinícius de Oliveira, 57 anos. Em 2001, inspirado na experiência do bloco Quem é de Benfica, os tais quarentões criaram o Concentra Mas Não Sai, que, em seus primeiros Pré-Carnavais, fez a festa nas ruas do Papicu e nas proximidades do Mercado dos Pinhões. Há sete anos, o Concentra encontrou seu lar atual: a Praça do Ferreira. “Somos um dos únicos blocos a dialogar com o Centro da cidade. O grande charme do bloco é ficar concentrado. Juntamos todo mundo em uma festa de graça”, comenta Marcus, coordenador do bloco que chega a reunir 10 mil pessoas nos sábados de folia. Além do bloco que ajudou a fundar, Marcus é responsável ainda por outras raízes do Pré-Carnaval de Fortaleza: dois dos integrantes do bloco Luxo da Aldeia, os músicos Bruno e Mateus, são seus filhos. “Ao longo de um mês você tem folia garantida, pública e gratuita. O Pré-Carnaval ainda é o grande lance da cidade”.
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
O bloco dos contra e a turma a favor
Por Ana Mary C. Cavalcante
As mudanças para o Carnaval de 2014, já anunciadas e em planejamento pela nova gestão cultural do município, desafiam carnavalescos e produtores culturais a pensar e repensar o Carnaval que se tem e aquele que se quer. “A gente tem que se relacionar com as agremiações de forma mais antecipada. Imagino que, juntando as duas coisas, Pré e Carnaval, consiga ver o que funciona em um e em outro e fazer essa ponte”, propõe o secretário Magela Lima.
A turma a favor da fusão dos editais acredita que nenhuma das festas terá prejuízo, porque “cada qual tem sua especificidade” – concordam carnavalescos ouvidos pelo O POVO. E, com a união, deve-se ganhar mais tempo de Carnaval e uma “diversificação de ritmos”, concorda o produtor cultural Dilson Pinheiro. “O Réveillon poderia ser um marco: o Carnaval de Fortaleza começaria no primeiro minuto do ano e iria até a data oficial”, sugere.
Já o bloco dos contra questiona a própria política de editais. “Dependendo da banca, pode ser favorável para um e não para outros. Por que não ter uma entidade séria, que receba esse recurso (e faça o repasse), como no Rio de Janeiro? A Prefeitura não é para gerir Carnaval”, avalia Francisco José, presidente do Maracatu Rei de Paus.
Para ele, também a união entre Pré e Carnaval “não funciona”: “Não se pode juntar uma situação que são coisas distintas. O Pré são pessoas que estão naquele momento. E, no Carnaval, vão para Guaramiranga, para o sítio... Têm outro pensamento de Carnaval”.
Raimundo Praxedes, presidente do maracatu Nação Baobá, pede cautela nas mudanças: “Tem que repensar porque pode ser um estouro ou um ato negativo, uma divisão de público. Esse Carnaval da Praia de Iracema (shows) prejudica o da (avenida) Domingos Olímpio. Quando dá 11 horas (noite), começa a esvaziar (a avenida)”. Por outro lado, Praxedes reconhece os editais como “o ponto (de apoio financeiro) mais forte que o maracatu encontra”.
http://www.opovo.com.br/app/opovo/vidaearte/2013/02/02/noticiasjornalvidaearte,2999998/o-bloco-dos-contra-e-a-turma-a-favor.shtml
As mudanças para o Carnaval de 2014, já anunciadas e em planejamento pela nova gestão cultural do município, desafiam carnavalescos e produtores culturais a pensar e repensar o Carnaval que se tem e aquele que se quer. “A gente tem que se relacionar com as agremiações de forma mais antecipada. Imagino que, juntando as duas coisas, Pré e Carnaval, consiga ver o que funciona em um e em outro e fazer essa ponte”, propõe o secretário Magela Lima.
A turma a favor da fusão dos editais acredita que nenhuma das festas terá prejuízo, porque “cada qual tem sua especificidade” – concordam carnavalescos ouvidos pelo O POVO. E, com a união, deve-se ganhar mais tempo de Carnaval e uma “diversificação de ritmos”, concorda o produtor cultural Dilson Pinheiro. “O Réveillon poderia ser um marco: o Carnaval de Fortaleza começaria no primeiro minuto do ano e iria até a data oficial”, sugere.
Já o bloco dos contra questiona a própria política de editais. “Dependendo da banca, pode ser favorável para um e não para outros. Por que não ter uma entidade séria, que receba esse recurso (e faça o repasse), como no Rio de Janeiro? A Prefeitura não é para gerir Carnaval”, avalia Francisco José, presidente do Maracatu Rei de Paus.
Para ele, também a união entre Pré e Carnaval “não funciona”: “Não se pode juntar uma situação que são coisas distintas. O Pré são pessoas que estão naquele momento. E, no Carnaval, vão para Guaramiranga, para o sítio... Têm outro pensamento de Carnaval”.
Raimundo Praxedes, presidente do maracatu Nação Baobá, pede cautela nas mudanças: “Tem que repensar porque pode ser um estouro ou um ato negativo, uma divisão de público. Esse Carnaval da Praia de Iracema (shows) prejudica o da (avenida) Domingos Olímpio. Quando dá 11 horas (noite), começa a esvaziar (a avenida)”. Por outro lado, Praxedes reconhece os editais como “o ponto (de apoio financeiro) mais forte que o maracatu encontra”.
http://www.opovo.com.br/app/opovo/vidaearte/2013/02/02/noticiasjornalvidaearte,2999998/o-bloco-dos-contra-e-a-turma-a-favor.shtml
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
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