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domingo, 29 de abril de 2012

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Articulação do Semiárido diz que parceria será rompida


Por Sara Rebeca Aguiar

“Um grande retrocesso das políticas públicas de acesso à água dentro do contexto de participação da sociedade civil organizada”. Assim resumiu a coordenadora nacional da Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), Valquíria Lima, o possível rompimento da parceria entre a ASA e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), nos programas de construção de cisternas nas comunidades rurais.

“O MDS disse simplesmente que a ASA não receberia mais os recursos e que, a partir de agora, a verba seria repassada diretamente para o Estado e os municípios”, declarou Valquíria. Uma das queixas da articulação respalda-se na ausência da formação da mão-de-obra local para a construção dos reservatórios, o que vinha sendo feito pela ASA. Além disso, a articulação aponta também a falta de qualificação das famílias beneficiadas para a manutenção das cisternas, caso a decisão não seja revista.

“O que eles querem é simplesmente instalar o maior número de cisternas em um menor tempo, sem a preparação das famílias. Assim, não há o envolvimento das comunidades no resgate à cidadania. Quer-se atingir metas passando por cima do processo”, acredita Valquíria.

Segundo o coordenador-executivo do Fórum Cearense pela Vida no Semiárido, Alessandro Nunes, o MDS quer implantar cisternas de plástico, que, além de serem mais caras, não são adequadas à realidade local, como as cisternas de placas, construídas pela ASA. “Elas custam mais que o dobro das de placa e não há estudos que comprovem a durabilidade e qualidade da água armazenada nelas.

Destaque

As cisternas foram destaque na série de matérias que O POVO publicou em outubro deste ano. Elas foram apontadas como esperança e solução no semiárido. Responsável pela execução dos programas Um Milhão de Cisternas (P1MC) e Uma Terra e Duas Águas (P1+2), desde 2003, com o financiamento do MDS, a ASA vem se sentindo desconfortável com a não renovação do aditivo que concede à organização o direito de continuar à frente dos programas.

A suposta quebra da parceria foi anunciada pelo MDS no início do mês. Hoje, um ato público acontece em Petrolina (PE) a fim de externar o repúdio à deliberação federal diante das consequências que ela pode trazer às populações beneficiadas. A ação também objetiva reafirmar a importância da sociedade civil na construção de políticas públicas de convivência com o semiárido, que, segundo a ASA, será afetada com a decisão.

Valquíria considera ainda que a decisão federal é um retorno ao passado de clientelismo e de concentração de recursos para as empresas que vão fornecer o produto já pronto.

Por quê

ENTENDA A NOTÍCIA
Desde 2003, a ASA mantém parceria com o MDS para a construção de cisternas no semiárido. A construção prevê o envolvimento das famílias, bem como o uso da mão-de-obra local no processo.
Saiba mais

Cisterna no semiárido
Considerada tecnologia popular, a cisterna é um reservatório de captação de água da chuva. As de placa são construídas por pedreiros das próprias comunidades do semiárido. Levam, em média, quatro dias para ficarem prontas. As de plástico são entregues já prontas às famílias pelas empresas. São instaladas no mesmo dia.

O P1MC, até então gestado e executado pela ASA, já beneficiou diretamente mais de dois milhões de pessoas, em 1.076 municípios, a partir da construção de quase 372 mil cisternas de placa.

O ato público, realizado pela ASA, em Petrolina (PE), pretende reunir cerca de 10 mil pessoas, entre deputados, senadores, entidades apoiadoras e agricultores.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O milagre de Santa Luzia


Numa viagem pelo Brasil, o filme percorre as mais diversas regiões onde a sanfona ganhou destaque e de onde surgiram seus maiores intérpretes. Entre eles Dominguinhos, que, considerado o maior sanfoneiro do país, conduz a viagem em sua caminhonete, já que não entra num avião há 30 anos.
Através da sanfona, gaita, acordeon ou pé de bode múltiplos universos culturais se apresentam, mostrando que esse é o instrumento mais conectado as emoções e tradições dos brasileiros.

Direção Roteiro e Montagem: Sérgio Roizenblit

Luiz Gonzaga - 13 de Dezembro de 1912

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Reouvindo o Nordeste - FM 107,9


Por Marcus Vinicius

O melhor programa do rádio cearense (FM) é o Reouvindo o Nordeste da Universitária fm 107,9. 

Como contraponto a Universitária mantém um programa a "Hora do Angelus",  com Luiz Gonzaga e que não consta da programação.

Numa emissora católica nada contra lembrar o momento da anunciação feita pelo anjo Gabriel a Maria - da concepção de Jesus Cristo. Porém, e sempre tem um, numa rádio ligada a uma universidade pública...

Reouvindo o nordeste
Segunda a sábado - 08:00 às 09:30
Programa que preserva e divulga as manifestações artístico-culturais do nordeste, transmitindo o que melhor existe da cultura da região.
Equipe do programa: Produtor: José Rômulo, Locutora: Eleuda de Carvalho

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Luiz Gonzaga

ALUÁ

O aluá é "bebida fermentada, de abacaxi, aluá de abacaxi, ou de milho, aluá de milho e açúcar. Em Pernambuco, usam também o aluá de arroz. Do árabe, heluon, o doce. Doce bastante usado no Oriente, composto de farinha de arroz, manteiga e jogra, que é o mesmo que o açúcar da palmeira.

Aluá


É semelhante ao nosso manjar branco", conforme Luís da Câmara Cascudo. Trata-se de uma bebida trazida pelos portugueses e que foi usada, na época da colonização, na Amazônia, Ceará, Pernambuco, Paraiba, Rio Grande do Norte, depois de passar por um processo de aculturação, substituindo-se o açúcar pela rapadura.

Até mesmo na capital do Império, o aluá teve sua vez. Câmara Cascudo " informa: "Escrevendo em novembro de 1881, França Júnior evoca a popularidade do aluá durante o reinado de Pedro I na capital do Império: "No primeiro reinado o refresco em voga foi o aluá. O pote de aluá saía para o meio da rua, e o povo refrescavase ao ar livre, a vintém por cachaça"... 0 aluá, no Sul, foi substituído por outros refrigerantes. 

Mas, no Nordeste, a aluá ainda permanece vivo, no sertão, nas novenas, nas festas da padroeira e é feito da seguinte maneira, conforme receita que me foi dada por dona Maria Nazaré de Araújo, de Jucurutu, Rio Grande do Norte: 

"Ingredientes: Dois litros de milho seco, dezoito litros d'água, cinco rapaduras de um quilo cada, dez limões e uma jarra de barro já usada e que caiba tudo. 

Modo de fazer: Escolha, lave e leve o milho ao sol, para secar. Bote uma caçarola, sem gordura nenhuma, ao fogo, coloque o milho e mexa para tostar todo por igual e depois retire do fogo e deixe esfriar. Ponha a água na jarra bem como o milho já frio. Tampe bem a jarra e deixe em infusão durante oito a dez dias; todos os dias dê uma mexida e, logo em seguida, tampe a jarra. No dia de servir, raspe ou corte em pedaços pequenos as rapaduras e coloque tudo dentro da jarra, já com a água e o milho. Mexa bem até dissolver as rapaduras. Coe num coador de pano em uma toalhinha de cozinha bem limpa. Coloque o suco dos dez limões. Caso prefira mais doce, pode botar mais açúcar, de acordo com o gosto da pessoa. 0 aluá também pode ser feito com açúcar comum".

do Livro - Alimentação e Folclore: Comes e bebes do Nordeste - Mário Souto Maior

Pedro, Antônio e João - Benedito Lacerda/Osvaldo Santiago - 1943



Pedro, Antônio e João - Benedito Lacerda/Osvaldo Santiago


Com a filha de João,
Antônio ia se casar.
Mas Pedro fugiu com a noiva
Na hora de ir pro altar!
(bis)

A fogueira está queimando
E um balão está subindo.
Antônio estava chorando
E Pedro estava fugindo.

E no fim dessa história,
Ao apagar-se a fogueira,
João consolava Antônio,
Que caiu na bebedeira
.

Olha pro Céu/São João na Roça



São João - 24 de Junho


São Joao do Carneirinho - Cia Cabelo de Maria



São João do Carneirinho (Luiz Gonzaga e Guio de Morais)


Eu plantei meu milho todo
No dia de São José
Se me ajuda a providência
Vamos ter milho a grané
Pelos calco vou colher
Vinte espiga em cada pé
Pelos calco vou colher
Vinte espiga em cada pé

Ai, São João, São João dos carneirinho
Você é tão bonzinho
Fale com São José
Fale com São José
Peça pra ele me ajudar
Peça pro meu milho dá
Vinte espiga em cada pé

(Este ano eu vou colher)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Água, dona da vida

"E não é que ele topou , o Chico ! "

"Eu lia nos jornais sobre as chuvas no Nordeste, sobre os desabrigados, aos que perderam toda a lavoura, suas casas, seus sonhos e esperanças. A sugestão, uma idéia antiga minha, era usar as agências de um grande banco, espalhadas por todo o Brasil, como ponto de vendas de discos. Nesse caso, não um disco qualquer, mas um disco muito especial.
“Se os caras lá fora compuseram e gravaram “We are the world”, porque não nós aqui ?”
“Legal !”, disseram os músicos da nova diretoria (do sindicato dos músicos do RJ), “mas quem vai amarrar o guizo no rabo do gato ?” “É ...Quem toca o projeto?”, questionaram em uníssono. “Vou ligar pro Chico Buarque”, falei. Como diz Paulinho da Viola, fez-se “uma pausa de mil compassos”. “Será que ele vai querer ajudar?”, indagaram. “Vou ligar e tentar”, sentenciei.
E não é que ele topou, o Chico !
Uma semana depois, casa do Chico: “É do gabinete do Presidente da Caixa Econômica Federal ? Por favor, eu poderia falar com o Marcos? É, Marcos Freire, o Presidente da Caixa...Diga que é o Chico Buarque”. Fumando sem parar e andando de um lado para o outro enquanto falava ao telefone, Chico me olha...às vezes. “Marcos, tudo bem ? Olha, tem uma idéia aqui que me parece um ovo de Colombo... Então tá, depois de amanhã você vem ao Rio e a gente se encontra aqui em casa. Vou ver se o Gil e o Caetano também vêm...”
“Gil, É o Chico...” “Caetano, É o Chico...” Fagner, É o Chico...” Foi assim, disparando telefonemas, que Chico Buarque montou o grupo que compôs “Chega de Mágoa”. Mais de 150 nomes da MPB gravaram-na, assim como, também, “Seca D’Água”, de Patativa do Assaré. A tiragem de quinhentas mil cópias numeradas do disco foi vendida nas agências da Caixa Econômica Federal, em todo o Brasil, em apenas duas semanas. Vale dizer que a venda se deu em dez dias úteis e apenas durante o expediente bancário."
do livro “O Gogó de Aquiles” de Aquiles Rique Reis, Ed. Girafa, SP, 1ª ed. 2004

Músicos participantes do projeto:

 Aizik, Alceu, Alceu Valença, Alcione, Alves, Amelinha, Antônio Carlos, Aquiles (MPB-4), Baby Consuelo, Bebeto, Belchior, Beth Carvalho, Bussler, Caetano Veloso, Camarão, Carlinhos Vergueiro, Carlão, Celso Fonseca, Charlot, Chico Buarque, Cláudio Nucci, Cristina, Cristovam Bastos, Dadi, Daltro de Almeida, Dinorah (as gatas), Dorinha Tapajós, Dori Caymmi, Ednardo, Edu, Edu Lobo, Eduardo Dusek, Elba Ramalho, Elifas Andreato, Elisete Cardoso, Elza Soares, Emilinha Borba, Eunydice, Erasmo Carlos, Fafá de Belém, Faini, Fátima Guedes, Fernando Brant, Gal Costa, George Israel, Geraldo Azevedo, Gereba, Gilberto Gil, Golden Boys, Gonzaguinha, Guilherme Arantes, Ivan Lins, Jamil, Jacques Morelembaum, Joana, João Mário Linhares, João do Vale, José Luiz, Joyce, Kleiton e Kledir, Kid Vinil, Lana, Leoni, Leo Jaime, Lúcio Alves, Luiz Avellar, Luiz Carlos, Luiz Carlos da Vila, Luiz Duarte, Luiz Gonzaga, Luiz Melodia, Lulu Santos, Magro (MPB-4), Malard, Manassés, Maria Bethânia, Marina, Marlene, Martinho da Vila, Marçal, Maurício Tapajós, Mauro Duarte, Mazola, Miguel Denilson, Mirabô, Miltinho (MPB-4), Milton Banana, Milton Nascimento, Milton Araújo, Miúcha, Moraes Moreira, Olívia Byington, Olívia Hime, O Quarteto, Paulinho da Viola, Patativa do Assaré, Paula Toller, Pareschi, Penteado, Perrotta, Perrottão, Pepeu Gomes, Raimundo Fagner, Rafael Rabello, Reinaldo Arias, Ricardo Magno, Rita Lee, Roberto de Carvalho, Roberto Carlos, Roberto Ribeiro, Roberto Teixeira, Rosane Guedes, Roger (Ultraje a Rigor), Rosemary, Rubão, Rui (MPB-4), Sandra de Sá, Sérgio Ricardo, Simone, Sílvio Cézar, Sueli Costa, Stephani, Tânia Alves, Tavito, Teo Lima, Telma, Telma Costa, Terezinha de Jesus, Tim Maia, Tom Jobim, Tunai, Verônica Sabino, Vilma Nascimento, Virgílio, Yura, Wagner Tiso, Walter, Zenilda, Zé da Flauta, Zé Ramalho, Zé Renato, Zizi Possi. 


Abaixo o vídeo oficial do compacto simples gravado em 1985.





 A capa é do Elifas Andreato





CHEGA DE MÁGOA
(criação coletiva)


(MILTON)
Nós não vamos nos dispersar
Juntos é tão bom saber
Que passado o tormento
Será nosso esse chão
(DJAVAN)
Água, dona da vida
Ouve essa prece tão comovida
(RITA LEE)
Chega
Brinca na fonte
Desce do monte
Vem como amiga
(CORO)
Te quero água de beber, um copo d’água
Marola mansa da maré
Mulher amada
Te quero orvalho toda manhã
(GAL)
Terra, olha essa terra
Raça valente, gente sofrida
(GONZAGUINHA)
Chama,
(ELBA)
Tem que ter feira,
(GONZAGUINHA)
Tem que ter festa,
(GONZAGUINHA E ELBA)
Vamos pra vida
(CHICO)
Te quero terra pra plantar,
(CHICO E FAFÁ)
Te quero verde
(CAETANO)
Te quero casa pra morar,
(CAETANO E SIMONE)
Te quero rede
(PAULA TOLLER E ROGER)
Depois da chuva o sol da manhã
(MARIA BETHÂNIA)
Chega de mágoa,
Chega de tanto penar
(CORO)
Canto, o nosso canto,
Joga no vento
Uma semente, gente
Olha essa gente
(ELISETE CARDOSO)
Te quero água de beber
Um copo d’água
Marola mansa da maré
Mulher amada
(GILBERTO GIL)
Te quero terra pra plantar
Te quero verde
Te quero casa pra morar
Te quero rede
(ELISETE CARDOSO)
Depois da chuva o sol da manhã
(CORO)
Canto e o nosso canto
Joga no tempo uma semente
(CORO)
Gente
(ROBERTO CARLOS)
Quero te ver crescer bonita
(CORO)
Olha essa gente
(ERASMO CARLOS)
Quero te ver crescer feliz
(CORO)
Olha essa gente
(ROBERTO E ERASMO)
Olha essa terra, olha essa gente
(CORO)
Olha essa gente
(ROBERTO CARLOS)
Gente pra ser feliz, feliz
(CORO COM TIM MAIA)
Te quero água de beber
Um copo d’água
Marola mansa da maré
Mulher amada
Te quero terra pra plantar
Te quero verde
Te quero casa pra morar
Te quero rede
Depois da chuva o sol da manhã
( FAGNER )
Chega de mágoa
Chega de tanto penar.

Elifas Andreato - "pintor de música" (12)


Capa do disco Nordeste Já, pelo artista Elifas Andreato.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Pedro Alexandre Sanches -

 Pedro A. Sanches 
Orgulho máximo do Nordeste que me deu, além de Lula, gente como os seguintes, da minha área principal de paixão:

 Pedro A. Sanches 
Luiz Gonzaga. Dorival Caymmi. Raul Seixas. Gal Costa. Jackson do Pandeiro. Gilberto Gil. Alcione. João Gilberto. Chico Science. 
 Pedro A. Sanches 
Fagner. Almira Castilho. Waldick Soriano. Caetano Veloso. Maria Bethânia. Zé Ramalho. Zeca Baleiro. Geraldo Azevedo. Geraldo Vandré.
 Pedro A. Sanches 
Elba Ramalho. Chico César. Carlinhos Brown. Fred Zero Quatro. Otto. Rita Ribeiro. Djavan. Quinteto Violado. Antonio Maria. Fernando Lobo.
 Pedro A. Sanches 
Margareth Menezes. Gerônimo. Novos Baianos. Olodum. Del Rey. Quinteto Armorial. Daniela Mercury. Ivete Sangalo. Orkestra Rumpilezz.

 Pedro A. Sanches 
Alceu Valença. Ednardo. Amelinha. Lula Côrtes. Paulo Diniz (!!!!!!!!!!). Lia de Itamaracá. É o Tchan. Tom Zé. Batatinha. Antonio Vieira.
 Pedro A. Sanches 
Ceguinhas de Csmpina Grande!!! <3 <3 <3