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sexta-feira, 11 de setembro de 2015
Camarim
Camarim ( Cartola e Herminio Bello de Carvalho)
"No camarim as rosas vão murchando
E o contra-regra dá o último sinal
As luzes da plateia vão se amortecendo
E a orquestra ataca o acorde inicial
No camarim nem sempre há euforia
Artista de mim mesma, nem posso fracassar
Releio os bilhetes pregados no espelho:
Me pedem que jamais eu deixe de cantar.
Caminho lentamente e entro em contra-luz
E a garganta acende um verso embriagador
O corpo se agita e chove pelos olhos
E um aplauso escorre em cada refletor
Pisando esta ribalta, cantando pra vocês
De nada sinto falta, sou eu mais uma vez
As rosas vão murchar, mas outras nascerão
Cigarras sempre cantam, seja ou não verão!
Cigarras sempre cantam, seja ou não verão!"
terça-feira, 1 de março de 2011
Voltei - de Baden Powel e Paulo César Pinheiro
O Diumtudo "está com tudo e não está prosa".
Estreia de mais um colaborador, Alfredo Pessoa de Oliveira.
Professor, Músico, violonista do Grupo Academia.
O grupo está terminando de gravar um disco e teve participação numa das faixas do disco em homenagem a Evaldo Gouveia, O Trovador, produzido pela Prefeitura de Fortaleza.
A proposta é: semanalmente uma música cifrada e se possível um leriado sobre ela.
A primeira é Voltei de Baden Powel e Paulo César Pinheiro.
"Baden tinha acabado de chegar de Paris e convidou o Paulo César Pinheiro e outros amigos pra tocar e ver o sol nascer. Neste dia PC levou seu cunhado, de 17 anos, para que Baden o conhecesse, era Rafael Rabelo. O professor de Violão do Baden, o Meira (Jaime Florence), também estava presente. Então ficaram os três dedilhando a música enquanto PC fazia letra para que mais tarde, quase ao amanhecer, a Divina Elizeth, cantasse. Guinga, também na roda, não arriscou tirar a viola do saco. Ao ouvir Rafael, Baden ficou encantado com a técnica e o virtuosismo do jovem.
(Extraído do livro Paulo César Pinheiro, Ed Leya, 2010, capítulo A Volta e Voltei)
Detalhe: o tom da Elizeth é la menor, mas o tom do Baden é mi menor, por isso cifrei em mi menor.
Estreia de mais um colaborador, Alfredo Pessoa de Oliveira.
Professor, Músico, violonista do Grupo Academia.
O grupo está terminando de gravar um disco e teve participação numa das faixas do disco em homenagem a Evaldo Gouveia, O Trovador, produzido pela Prefeitura de Fortaleza.
A proposta é: semanalmente uma música cifrada e se possível um leriado sobre ela.
A primeira é Voltei de Baden Powel e Paulo César Pinheiro.
"Baden tinha acabado de chegar de Paris e convidou o Paulo César Pinheiro e outros amigos pra tocar e ver o sol nascer. Neste dia PC levou seu cunhado, de 17 anos, para que Baden o conhecesse, era Rafael Rabelo. O professor de Violão do Baden, o Meira (Jaime Florence), também estava presente. Então ficaram os três dedilhando a música enquanto PC fazia letra para que mais tarde, quase ao amanhecer, a Divina Elizeth, cantasse. Guinga, também na roda, não arriscou tirar a viola do saco. Ao ouvir Rafael, Baden ficou encantado com a técnica e o virtuosismo do jovem.
(Extraído do livro Paulo César Pinheiro, Ed Leya, 2010, capítulo A Volta e Voltei)
Detalhe: o tom da Elizeth é la menor, mas o tom do Baden é mi menor, por isso cifrei em mi menor.
Voltei (Paulo César Pinheiro/Baden Powell)
Intérprete: Elizeth Cardoso
Em9 F#m5-/7 B7 Em9 C7/9 Voltei A lembrança pedia pra eu voltar F#m5-/7 B7 Em9 A saudade mandava me chamar C#m5-/7 F#7/13 B7 B7/A E quando bate a saudade eu retorno de onde estiver Em9 F#m5-/7 B7 Em9 C7/9 Voltei Hoje é dia de eu me desabafar F#m5-/7 B7 Em9 Hoje a noite foi feita pra cantar C#m5-/7 F#7/13 B7 B7/A Pois é, vamos rememorar a beleza de um samba qualquer Bm5-/7 E7 Bm5-/7 E7 Bm5-/7 É, quanto tempo já passou, Quanta vida já correu (E7 F#m7 Gº E/G#) Am9 Quanta mágoa já rolou, rolou, mulher C#m5-/7 F#7/13 C#m5-/7 F#7/13 C#m5-/7 É, quanto vento já soprou, quanto orvalho já desceu, F#7/C# B7 B7/A Mas voltei pros braços teus, se Deus quiser, Em9 F#m5-/7 B7 Em9 C7/9 Voltei, Hoje a lua não vai me abandonar, não F#m5-/7 B7 Em9 E7/G# Hoje a rua vai ter que se enfeitar Am7 Bbº Em7/B C9 Quero ouvir meu portão bater, quero ver minha casa encher, F#m5-/7 B7 Bm5-/7 E7(b13) E7 Como a tempos já não se faz C#º Bbº Em7/B C9 Quero um copo, que eu vou beber, e quando o dia amanhecer, F#m5-/7 B7 Em9 Eu quero adormecer em paz
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