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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Menino da Silva

por Marcus Vinicius

O cara é Lenine e Guarani, é filho do Taiguara. Grava um disco. Dá o nome do CD "Menino da Silva", uma música do pai. Grava a música. E, modifica a letra. Troca as palavras "exploração" e "acumulação". Aqui a letra original:

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Bruna Moraes - Levante do Borel

Bruna Moraes grava inédita de Taiguara - Levante do Borel. Taiguara fez o samba para a Unidos da Tijuca. O samba não foi aceito pela escola.



Levante do Borel (Taiguara)

Olha palma, palma, palma...
Olha pé, pé, pé...
Roda, roda, roda, menina
Que veio lá da Guiné
Mas existe... {Refrão}

Existe um povo que a bandeira empresta
Pra cobrir tanta infâmia e covardia
Assim gritou a fúria do poeta
Com a dor do negro escravo que tanto sofria...

E hoje, relembrando Castro Alves
O povo desce sambando e cruza os mares
E um afro canto banto nos devolve...
A luta que nasceu com Zumbi dos Palmares

Oiá, Zumbi... bravo irmão
Deste a própria vida para não trair
Aqueles que lá no Quilombo
Palmaram teus ombros
De um congo fiel

Morto sim!
Escravo não!
Canta tua memória lá da Chácara do Céu
Que a voz operária é a do Borel

Olha a palma, palma, palma...
Olha pé, pé, pé...
Roda, roda, roda, menina
Que veio lá da Guiné
Mas existe...


Cantora, compositora. 

Taiguara - Levante do Borel



Levante do Borel (Taiguara)

Olha palma, palma, palma...
Olha pé, pé, pé...
Roda, roda, roda, menina
Que veio lá da Guiné
Mas existe... {Refrão}

Existe um povo que a bandeira empresta
Pra cobrir tanta infâmia e covardia
Assim gritou a fúria do poeta
Com a dor do negro escravo que tanto sofria...

E hoje, relembrando Castro Alves
O povo desce sambando e cruza os mares
E um afro canto banto nos devolve...
A luta que nasceu com Zumbi dos Palmares

Oiá, Zumbi... bravo irmão
Deste a própria vida para não trair
Aqueles que lá no Quilombo
Palmaram teus ombros
De um congo fiel

Morto sim!
Escravo não!
Canta tua memória lá da Chácara do Céu
Que a voz operária é a do Borel

Olha a palma, palma, palma...
Olha pé, pé, pé...
Roda, roda, roda, menina
Que veio lá da Guiné
Mas existe..
.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Que as crianças cantem livres - Taiguara



Que as crianças cantem livres ( Taiguara)

O tempo passa e atravessa as avenidas
E o fruto cresce, pesa e enverga o velho pé
E o vento forte quebra as telhas e vidraças
E o livro sábio deixa em branco o que não é

Pode não ser essa mulher o que te falta
Pode não ser esse calor o que faz mal
Pode não ser essa gravata o que sufoca
Ou essa falta de dinheiro que é fatal

Vê como um fogo brando funde um ferro duro
Vê como o asfalto é teu jardim se você crê
Que há sol nascente avermelhando o céu escuro
Chamando os homens pro seu tempo de viver

E que as crianças cantem livres sobre os muros
E ensinem sonho ao que não pode amar sem dor
E que o passado abra os presentes pro futuro
Que não dormiu e preparou o amanhecer...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Clarty Bacic Galvão- "Como en Guernica"-



"Como en Guernica"
(Taiguara Chalar da Silva)

Ay, Hermano
Qué hasta que el día ese llegue
Yo no descanse y no duerma
Sin haber hecho muchas canciones

Ay, Hermana
Qué hasta que el día ese llegue
Tu no te canses, no mueras
Sin callar todas las represiones

Madre y abuela Vasconia
Vieja Vasconia en tus siglos
Arden los cuerpos de aquellos
Que abren mis ojos para mi pueblo

Madre y abuela Vasconia
Mi pueblo mezcla mil mares
Mi nombre indígena es rojo
Mi lengua es blanca, mi canto es negro

Madre y abuela Vasconia
Somos de América el sueño
Niños, caminos sin crimes
Pero sin dueños, y sin arreglos...

Madre y abuela Vasconia
Como en Guernica, tu árbol
Que acá no muera el motivo
Se abren los labios, aún que con miedo!

sábado, 30 de julho de 2011

Clarty Bacic Galvão- "Sete Cenas de Imyra"- (Taiguara)


Pro Alan Morais que fez o som legal de ontem no passeio público.


"Sete Cenas de Imyra" (Taiguara Chalar da Silva)

Imyra, Tayra, Ipy
Primeira cena: o nascer 
Do beijo de Ara rendy 
Jemopotyr - florecer

É gema, é germe, é gen-luz
Imyra brilha no ar 
Corou vermelho e azul 
Por sobre o virgem rosar 
É rosa gente, é razão 
É rosa umbilical 
Jukira, sal, criação 
Potyra, flor-animal 

Imyra, Tayra, Ipy
Segunda cena: crescer 
Ferir o espaço e abrir 
A flor primal de mulher 

Figura, cor, rotação
Calor, janela, pombal
Palmeira, morro, capim 
Moreno, ponte, areal 
Retina, boca, prazer 
Compasso, ventre, casal 
Descanso, livre lazer 
Loucura, vida real 

Imyra, Tayra, Ipy
Terceira cena: saber 
Que o índio que vive em ti 
É o lado mago em teu ser 

Se vim dos Camaiurá
Ou das missões, guarani 
Nasci pr'a ti meu lugar 
Nação doente, Tupi 
Por isso vou me curar 
Da algema dentro de mim 
Por isso vou encontrar 
A gema dentro de mim 

Imyra, Tayra, Ipy
A quarta cena é mostrar 
O que há de pedra no chão 
O que há de podre no ar 

Criança em frente ao pilar
Imaginando seu mar 
O mastro imenso, o navio 
A vela, o vento, o assobio 
É caravela, é alto-mar 
Até de novo acordar 
Pr'o que há de podre no chão 
Pr'o que há de pedra no ar 

Imyra, Tayra, Ipy
A quinta cena é sofrer 
Cunhã curvada a chorar 
Tayra tensa a temer 

Fui companheira dos sós
Fui protetora das leis 
Fui braço amigo de avós 
Até o rei perdoei 
Hoje faminta sou ré 
Como um cachorro vadio 
Arrasto inchado o meu pé 
Por chãos de fogo e de frio 

Imyra, Tayra, Ipy
A sexta cena é esperar 
No céu branqueia Jacy 
Tatá verdeja no mar 

Vislumbre claro, visão
Valei-me, meu pai! Que luz! 
Como se um trecho de chão 
Se erguesse em asas azuis 
Dobrando a curva do céu 
Pr'a mergulhar sobre o mal 
E o justo império de Ipy 
Chegasse ao mundo, afinal! 

Imyra, Tayra, Ipy
A cena sete é um saci 
Pé dentro do ano dois mil 
No centro - sol do Brasil 

Aos sete dias do mês
Um dia azul de leão 
Que deram vida vocês 
Dou vida hoje à expressão 
Quero essa língua outra vez 
Quero esse palco, esse chão 
Brinca Tupi-português 
Dentro do meu coração.

Universo no teu corpo - Taiguara




Universo no teu corpo (Taiguara)

Eu desisto
Não existe essa manhã que eu perseguia
Um lugar que me dê trégua ou me sorria
E uma gente que não viva só pra si

Só encontro
Gente amarga mergulhada no passado
Procurando repartir seu mundo errado
Nessa vida sem amor que eu aprendi

Por uns velhos vãos motivos
Somos cegos e cativos
No deserto do universo sem amor
E é por isso que eu preciso
De você como eu preciso
Não me deixe um só minuto sem amor

Vem comigo
Meu pedaço de universo é no teu corpo
Eu te abraço corpo imerso no teu corpo
E em teus braços se unem em versos à canção

Em que eu digo
Que estou morto pra esse triste mundo antigo
Que meu porto, meu destino, meu abrigo
São teu corpo amante amigo em minhas mãos
São teu corpo amante amigo em minhas mãos
São teu corpo amante amigo em minhas mãos

Vem, vem comigo
Meu pedaço de universo é no teu corpo
Eu te abraço corpo imerso no teu corpo
E em teus braços se unem em versos a canção

Em que eu digo
Que estou morto pra esse triste mundo antigo
Que meu porto, meu destino, meu abrigo
São teu corpo amante amigo em minhas mãos
São teu corpo amante amigo em minhas mãos
São teu corpo amante amigo em minhas mãos.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Claúdia e Taiguara cantam "Memória Livre de Leila Diniz"




Memória livre de Leila Diniz 
(Taiguara)


Essa menina livre que Deus chamou
Essa mulher de sol que se deu e amou
Essa viola amiga que harmonizou guerra e liberdade
Essa bruxa solta pela cidade
Não vai partir, não vai morrer...

Essa verdade santa que fez igual
O coração e a carne e o bem e o mal
Essa paixão de vidro que abria o peito de quem sofria
Que abria a flor pra quem não sabia
Não vai secar, não vai calar

E esses amantes livres que já nasceram
Vão ser iguais no amor homens e mulheres
Vão ser o mesmo barro no mesmo chão
A mesma porta aberta com a mesma mão
Lá fora a mesma chance e o mesmo perdão

E que da tua boca não saia mais
O que faz dois amantes dois desiguais
E que na tua cuca não entre mais essa diferença
Que faz tombar uma companheira que vem somar
Que vem amar

E essa menina livre que Deus chamou
Essa mulher de sol que se deu e amou
Essa viola amiga que harmonizou guerra e liberdade
Essa bruxa solta pela cidade 
Não vai partir, não vai morrer
Vai viver no amor de cada mulher

Teu Sonho Não Acabou - Taiguara