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quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Hino da Portela (Chico Santana)
Hino da Portela (Chico Santana)
"Portela suas cores tem
Na bandeira do Brasil
E no céu também
Avante portelense para a vitória
Não vê que o teu passado é cheio de glória
Eu sinto saudade
Desperta oh! grande mocidade
As suas cores são lindas
Seus valores não têm fim
Portela querida
És tudo na vida pra mim."
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terça-feira, 12 de novembro de 2013
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Música no Mambembe > suporte: vinil.
Por Marcus Vinicius
Fotos - Roberto Félix, Dora Moreira, Ana Costa e Rebeca Moura.
Fotos - Roberto Félix, Dora Moreira, Ana Costa e Rebeca Moura.
"Fui a um baile no Elite, atendendo a um convite
Do Manoel Garçom (Meu Deus do Céu, que baile bom!)"
Como se fosse um Baile no Elite (http://www.youtube.com/watch?v=JI4NH08oQBk), fui discotecar vinis no Mambembe a convite da Dora.
O Mambembe - comida e outras artes, tocado por Dora, Darwin e Ramon ( me perdoem se tiver mais tocadores) é uma boa opção não só para os"bicudos"¹
Dos bares "cultbacaninas" (deve ter uns três em Fortaleza) é o que eu frequento. Boa acolhida, boa comida, bebidas a preços razoáveis.
No campo musical estão ousando e trazendo gente boa para pequenos shows. Já teve por lá Passo Torto, Daniel Goove, Gustavo Portela e em novembro, dia 1, Alessandra Leão, Caçapa e Kiko Dinucci, farão show antes da festa "La Tabaquera".
Ah! tem também as "Fertinha".
Ontem só as mulheres cantaram no Mambembe: Elis, Angela Ro Ro, Nana, Aretha Franklin, SarahVaughan. Billie, Diana Pequeno, Beth Carvalho, Clara Nunes, Vania Bastos, Clementina, Jovelina, Rita Lee, Maria Alcina, Anita O'Day, Ella, Nina Simone, Gal, Simone, Elizeth, Mercedes Sosa, Violeta Parra, Piaf, Rosa Passos, Gal, Aparecida, Marina Lima, Nara Leão, Cristina, Zezé Mota, Miucha, Fátima Guedes, com as participações especiais de Eumir Deodato, Serguei e Passo Torto.
Valeu.
(1) Bicudos = jovens. É como uma amiga classifica os jovens, tal qual a praga do algodão, estão em todos os lugares e tomam conta de todos os bares.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
sábado, 17 de agosto de 2013
Um ser de luz
Por Alfredo Pessoa
F#m7(11) B7 E7
Em 12 de agosto de 2013 Clara Francisca Gonçalves, Clara Nunes, natural de Paraopeba (MG), faria 71 anos se estivesse viva. Esta música é uma bela homenagem de Paulo César Pinheiro, João Nogueira e Mauro Duarte. Depois da morte de Clara, em abril de 1983, João idealizou a homenagem com o parceiro. Paulo César, viúvo, não tinha cabeça pra pensar em nada. Um tempo depois Mauro Duarte insistiu: "vamos fazer antes que outros façam". Logo, Paulo César entregou a letra aos dois, depois de pronta ouviu uma só vez e nunca mais. No disco que Paulo César gravou com João em 1994, Parceria, pelo selo Velas, produção de Eduardo Gudim, João canta "Um Ser de Luz" sozinho. Clara também foi homenageada por Martinho da Vila e Francis Hime em belíssimos sambas.
Um Ser de Luz ( João Nogueira/PC Pinheiro/Mauro Duarte)
A7(b13) Dm7 G7 C7M D#º E7 Am7
Um dia, um ser de luz nasceu, numa cidade do interior
Em7(b5) A7 Dm7 A#7 A7 Dm7
Em7(b5) A7 Dm7 A#7
E o menino Deus lhe abençoou de manto branco ao se batizar A7 Dm7 A7 Dm7 Bm7(11) E7 Am7
Se transformou num sabiá. Dona dos versos de um trovador
D#º E7 Am7 Dm7(9) G7(4/9) G7(9/b5) C7M
D#º E7 Am7 Dm7(9) G7(4/9) G7(9/b5) C7M
E a rainha do seu lugar. Sua voz então, ao se espalhar,
Corria chão, cruzava o mar, levada pelo ar.
Bm7(11) E7 Am7 D#º E7 Am7
Onde chegava espantava a dor, com a força do seu cantar
G7 C7M Bm7(11) E7 Gm6 A7
Mas aconteceu um dia foi que o menino Deus chamou
Dm7 G#º Am/G F#m7(b5) Dm6/F E7 Gm6 A7
Dm7 G#º Am/G F#m7(b5) Dm6/F E7 Gm6 A7
ela foi pra cantar para além do luar onde moram as estrelas
Dm7 E7 Am7 Am/G B7
A gente fica a lembrar, vendo o céu clarear
E7 Am7 E7
E7 Am7 E7
Na esperança de vê-la, sabiá
Am7 E7 Am7 Dm7 D#º E7 Gm6 A7 Dm7 Dm/C
Sabi--------- á, que falta faz tua a---legri-------a, sem você
Bm7(b5) D#º E7 Am7
Meu canto agora é só, melancolia
Dm7 Am7 G7 C7M C7 F7
Dm7 Am7 G7 C7M C7 F7
Canta meu sabiá, voa meu sabiá, adeus, meu sabiá
E7 Am7 [C7(9) F7M Bb7(b5) Am7M(9)]
Até um dia
terça-feira, 7 de agosto de 2012
IÔ-IÔ - JOÃO NOGUEIRA
Via Bruno Perdigão
Nos 70 anos de Caetano uma música de João Nogueira e Paulo César Pinheiro, supostamente feita para Caetano.
Iô-Iô ( João Nogueira e Paulo César Pinheiro)
Iô-iô você exalta a Bahia
porém nunca mais por lá ficou
e deu pra falar mal do Rio morando aos pés do redentor
Até que no início você parecia que era um bom rapaz
Mas com essa mania de estar todo dia em jornal: Falou demais
iô-iô olha o homem que é homem não muda que nem você mudou
Não cospe no prato que come
nem vai contra o povo que o sagrou
em que casa de marimbondo você foi mexer porque é falador
e agora só vai ser chamado de iô-iô
iô-iô que arapuca você colocou a carroça na frente dos bois
e macaco velho não põe a mão em cumbuca e você pôs
Você vive inventando moda
jogada pra estar sempre em cartaz
e é tanta conversa fiada que ninguém agüenta mais
agiu de má fé nas paradas
só que dessa vez ninguém engoliu
e cai numa mesma mancada que agora é uma boca de funil
ninguém mexe com quem tá quieto
ainda mais carioca que é gozador
e agora só vai ser chamado de iô-iô
Nos 70 anos de Caetano uma música de João Nogueira e Paulo César Pinheiro, supostamente feita para Caetano.
Iô-Iô ( João Nogueira e Paulo César Pinheiro)
Iô-iô você exalta a Bahia
porém nunca mais por lá ficou
e deu pra falar mal do Rio morando aos pés do redentor
Até que no início você parecia que era um bom rapaz
Mas com essa mania de estar todo dia em jornal: Falou demais
iô-iô olha o homem que é homem não muda que nem você mudou
Não cospe no prato que come
nem vai contra o povo que o sagrou
em que casa de marimbondo você foi mexer porque é falador
e agora só vai ser chamado de iô-iô
iô-iô que arapuca você colocou a carroça na frente dos bois
e macaco velho não põe a mão em cumbuca e você pôs
Você vive inventando moda
jogada pra estar sempre em cartaz
e é tanta conversa fiada que ninguém agüenta mais
agiu de má fé nas paradas
só que dessa vez ninguém engoliu
e cai numa mesma mancada que agora é uma boca de funil
ninguém mexe com quem tá quieto
ainda mais carioca que é gozador
e agora só vai ser chamado de iô-iô
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
sábado, 12 de novembro de 2011
João Nogueira - 12 de novembro de 1941 (4)
Elizeth Cardoso, a primeira cantora a gravar João Nogueira.
Corrente de Aço ( João Nogueira)
Eu cansei de viver chorando
Cantando agora sou feliz
A tristeza mora ali ao lado
E é bem fácil fazer o que eu fiz.
Amigo siga o ditado,
E a música o amor conduz:
Canta, quem canta os seus males espanta
E de um samba de amor
Pode surgir a luz;
Canta, quem canta os seus males espanta
E de um samba de amor
Pode surgir a luz.
Eu tenho no peito um tesouro
O meu coração é de ouro
Um samba de couro ou de lata
Não devo um tostão a ninguém;
Sou mestre e não sinto cansaço
A minha corrente é de aço...
Quem que ser feliz
Cante comigo também, la, ia, la, la!
Corrente de Aço ( João Nogueira)
Eu cansei de viver chorando
Cantando agora sou feliz
A tristeza mora ali ao lado
E é bem fácil fazer o que eu fiz.
Amigo siga o ditado,
E a música o amor conduz:
Canta, quem canta os seus males espanta
E de um samba de amor
Pode surgir a luz;
Canta, quem canta os seus males espanta
E de um samba de amor
Pode surgir a luz.
Eu tenho no peito um tesouro
O meu coração é de ouro
Um samba de couro ou de lata
Não devo um tostão a ninguém;
Sou mestre e não sinto cansaço
A minha corrente é de aço...
Quem que ser feliz
Cante comigo também, la, ia, la, la!
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Clara ( Francis Hime e Geraldo Carneiro)
Por Alfredo Pessoa
Esta é uma belíssima homenagem de Geraldo Carneiro a Clara Nunes, musicada por Francis Hime. Paulo César Pinheiro, seu marido, já havia feito "Um Ser de Luz" juntamente com Mauro Duarte e João Nogueira. PC Pinheiro confessa que fez a letra ouviu a música, depois de pronta, e nunca quis ouvir. É Clara guerreira, é Clara, "Mineira", outra homenagem de João Nogueira. Salve Clara Francisca Gonçalves Pinheiro, e lá se foram 28 anos sem Clara.
Registro: A EMI Music lançou em 2004 box com 18 cds de Clara + bônus.
Vale a pena também conferir a gravação de "Clara" na voz de Beth Carvalho: obra "Francis Hime - Albúm Musical (1997)" - Biscoito Fino.
Clara (Francis Hime-Geraldo Carneiro)
Am4/7 A4/7(b9)
Luz, uma luz que se ascendeu
Am4/7 A4/7(9) A7/9-
Fogo era o fogo de xangô
Dm7/9 G7/9 C7+/9
Estrela que um dia despencou
C7/9 F#m5-/7 B7/9- Bm5-/7 E7/9-
Das Estrelas lá do céu e caiu na minha vi da
Am4/7 A4/7(b9)
Não, era uma constelação
Am4/7 A4/7(9) A7/9-
Era paixão de clarear
Dm7/9 G7/9 C7+/9
A Clara magia de de viver
C7/9 F#m5-/7 B7/9- Bm5-/7 E7/9-
Diz o mar Ilê-Ayê, tantas coisas diz o mar
B7/9- E7/9- Am7 Am4/7 A4/7(9) A7/9- Dm7/9
É Cla____ra sereia que navega noutro mar, vagueia
Dm7 G4/7(9) G7/9 Fm6/C C7+
Pela noite pelo ar me incendeia
F7+ F#m5-/7 B7/9- F7/9 E7/9-
Porque o fogo de cantar não se apaga
B7/9- E7/9- Am7 Am4\7 A4/7(9) A7/9- Dm7/9
É Cla____ra princesa no país da escuridão, acesa
Dm7 G4/7(9) G7/9 Fm6/C C7+
Feito luz de incendiar da certeza
F7+ F#m5-/7 B7/9- F7/9 E7/9- E4/7(b9) A4/7(9)
Que a mania de sonhar não, não vai se acabar
A7/9 Dm7/9 D#ºAm7/E F7+/9 B7/9- E7/9- E4/7(b9) A4/7(9)
É Cla___ra, a estre____la, rebrilha no ar
A7/9 Dm7/9 D#º Am7/E F7+/9 B7/9- E7/9- E4/7(b9) A4/7(9)
A estre__la de Cla_____ra, não vai se apagar
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domingo, 28 de agosto de 2011
Sou Eu (Ivan Lins / Chico Buarque)
Por Alfredo Pessoa
É a penúltima música cifrada do CD Chico (2011). Esta é a única música do disco que não é inédita. O filho do grande João Nogueira (Diogo) gravou 2 vezes (stúdio e ao vivo) com Ivan e Chico. Longe de ser uma mulher malvada, a dançarina do “Sou Eu” está fazendo o que a menina do “Deixa a Menina” não fez além de sambar, "por trás de um homem triste há sempre uma mulher feliz" mas, no final, "quem é que carrega a moça pra casa"?
É a penúltima música cifrada do CD Chico (2011). Esta é a única música do disco que não é inédita. O filho do grande João Nogueira (Diogo) gravou 2 vezes (stúdio e ao vivo) com Ivan e Chico. Longe de ser uma mulher malvada, a dançarina do “Sou Eu” está fazendo o que a menina do “Deixa a Menina” não fez além de sambar, "por trás de um homem triste há sempre uma mulher feliz" mas, no final, "quem é que carrega a moça pra casa"?
Sou Eu (Ivan Lins / Chico Buarque)
[D7M/9(#4) G7M/9(#4)] G/A
D7M(9) F#7(#5) G7M(#11) E7/G#
Na minha mão o coração balança
A6 Bbº Bm7 B7(b9)
Quando ela se lança no salão
G/E A7(9) G/E A7(9)
Pra esse ela bamboleia. Pra aquele ela roda a saia
G/E A7(9) Gm6 D7M(9)
Com outro ela se desfaz da sandália
F#7(#5) G7M(#11) E7/G#
Porém depois que essa mulher espalha
A6 Bbº Bm7 E7(9)
Seu fogo de palha no salão
G/E A7(9)
Pra quem que ela arrasta a asa
G/E A7(9)
Quem vai lhe apagar a brasa
G/E A7(9) C#m7(b5) F#7(b13)
Quem é que carrega a moça pra casa
F#m7 F#m6 B7(9) E7/9
Sou eu
A7(9) F#m7 F#m6 B7(9) E7/9
Só quem sabe dela sou eu
A7(9) F#m7 F#m6 B7(9) E7/9
Quem dá o baralho sou eu
A7(9) F#m7 F#m6 B7(9) E7/9 G/A D7M/9(#4)
Quem manda no samba sou eu
D7M(9) F#7(#5) G7M(#11)
O coração na minha mão suspira.
E7/G# A6 Bbº Bm7 B7(b9)
Quando ela se atira no salão
G/E A7(9) G/E A7(9)
Pra esse ela pisca um olho. Pra aquele ela roda a saia
G/E A7(9) Gm6 D7M(9)
Com outro ela quase cai na gandaia.
Porém depois...
F#m7 F#m6 B7(9) E7/9 A7(9) F#m7 F#m6 B7(9) E7/9
Sou eu, só quem sabe dela sou eu,
A7(9) F#m7 F#m6 B7(9) E7/9
Quem dá o baralho sou eu
A7(9) F#m7 F#m6 B7(9) E7/9
Quem dança com ela sou eu,
A7(9) F#m7 F#m6 B7(9) E7/9
Quem leva este samba sou eu...
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
João Nogeira - 12 de Novembro - hoje faria 69 anos
No vídeo abaixo o João Nogueira e o filho Diogo Nogueira cantam Espelho de João Nogueira e Paulo Sérgio Pinheiro.
Espelho
Composição: João Nogueira e Paulo César Pinheiro
Nascido no subúrbio nos melhores dias
Com votos da família de vida feliz
Andar e pilotar um pássaro de aço
Sonhava ao fim do dia ao me descer cansaço
Com as fardas mais bonitas desse meu país
O pai de anel no dedo e dedo na viola
Sorria e parecia mesmo ser feliz
Eh, vida boa
Quanto tempo faz
Que felicidade!
E que vontade de tocar viola de verdade
E de fazer canções como as que fez meu pai (Bis)
Num dia de tristeza me faltou o velho
E falta lhe confesso que ainda hoje faz
E me abracei na bola e pensei ser um dia
Um craque da pelota ao me tornar rapaz
Um dia chutei mal e machuquei o dedo
E sem ter mais o velho pra tirar o medo
Foi mais uma vontade que ficou pra trás
Eh, vida à toa
Vai no tempo vai
E eu sem ter maldade
Na inocência de criança de tão pouca idade
Troquei de mal com Deus por me levar meu pai (Bis)
E assim crescendo eu fui me criando sozinho
Aprendendo na rua, na escola e no lar
Um dia eu me tornei o bambambã da esquina
Em toda brincadeira, em briga, em namorar
Até que um dia eu tive que largar o estudo
E trabalhar na rua sustentando tudo
Assim sem perceber eu era adulto já
Eh, vida voa
Vai no tempo, vai
Ai, mas que saudade
Mas eu sei que lá no céu o velho tem vaidade
E orgulho de seu filho ser igual seu pai
Pois me beijaram a boca e me tornei poeta
Mas tão habituado com o adverso
Eu temo se um dia me machuca o verso
E o meu medo maior é o espelho se quebrar (Bis)
Espelho
Composição: João Nogueira e Paulo César Pinheiro
Nascido no subúrbio nos melhores dias
Com votos da família de vida feliz
Andar e pilotar um pássaro de aço
Sonhava ao fim do dia ao me descer cansaço
Com as fardas mais bonitas desse meu país
O pai de anel no dedo e dedo na viola
Sorria e parecia mesmo ser feliz
Eh, vida boa
Quanto tempo faz
Que felicidade!
E que vontade de tocar viola de verdade
E de fazer canções como as que fez meu pai (Bis)
Num dia de tristeza me faltou o velho
E falta lhe confesso que ainda hoje faz
E me abracei na bola e pensei ser um dia
Um craque da pelota ao me tornar rapaz
Um dia chutei mal e machuquei o dedo
E sem ter mais o velho pra tirar o medo
Foi mais uma vontade que ficou pra trás
Eh, vida à toa
Vai no tempo vai
E eu sem ter maldade
Na inocência de criança de tão pouca idade
Troquei de mal com Deus por me levar meu pai (Bis)
E assim crescendo eu fui me criando sozinho
Aprendendo na rua, na escola e no lar
Um dia eu me tornei o bambambã da esquina
Em toda brincadeira, em briga, em namorar
Até que um dia eu tive que largar o estudo
E trabalhar na rua sustentando tudo
Assim sem perceber eu era adulto já
Eh, vida voa
Vai no tempo, vai
Ai, mas que saudade
Mas eu sei que lá no céu o velho tem vaidade
E orgulho de seu filho ser igual seu pai
Pois me beijaram a boca e me tornei poeta
Mas tão habituado com o adverso
Eu temo se um dia me machuca o verso
E o meu medo maior é o espelho se quebrar (Bis)
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