Por Lena Leão
O Esplar lançou seu livro!
Mas, tem histórias e profissionais bons o
suficiente pra lançar uma biblioteca.
Experiências lindas, pessoas
raras, conquistas, resgates, mudanças são marcantes na trajetória dessa
instituição cearense que ousa viver e resiste há mais de 40 anos.
E essa
história é muito diferenciada pela coragem de ser uma ferrenha
defensora da agroecologia; de apostar todas as suas cartas no feminismo;
por querer incansavelmente entender e explorar o potencial do
semiárido, pesquisando alternativas para conviver com as
irregularidades do nosso clima sejam as secas sejam as cheias que sempre
penalizam nosso sertão; por enxergar as crianças já como seres capazes
não só de mudar, mas de melhorar o futuro, respeitando o
(ante)passado...
Quem conhece o Esplar conhece o exemplo de que "sonho que se sonha junto é realidade". E eu faço parte deste sonho.
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segunda-feira, 21 de setembro de 2015
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
segunda-feira, 29 de julho de 2013
A ÁGUA NOSSA DE CADA DIA
por Malvinier Macedo
“Sempre desejei ser bibliotecária. Uma certeza que morava em mim e que me levou como tal, ao ESPLAR, uma instituição que assessora grupos de agricultores e agricultoras familiares.
O sertão nordestino tem uma rica diversidade de costumes, de riquezas, de personagens, de vida. E nesse universo, uma das demandas maiores é por água para o consumo humano.
No meu trabalho sempre dividindo o tempo entre os projetos, as atividades de representação institucional e a biblioteca, no ano de 2001, aconteceu o meu encontro com o Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semiárido: um milhão de cisternas rurais, por iniciativa da Articulação no Semiárido, cujo objetivo principal é construir uma cisterna de placas em cada casa de família com baixa renda, na zona rural semiárida.
Participei do seu nascimento e por 12 anos vivi sua implantação no sertão cearense. Esse encontro me rendeu intensas vivências que não dá para colocar em poucas palavras. E por ser um trabalho em equipe, isso me fez aprender muito, inclusive sobre mim, sobre meu papel nesse processo de transformação das condições de vida das famílias rurais.
Para levar a cisterna até às famílias, há um percurso em que é preciso localizá-las, cadastrá-las, organizar toda a documentação pedida pelo programa, consultar Cadastro da Pessoa Física, anotar o Número de Identificação Social e caso a pessoa não o tenha, encaminhá-la ao órgão da Prefeitura Municipal para que seja inserida no Cadastro Único do Governo federal.
Preencher a Ficha de Seleção e Cadastramento das Famílias é uma atividade que nos mostra a realidade dessa população através dos seus dados pessoais, nível de escolaridade, composição da família, moradia, fontes de abastecimento de água, situação socioeconômica, participação em grupos sociais, tipos de doença.
Chegamos a visitar mais de duas mil famílias em um ano e a coleta de tantos dados nos torna conhecedores in loco de uma realidade que apresenta também uma face dolorosa: alto grau de analfabetismo, doenças crônicas, pobreza, solidão, violência doméstica, dificuldades de acesso à terra, à água, a serviços básicos.
E como uma bibliotecária se inseriu nesse universo?
No atender ao público de forma satisfatória para o programa e para as famílias, levar orientação, ser atenta no preenchimento dos dados, pois um erro é fonte de problemas para o desenrolar da ação, organizar listas para os cursos das famílias e para a colocação de placas de identificação das cisternas, arquivamento das fichas das famílias por ordem numérica, ter em mãos o Termo de Recebimento da Cisterna para que a pessoa responsável pela cisterna o assine, conferir se o número da cisterna é igual ao do Termo, checar se as fotos de cada família ao lado de sua cisterna estão com qualidade para compor o Termo.
Enfim, um mundo de informações a serem coletadas, trabalhadas, cadastradas e arquivadas. Um universo no qual as bibliotecárias e os bibliotecários se sentem à vontade”.
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O sertão nordestino tem uma rica diversidade de costumes, de riquezas, de personagens, de vida. E nesse universo, uma das demandas maiores é por água para o consumo humano.
No meu trabalho sempre dividindo o tempo entre os projetos, as atividades de representação institucional e a biblioteca, no ano de 2001, aconteceu o meu encontro com o Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semiárido: um milhão de cisternas rurais, por iniciativa da Articulação no Semiárido, cujo objetivo principal é construir uma cisterna de placas em cada casa de família com baixa renda, na zona rural semiárida.
Participei do seu nascimento e por 12 anos vivi sua implantação no sertão cearense. Esse encontro me rendeu intensas vivências que não dá para colocar em poucas palavras. E por ser um trabalho em equipe, isso me fez aprender muito, inclusive sobre mim, sobre meu papel nesse processo de transformação das condições de vida das famílias rurais.
Para levar a cisterna até às famílias, há um percurso em que é preciso localizá-las, cadastrá-las, organizar toda a documentação pedida pelo programa, consultar Cadastro da Pessoa Física, anotar o Número de Identificação Social e caso a pessoa não o tenha, encaminhá-la ao órgão da Prefeitura Municipal para que seja inserida no Cadastro Único do Governo federal.
Preencher a Ficha de Seleção e Cadastramento das Famílias é uma atividade que nos mostra a realidade dessa população através dos seus dados pessoais, nível de escolaridade, composição da família, moradia, fontes de abastecimento de água, situação socioeconômica, participação em grupos sociais, tipos de doença.
Chegamos a visitar mais de duas mil famílias em um ano e a coleta de tantos dados nos torna conhecedores in loco de uma realidade que apresenta também uma face dolorosa: alto grau de analfabetismo, doenças crônicas, pobreza, solidão, violência doméstica, dificuldades de acesso à terra, à água, a serviços básicos.
E como uma bibliotecária se inseriu nesse universo?
No atender ao público de forma satisfatória para o programa e para as famílias, levar orientação, ser atenta no preenchimento dos dados, pois um erro é fonte de problemas para o desenrolar da ação, organizar listas para os cursos das famílias e para a colocação de placas de identificação das cisternas, arquivamento das fichas das famílias por ordem numérica, ter em mãos o Termo de Recebimento da Cisterna para que a pessoa responsável pela cisterna o assine, conferir se o número da cisterna é igual ao do Termo, checar se as fotos de cada família ao lado de sua cisterna estão com qualidade para compor o Termo.
Enfim, um mundo de informações a serem coletadas, trabalhadas, cadastradas e arquivadas. Um universo no qual as bibliotecárias e os bibliotecários se sentem à vontade”.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
POVO ORGANIZADO EM DEFESA DA CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO
Manifesto do Fórum pela Vida no Semiárido da Microrregião de Sobral
Queremos no semiárido/Terra livre do patrão
Água descentralizada/Servindo a população
Estocando o que comer/Todo mundo irá viver
Sem seca e sem precisão
Reunidos no dia 19 de abril de 2013, com a participação, de 12 municípios, oFórum pela Vida no Semiárido da Microrregião de Sobral se manifesta profundamente contra a forma pela qual o governo vem tratando as ações paliativas e emergenciais em relação à seca enfrentada na nossa região e no nosso estado.
A escuta da realidade dos municípios demonstram que:
- A produção de legumes será de perda total por falta chuvas ou irregularidade das mesmas;
- Os recursos propagados pelo governo não estão chegando às comunidades que enfrentam escassez de água e de alimentos para os animais e as pessoas;
- A aquisição do milho distribuído pela CONAB tem sido uma verdadeira humilhação para os agricultores/as, pois a maioria dos que estão cadastrados não receberam e aqueles/as que tiveram acesso foram mal atendidos;
- Há um número muito pequeno de aprovação de projetos (PRONAF estiagem) através do Banco do Nordeste bem como a demora para a liberação dos recursos;
- As demandas de poços profundos que já foram alocados não tem atendido a real necessidade da população e ao mesmo tempo existem muitos poços que precisam apenas de concertos de bombas e isso não é feito;
- Os carros pipas que ainda são poucos e às vezes chegam atrasados, levam água pra o consumo humano por vezes imprópria para o consumo e ainda falta água pra lavar roupa, tomar banho e pra os animais beberem;
- Tem carro pipa parado por que não recebem pagamentos de serviços prestados e têm famílias comprando uma carrada de água por R$ 180,00;
- Há politicagem com carro pipa para atender mais aos cabos eleitorais que estimulam a violência, as intrigas e divergências entre as famílias camponesas e isso é um reforço da indústria da seca;
- Os municípios de Marco, Morrinhos, Bela Cruz, Senador Sá e Uruoca não estão segundo o Ministério da Integração Nacional dentro do Semiárido Legal, mas estão vivenciando as mesmas realidades de escassez de outros municípios, portanto reivindica-se que possam ser contemplados com as medidas emergenciais.
- Os alimentos básicos que os camponeses produzem (farinha, feijão e milho) estão caros e acima do poder de compra;
- Somos contra e lamentamos a imposição do governo em impor a oferta de cisternas de plásticos em dois municípios (Alcântara e Meruoca) da nossa região. Uma vez que o valor de da cisterna de plástico é três vezes maior do que as cisternas de placas, considerando ainda que não existe mobilização social com as famílias e nem gera empregos para agricultores/as pedreiros/as das comunidades;
- Os programas sociais (Bolsa Família, Brasil Carinhoso, Seguro Safra, Bolsa Estiagem) não dão conta da garantia de direitos básicos das famílias a sobreviverem frente ao período de seca existente e ainda existem famílias em situação mais graves, pois não recebem estes benefícios;
- As áreas dos perímetros irrigados estão nas mãos dos fazendeiros ou comerciantes e precisa-se se fazer um recadastramento pelo DNOCS para que os mesmos fiquem para os agricultores/as familiares;
- Os reservatórios de grande porte (açudes, barragens) ainda estão com um aproximadamente de 35% de suas capacidades, portanto são águas centralizadas;
- A demanda por Cisternas de placas para consumo humano ainda é grande, principalmente para segunda água (água para produzir).
- As cisternas de placas facilitaram e muito a vida da população, pois tem sido os únicos reservatórios para receber água fornecida pelos carros pipas;
- Precisa-se ter um programa de incentivo ao trabalho de preservação das sementes crioulas através da implantação de casas de sementes comunitárias a luz de onde já existe.
Repudiamos que o termo usado pelo governo de “combate a seca” é impróprio, pois as ações e tecnologias de Convivência com o Semiárido implementadas pela Articulação do Semiárido Brasieliro – ASA já demonstrou para toda sociedade, inclusive para o governo que a seca não é dragão para se combater e sim um fator climático propriamente do Semiárido e desse modo, exige-nos um novo olhar e a construção de iniciativas para convivermos com ele.
Por isso, entendemos que a situação de pobreza não é causada pelo fator climático, mas principalmente pela falta de uma política contextualizada que possa trabalhar os potenciais locais, descentralizar a terra e a água, pensar o desenvolvimento a partir das vocações existentes e, acima de tudo, compreender as que ações estruturantes de Convivência com o Semiárido criando uma nova cultura de condições sustentáveis para nossa região.
Nesse sentido as cisternas de placas para consumo humano, cisternas calçadão e enxurradas para produção, barragens subterrâneas, quintais produtivos, tanque de pedra, bomba d’água popular, barreiros tricheiras, mandalas, sistemas agroflorestais, casas de sementes, poços profundos, olhos d‘água, hortas comunitárias, criação de pequenos animais, plantação de forrageiras tem sido meios que os agricultores/as relatam está servindo e garantindo uma vida melhor nos sertões da região de Sobral.
Reivindicamos uma resposta concreta para suprir a realidade desde o compromisso político até as comunidades serem beneficiadas pelos programas paliativos e ressaltamos que o compromisso do nosso Fórum é lutar para que as ações emergenciais possam dar continuidade na forma de políticas institucionais permanentes que garantam segurança hídrica e alimentar, incentivando o uso de tecnologias adaptadas à realidade climática da nossa região em vista de um semiárido democrático e sustentável para todos/as.
Sobral, 19 de abril de 2013
FÓRUM PELA VIDA NO SEMIÁRIDO DA MICRORREGIÃO DE SOBRAL
Queremos no semiárido/Terra livre do patrão
Água descentralizada/Servindo a população
Estocando o que comer/Todo mundo irá viver
Sem seca e sem precisão
Reunidos no dia 19 de abril de 2013, com a participação, de 12 municípios, oFórum pela Vida no Semiárido da Microrregião de Sobral se manifesta profundamente contra a forma pela qual o governo vem tratando as ações paliativas e emergenciais em relação à seca enfrentada na nossa região e no nosso estado.
A escuta da realidade dos municípios demonstram que:
- A produção de legumes será de perda total por falta chuvas ou irregularidade das mesmas;
- Os recursos propagados pelo governo não estão chegando às comunidades que enfrentam escassez de água e de alimentos para os animais e as pessoas;
- A aquisição do milho distribuído pela CONAB tem sido uma verdadeira humilhação para os agricultores/as, pois a maioria dos que estão cadastrados não receberam e aqueles/as que tiveram acesso foram mal atendidos;
- Há um número muito pequeno de aprovação de projetos (PRONAF estiagem) através do Banco do Nordeste bem como a demora para a liberação dos recursos;
- As demandas de poços profundos que já foram alocados não tem atendido a real necessidade da população e ao mesmo tempo existem muitos poços que precisam apenas de concertos de bombas e isso não é feito;
- Os carros pipas que ainda são poucos e às vezes chegam atrasados, levam água pra o consumo humano por vezes imprópria para o consumo e ainda falta água pra lavar roupa, tomar banho e pra os animais beberem;
- Tem carro pipa parado por que não recebem pagamentos de serviços prestados e têm famílias comprando uma carrada de água por R$ 180,00;
- Há politicagem com carro pipa para atender mais aos cabos eleitorais que estimulam a violência, as intrigas e divergências entre as famílias camponesas e isso é um reforço da indústria da seca;
- Os municípios de Marco, Morrinhos, Bela Cruz, Senador Sá e Uruoca não estão segundo o Ministério da Integração Nacional dentro do Semiárido Legal, mas estão vivenciando as mesmas realidades de escassez de outros municípios, portanto reivindica-se que possam ser contemplados com as medidas emergenciais.
- Os alimentos básicos que os camponeses produzem (farinha, feijão e milho) estão caros e acima do poder de compra;
- Somos contra e lamentamos a imposição do governo em impor a oferta de cisternas de plásticos em dois municípios (Alcântara e Meruoca) da nossa região. Uma vez que o valor de da cisterna de plástico é três vezes maior do que as cisternas de placas, considerando ainda que não existe mobilização social com as famílias e nem gera empregos para agricultores/as pedreiros/as das comunidades;
- Os programas sociais (Bolsa Família, Brasil Carinhoso, Seguro Safra, Bolsa Estiagem) não dão conta da garantia de direitos básicos das famílias a sobreviverem frente ao período de seca existente e ainda existem famílias em situação mais graves, pois não recebem estes benefícios;
- As áreas dos perímetros irrigados estão nas mãos dos fazendeiros ou comerciantes e precisa-se se fazer um recadastramento pelo DNOCS para que os mesmos fiquem para os agricultores/as familiares;
- Os reservatórios de grande porte (açudes, barragens) ainda estão com um aproximadamente de 35% de suas capacidades, portanto são águas centralizadas;
- A demanda por Cisternas de placas para consumo humano ainda é grande, principalmente para segunda água (água para produzir).
- As cisternas de placas facilitaram e muito a vida da população, pois tem sido os únicos reservatórios para receber água fornecida pelos carros pipas;
- Precisa-se ter um programa de incentivo ao trabalho de preservação das sementes crioulas através da implantação de casas de sementes comunitárias a luz de onde já existe.
Repudiamos que o termo usado pelo governo de “combate a seca” é impróprio, pois as ações e tecnologias de Convivência com o Semiárido implementadas pela Articulação do Semiárido Brasieliro – ASA já demonstrou para toda sociedade, inclusive para o governo que a seca não é dragão para se combater e sim um fator climático propriamente do Semiárido e desse modo, exige-nos um novo olhar e a construção de iniciativas para convivermos com ele.
Por isso, entendemos que a situação de pobreza não é causada pelo fator climático, mas principalmente pela falta de uma política contextualizada que possa trabalhar os potenciais locais, descentralizar a terra e a água, pensar o desenvolvimento a partir das vocações existentes e, acima de tudo, compreender as que ações estruturantes de Convivência com o Semiárido criando uma nova cultura de condições sustentáveis para nossa região.
Nesse sentido as cisternas de placas para consumo humano, cisternas calçadão e enxurradas para produção, barragens subterrâneas, quintais produtivos, tanque de pedra, bomba d’água popular, barreiros tricheiras, mandalas, sistemas agroflorestais, casas de sementes, poços profundos, olhos d‘água, hortas comunitárias, criação de pequenos animais, plantação de forrageiras tem sido meios que os agricultores/as relatam está servindo e garantindo uma vida melhor nos sertões da região de Sobral.
Reivindicamos uma resposta concreta para suprir a realidade desde o compromisso político até as comunidades serem beneficiadas pelos programas paliativos e ressaltamos que o compromisso do nosso Fórum é lutar para que as ações emergenciais possam dar continuidade na forma de políticas institucionais permanentes que garantam segurança hídrica e alimentar, incentivando o uso de tecnologias adaptadas à realidade climática da nossa região em vista de um semiárido democrático e sustentável para todos/as.
Sobral, 19 de abril de 2013
FÓRUM PELA VIDA NO SEMIÁRIDO DA MICRORREGIÃO DE SOBRAL
sábado, 3 de novembro de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
Convivência com o semiárido
Via Marcelo Pinheiro
Imagens do satélite Meteosat-9, via Universidade Federal de Alagoas, mostram a situação da seca no nordeste nas áreas em vermelho.
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/04/29/imagens-de-satelite-mostram-80-do-semiarido-nordestino-afetado-por-maior-seca-em-30-anos.htm
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| à esquerda abril de 2011 - à direita abril de 2012 |
Imagens do satélite Meteosat-9, via Universidade Federal de Alagoas, mostram a situação da seca no nordeste nas áreas em vermelho.
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/04/29/imagens-de-satelite-mostram-80-do-semiarido-nordestino-afetado-por-maior-seca-em-30-anos.htm
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