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sábado, 5 de maio de 2012

Rosa (Pixinguinha-Otávio de Souza)

Por Alfredo Pessoa

Em homenagem a semana dos 115 anos do GRANDE MAESTRO, ciframos esta pérola de 1917 e que já foi gravada por Orlando Silva, Caetano Veloso, Luiz Melodia, Marisa Monte e Hermeto Pascoal, entre outros. A cifra abaixo é do violonista e arranjador paulista Edmilson Capelupi revisada pelo flautista e também paulista Toninho Carrasqueira, apenas inverti 2 acordes e troquei 2 intervalos, numa espécie de segunda revisão.

Rosa (Pixinguinha-Otávio de Souza)

F/A  Fm/Ab  C/G  A7(9)  Dm7  G7(13)  C  G7(b13)
      C  C/E            Dm7                         G7         
Tu és divina e graciosa, estátua majestosa         C   C/E                     Dm7
No amor! Por Deus esculturadaDm/C                  Bm7(4)     E7/G#                       Am7
E formada com ardor...Da alma da mais linda flor
                        
A7/C#             Dm7        Am6
De mais ativo olor, que na vida é preferida                  G7(4)  G7
Pelo beija-flor...
     C    Ebº           C/E       Dm7                           G7   
Se Deus, me fora tão clemente aqui neste ambiente
     
Gm7 C7                    F7M                          F6
De luz, formada numa tela deslumbrante e bela...
    Fm6     Fm6/Ab          C/G         A7(9)
O teu coração, junto ao meu lanceado      Dm7               G7                             C                                      E7
Pregado e crucficado sobre a rósea cruz do arfante peito teu...
     Am7 Am7/G  B7/F#                Dm6/F                       E7
Tu és a forma ideal, estátua magistral. Oh! alma perenalE7/G#                    Am7   Am7/E    Am7
Do meu primeiro amor sublime amor...
    Em7(b5) A7           Dm7  Dm/F  B7/D#  B7          E7
Tu és de Deus a soberana flor. Tu és de Deus a criação
                         E7/G#                    Am7
Que em todo coração sepultas o amor...
Am7/G           B7/F#                     Dm6/F                    E7
O riso, a fé, a dor em sândalos olentes, cheios de saborE7/B                  Gm/Bb                                A7(b9)
Em vozes tão dolentes como um sonho em flor...
Dm7           Bm7(b5)  Am7     Am7/G
És láctea estrela, és mãe da realeza      Dm/F                             E7                          Am7                           G7
És tudo enfim que tem de belo em todo resplendor da santa natureza...
      C  C/E                   Dm7                                      G7         
Perdão! se ouso confessar-te eu hei de sempre amar-te        C   C/E                     Dm7     Dm/C                                  Bm7(4)
Oh! flor! Meu peito não resiste. Oh! meu Deus. O quanto é triste    E7/G#                 Am7                              A7/C#
A incerteza de um amor que mais me faz penar
           
Dm7               Am6                                   G7(4)  G7
Em esperar, em conduzir-te, um dia ao pé do altar...
C    Ebº               C/E      Dm7                           G7   
Jurar aos pés do Onipotente em preces comoventes
      
Gm7 C7              F7M                       F6
De dor, e receber a unção da tua gratidão...
    Fm6     Fm6/Ab          C/G           A7(9)           Dm7
Depois de remir meus desejos, em nuvens de beijos.
                         G7                          C                        C7                               
Hei de te envolver até meu padecer, de todo fenecer...
F/A  Fm/Ab  C/G  A7(9)  Dm7  G7  C

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Meu Romance - J. Cascata

Para Tarcísio 

Por Alfredo Pessoa

Orlando Silva

Álvaro Nunes, compositor carioca conhecido pelo pseudônimo de J. Cascata. Foi contemporâneio e tocou ao lado de Noel, Lamartine e Ary Barroso nas rodas de samba. Teve músicas gravadas por Orlando Silva, Sílvio Caldas, Roberto Silva, Jorge Veiga, Caetano Veloso, Monica Salmaso entre outros. Deixou um legado de mais de 150 músicas com diversos parceiros: Bide, Nássara, Marino Pinto, Zé da Zilda, Leonel Azevedo, Haroldo Lobo, Heitor dos Prazeres e outros. Lábios que eu beijei, Juramento falso e Minha palhoça são música de Cascata que estão na boca do povo até hoje.
Registro: Orlando Silva compacto
- Meu romance/Neusa • RCA Victor • 78 (1938). Banda Glória Convida Cristina Buarque. Scubidu Records, 2008.

Meu Romance (J. Cascata)

Bm7 A7 G7 F#7 Bm7 Em7 A7 D7M
G G7 F#7 Bm7...G7 F#7 Bm7


Bm7           F#7    Bm7                                  G7    F#7
Embaixo daquela jaqueira, que fica lá do alto majestosa
C#m7(b5)                                  F#7
de onde se avista a turma da Mangueira
C#m7(b5)               F#7     Bm7
quando se engalana com suas pastoras formosas
F#7 Bm7                           F#7                              Bm7
Aí, foi lá (quem é que disse?). Que o nosso amor nasceuF#m7(b5) B7(b9)              Em7
na tarde daquele memorável samba
C#m7(b5) F#7         Bm7
Eu me lembro,tu estavas de sandália
Bm7/A G7           F#7                Bm7
com o teu vestido de malha no meio daqueles bambas
F#7                        Bm7   F#7 G7
Nossos olhares cruzaram
G#7 A7                     D7M
E eu para te fazer a vontadeC#m7(b5) F#7 Bm7 Bm7/A          G7
tirei fora o colarinho passei a ser malandrinho
F#7                       Bm7   Bm7/A    C#m7(b5)           F#7 Bm7
Nunca mais fui a cidade pra gozar o teu carinho......na tranquilidade
F#7                          Bm7    F#7 G7
E hoje faço parte da turma.
G#7 A7 D7M
No braço eu trago sempre o paletó 
C#m7(b5) F#7             Bm7        Bm7/A                     G7
Um lenço amarrado no pescoço eu já me sinto um outro moço


F#7               Bm7    Bm7/A C#m7(b5)
com o meu chinelo charlote e até faço valentia
F#7      Bm7
e tiro samba de harmonia

domingo, 17 de julho de 2011

Súplica - Otávio Gabus Mendes, Deo e José Marcilio

Orlando Silva - o cantor das multidões



Súplica (valsa, 1940)
( Octávio Gabus Mendes, José Marcílio e Déo)


Aço frio de um punhal / Foi seu adeus para mim
Não crendo na verdade / Implorei, pedi
As súplicas morreram / Sem eco, em vão
Batendo nas paredes frias do apartamento
Torpor tomou-me todo
E eu fiquei sem ser mais nada
adormecido tenha / Talvez, quem sabe
Pela janela, aberta, a fria madrugada
Amortalhou-me a dor / Com o manto da garoa
Esperança morreste muito cedo
Saudade cedo demais chegaste
Uma quando chega / A outra sempre parte
Chorar já lágrimas não tenho
Coração, porque é que tu não paras
As taças do meu sofrer findaste / É inútil prosseguir
Se forças já não tenho
Tu sabes bem que ela era minha vida
Meu doce e grande amor.