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sexta-feira, 17 de abril de 2015

A rádio que troca NotícIa - A CBN

Erro ou safadeza? Liberdade de expressão ou utilização de concessão pública para outros fins?
Atentem para o acusado - Marco Aurélio Garcia - homônimo de assessor da presidência.
Vejam a manchete - secretário de Haddad.
CBN a rádio "que troca a notícia".
Aqui, em Fortaleza, ela é reproduzida, em grande parte, pela rádio OPOVO/CBN. 
Marvioli

Por Ivan Longo 
Parte do Grupo Globo, a rádio CBN cometeu o que aparenta ser uma tentativa de associar o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), à corrupção. Isso porque, na tarde desta quinta-feira (16), foi divulgada uma nota no site da rádio com a seguinte chamada: “Irmão de secretário de Haddad é denunciado por envolvimento na Máfia do ISS”.
A nota se refere ao suposto envolvimento de Marco Aurélio Garcia no caso. Garcia, no entanto, diferentemente do que diz o título, não é irmão de um secretário de Haddad. Ele é irmão, na verdade, do secretário estadual de habitação Rodrigo Garcia. Ou seja, secretário do governador Geraldo Alckmin (PSDB), indicado pelo próprio Alckmin.
reprodução

Apesar de no texto conter a informação de que Rodrigo Garcia é secretário estadual, não há qualquer menção à Alckmin como foi feita a Haddad no título.
À primeira vista, pode parecer apenas mais um equívoco de redação ou apuração. Ao observar a correção da nota postada depois, no entanto, fica evidente que a primeira chamada tinha um objetivo claro de associar o prefeito petista ao caso de corrupção. Na nota corrigida, o título é apenas “Sete são denunciados por lavagem de dinheiro na Máfia do ISS em SP”, sem nenhum tipo de associação do secretário e seu irmão a Alckmin, como foi feito na primeira nota com Haddad.
cbn haddad 2

sexta-feira, 14 de junho de 2013

CARTA ABERTA AO PREFEITO FERNANDO HADDAD

Do Existe Amor em SP

CARTA ABERTA AO PREFEITO FERNANDO HADDAD

Sr. Prefeito
Uma parte de nós vêm, nos últimos dias, participando de manifestações de rua contra o aumento das passagens dos transportes urbanos. Mas a ampla adesão ao movimento mostra que não se trata apenas de 20 centavos. Não importa a nós, nem a um número crescente de cidadãos, se tal aumento foi abaixo da inflação. Estamos manifestando uma profunda insatisfação com esses serviços urbanos. Mas não apenas. É também a canalização de uma sensação represada de inconformismo, cada vez menos difuso, com os rumos políticos do país.

Não somos partidários do uso de métodos violentos. Nem nós, nem quase a totalidade dos manifestantes, eleitores ou opositores seus. Mas as atitudes da polícia militar, ontem, mostraram sem a menor sombra de dúvida que quem acredita na violência não é o MPL. É o Estado que demonstrou enxergar na agressão, na força bruta as únicas ferramentas de persuasão.

Em questão de minutos, sr. Prefeito, inúmeros relatos e imagens provam nosso ponto. Assista aos vídeos. Leia os depoimentos. Converse com paulistanos. A manifestação ocorreria em relativa tranquilidade, sem qualquer episódio de violência, baderna ou vandalismo, se a polícia não tomasse a iniciativa de abrir as hostilidades. Ferindo inclusive passantes, membros da imprensa com premeditação criminosa. Depredando o próprio equipamento policial para culpar os manifestantes. Está tudo documentado: a brutalidade seguiu por horas, com cidadãos inocentes sendo caçados como presas.

O governador Geraldo Alckmin já havia dito claramente que mandaria endurecer a repressão. Foi endossado, cobrado amplamente por editoriais nos dois grandes jornais da cidade. Eis nosso ponto, Haddad. De Alckmin, da Folha, do Estado de S. Paulo não esperávamos nada diferente. De você, sim.

Sua eleição representou para muitos um ato de possível ruptura política, de descontinuidade do estado policial que o governador e a antiga prefeitura nos oferecia. Nos causa enorme tristeza e decepção não vê-lo tomar uma posição que o afaste claramente de tais políticas repressivas. Vê-lo longe da cidade, em Paris, ecoando as palavras reacionárias de Alckmin, reproduzindo os mesmos adjetivos injustos, os mesmos clichês conservadores que, temos certeza, você já escutou em seu tempo de militância.
Tem ideia de como isso nos atinge?

Vivemos em uma metrópole exausta, à beira de um colapso físico e psico-social, que intimida, oprime, espanca e mata o melhor da sua juventude: moradores da periferia, ativistas, ciclistas, skatistas, grafiteiros, músicos… Que por tempo demais criminalizou nossas últimas reservas de potência, saúde e sanidade cidadã. Foi em nome dessa potência, Sr. Prefeito, que o senhor pediu votos. Não para defender o mesmo tipo de “ordem” autoritária e insensível que o governador e quem o elege representa.

O prefeito diz que tais manifestações não são maduras, pois não são capazes de apresentar lideranças. Pois lhe dizemos com toda franqueza: é você que não está sendo maduro.
Pois não compreende a nova lógica do ativismo, da auto-organização, da inteligência e da indignação coletivas. Não entende que sua resposta não será dada em uma mesa de negociações. Há outras formas de dialogar.

Não encarne o poder como seus antecessores. Não tema as ruas. Não acredite que ceder a elas é capitulação. Acredite, revogar esse aumento, começar uma séria revisão dos contratos e da política de transporte na cidade, será muito mais do que uma vitória dos movimentos sociais. Será uma vitória de São Paulo. Uma demonstração de que um governo popular é aquele que escuta o povo. Será uma pequena vitória da ideia de cidade que você diz manter.

Se em seus discursos você fez eco aos que disseram nas praças que Existe Amor em SP, se quer com essas palavras ser inspirador de transformações, é essa transformação, esse amor pela cidade que hoje bate à sua porta. Esperamos que agora ela não seja trancada.

Movimento Existe Amor em SP!
http://mariafro.com/2013/06/14/carta-aberta-do-movimento-existeamoremsp-ao-prefeito-fernando-haddad/

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Para você que reluta em votar no PT: por que eleger Haddad prefeito e Nabil Bonduki vereador em São Paulo?

Por Raquel Rolnik

Via Bruno Perdigão

Não são poucas as pessoas que tendo, durante anos, acreditado e lutado para levar o Partido dos Trabalhadores (PT) e sua agenda de reformas ao poder no país, hoje se sentem, no mínimo, muito pouco estimuladas a votar em candidatos do partido. Para elas, em diferentes graus – da decepção ao ódio – testemunhar a mimetização do partido com a geleia geral do modo de fazer política no país é razão de indignação e rejeição a seus candidatos.

Infelizmente, a lógica dos fins que justificam os meios, da necessidade da governabilidade acima de tudo sob um presidencialismo de coalizão e um sistema político eleitoral arcaico, tem esvaziado aquilo que o PT prometia – o novo na política, a radicalização da democracia.

Entretanto, o momento eleitoral na cidade de São Paulo exige uma reflexão: nas eleições municipais, acreditar que o que está em jogo é ser contra ou a favor do PT é entrar justamente nesta lógica perversa e desqualificada da política brasileira. E a cidade? E São Paulo?

É na cidade e em seu destino nos próximos quatro anos que devemos refletir ao votar no próximo domingo. Apesar de um crescimento recorde do orçamento público e de uma disposição inédita dos cidadãos em se abrir para uma mudança de modelo de cidade, o mal estar urbano que vivemos hoje é o retrato dos limites e possibilidades da repetição da experiência Serra-Kassab. A cidade está melhor do que há 8 anos? Para quem?

Como uma espécie de fenômeno midiático, na esteira da redução das múltiplas dimensões da cidadania em apenas uma – o consumo, surge um candidato que denuncia o desrespeito aos direitos do consumidor. Russomano convence porque o desrespeito (ao cidadão, não ao consumidor) é real, porque a inauguração da obra é mais importante que a manutenção e os serviços… O problema é que não se conduz uma transformação da cidade com denúncias. O grande perigo – já vimos este filme! – é a eleição de uma espécie de candidatura-imagem no estilo das mais perversas manobras conservadoras que já vivemos.

E Fernando Haddad? É novo ou é velho? É novo ao priorizar e valorizar um projeto de cidade e procurar apresentá-lo no processo eleitoral; é novo ao se abrir para possibilidades mais amplas de transformação, ao não se apresentar como salvador da pátria e detentor de fórmulas mágicas. É novo porque, sendo novo na política, talvez não seja capturado pela lógica da reprodução dos mandatos a qualquer preço. É uma aposta!

Mas só será uma aposta se sua eleição for acompanhada pela eleição de uma bancada de vereadores também nova. Nova não no sentido de políticos que nunca tiveram mandatos, mas sim de uma Câmara Municipal qualificada, comprometida com as mudanças necessárias na política, inclusive dentro do PT. E como eu já afirmei aqui no blog, o candidato Nabil Bonduki tem exatamente este perfil.

Por isso, é em nome da cidade que ouso sugerir a você, que está com bode do PT, a votar em Haddad prefeito e Nabil Bonduki vereador no próximo dia 7. Por São Paulo!

sábado, 23 de junho de 2012

Marta virou a queridinha

Paulo Moreira Leite
Por Paulo Moreira Leite

Confesso que sempre achei uma baixaria quando chamavam Marta Suplicy de Martaxa.

Havia um preconceito óbvio, de teor sexista e reacionário, quando a frase “Relaxa e goza” foi transformada numa espécie de slogan permanente da então ministra do Turismo.

Também era uma indignidade reparar (quem esqueceu?) que as aplicações de botox, o figurino, a maquiagem e a tinta nos cabelos sempre foram assuntos prioritários em relação ao legado positivo de Marta em São Paulo, como o bilhete único, os Céus, e o Renda Mínima, embrião do Bolsa Família.

Mas confesso que a campanha atual de revalorização de Marta Suplicy é igualmente curiosa. Adversários que jamais a respeitaram e sempre retrataram sua herança de modo injusto e tendencioso agora tentam exibir a ex-prefeita como vítima de Lula.

Por que isso?

Porque se espera que Marta Suplicy auxilie a vencer o candidato escolhido por Lula. Querem que a ex-prefeita trabalhe para o adversário.

Essa é a questão que alimenta tanta hipocrisia.

Muitos adversários de Lula saíram humilhados da campanha de 2010, quando diziam que ele havia lançado um poste. Tentam, agora, uma revanche, capaz de lhes dar um pouco de oxigênio e voltar a fazer planos.

O próprio Lula tem boa parte da culpa, pois foi o primeiro a dizer que iria fazer de São Paulo sua prioridade, quebrando uma longa hegemonia que o PSDB construiu na cidade e também no Estado.

Não conseguiu unir o partido mas estimulou a união dos adversários.

Apostava-se no PT que Serra estaria fora da disputa, o que transformaria a eleição num concurso de novatos – o que seria favorável a Haddad. Mas o quadro mudou e não há como prever como o eleitor vai reagir a isso.

A possibilidade de derrotar um candidato com lastro presidencial tornou-se a prioridade número 1 da oposição em 2012.

Será a forma de tentar abrir caminho para 2014, até agora uma estrada íngrime, em que os presidenciáveis se mostram encolhidos diante da popularidade de Dilma.

O plano é transformar Marta Suplicy em cabo eleitoral de Serra, nem que seja pelo silêncio.

Essa é a discussão.



http://colunas.revistaepoca.globo.com/paulomoreiraleite/2012/06/07/marta-virou-a-queridinha/