Quem sou eu

Minha foto
Agrônomo, com interesses em música e política
Mostrando postagens com marcador Eleições 2012-Fortaleza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eleições 2012-Fortaleza. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

não é a urna, é o sistema: hacker mostra como mudar resultado da eleição, e diz que mudou em 2012


Por Silvio Meira

Parte da comunidade de informática brasileira interessada em eleições e voto eletrônico passou anos tentando mostrar ao TSE, autoridade eleitoral nacional, que havia uma [isso, uma] coisa errada no sistema eleitoral brasileiro e que esta “coisa” era o sistema como um todo, e não somente a urna eletrônica brasileira.

um comitê multidisciplinar independente enfrentou o problema ao analisar o sistema eleitoral brasileiro e concluiu, em 2009, que… 1. além do sistema de apuração rápida, que oferece aos brasileiros, o TSE deveria propiciar uma sistema eleitoral de apuração conferível pela sociedade civil; 2. há exagerada concentração de poderes no processo eleitoral brasileiro e 3. no atual sistema eleitoral brasileiro é impossível para os representantes da sociedade conferir e auditar o resultado da apuração eletrônica dos votos.

o comitê recomendou que se tomasse providências para 1. Propiciar separação mais clara de responsabilidades nas tarefas de normatizar, administrar e auditar o processo eleitoral brasileiro, deixando à Justiça Eleitoral apenas a tarefa de julgar o contencioso; 2. Possibilitar auditoria dos resultados eleitorais de forma totalmente independente das pessoas envolvidas na sua administração,e 3. Regulamentar detalhadamente o Princípio de Independência do Software em Sistemas Eleitorais, expresso na Lei 12.034/09, definindo claramente as regras de auditoria com o Voto Impresso Conferível pelo Eleitor. detalhes e mais links sobre o assunto neste link.

de 2009 pra cá, como antes das recomendações do comitê, nada de significativo foi feito para mudar o processo eleitoral. o mantra repetido pelo TSE, que confia na sua informática, é que as eleições brasileiras estão acima de qualquer suspeita.

antes das últimas eleições, um grupo de pesquisadores liderado por diego aranha, da UnB, descobriu como quebrar o sigilo da urna. para minimizar o problema, o TSE afirmou que nada havia sido “quebrado” e que era apenas mais um aspecto da urna que deveria ser melhorado. para o presidente do TSE, a quebra do sigilo da urna… “Foi dentro de um ambiente controlado. Isto numa situação real seria absolutamente impossível porque ele não teria acesso à fonte”.

em outubro passado, o blog fez uma só pergunta diego aranha: quais são suas principais críticas à segurança da urna eletrônica do TSE? e a resposta que ele nos enviou por emeio e publicada na íntegra, em outubro, é repetida a seguir em itálico, com negritos nossos.

Os principais problemas de segurança da urna eletrônica estão exatamente ligados aos dois requisitos fundamentais para a lisura das eleições: sigilo e integridade dos votos. Durante os testes de segurança, encontramos uma vulnerabilidade que nos permitiu derrotar o único mecanismo de segurança implementado na software da urna para proteção do sigilo do voto. Utilizando essa vulnerabilidade, minha equipe conseguiu recuperar a lista ordenada dos votos em eleições simuladas com até 475 eleitores a partir unicamente de informação pública, com impacto potencial até em eleições passadas. Além disso, detectamos outras fragilidades que abrem a possibilidade de adulteração ou substituição do software de votação por uma versão que conta os votos de forma desonesta. Todas as urnas eletrônicas do país compartilham uma mesma chave criptográfica que protege os seus dados mais críticos e esta chave está ainda disponível na porção desprotegida dos cartões de memória. Mesmo que corrigidas pontualmente, este conjunto de vulnerabilidades denuncia um processo de projeto e desenvolvimento de software defeituoso, incapaz de detectar trechos de código inseguros inseridos no software por acidente ou sabotagem e que descarta completamente a possibilidade de fraude promovida por agentes internos.

É certo que sistemas de votação puramente eletrônicos, como o adotado no Brasil, permitem apuração rápida, mas criam simultaneamente um cenário ideal para fraudes indetectáveis em larga escala. A velocidade de apuração nunca deve ter prioridade sobre a integridade do que é apurado. Para mitigar esse perigo, sugere-se aumentar a transparência atualmente insuficiente do nosso sistema por meio da reintrodução do voto impresso conferível pelo eleitor. Esse recurso consiste em apresentar uma versão materializada do voto para conferência dentro da cabine de votação e depósito automático em urna convencional. Assim, uma contagem manual posterior dos votos conferidos pode determinar se a contagem eletrônica foi feita corretamente, sem no entanto fornecer um comprovante que possa ser utilizado para violar o caráter secreto do voto. Além da verificação independente de resultados, é possível ainda realizar auditoria externa por fiscais eleitorais e recontagem de votos para resolver disputas. O Brasil é o único país do mundo que permanece utilizando significativamente sistemas de votação eletrônica que não fornecem um nível desejável de transparência.

o grupo de diego foi um dos que testou a urna, que é só uma parte do sistema.

qual foi uma das constatações do comitê independente? de que no atual sistema eleitoral brasileiro é impossível para os representantes da sociedade conferir e auditar o resultado da apuração eletrônica dos votos. sistema, e não só urna.

em um sistema opaco, sem auditoria independente, que se tornou parte essencial dos mecanismos de poder da nação e, com o passar do tempo, com cada vez mais gente sabendo cada vez mais sobre as mais variadas partes dos métodos, processos e do software que as implementam, e com muita gente, em eleições cada vez mais caras, interessadas em obter votos de forma mais, digamos, “efetiva”, era questão de tempo rolar um evento eu-não-disse, como parece que acaba de acontecer.

leia: um hacker, através de acesso ilegal e privilegiado à intranet da Justiça Eleitoral no Rio de Janeiro… interceptou os dados alimentadores do sistemade totalização e, após o retardo do envio desses dados aos computadores da Justiça Eleitoral, modificou resultados beneficiando candidatos emdetrimento de outros – sem nada ser oficialmente detectado.

o texto em itálico vermelho acima é do site do PDT, sobre seminário realizado no dia 10/12 pelos institutos de estudos políticos do PR e PDT do rio de janeiro.

a notícia continua, citando o hacker, que estaria sob proteção policial: “A gente entra na rede da Justiça Eleitoral quando os resultados estão sendo transmitidos para a totalização e, depois que 50% dos dados já foram transmitidos, atuamos. Modificamos resultados mesmo quando a totalização está prestes a ser fechada”. um ataque, portanto, à integridade do voto. você votou em X? o voto será de Y.

o “gente” poderia ser um só, na fala do dia a dia. mas o “modificamos”… preocupa. o “gente” são quantos, vindos de onde, que adquiriram conhecimento de quem e como, que atuaram em que eleições em 2012 [foram mais de 5.500 eleições…] e fizeram o que, a soldo de quem, com que resultado? se tiveram sucesso, quantos “eleitos”, diplomados pelos TREs, tiveram votos vitaminados pela “gente” amiga do hacker? mais: em um sistema em que é impossível para os representantes da sociedade conferir e auditar o resultado da apuração eletrônica dos votos, se o TSE nos disser que que não houve nenhuma fraude, vamos acreditar? agora que parece que temos um agente confessando que perpetrou uma, e das graves?…

segundo o hacker do rio, a atuação da “gente” era em prol de clientes da região dos lagos, lá. só isso já merece ampla e profunda investigação, que deveria ocorrer da forma mais aberta e transparente possível. estamos chegando a um ponto em que não dá mais para sustentar que um sistema do porte e importância do que elege os brasileiros que vão nos representar e administrar o país esteja sob qualquer tipo de suspeita. e também já não dá mais para sustentar, na base da crença e discursos, que o sistema não tem furos, é à prova da “gente” lá do hacker, os do rio ou outros, talvez mais contidos, que estão escondidos pelo brasil afora.

o sistema eleitoral brasileiro, todo ele, das regras e atribuições dos agentes até os componentes de hardware, software, logística, segurança… precisa de uma real e urgente revisão, com toda transparência do mundo, para que se ache as falhas que for possível achar e as corrijamos pela raiz. ou para que, todos juntos e ao mesmo tempo, em um processo aberto a todos, comemoremos que verdadeiramente não há falhas. e que este menino do rio não passa de um calor que provoca arrepio. no verão, na praia. e não na democracia brasileira.
http://terramagazine.terra.com.br/silviomeira/blog/2012/12/12/no-a-urna-o-sistema-hacker-mostra-como-mudar-resultado-da-eleio-e-diz-que-mudou-em-2012/

terça-feira, 13 de novembro de 2012

O voto de Laís

Por Vólia Barreira

O conceito de cidadania surgiu na Grécia de Platão e Aristóteles e, a partir dele, eram considerados cidadãos, todos aqueles que estivessem em condições de opinar sobre os rumos da sociedade.

Daí, até a minha mãe poder exercer seu direito de cidadã, através do voto, a história percorreu um longo caminho, que teve início em 1555, quando então, o voto no Brasil só era exercido pelos nobres, militares e ricos comerciantes do sexo masculino, até 1932 quando, finalmente, as mulheres conquistaram o direito de eleger seus representantes.

De lá para cá, ela nunca deixou de exercer esse direito, e continua a fazê-lo aos 96 anos, embora desobrigada por força da lei, há 26 anos.

Essa é Laís Aires Barreira, no segundo turno da eleição para prefeito de Fortaleza (2012), participando integralmente da vida social e política da cidade, consciente de que o exercício da cidadania é um direito e uma conquista da qual não se pode abrir mão.

Vólia Barreira 








quarta-feira, 7 de novembro de 2012

NOTA ABERTA À DIREÇÃO DO SINDICATO DOS MÉDICOS DO ESTADO DO CEARÁ E A QUEM MAIS INTERESSAR POSSA.

A luta da nossa categoria pelo soerguimento do Sindicato dos Médicos e pela democratização das entidades médicas conduzida por importantes personalidades médicas sob a liderança do saudoso Dr. Paulo Marcelo Martins Rodrigues, acontecida a época da ditadura e nos anos da chamada “abertura lenta gradual e progressiva”, certamente não foi lembrada pelo presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Ceará, quando decidiu gravar um depoimento público na TV em favor de um candidato a prefeito de Fortaleza. Se respeitasse a historia das lutas da categoria e a isenção que as entidades de uma categoria como a nossa devem manter diante de disputas político-partidárias, jamais teria instrumentalizado o SIMEC, como fez no programa eleitoral que foi ao ar em 18 de outubro recente, Dia dos Médicos.

A decisão de tão desprendida e generosa contribuição no seu pungente depoimento, não foi discutida e nem decidida pela direção do sindicato. Caso tivesse sido uma decisão coletiva, o fato seria ainda mais grave, pois nem uma assembléia geral poderia vir a assumir tal postura.

Inaceitável, do ponto de vista ético, a farsa montada pelo dirigente sindical, numa postura de aparente isenção, ao convidar os dois candidatos para apresentarem suas propostas no auditório do SIMEC, no mesmo dia em que fez a gravação do programa na sede do sindicato.

Agride e subestima a nossa inteligência , o presidente do SIMEC, apresentar-se num programa de campanha eleitoral , em apoio indisfarçável àquele candidato, jogando todo o seu ódio e frustração política à gestão municipal, num discurso manipulador, omitindo situações graves que existentes em unidades de saúde sob a gestão da Secretaria de Saúde do Estado, em particular a do Hospital Geral de Fortaleza.

Risível a tentativa de dissociar a sua representação como Presidente do SIMEC ao identificar-se no vídeo como MÉDICO DA REDE MUNICIPAL DE SAÚDE . As duas identidades deste cidadão tem o mesmo CPF, o mesmo RG e o mesmo registro no Conselho Regional de Medicina.

Diante deste acontecimento, nos dirigimos à diretoria do nosso sindicato para comunicar a nossa desfiliação. Sentimo-nos desrespeitados e certamente outros filiados também, pela postura do presidente desta entidade em total desrespeito ao direito de livre arbítrio de seus associados.

Na oportunidade ainda queremos acreditar que, diante do comportamento acintosamente partidário do presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Ceará e da benevolência com que vem tratando os problemas existentes na rede estadual, a direção do Simec e seus associados não irão tolerar nem permitir que tal postura se alargue à nova gestão municipal de Fortaleza, pelo apoio que publicamente vem oferecendo ao candidato eleito.

Fortaleza 06 de novembro de 2012

Alexandre José Mont’Alverne Silva — CREMEC 3489
Helly Pinheiro Ellery — CREMEC 4373
Mário Mamede Filho — CREMEC 1670
Maria Vaudelice Mota — CREMEC 2740
Urico Gadelha de Oliveira Neto — CREMEC 2858.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O Simec e as eleições

Por Urico Gadelha
Urico Gadelha

Participei diretamente das lutas do Simec (Sindicato dos Médicos do Estado do Ceará) de 1987 até a primeira metade dos anos 2000; iniciei minha participação na diretoria do sindicato compondo a chapa de meu saudoso amigo/irmão Chico Monteiro, Chico Passeata como todos o conheciam.

Ocupei vários cargos ao longo de minha vida sindical e cheguei a ser vicie-presidente por dois mandatos consecutivos; em 1995 cheguei a responder pela presidência do Simec por quatro meses em virtude da licença gestante de nossa presidente, Teresinha Braga Monte.

Atravessamos vários períodos eleitorais, tanto eleições majoritárias como eleições proporcionais, houve até situação de membro da diretoria candidatando-se a Deputado Estadual, caso específico do colega João Ananias; tivemos eleições para prefeito com Inácio Arruda, esposo de Teresinha, na disputa direta pelo cargo de prefeito; nenhuma dessas situações nos levaram a tirar o nosso sindicato de sua independência com relação às eleições, nunca o atrelando a qualquer que fosse a candidatura, mesmo em ocasiões em que todos os diretores apoiavam o mesmo candidato.

Nossa visão era clara: O cidadão tem partido ou candidato,o sindicato tem lutas e propostas para a Saúde; nossas propostas sempre foram disponibilizadas publicamente a qualquer que fosse a candidatura. Esta nossa postura garantiu-nos a altivez necessária para o assento nas mesas de negociações com nossos empregadores fossem eles do setor público ou privado e, mais ainda, contávamos com o respaldo do majoritário de nossa categoria.

Triste e repugnado vejo hoje o presidente do Simec, esquecendo toda uma história de lutas e independência pela qual deveria zelar e respeitar, atendendo a interesses outros que não os da categoria, atrela o sindicato a uma candidatura. Grotesco e ofensivo à inteligência de qualquer cidadão o pretexto de que não atrelara o sindicato a qualquer candidatura e que apenas se postara como médico sobre os graves problemas de nossa saúde pública. Não explica o fato de tal gravação se dar necessariamente na própria sede do sindicato e seria de todo inútil tentar explicar; o próprio paladino da saúde pública sabe que quanto a isto ele não teria vontade própria, não atenderia aos interesses da candidatura e o presidente do Simec bem sabia disto, eis porque nada falou a seus pares de diretoria e gravou tudo à solapa numa profissão de fé e fidelidade neocirista.

Um dia Ciro Gomes falou que os médicos são igual a sal: branco, barato e encontrável em qualquer esquina. 
A atitude do presidente do Simec diz bem o que ele pensa disto.

sábado, 3 de novembro de 2012

Porque hoje é sábado

Por Marcus Vinicius

Para os que contribuíram com a vitória de Roberto Claúdio. Eu vou de Paulinho da Viola.



Perder e Ganhar ( Paulinho da Viola)

Perdi mas uma vez
Agora quero prosseguir em paz
Tanto que falei, lutei
Mas obrigar jamais
Fazer o que eu fiz
Nem adianta contar
Tudo de bom pra você
Eu desejo porque
Sei perder e ganhar

Felicidade há de voltar para mim
Vou me livrar da tristeza
Com toda certeza
Um dia ela pode ter fim

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A Ilusão da Polis

Por Rogério Lama

Se tem uma ilusão que carregamos em período eleitoral, é a de que falamos por todos. Todo nosso discurso de defesa do candidato X em detrimento do candidato Y vem carregado da aura de ¨vai ser melhor para a cidade¨. E é dessa ilusão que quero falar.

Embora eu admita que gostaria de ser convencido do contrário, todo posicionamento político é absolutamente personalista. Para cada um, tudo o que é bom para a cidade tem que ser, antes de qualquer coisa, o melhor para o indivíduo. E ai desmorona qualquer tentativa de discurso coletivista.

Como diria meu amigo Wagner Viana, “a percepção de administração municipal é incapaz de transbordar a relação pessoal que se tem com ela”. E é ai que caímos todos na vala comum. Como o câncer que redime ricos e pobres, azuis e amarelos, leão e vovô.

Nas eleições de 2012 tipifiquei algumas características dentre eleitores manifestos e os aglutinei assim:


  • Há os ocupantes de cargos comissionados, que são pressionados sobretudo pelo vencimento da própria conta de luz, muito mais do que pela convocação da prefeita e/ou governador para a campanha.

  • Temos também os autônomos que levaram calote da prefeitura e transformaram a lide em dívida de sangue. Esses preferem um qualquer um administrando a cidade ao candidato da prefeita.

  • Existem também os eleitores da ¨Fortaleza Invisível¨. Esses foram os que causaram maior espanto nas pesquisas. Não se posicionam no Facebook, nem tampouco conhecemos o nome do bairro em que moram. Desses, rapidamente de depreendeu que são burros e não sabem votar. Ora, se não sabíamos nem que existiam, de onde tiramos conclusão tão clara? A Fortaleza Invisível seguramente travou uma boa relação com a prefeitura e foi sim beneficiada de alguma forma. Escola? Posto de Saúde? Foda-se. Ninguém estava interessado neles até que o momento em que atravessaram o processo eleitoral.

  • Um outro grupo de eleitores ainda em formação é aquele que virou as costas para os terminais de integração de ônibus. Agora se locomovem de carro e sua relação com a prefeitura se resume a pleitear mais asfalto e mais estacionamento. Não faz muito tempo que motoristas da cidade se juntaram para fazer o protesto mais elitista/bizarro que já vi. Quem tinha carro pra andar, faria um desfile pela cidade a fim de mostrar para a prefeita a quantidade de buracos na nossa malha asfáltica. Ora, faltou ai um protesto dos usuários de transporte público pedindo a prefeita que varresse das ruas metade dos carros 4X4 guiados por apenas uma pessoa. 

  • Dentre outros grupos menores e não menos individualistas, está um em que me encontro. O grupo que não espera outra coisa da administração de Fortaleza que não o fomento da Arte. Fica difícil até comparar com administrações anteriores, já que a maioria das ações da prefeitura saíram do zero. O que ocorre é que hoje a prefeitura sedimentou espaços e eventos para a apreciação da arte como o Mercado dos Pinhões e o anexo utilizado para o DeVerCidade, Lago Jacarey, Anfiteatro Flavio Pontes, Parque Adahil Barreto, Passeio Publico e Mercado do Joaquim Távora para ficar em alguns. Em todos esses espaços eu pude apreciar espetáculos gratuitamente. Sem contar com o Pré Carnaval, possivelmente o evento mais democrático que essa cidade já teve. E antes que venham com a clássica esparrela, pão e circo é o caralho. A arte desenvolve sim a capacidade de critica.
  • Nesses termos, não tendo ouvido nenhuma contraproposta do candidato do PSB que me apetecesse, não me resta muito mais a refletir.

  • VOTO ELMANO 13

Texto publicado originalmente no Facebook em 27 de outubro de 2012

Erasmo Carlos - É Preciso Dar Um Jeito Meu Amigo.

Por Márcio Caetano


"eu queria dizer tanta coisa ... mas vou só cantar essa música .. escutem que ela me diz ____ bjs"




Erasmo Carlos - É Preciso Dar Um Jeito Meu Amigo

Eu cheguei de muito longe
E a viagem foi tão longa
E na minha caminhada
obstáculos na estrada mas enfim aqui estou

Mas estou envergonhado
Com as coisas que eu vi
Mas não vou ficar calado no conforto
acomodado como tantos por aí

É preciso dar um jeito, meu amigo
É preciso dar um jeito, meu amigo

Descansar não adianta
Quando a gente se levanta quanta coisa aconteceu

As crianças são levadas pela mão de gente grande
Quem me trouxe até agora me deixou
e foi embora como tantos por aí

é preciso dar um jeito, meu amigo
é preciso dar um jeito, meu amigo

Descansar não adianta
quando a gente se levanta quanta coisa aconteceu...

Mente quieta, espinha ereta, coração traquilo.

Por Felipe Araújo
Alô, rapaziada boa, vamos pra vida. E pra luta! Tempos muito, muito difíceis virão. Mas a gente tem a música, a poesia e os afetos verdadeiros. Fiquemos todos, como Walter Franco, com a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo. Mas sempre vigilantes e fortes. Renovemos todos os dias nosso compromisso real com o popular, o honesto, o belo e o fraterno. Somos metade de uma cidade linda. Somos a banda mais linda da Cidade. Somos tantos, então. Faz escuro mas eu canto. A partir de hoje, voltamos a ser os passarinhos de Quintana. Sigamos...

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Os números como as cartas não mentem... porém não dizem tudo

Por Marcus Vinicius

Não tenho a menor ideia se a imagem abaixo foi feita por um indivíduo ou por um grupo político. Ela circula nas redes ditas sociais. Quem a compartilha deve concordar com tamanha besteira. 
O fato é que assim como as cartas, os números não mentem jamais. É vero. 
Porém não dizem tudo.
E, os números da imagem são verdadeiros, of course. 


A manipulação está em considerar todas as abstenções, votos nulos e votos em branco em protesto. O que mais se aproxima do protesto são os votos nulos e mesmo assim está faixa histórica de 4%. Aliás como o restante dos ditos votos de "protestos". E, vamos combinar, não tem derrota histórica da política! como se afirma na imagem.

Vejamos alguns dados :
Em 1994 - tivemos 22% de abstenções no Ceará, 12,85% brancos e 7,77 % de votos nulos. 
Em 2010 - 15,80% abstenções, 3,06% brancos e 4,99% nulos.
Em 2008 - 14,065 abstenções, 2,27 % brancos e 5,02% nulos.
Os dados de 2012: tivemos em Fortaleza, 16,02% de abstenções, 2,92% de brancos e 4,69% de nulos, no primeiro turno. 

No segundo turno, temos a pregação do voto nulo, por alguns candidatos e isso não me levaria a afirmar que os votos nulos em 28 de outubro serão a soma dos 4,69%  que votaram nulo no primeiro turno + as votações obtidas pelos candidatos que pregam voto nulo no segundo turno.

Numa eleição polarizada, pelas regras do jogo (o segundo turno) , a tendência é que os índices do primeiro turno baixem.

PS - Um bom exercício para mostrar que o percentual obtido por cada candidato cai é quando se divide o número de votos obtidos pelo total de eleitores. 
Mas este cálculo ninguém faz. Prefere-se , entretanto o percentual obtido com os votos válidos que são os que votaram menos os nulos e os brancos.


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Servidores comissionados: Justiça nega pedido do promotor Ricardo Rocha



do informe da Prefeitura de Fortaleza


O juiz Marcelo Roseno de Oliveira, da 9ª Vara da Fazenda Pública, negou pedido feito pelo promotor Ricardo Rocha de bloqueio dos bens de oito servidores comissionados da Prefeitura de Fortaleza, entre eles a Prefeita Luizianne Lins e o candidato à Prefeitura pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Elmano de Freitas. O pedido, negado pela justiça, faz parte de uma ação de improbidade administrativa movida pelo MP-CE, com base em uma denúncia anônima, contra os servidores.

De acordo com o magistrado, a solicitação de indisponibilidade dos bens, feita antes que um processo de investigação, ainda em curso no Tribunal de Contas do Município (TCM), fosse concluído, é inconcebível. Na documentação fornecida pelo próprio promotor, inclusive, há a ressalva de que as possíveis irregularidades constatadas poderão sofrer alterações ao longo do processo, já que os acusados ainda estão no prazo garantido por lei para apresentar suas defesas.

A decisão também aponta não haver necessidade de intimação, feita pelo promotor Ricardo Rocha, para que o TCM forneça em um prazo de 15 dias “a relação de todos os servidores que acumulam cargos de forma ilegal”. Segundo ele, essa “urgência alegada parece perder força diante da constatação de que o próprio Ministério Público poderia ter requisitado do TCM essas informações” - sem necessidade de intimação judicial -, o que não foi feito.

Outra exigência do promotor, de que “todos esses servidores que acumulam cargos de forma ilegal” façam opção por um deles no prazo de 30 dias, é questionada pelo magistrado. “É medida que está condicionada à demonstração de verossimilhança da alegação, o que será aquilatado após a manifestação dos promovidos”, explica o juiz.

Defesa questiona ação

Na ação de improbidade movida pelo promotor Ricardo Rocha, a defesa dos servidores acusados solicitou o arquivamento do processo alegando que há uma incompatibilidade entre o sistema do TCM e o da Prefeitura de Fortaleza, o que gera equívocos na interpretação da carga horária trabalhada. Além disso, o problema ocorre com mais de 3 mil servidores, mas o promotor destacou apenas oito pessoas, entre eles a Prefeita Luizianne Lins e o candidato do Partido dos Trabalhadores, Elmano de Freitas.
O problema do suposto acúmulo de cargos de servidores comissionados já foi tema de inquérito do Ministério Público de Contas (MPC), que abriu processo contra o diretor geral da Guarda Municipal de Fortaleza, Arimá Rocha. No entanto, a 1ª Inspetoria da Diretoria de Fiscalização (DIRFI) do Tribunal de Contas do Município (TCM), após analisar informações fornecidas pelo servidor, posicionou-se pelo arquivamento do processo diante dos esclarecimentos apresentados, tendo sido esse o mesmo entendimento do MPC.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Nos Bastidores

 por Marcos Coimbra

Daqui a três semanas, a campanha dos candidatos a prefeito das capitais entra em uma nova etapa. Na quarta feira, 22 de agosto, começa, nas emissoras de televisão aberta e de rádio, a veiculação daquilo que nossa legislação chama “programas eleitorais”.

De lá até 3 de outubro - sempre às segundas, quartas e sextas -, a Justiça Eleitoral reserva uma hora ao dia - sendo meia hora no horário do almoço e meia hora à noite - para que os partidos e coligações apresentem os candidatos e exponham seus planos e propostas para administrar as cidades. Todas as emissoras são obrigadas a entrar em rede para fazer a difusão.

Como o nome indica, são “programas”, com hora marcada para começar e acabar. Quem os assiste ou ouve é porque quer. Normalmente, as pessoas que têm interesse elevado pela eleição.

O componente mais importante da propaganda eleitoral tem seu início, no entanto, um dia antes. Na terça, 21 de agosto, entram no ar os comerciais dos candidatos a prefeito.

Designados “inserções” pela legislação, ocupam, no total, meia hora ao dia, mas são veiculados de domingo a domingo. Em uma semana, somam, portanto, três horas e meia - mais que o tempo agregado dos programas eleitorais.

Elas são distribuídas nos intervalos da programação normal das emissoras, da manhã à noite, junto com as mensagens de patrocinadores e sem aviso. Por isso, qualquer pessoa que veja televisão ou ouça rádio termina por ser exposta a elas - mesmo as que não têm a menor curiosidade por temas políticos (e não assistem aos programas).

Combinando programas e inserções, o eleitor comum é exposto a seis horas e meia de propaganda por semana dos candidatos a prefeito - em cada uma das emissoras de televisão e de rádio que existem no município. E a mais três horas semanais dos programas dos candidatos a vereador, que frequentemente fazem a divulgação dos nomes e marcas dos que concorrem às prefeituras (pois são, habitualmente, as campanhas majoritárias que arcam com os custos de produção de TV das proporcionais).

O que isso quer dizer é que o candidato de uma coligação de partidos com bancadas grandes terá, de 21 de agosto em diante, mais tempo nos meios de comunicação de massa que qualquer anunciante, por maior que seja. Em alguns casos, suficiente para fazer com que uma coisa desconhecida rapidamente se torne familiar para o eleitorado inteiro da cidade.

Não há como comparar o momento que vivemos com esse. Por mais que um candidato se desdobre, por maior que seja sua disposição para percorrer bairros e regiões, por mais carreatas, caminhadas e visitas que sua agenda suportar, por mais enraizado que seu partido for, tudo que fizer até 20 de agosto, é quase nada em comparação com um só dia de televisão.

É por isso que os prognósticos eleitorais baseados nas pesquisas feitas atualmente são tão imprecisos e costumam errar. Pela nossa experiência dos últimos anos, somente em casos excepcionais quem lidera antes de agosto termina vencedor.

Isso, no entanto, não quer dizer que as campanhas dispensem as pesquisas na fase em que estamos. Pelo contrário.

Nas cidades maiores e nas candidaturas com maior capacidade de mobilização, a regra é de intensa atividade nos bastidores, com os profissionais de marketing fazendo uso constante de pesquisas para definir as estratégias de apresentação dos candidatos na televisão.

Cada elemento costuma ser previamente testado - das cores à programação visual, da marca ao slogan, da música às fotos. Tudo pode ser pesquisado, sempre buscando aumentar a eficácia da comunicação.

Bons programas eleitorais e boas inserções requerem trabalho feito com antecedência - e muita pesquisa. Mas não ganham a eleição.

Isso são outros quinhentos.


Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

terça-feira, 31 de julho de 2012

M. Fortal X - o povo aderindo

Por Marcus Vinicius

M. Fortal X,  promete, se eleito fosse, e se fosse candidato, proibir Caranguejo as quintas à noite.
Caranguejo só aos sábados e domingos de dia. 
Preservação da espécie e bom gosto é a justificativa do candidato. Não tem nada mais cafona que caranguejo à noite e M.Fortal X é radicalmente contra a cafonice.
O povo abaixo apoia a iniciativa do candidato.






sexta-feira, 20 de julho de 2012

Mais propostas de M. Fortal X - O candidato a prefeito traído pela assessoria

Por Marcus Vinicius


Neste segundo capítulo, M. Fortal X apresenta mais propostas para Fortaleza:
  • Criação de zonas peatonais ( zonas de pedestres - é que minha cabeça ainda está em Buenos Aires) inicialmente proponho três zonas:

  1. Zona 1 - trecho da rua Norvinda Pires entre as ruas Torres Câmara e Desembargador Leite Albuquerque,  a partir das 18 horas de sexta às 18 horas de domingo.
  2. Zona 2 - Av. Beira-Mar de uso exclusivo para pedrestres aos domingos das 6 as 18 horas. (discutirei com a comunidade o acesso de moradores e ocupantes dos hotéis)
  3. Zona 3 - O quadrilátero formado pelas ruas Floriano Peixoto, São Paulo, Senador Pompeu e Pedro I. ( óbvio que o acesso dos bombeiros estará garantida )

  • Ressurreição de rios e riachos da cidade de Fortaleza. Inicialmente ressucitaremos os riachos Pajeú, Jacarecanga e Macéio. É acabar com os canais subterrâneos e trazer à tona os rios e riachos que cortam a cidade.
  • No meu tempo, capar o gato significava se retirar rapidamente. Hoje é programa de governo. Nunca antes na história dessa cidade os gatos foram tão comentados. Minha candidatura não vai capar gato nenhum, que nos programas de governo aparecem como esterilização. É uma violência sem par contra os bichanos. Coloque a coisa em si e verás. Meu lema será quem criou o gato que o embale. Para os caninos tudo e para os bichanos nada? Vou na contra-mão sem medo de ser multado. Pela convivência e integração dos gatos à cidade.
  • Recuperação do Marco Zero da Cidade - Se Recife tem o seu, cadê o nosso ?  Ele fica numa área "ocupada" por um pequeno estaleiro e um hotel. Recuperarei o nosso Marco Zero, e, para tanto o pequeno estaleiro e parte do hotel serão retirados de lá. O Ceará Music passará a se chamar "Música em Fortaleza" e será, não em um hotel, mas em um mega espaço público
  • Tombamento de algumas linhas de ônibus - as primeiras delas as linhas Circular 1 e 2. Esta providência se impõe de modo a manter as características básicas das linhas: os ônibus nunca estão, só tocam boa música boa e passa de 5 em 5 minutos nas paradas. Deixar tudo nas mãos das licitações não é bom. Veja o que aconteceu com a linha do Aeroporto.

  • Construção de pistas de patins e skate lá no aterrinho da Praia de Iracema, pois Calçada é para pedestres.

  • Fortaleza,  a Capital do riso - na verdade são dois programas. Um, mais amplo de saúde bucal e o outro de formação de comediantes, através da Universidade do Riso Chico Anísio (a ser criada). O programa de saúde bucal é fundamental para a viabilização do segundo. 
  • Todo apoio ao maior Pré-Carnaval do País - Está consolidado. Mas esta proposta tem muito a ver com meu amigo Marvioli. Foi o único pedido que ele me fez. E, não se abandona um amigo. Ele está divulgando minhas propostas em seu blog. É o velho "Uma mão lava a outra".
  • Apreensão de Paredões de Som - Intolerância 1000  - Continuaremos prendendo os carros de som que atrapalham o Pré-Carnaval, Carnaval, São João, Natal. Enfim, cumprir a Lei e dever do governante.
  • Uma de minhas metas mais ousadas: Superar Copacabana na festa do Reveillon de 2014. Para além do palco principal colocarei ao longo do aterro da PI tendas para música eletrônica, outra pra samba, outra pra forró e quicá, bolero.
  • Carnaval em Fortaleza:
  1. Criação da Medalha - "Eu fui o primeiro a revitalizar..." (máximo de 50 medalhas)
  2. O palco principal da festa de Carnaval não será, nem poderá ser, cópia do RecBit
  3. Os shows, nos pólos, serão feitos por artistas ligados ao carnaval, ao samba ao frevo.
  4. Ampliaremos os pólos carvavalescos para 12.
  5. A praça do Ferreira será o polo principal.
  6. Maior incentivo ao blocos do pré para que participem do carnaval.
  7. Criação de um polo "mela-mela"  em toda a praia do Futuro. 
  8. Todo apoio aos Maracatus
  9. Linha de ônibus especial, gratuito, ligando os pólos Benfica, Domingos Olímpio, Praça do Ferreira e Praia de Iracema. É carnaval indo e voltando.

terça-feira, 13 de março de 2012

Eleições 2012 (1) - O debate e um novo jeito de governar

Iniciamos com o artigo do Leonardo Sampaio, publicado no O POVO,  uma série de postagens, Eleições 2012 - Fortaleza (Marcus Vinicius)


Por Leonardo Sampaio


Estamos em um ano eleitoral no qual o debate político administrativo e ideológico deve ser o eixo da discussão a partir de projetos transformadores que apresentem metodologia participativa com visão intersetorial e que apontem propostas de gestão para além do criticismo, muitas vezes vazio, distante da realidade e que costuma tomar o momento de eleição.

A crítica é bem-vinda quando ajuda a refletir e a corrigir algo que possa passar despercebido, ou até mesmo quando desperta para tirar da comodidade. A crítica também pode ser cega, raivosa, destrutiva, vingativa, maldosa, mentirosa, descabida e ainda pode ter como propósito manipular e desinformar com falácias desproporcionais à realidade.

A crítica muitas vezes tem o propósito de desinformar. Nesse caso, apresenta-se com certa sutileza. Mas bastaria um pouquinho de senso crítico do observador para perceber se está se levando em conta o funcionamento da máquina pública da forma como ela é, departamentalizada, ou seja, o que é de um setor não pode ser gasto no outro, por exemplo.

Para que a máquina administrativa funcione como um todo, todas as peças são importantes. A grande dificuldade das administrações públicas é engrenar todas as peças, a partir da intersetorialidade, onde o conjunto das ações esteja interligado e com olhar da sociedade, já que a população entende a gestão pública como um todo, na sua integralidade, tendo como base suas necessidades.

É daí de onde deve partir o debate político administrativo e ideológico apontando para um novo jeito de governar a máquina pública, prevendo desenvolvimento ecológico e sustentável e equipamentos tecnológicos modernos, que garantam formação, capacitação, atendimento, emprego e renda direcionados à juventude.

Esse novo jeito de governar precisa fazer parcerias com as esferas federal e estadual, com a iniciativa privada e com o terceiro setor para oferecer qualidade nos serviços e melhoria de vida à população.

O debate deve ser nessa linha de raciocínio e não apenas na visão eleitoreira. É preciso com inteligência elevar o nível das discussões políticas, porque a crítica não pode ser cega, nem a sociedade pode se acomodar. Tem que debater, criticar, propor e participar como protagonista de um novo modelo de gestão pública que proporcione direitos e acima de tudo busque a emancipação humana.
http://www.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2012/03/13/noticiasjornalopiniao,2800592/o-debate-e-um-novo-jeito-de-governar.shtml