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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Vou sair na sua escola

via Felipe Araújo.

"Lindo demais! Cartola, Monarco, Geraldo babão, Aniceto do Império, Elton Medeiros, Xangô da Mangueira, Clamentina, Mano Décio da VIola, Wilson Moreira, Dona Yvone e outros mais, tudo junto e misturado. "FA


domingo, 25 de dezembro de 2011

Os Passistas (Caetano Veloso)


Por Alfredo Pessoa

Esta belíssima obra de Caetano também fala de carnaval, homenageia os passistas, brinca com os anagramas de roda, amas e Roma e decreta Rio e Salvador como as cidades mais belas do Brasil. É um excelente samba com arranjo de Jaques Morelembaum, percebam as pitadas de afoxé. Notem que cantá-la não é extremamente fácil, devido as palavras difíceis que Veloso encaixou no compasso.
Os Passistas (Caetano Veloso)
C6/7+
Vem,          Cº           Dm7/9          Bbm6
Eu vou pousar a mão no teu quadril
                          Dm7/9
Multiplicar-te os pés por muitos mil
G7/13        G7/5+
Fita o céu,
Cº   C7+ Gm7 C7/9         F7+ Fm6
Ro...da: a Dor.....Define nossa vida toda
                        Em7
Mas estes passos lançam moda
    A7(5+/9-) Dm7/9     G7(5+/9-) C6/7+
E dirão ao    mundo por onde      ir.

Às vezes tu te voltas para mim                    
Na dança, sem te dares conta enfim
Que também    
A...mas, Mas, ah!...Somos apenas 2 mulatos         
Fazendo poses nos retratos
Que a luz da vida imprimiu de    nós.

Bb7/13                               Eb7+/9
Se desbotássemos, outros revelar-nos-íamos no Carnaval.
Ebm7                Ab7                  Db7+/9           
Roubemo-nos ao deus Tempo e nos demos de graça à 
         F7     G7
beleza total, vem 

C6/7+
Nós,
Cartão-postal com touros em Madri,
O Corcovado e o Redentor daqui,
Salvador,
Ro...ma, Amor....Onde que que estejamos juntos
Multiplicar-se-ão assuntos de mãos e    pés
E desvãos do ser.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O grito de independência


Por Felipe Araújo

O dia 2 de dezembro é o dia do grito de independência dos sambistas. Poucos gêneros musicais conseguem guardar tamanha autonomia em relação ao grand monde da indústria cultural quanto o samba. Com a mesma luminosidade em termos de criatividade, a mesma vitalidade em termos de circuito independente de shows e o mesmo grau de fidelidade de público, consigo pensar apenas no rock alternativo e no hip hop.

Não gosto muito da expressão samba “de raiz”, mas na falta de um termo mais preciso, é nele que fio a diferença com o chamado “pagode”, esse, sim, tão irrelevante e fugaz quanto obsequioso com as rádios populares, programas de TV e revistas de celebridades. Há, no outro extremo, um tanto de preconceito que confunde o cânone do samba com o cânone da chamada MPB, como se esse estivesse a legitimar aquele – e aí o caso é de ignorância mineral em relação a uma riquíssima tradição de compositores suburbanos e rurais que nunca tiveram vista para o mar.

Ilustração do imenso LAN
O samba “de raiz”, aquele que carrega consigo relevância estética e que, a meu ver, deve ser celebrado nessa data, também se configura como importante expressão cultural brasileira. Pelo simbolismo de sua tradição e pelas marcas que deixou em nossa história – ou pelo modo como se deixou impregnar por ela. Mas, a preço de hoje, também pela arte do(s) encontro(s) que promove. O (já recorrente) renascimento do samba atualmente acontece nas rodas (acústicas, sobretudo) dos subúrbios do País, reocupando espaços públicos e reinventando os fluxos de pessoas em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Fortaleza - e não mais somente no seio da classe média que redescobriu a Lapa carioca, a Praia de Iracema e outros redutos.

São rodas que movimentam milhares de pessoas, que nos reconectam à inspiração de sambistas atemporais e que são reproduzidas em trabalhos de grupos recentes. São, enfim, recantos que promovem e renovam o samba em sua essência de comunhão e espontaneidade. Que hoje, nas palavras de Paulinho da Viola, bebamos do bom samba e saudemos sua independência.

http://www.opovo.com.br/app/opovo/vidaearte/2011/12/01/noticiavidaeartejornal,2346394/o-grito-de-independencia.shtml