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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Simplemente, Elis - samba da Vai-Vai 2015



Simplesmente, Elis
Compositores: Zeca do Cavaco, Zé Carlinhos e Ronaldinho FDQ

Reluziu, seu canto ecoou no meu Brasil
Cantora igual jamais se ouviu
Saracura a cantar, bem mais feliz
Simplesmente Elis

Carnaval a Bela Vista está em festa
Qua qua ra qua qua
Vem viajar, a hora é esta
Mergulhando na emoção
Encontrei inspiração
Divina voz, salve a rainha
Fiz Louvação em aquarela
Na passarela hoje tem arrastão

Upa neguinho na estrada é demais
Vou a romaria como nossos pais
De um falso brilhante eu fiz fantasia
Maria Maria

Águas de março a rolar
Trem azul vai passar, um sonho mais lindo
Na batucada da vida, um samba no Bexiga
Vai amanhecer
A cantar a dor o amor o bêbado e a equilibrista
A voz do povo diz que o show de todo artista
Tem que continuar
Glória fino da bossa com Jair só alegria
Hoje retrato em preto e branco na folia
A grande estrela deste meu país

segunda-feira, 17 de junho de 2013

‘Não podemos nos alinhar aos Datenas, Jabores e Pondés’

por Paulo Nogueira

Um militante do MPL alerta para a tentativa da direita de ‘adotar o movimento’ com interesses escusos.



Protestos em São Paulo

Desde o ato da última quinta-feira contra o aumento da passagem do transporte público em São Paulo, em que a violência e a repressão policial viraram notícia em todo o planeta, mais uma ameaça ronda o sucesso das manifestações organizadas pelo Movimento Passe Livre: a instrumentalização do povo.

A evidente mudança de postura da imprensa em relação aos protestos deve ser motivo de desconfiança, não de festa. Isso porque nos últimos dias imperou o comentário: “Agora até a grande mídia defende as manifestações”. Como se isso fosse algo positivo.

Por um lado, a máxima “não é só pelos 20 centavos” conseguiu convencer diversos setores da população a ir às ruas. Por outro, abriu uma questão polêmica: se o aumento da passagem foi só o estopim, o que mais nos incomoda? Quais são os reais motivos do fim da letargia política em São Paulo?

É fato, o reajuste do preço transporte só provocou a revolta necessária para que o paulistano percebesse o óbvio: política se faz nas ruas. No entanto, a recusa ao modelo de sociedade atual tem de ser deixada clara. Isso porque os perigos da apropriação do movimento são reais.

Na sua última edição, Veja contrariou sua linha editorial e se posicionou a favor das manifestações. Quando um veículo que representa o que há de mais reacionário na sociedade apoia movimentos sociais, há no mínimo um ponto de extrema relevância para refletir.

Mas as páginas de Veja só revelam a nova postura dos veículos da imprensa dominante: já que não podem mais controlar ou evitar a multidão, manipulam seus objetivos. De acordo com a revista, o descontentamento dos manifestantes se deve também à corrupção, à criminalidade… Falácia.

É evidente que essas questões também são importantes, mas os jovens que estão nas ruas estão preocupados com questões muito mais profundas. A juventude está mostrando que não quer compartilhar dos valores individualistas, consumistas e utilitaristas da geração de seus pais.

O grito dos jovens está longe de bradar contra os “mensaleiros”, contra a inflação, contra as políticas sociais de transferência de renda. O movimento é progressista por natureza e agora tem de saber lidar com uma ameaça feroz: a direitização.

O aparelho midiático que serve a esses interesses já foi acionado. A grande imprensa já está mobilizada para maquiar o movimento de acordo com um ideário conservador, por isso o povo precisa fazer seu recado ser entendido.

Sob hipótese nenhuma podemos nos alinhar aos Datenas, Jabores e Pondés.

O que queremos é derrubar as barreiras entre ricos e pobres, quebrar os muros entre centro e periferia, consolidar o povo como um ator político de importância ímpar e lutar por um Brasil com justiça social, sem desigualdade e com oportunidades iguais para todos e todas. Nada mais. E nada menos.

Vamos à luta!

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/nao-podemos-nos-alinhar-aos-datenas-jabores-e-pondes/

sexta-feira, 14 de junho de 2013

CARTA ABERTA AO PREFEITO FERNANDO HADDAD

Do Existe Amor em SP

CARTA ABERTA AO PREFEITO FERNANDO HADDAD

Sr. Prefeito
Uma parte de nós vêm, nos últimos dias, participando de manifestações de rua contra o aumento das passagens dos transportes urbanos. Mas a ampla adesão ao movimento mostra que não se trata apenas de 20 centavos. Não importa a nós, nem a um número crescente de cidadãos, se tal aumento foi abaixo da inflação. Estamos manifestando uma profunda insatisfação com esses serviços urbanos. Mas não apenas. É também a canalização de uma sensação represada de inconformismo, cada vez menos difuso, com os rumos políticos do país.

Não somos partidários do uso de métodos violentos. Nem nós, nem quase a totalidade dos manifestantes, eleitores ou opositores seus. Mas as atitudes da polícia militar, ontem, mostraram sem a menor sombra de dúvida que quem acredita na violência não é o MPL. É o Estado que demonstrou enxergar na agressão, na força bruta as únicas ferramentas de persuasão.

Em questão de minutos, sr. Prefeito, inúmeros relatos e imagens provam nosso ponto. Assista aos vídeos. Leia os depoimentos. Converse com paulistanos. A manifestação ocorreria em relativa tranquilidade, sem qualquer episódio de violência, baderna ou vandalismo, se a polícia não tomasse a iniciativa de abrir as hostilidades. Ferindo inclusive passantes, membros da imprensa com premeditação criminosa. Depredando o próprio equipamento policial para culpar os manifestantes. Está tudo documentado: a brutalidade seguiu por horas, com cidadãos inocentes sendo caçados como presas.

O governador Geraldo Alckmin já havia dito claramente que mandaria endurecer a repressão. Foi endossado, cobrado amplamente por editoriais nos dois grandes jornais da cidade. Eis nosso ponto, Haddad. De Alckmin, da Folha, do Estado de S. Paulo não esperávamos nada diferente. De você, sim.

Sua eleição representou para muitos um ato de possível ruptura política, de descontinuidade do estado policial que o governador e a antiga prefeitura nos oferecia. Nos causa enorme tristeza e decepção não vê-lo tomar uma posição que o afaste claramente de tais políticas repressivas. Vê-lo longe da cidade, em Paris, ecoando as palavras reacionárias de Alckmin, reproduzindo os mesmos adjetivos injustos, os mesmos clichês conservadores que, temos certeza, você já escutou em seu tempo de militância.
Tem ideia de como isso nos atinge?

Vivemos em uma metrópole exausta, à beira de um colapso físico e psico-social, que intimida, oprime, espanca e mata o melhor da sua juventude: moradores da periferia, ativistas, ciclistas, skatistas, grafiteiros, músicos… Que por tempo demais criminalizou nossas últimas reservas de potência, saúde e sanidade cidadã. Foi em nome dessa potência, Sr. Prefeito, que o senhor pediu votos. Não para defender o mesmo tipo de “ordem” autoritária e insensível que o governador e quem o elege representa.

O prefeito diz que tais manifestações não são maduras, pois não são capazes de apresentar lideranças. Pois lhe dizemos com toda franqueza: é você que não está sendo maduro.
Pois não compreende a nova lógica do ativismo, da auto-organização, da inteligência e da indignação coletivas. Não entende que sua resposta não será dada em uma mesa de negociações. Há outras formas de dialogar.

Não encarne o poder como seus antecessores. Não tema as ruas. Não acredite que ceder a elas é capitulação. Acredite, revogar esse aumento, começar uma séria revisão dos contratos e da política de transporte na cidade, será muito mais do que uma vitória dos movimentos sociais. Será uma vitória de São Paulo. Uma demonstração de que um governo popular é aquele que escuta o povo. Será uma pequena vitória da ideia de cidade que você diz manter.

Se em seus discursos você fez eco aos que disseram nas praças que Existe Amor em SP, se quer com essas palavras ser inspirador de transformações, é essa transformação, esse amor pela cidade que hoje bate à sua porta. Esperamos que agora ela não seja trancada.

Movimento Existe Amor em SP!
http://mariafro.com/2013/06/14/carta-aberta-do-movimento-existeamoremsp-ao-prefeito-fernando-haddad/

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Doutores da cozinha

Márcio Alemão
Por Márcio Alemão
Recebi de um leitor a informação de que temos um excelente chef afrodescendente no comando do restaurante Engenho das Águas, que fica no Grande Hotel São Pedro – Senac. O nome do jovem baiano é Jorge da Hora, que teve sua formação no próprio Senac. Não o conheço, mas a maneira como o leitor Antonio se referiu a ele me leva a crer que Jorge em breve receberá minha visita. Fiquei feliz, mas não muito. Ainda é pouco.
Também cometi uma injustiça ao não mencionar a Aldaci Dadá dos Santos, que há décadas, na Bahia, faz gente do mundo todo se sentir feliz em seus restaurantes.

Verdade seja dita: uma escola de Gastronomia não é barata.
Verdade 2 seja dita: a gastronomia talvez não tenha atingido o status que uma escola de Direito, Engenharia, Medicina oferece. Ser um doutor ainda soa mais promissor do que ser um chef.

Também é bem possível que, diante da vontade de o jovem seguir a carreira de chef, o pai venha lhe perguntar: “O quê? Você quer ser um cozinheiro?”
Essa barreira foi transposta por jovens de classe média alta. Já mencionei dezenas de vezes a fila de brasileiros na cozinha de Ferran e de outros grandes nomes da gastronomia mundial.

Cá entre nós: será que os pais desses jovens encheram o peito na hora de contar para os amigos? “Meu filho vai fazer faculdade de Gastronomia! Será um chef!” Ou terá sido de cabeça baixa? “Fazer o quê? Ele gosta! A minha parte eu fiz. Eu e a mãe dele cansamos de falar. Agora é com ele.”

A melhor resposta é bem provável que seja a soma de tudo. Ainda existe preconceito com relação à profissão. Ainda é caro adquirir uma boa formação nessa área. Bons cursos em universidades federais? Não conheço. Um dia será possível fazer opção por especializações?
Meu restaurante tem sérios problemas com as massas. Não conseguimos descobrir onde está o problema. Vocês já consultaram o dr. Fachino? Eles têm mestrado em pasta & arrosti pela Universidade de Napoli. Peixes? Não deixe de consultar o prof. dr. Sardinha, que nasceu para isso (risos, risos, risos).

A gastronomia é um mercado que tende a crescer, na minha óbvia opinião. Comer melhor é desejo de todos. E, nessa toada de melhora das rendas, vamos passar pela fome de hambúrguer, de pizza, de praça de alimentação, e entrar na zona das refeições mais elaboradas ou simplesmente mais saudáveis.

Tudo tende a melhorar, a partir do conhecimento. Por outro lado, sempre pode aparecer um Júnior. Apareceu em uma pizzaria chique aqui do bairro de Higienópolis, que até o último fim de semana era bem avaliada por mim.

Eu estava cansado, era tarde etc. e tal, e, portanto, lancei mão do serviço de delivery que a casa oferece. Tempo de entrega bom. Valor, não tão bom: 54 reais meia napolitana, meia calabresa.

Leitores pelo Brasil terão caído da cadeira, sofá, mas… esse é o preço médio praticado por pizzarias bacanas em São Paulo. E eu me perguntei ao ver a pizza: por que diminuíram o tamanho? Os de casa repetiram a pergunta: por que diminuíram o tamanho da pizza? Você pediu uma média? Média, por 54 mangos?! Mas foi aí que me lembrei do incansável Júnior de posse de algum novo software que permite que a pizzaria faça uma economia da ordem de sei lá quantos por cento se reduzir o tamanho do disco em também sei lá quantos por cento.

O sentimento que ficou: fomos lesados. E o pior: estivesse a quase pequena redonda impecável, daria de ombros e admitiria: vale cada bocada. Não valeu nada. Massa grosseira, recheio grosseiro. Como sempre a economia/lucro que o Júnior está certo de conseguir pode se transformar em prejuízo. E tomara que vire.

Até lá, quem sabe a pizzaria possa consultar o dr. Lamberto, Ph.D. em massas fermentadas com ou sem recheio.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Para você que reluta em votar no PT: por que eleger Haddad prefeito e Nabil Bonduki vereador em São Paulo?

Por Raquel Rolnik

Via Bruno Perdigão

Não são poucas as pessoas que tendo, durante anos, acreditado e lutado para levar o Partido dos Trabalhadores (PT) e sua agenda de reformas ao poder no país, hoje se sentem, no mínimo, muito pouco estimuladas a votar em candidatos do partido. Para elas, em diferentes graus – da decepção ao ódio – testemunhar a mimetização do partido com a geleia geral do modo de fazer política no país é razão de indignação e rejeição a seus candidatos.

Infelizmente, a lógica dos fins que justificam os meios, da necessidade da governabilidade acima de tudo sob um presidencialismo de coalizão e um sistema político eleitoral arcaico, tem esvaziado aquilo que o PT prometia – o novo na política, a radicalização da democracia.

Entretanto, o momento eleitoral na cidade de São Paulo exige uma reflexão: nas eleições municipais, acreditar que o que está em jogo é ser contra ou a favor do PT é entrar justamente nesta lógica perversa e desqualificada da política brasileira. E a cidade? E São Paulo?

É na cidade e em seu destino nos próximos quatro anos que devemos refletir ao votar no próximo domingo. Apesar de um crescimento recorde do orçamento público e de uma disposição inédita dos cidadãos em se abrir para uma mudança de modelo de cidade, o mal estar urbano que vivemos hoje é o retrato dos limites e possibilidades da repetição da experiência Serra-Kassab. A cidade está melhor do que há 8 anos? Para quem?

Como uma espécie de fenômeno midiático, na esteira da redução das múltiplas dimensões da cidadania em apenas uma – o consumo, surge um candidato que denuncia o desrespeito aos direitos do consumidor. Russomano convence porque o desrespeito (ao cidadão, não ao consumidor) é real, porque a inauguração da obra é mais importante que a manutenção e os serviços… O problema é que não se conduz uma transformação da cidade com denúncias. O grande perigo – já vimos este filme! – é a eleição de uma espécie de candidatura-imagem no estilo das mais perversas manobras conservadoras que já vivemos.

E Fernando Haddad? É novo ou é velho? É novo ao priorizar e valorizar um projeto de cidade e procurar apresentá-lo no processo eleitoral; é novo ao se abrir para possibilidades mais amplas de transformação, ao não se apresentar como salvador da pátria e detentor de fórmulas mágicas. É novo porque, sendo novo na política, talvez não seja capturado pela lógica da reprodução dos mandatos a qualquer preço. É uma aposta!

Mas só será uma aposta se sua eleição for acompanhada pela eleição de uma bancada de vereadores também nova. Nova não no sentido de políticos que nunca tiveram mandatos, mas sim de uma Câmara Municipal qualificada, comprometida com as mudanças necessárias na política, inclusive dentro do PT. E como eu já afirmei aqui no blog, o candidato Nabil Bonduki tem exatamente este perfil.

Por isso, é em nome da cidade que ouso sugerir a você, que está com bode do PT, a votar em Haddad prefeito e Nabil Bonduki vereador no próximo dia 7. Por São Paulo!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

“Non ducor, ducor de cor*” – Uma homenagem a 32

Esta vem do excelente Jornalismo Wando. É o melhor "retrato" de São Paulo.


Enquanto Geraldo (Alckmin) prestava assistência médica aos feridos, Zé (Serra 45) pedia atenção aos soldados revolucionários na trincheira. Tiros, gritos, muita fumaça e um clima de terror no ar. Os guerreiros da democracia lutavam contra a superioridade numérica das tropas nacionais fiéis ao autoritarismo lulista. A derrota era iminente.  Mas nada poderia parar aqueles neo-bandeirantes sedentos por democracia e liberdade. Como num milagre de Borba Gato, as tropas paulistas viraram o jogo e avançaram sobre o Rio de Janeiro. Zé (Serra 45) escalou o Pão de Açúcar e cravou a bandeira tricolor listrada no topo. Era a vitória da democracia e o início de uma nova era. A era dos Estados Unidos de São Paulo.
Acorda, Wandinho!
Bom, gente, foi depois desse sonho maravilhoso que levantei da cama nesse 9 de julho, dia em que exaltamos o orgulho paulista.
Pena que foi só um sonho. Vivemos numa democracia constitucionalista – graças a nossa luta, é verdade –  mas São Paulo “perdeu” aquela guerra e continua sendo apenas mais um estado da federação.
O bravo diário paulistano, Folha de São Paulo,  pareceu atender ao saudosismo revolucionário despertado pelo sonho que tive. Logo na capa,  no topo, li a manchete em letras maiúsculas: “SÃO PAULO CONTRA TODOS” – seguida de imagens de cartazes de propagandas revolucionárias de 1932. Emocionei mais que o Federer, confesso.

Ao se aprofundar historicamente no assunto em suas páginas, a Folha pondera que há pelo menos 3 versões a respeito da Revolução de 32.
Em 80 anos, muita tinta foi usada para descrever a Revolução de 1932. É possível identificar pelo menos três fases.
Tomei a liberdade de nomear as 3 fases para facilitar o entendimento do leitor: a ANTIGA (história oficial), a ERRADA (marxista) e a ATUAL (história oficial mais as ponderações do Marco Antonio Villa, que conferem legitimidade acadêmica à tese, tornando-a verdade).  Confira:
A ANTIGA
Houve uma primeira onda de textos, principalmente de origem paulista (e incluindo livros de memórias), exaltando os ideais democráticos do levante;

A ERRADA (simplificação marxista)
e em seguida uma leva posterior, de origem marxista, ressaltando a ideia de que tudo não passou de uma briga entre grupos da “classe dominante”, e sempre que foi necessário os “proletários” foram perseguidos.

A VERDADEIRA (com selo Marco Antonio Villa de qualidade):
Novos pesquisadores tentam entender o caráter multifacetado do evento, identificando uma participação popular inédita na história.
O historiador Marco Antonio Villa deixa claro que a “questão democrática” foi “a grande herança política da revolução, uma espécie de tesouro perdido, muito valioso, especialmente em um país marcado por uma tradição conservadora, elitista e antidemocrática”.

Tendo a certeza de que a luta paulista foi por uma causa nobre e a de que quem perdeu em 32 foi o Brasil, resolvi fazer o tour revolucionário proposto pela Folha. Primeiro fui ao Obelisco e acendi vela em homenagem aos valorosos paulistas: Martins, Miragaia, Dráusio, Camargo e, claro, Borba Gato, o maior paulista de todos os tempos e meu bandeirante favorito.
Depois, seguindo roteiro do jornal,  peguei a 9 de julho e me dirigi à Zona Norte, onde aconteceu uma exposição sobre os “80 anos da Revolução Constitucionalista”. Pra finalizar o tour comemorativo com chave de ouro, aproveitei que já estava na região e fui tomar um chá da tarde com as Senhoras de Santana, essas grandes guerreiras paulistas, entusiastas da Revolução de 32 e defensoras da Família Bandeirante.
Feriado mais paulista que o meu, impossível, meu!
Que Sampa continue conduzindo a nação com a usual firmeza democrática herdada dos revolucionários de 32.
Nós , os paulistas, continuamos a apontar os caminhos para o Brasil. A cada 4 anos reforçamos nossas convicções nas urnas.  Que os vagões brasileiros sejam recolocados nos trilhos democráticos da Locomotiva do Brasil.
JW S2 SP
*Non ducor, ducor de cor = “Não sou conduzido, conduzo de coração”  em latim. Tradução livre do Wandinho.


http://revistaforum.com.br/jornalismowando/2012/07/10/non-ducor-ducor-de-cor-uma-homenagem-a-32/

sábado, 23 de junho de 2012

Marta virou a queridinha

Paulo Moreira Leite
Por Paulo Moreira Leite

Confesso que sempre achei uma baixaria quando chamavam Marta Suplicy de Martaxa.

Havia um preconceito óbvio, de teor sexista e reacionário, quando a frase “Relaxa e goza” foi transformada numa espécie de slogan permanente da então ministra do Turismo.

Também era uma indignidade reparar (quem esqueceu?) que as aplicações de botox, o figurino, a maquiagem e a tinta nos cabelos sempre foram assuntos prioritários em relação ao legado positivo de Marta em São Paulo, como o bilhete único, os Céus, e o Renda Mínima, embrião do Bolsa Família.

Mas confesso que a campanha atual de revalorização de Marta Suplicy é igualmente curiosa. Adversários que jamais a respeitaram e sempre retrataram sua herança de modo injusto e tendencioso agora tentam exibir a ex-prefeita como vítima de Lula.

Por que isso?

Porque se espera que Marta Suplicy auxilie a vencer o candidato escolhido por Lula. Querem que a ex-prefeita trabalhe para o adversário.

Essa é a questão que alimenta tanta hipocrisia.

Muitos adversários de Lula saíram humilhados da campanha de 2010, quando diziam que ele havia lançado um poste. Tentam, agora, uma revanche, capaz de lhes dar um pouco de oxigênio e voltar a fazer planos.

O próprio Lula tem boa parte da culpa, pois foi o primeiro a dizer que iria fazer de São Paulo sua prioridade, quebrando uma longa hegemonia que o PSDB construiu na cidade e também no Estado.

Não conseguiu unir o partido mas estimulou a união dos adversários.

Apostava-se no PT que Serra estaria fora da disputa, o que transformaria a eleição num concurso de novatos – o que seria favorável a Haddad. Mas o quadro mudou e não há como prever como o eleitor vai reagir a isso.

A possibilidade de derrotar um candidato com lastro presidencial tornou-se a prioridade número 1 da oposição em 2012.

Será a forma de tentar abrir caminho para 2014, até agora uma estrada íngrime, em que os presidenciáveis se mostram encolhidos diante da popularidade de Dilma.

O plano é transformar Marta Suplicy em cabo eleitoral de Serra, nem que seja pelo silêncio.

Essa é a discussão.



http://colunas.revistaepoca.globo.com/paulomoreiraleite/2012/06/07/marta-virou-a-queridinha/

quarta-feira, 18 de maio de 2011

São Paulo proíbe sacolas plásticas

A câmara nunicipal de São Palo aprovou projeto de lei que proíbe a distribuição ou venda de sacolas pláticas a consimidores em todos os estabelecimentos comerciais do município de São Paulo. Falta agora a sanção do prefeito.



Dispõe sobre a proibição da distribuição gratuita ou venda de sacolas plásticas a consumidores em todos os estabelecimentos comerciais do Município de São Paulo, e dá outras providências.
A Câmara Municipal de São Paulo DECRETA:
Art. 1º Fica proibida a distribuição gratuita ou a venda de sacolas plásticas para os consumidores para o acondicionamento e transporte de mercadorias adquiridas em estabelecimentos comerciais no Município de São Paulo.

Parágrafo único. Os estabelecimentos comerciais devem estimular o uso de sacolas reutilizáveis, assim consideradas aquelas que sejam confeccionadas com material resistente e que suportem o acondicionamento e transporte de produtos e mercadorias em geral.
Art. 2º Os estabelecimentos comerciais de que trata o artigo 1º ficam obrigados a afixar placas informativas, com as dimensões de 40 cm x 40 cm, junto aos locais de embalagem de produtos e caixas registradoras, com o seguinte teor: "POUPE RECURSOS NATURAIS! USE SACOLAS REUTILIZÁVEIS.”
Art. 3º O disposto nos artigos 1º e 2º desta Lei deverá ser implementado até 31 de dezembro de 2011.
Art. 4º O disposto nesta Lei não se aplica:
I - às embalagens originais das mercadorias;
II - às embalagens de produtos alimentícios vendidos a granel; e
III - às embalagens de produtos alimentícios que vertam água.

Art. 5º Os fabricantes, distribuidores e estabelecimentos comerciais ficam proibidos de inserir em sacolas plásticas para o acondicionamento e transporte de mercadorias a rotulagem degradáveis, assim como as terminologias oxidegradáveis, oxibiodegradáveis, foto-degradáveis e biodegradáveis, e mensagens que indiquem suposta vantagem ecológica de tais produtos.
Art. 6º O descumprimento das disposições contidas nesta Lei sujeitará o infrator às penalidades previstas na Lei Federal nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998.
Art. 7º A fiscalização da aplicação desta Lei será realizada pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.
Art. 8º As despesas com a execução desta Lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.
Art. 9º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.