Por Ricardo Alcantâra
Não “só ao jornal O Povo”, como disse o governador: a muitos não pareceu razoável que o Palácio de Governo pague uma média diária de três mil reais em serviços terceirizados de alimentação. O trocadilho é infame, mas inevitável: está salgado…
Mas nem vou me deter em razoabilidade. Meus hábitos de consumo são modestos e não me habilitam a conferir as comandas de quem governa um povo pobre com privilégios de um sultão iemita sentado em barris de petrodólares.
A tarefa, deixo para tribunais de contas e parlamentares que, como Heitor Férrer, cumprem suas atribuições de fiscalizar os atos do executivo, ainda que sob acusação de oportunismo e execração generalizada à sua árvore genealógica.
No episódio – de resto, uma previsível confirmação de um habitual pendor para o supérfluo – mais atenção chamou a reação do governador, desproporcional nos termos e desprovida de veracidade na sua improvisada argumentação.
Disse ele ter herdado contratos do governo anterior. Mentiu. Seu governo licitou a empresa. E duas vezes. Ainda que tenha sido sempre assim, eventual desvio de conduta anterior não o tornaria imune a igual juízo em caso de persistir no erro.
Indecorosa, de assustadora virulência, a afirmação de que o denunciante pertence, em sua cidade de origem, a uma família na qual ninguém é honesto. É provável que tenha ofendido a alguns eleitores seus, senão ao sentimento de toda a cidade.
Como antes tentara já com os “maconheiros do Cocó”, repete agora que somente ao jornal O POVO interessa noticiar o que lhe parece irrelevante, quando, de fato, para seu estilo a mídia nacional já reserva espaços em pautas de abordagem folclórica.
A combinação de agressividade nos termos e conteúdo inconsistente revela um homem emocionalmente esgotado, quando seus índices de aprovação já declinam sob a trilha furiosa dos tiroteios que fazem de sua polícia a impotência fardada.
Talvez lhe desespere descobrir que, à percepção pública, aspectos negativos de sua gestão se sobreponham àquilo que ele considera promissor em sua governança. É assim mesmo, governador: um viaduto não compensa um revólver na cabeça.
Entre a dispendiosa construção de uma ponte paisagística e nossas vidas, optamos por ficar mais uns dias por aqui. Entre a obra de um majestoso aquário e a paz em nossas ruas, ao mar com os peixes: queremos é nossos filhos longe dos traficantes.
E sabe aquele estaleiro barulhento que você queria enfiar como uma faca no peito da cidade? Maior bem nos fará sair às ruas sem medo de morrer na esquina. São nossas escolhas, governador. Você fez as suas. E aí, muita calma nessa hora…
* Ricardo Alcântara, Publicitário e poeta.
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sábado, 17 de agosto de 2013
terça-feira, 6 de agosto de 2013
1 Imagem, 4 matérias
Por Marcus Vinicius
nos "caminhos" abaixo as matérias do o POVO:
http://www.opovo.com.br/app/politica/2013/08/06/noticiaspoliticas,3105808/cid-gomes-diz-que-visita-foi-superestimada-e-debate-projetos.shtml
http://www.opovo.com.br/app/politica/2013/08/06/noticiaspoliticas,3105810/cid-faz-proposta-a-manifestantes-para-liberarem-obra-dos-viadutos.shtml
http://www.opovo.com.br/app/politica/2013/08/06/noticiaspoliticas,3105809/cid-gomes-bate-boca-com-joao-alfredo-durante-visita-ao-parque-do-coco.shtml
http://diariodonordeste.globo.com/noticia.asp?codigo=364228
Excelente foto de Francisco Fontenele de O POVO.
nos "caminhos" abaixo as matérias do o POVO:
http://www.opovo.com.br/app/politica/2013/08/06/noticiaspoliticas,3105808/cid-gomes-diz-que-visita-foi-superestimada-e-debate-projetos.shtml
http://www.opovo.com.br/app/politica/2013/08/06/noticiaspoliticas,3105810/cid-faz-proposta-a-manifestantes-para-liberarem-obra-dos-viadutos.shtml
http://www.opovo.com.br/app/politica/2013/08/06/noticiaspoliticas,3105809/cid-gomes-bate-boca-com-joao-alfredo-durante-visita-ao-parque-do-coco.shtml
http://diariodonordeste.globo.com/noticia.asp?codigo=364228
terça-feira, 21 de maio de 2013
Ponte estaiada: faltou debate
Editorial O POVO
Audiência Pública realizada na Assembleia Legislativa, na sexta-feira última, teve como tema a ponte estaiada sobre o rio Cocó, projeto do governo do Estado, que tem o apoio da Prefeitura de Fortaleza, tendo a Câmara Municipal já aprovado o projeto de lei complementar que permite a sua construção.
Durante a audiência, o projeto recebeu críticas de representantes de entidades ligadas ao urbanismo, ao meio ambiente e à engenharia de tráfego. O principal argumento utilizado para justificar a obra – o desafogamento da avenida Washington Soares e adjacências – foi contestado por profissionais e entidades representativas do pensamento urbanístico, ambiental e de tráfego, dentre os quais o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-CE) e o Departamento de Engenharia de Trânsito da UFC, além de parlamentares.
Na ocasião, eles apontaram outras possibilidades - mais eficazes e mais baratas - sem comprometer ainda mais o ecossistema do Cocó. Para os urbanistas, existem alternativas como a construção de vias paralelas à Washington Soares, com o prolongamento da avenida coronel Miguel Dias, ou ligações entre as avenidas Atilano de Moura e Pontes Vieira/Virgílio Távora e entre a José Leon e Edilson Brasil Soares, de resultados que, segundo eles, seriam mais eficazes para a melhoria do tráfego.
Esses especialistas ainda lamentaram que a decisão tenha sido tomada sem que um debate mais amplo tivesse sido realizado com os vários atores sociais, atentando para a necessidade de se pensar a cidade a longo prazo, de modo a combinar as necessidades do presente com a previsão do que acontecerá em futuro próximo ou mais distante, pois tem de se pensar no usufruto urbano de agora, aliado ao bem-estar das gerações futuras.
Em situação dessa natureza, a Câmara Municipal deveria ter tido mais sensibilidade, de modo a cumprir o papel para o qual foi eleita, qual seja, o de servir de caixa de ressonância para as opiniões de fermentam na sociedade. Assim, o mínimo a se esperar do Legislativo Municipal seriam a promoção de audiências públicas, como fez a Assembleia Legislativa, e que fomentasse o debate, de modo que tanto aqueles que defendem o projeto como os que o criticam pudessem expor seus argumentos livremente, e em igualdade de condições.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
A arte de ostentar fachadas
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| Felipe Araújo |
Ao saber da queda de parte da estrutura da entrada do Hospital Regional Norte, em Sobral, lembrei do verso de um poema com que me deparei recentemente na Internet – cuja autoria não consegui confirmar. “Essa fachada de rocha,/ por dentro é areia movediça”, diz a poesia. E pensei em como nossa política é, em grande medida, a “arte” de ostentar fachadas.
Os semioticistas e psicanalistas de plantão talvez consigam explicar esse traço de nossa cultura. Mas o fato é que, mais do que em qualquer outra seara do debate público, é no simbolismo dos pórticos, monumentos, inaugurações e outras liturgias do gênero que nossos governantes gastam a maior parte de suas energias - e do nosso dinheiro. Um expediente que é um fim em si mesmo, um simulacro em que o “parecer ser” é (sempre) mais importante do que o “ser”.
Voltando ao caso do acidente em Sobral, penso como nosso atual governo do Estado é um típico exemplo dessa obsessão por fachadas, dessa prioridade pelo continente em detrimento do conteúdo. O hospital em questão, todos lembram , foi inaugurado com um show nababesco da cantora Ivete Sangalo, mesmo sem ter condições de funcionamento por falta de funcionários. E na mesma época em que centenas de cearenses restam à míngua no “piscinão” do HGF.
O caso é apenas um de uma longa lista de contradições semelhantes. Temos, por exemplo, as viaturas policiais mais luxuosas do País, mas vivemos uma assustadora epidemia de violência urbana. Temos também um estádio ostentador que não serve aos clubes do futebol local. Teremos em breve um aquário (!) à beira-mar enquanto milhares de sertanejos sofrem com uma seca dramática. Temos delegacias com fachadas modernas, mas condições medievais de acomodação dos presos - sem falar nas fugas recorrentes. Temos um pomposo Centro de Eventos que não previu uma passarela de acesso para os pedestres. Entre inúmeras outras estultícias.
E assim seguimos. Entre fachadas imponentes a esconder a terrível “areia movediça” da incompetência, do fisiologismo e do provincianismo.
http://www.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2013/02/18/noticiasjornalopiniao,3007567/a-arte-de-ostentar-fachadas.shtml
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Quem quer aparecer?
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| Plínio Bortolotti |
Os Ferreira Gomes costumam arreliar-se quando chamados de “provincianos”. Têm razão quando isso manifesta preconceito contra aqueles procedentes de cidades interioranas, pois o provincianismo, no sentido de “mentalidade atrasada”, é um mal que não escolhe a origem das pessoas.
Pelo menos os de atividade pública, os Ferreiras Gomes têm o sestro de achar que todos os discordantes de seus procedimentos são mal-intencionados, corporativos, quando não “ladrões”,“vagabundos”, “babacas” ou “burros”, nos dizeres do mais descortês entre eles.
Agora, eles são éticos, honestos, dedicados ao serviço público (poderiam estar, pensam, ganhando muito dinheiro na iniciativa privada, mas escolheram servir o povo, etc.), por isso tudo o que fazem precisa ser aceito reverencialmente, sem questionamentos impertinentes.
Cid Gomes, o governador, que por algum tempo manteve comportamento de estadista, parece estar escorregando para uma verborragia inócua, não fosse prejudicial à democracia. Como menosprezar o Ministério Público, classificando o procurador-geral de Contas do Estado, Gleydson Alexandre, de “garoto que deseja aparecer” e, para isso “fica criando caso”.
O “caso” que Alexandre criou foi questionar o cachê de R$ 650 mil (mais de meio milhão de reais) pagos a Ivete Sangalo para cantar na inauguração do Hospital Regional da Zona Norte, em Sobral, terra dos Ferreira Gomes. Quem quereria aparecer mais, pode-se perguntar, o procurador ou o governador e seus correligionários, que pegaram carona para discursar à multidão reunida para ver a cantora baiana?
Em questão de mania de grandeza, poder-se-ia lembrar do show de Plácido Domingo, que, pela bagatela de R$ 3,3 milhões, cantou para três mil escolhidos do governador (ou seja R$ 1.100 por convidado) na inauguração do Centro de Eventos.
Mas, em matéria de aparecer, continuam imbatíveis as voltas que o governador deu, em uma motoneta amarela (sem capacete), durante a campanha eleitoral de seu candidato à Prefeitura de Fortaleza.
http://www.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2013/01/24/noticiasjornalopiniao,2994002/quem-quer-aparecer.shtml
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Nota Pública acerca das declarações do Excelentíssimo Sr. Governador do Estado do Ceará, Cid Ferreira Gomes
"As declarações feitas pelo Excelentíssimo Sr. Governador do Estado do Ceará, Cid Gomes, em relação a minha atuação no caso da contratação da artista Ivete Sangalo, mostram-se desrespeitosas ao Ministério Público de Contas (MPC) e demonstram que o Chefe do Executivo Estadual não tem o menor respeito pelas Instituições Democráticas.
Mais que isso. Percebe-se que o Exmo. Governador não aceita que o MPC cumpra a sua obrigação de fiscalizar o adequado uso dos recursos públicos estaduais, chegando, inclusive, a indagar “o que é o Ministério Público de Contas?”.
Neste ponto, considerando o não conhecimento do Exmo. Governador acerca desta Instituição, venho informar que o Ministério Público de Contas é um órgão consagrado na Constituição Federal (art. 130) e atua, entre outras funções, na defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais homogêneos no âmbito do TCE/CE.
Ademais, o direito de recorrer do MPC é assegurado constitucionalmente e será exercido toda vez que a decisão combatida estiver contrária ao interesse público, à Constituição ou à jurisprudência dos Tribunais Superiores.
No caso específico da contratação da cantora Ivete Sangalo, desde o ano passado, o MPC solicitou informações ao Estado sobre o show, tendo sido informado, à época, que “inexiste, no âmbito da Administração Estadual, processo administrativo visando a contratação de artista ou show artístico para a inauguração do citado hospital”. Neste ano, com a confirmação do show, o MPC novamente requereu as informações com o único intuito de verificar o cumprimento da Lei de Licitações, especialmente no tocante à justificativa de preços. E, neste ponto, ficou configurado o descumprimento da mencionada Lei, bem como de jurisprudência pacífica do TCU.
Outrossim, como membro do Ministério Público de Contas, afirmo que as minhas atuações não partem de opiniões pessoais, nem de invenções, pelo contrário, são sempre realizadas no estrito cumprimento das competências do MPC e balizadas em doutrina e jurisprudência dos Tribunais Superiores, como se demonstra no caso da contratação da artista.
Por último, em que pese as palavras do Exmo. Governador do Estado, o MPC continuará exercendo a sua missão constitucional de fiscalizar a regular aplicação dos recursos públicos estaduais."
Gleydson Alexandre
Procurador-Geral do Ministério Público de Contas
Mais que isso. Percebe-se que o Exmo. Governador não aceita que o MPC cumpra a sua obrigação de fiscalizar o adequado uso dos recursos públicos estaduais, chegando, inclusive, a indagar “o que é o Ministério Público de Contas?”.
Neste ponto, considerando o não conhecimento do Exmo. Governador acerca desta Instituição, venho informar que o Ministério Público de Contas é um órgão consagrado na Constituição Federal (art. 130) e atua, entre outras funções, na defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais homogêneos no âmbito do TCE/CE.
Ademais, o direito de recorrer do MPC é assegurado constitucionalmente e será exercido toda vez que a decisão combatida estiver contrária ao interesse público, à Constituição ou à jurisprudência dos Tribunais Superiores.
No caso específico da contratação da cantora Ivete Sangalo, desde o ano passado, o MPC solicitou informações ao Estado sobre o show, tendo sido informado, à época, que “inexiste, no âmbito da Administração Estadual, processo administrativo visando a contratação de artista ou show artístico para a inauguração do citado hospital”. Neste ano, com a confirmação do show, o MPC novamente requereu as informações com o único intuito de verificar o cumprimento da Lei de Licitações, especialmente no tocante à justificativa de preços. E, neste ponto, ficou configurado o descumprimento da mencionada Lei, bem como de jurisprudência pacífica do TCU.
Outrossim, como membro do Ministério Público de Contas, afirmo que as minhas atuações não partem de opiniões pessoais, nem de invenções, pelo contrário, são sempre realizadas no estrito cumprimento das competências do MPC e balizadas em doutrina e jurisprudência dos Tribunais Superiores, como se demonstra no caso da contratação da artista.
Por último, em que pese as palavras do Exmo. Governador do Estado, o MPC continuará exercendo a sua missão constitucional de fiscalizar a regular aplicação dos recursos públicos estaduais."
Gleydson Alexandre
Procurador-Geral do Ministério Público de Contas
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Agora pode gastar né?
Ainda faltam os pagamentos de:
- Banda Verona
- Banda Patrulha
- Waldonys
- Banda Forró Real
- Dupla sertaneja Luis Marcelo e Gabriel
- Késia Estácio e Nayra Costa do The Voice Brasil
- Ítalo e Renno
terça-feira, 13 de novembro de 2012
A pressa....de Gomes
do blog Roberto Moreira
"Amigos,
Presenciei uma lástima hoje(9 de novembro)no Aeroporto de Salvador.
O Citation da TAF, após o pouso, taxiando via A, estava a aguardar há quase 10 minutos, para ingresso no pátio 1 e, depois,prosseguir via L e RW17 até o pátio militar do Graer.
Estava a acontecer na Base Aérea de Salvador algum evento, do qual participava nossa presidente e diversos políticos. Simplesmente indignado com a demora na taxiway, revoltado, o LOUCO ALUCINADO governador do CE abriu a porta do Citation e saiu correndo em direção à Base, cruzando a pista 10 de Salvador onde já havia um Airbus da Avianca autorizado a pousar se não já cruzando a DA… Foi simplesmente algo sem explicação. Não sei o nome desse governador…
A coisa foi muito feia e séria… Simplesmente abandonou a aeronave que estava ainda acionada e saiu correndo pela pista do aeroporto, causando 2 arremetidas…
Não sei que fim deu isso tudo, não fiquei pra ver! mas foi INACREDITÁVEL! Deveria ser preso!!!"
Relato de um comandante da Web Jet sobre o desatino de Cid Gomes em Salvador.
http://blogs.diariodonordeste.com.br/robertomoreira/veja-o-que-um-comandante-da-web-jet-disse-sobre-o-espisodio-de-cid-gomes-no-aeroporto-de-salvador/
"Amigos,
Presenciei uma lástima hoje(9 de novembro)no Aeroporto de Salvador.
O Citation da TAF, após o pouso, taxiando via A, estava a aguardar há quase 10 minutos, para ingresso no pátio 1 e, depois,prosseguir via L e RW17 até o pátio militar do Graer.
Estava a acontecer na Base Aérea de Salvador algum evento, do qual participava nossa presidente e diversos políticos. Simplesmente indignado com a demora na taxiway, revoltado, o LOUCO ALUCINADO governador do CE abriu a porta do Citation e saiu correndo em direção à Base, cruzando a pista 10 de Salvador onde já havia um Airbus da Avianca autorizado a pousar se não já cruzando a DA… Foi simplesmente algo sem explicação. Não sei o nome desse governador…
A coisa foi muito feia e séria… Simplesmente abandonou a aeronave que estava ainda acionada e saiu correndo pela pista do aeroporto, causando 2 arremetidas…
Não sei que fim deu isso tudo, não fiquei pra ver! mas foi INACREDITÁVEL! Deveria ser preso!!!"
Relato de um comandante da Web Jet sobre o desatino de Cid Gomes em Salvador.
http://blogs.diariodonordeste.com.br/robertomoreira/veja-o-que-um-comandante-da-web-jet-disse-sobre-o-espisodio-de-cid-gomes-no-aeroporto-de-salvador/
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
E se o Exército resolver fazer greve?
Por Plínio Bortolotti
Aqueles que comparam a greve da Polícia Militar com o movimento de uma categoria qualquer estão convidados a pensar sobre o assunto e em suas consequências.
Não por acaso a Constituição de 1988, surgida após a queda da ditadura fardada, proíbe a sindicalização e a greve de militares.
Contraditório é que, a cada vez que se fala em desmilitarização da PM, lobbies acorrem para barrar a medida. Querem manter a condição militar, sem o ônus decorrente da escolha.
Dito isso, é preciso anotar que o Governo do Estado tem sua parcela de responsabilidade na greve da PM, que deixou a população refém do medo. Faltou competência para ver os sinais que se avolumavam. Em dois artigos, que me foram lembrados por seguidores do Twitter, afirmei que o governador Cid Gomes (PSB) estaria arranjando problema para ele mesmo (e para os cearenses) ao achar que a Secretaria da Segurança poderia ser tocada por um “pé-de-boi” (http://migre.me/7pn7G e http://migre.me/7pn9q).
Alguns políticos acham que basta ser “bom gerente”. Toca-se a administração pública com lógica de engenheiro, esquecendo-se que a política (no sentido amplo e restrito) é muito mais complicada do que uma coleção de dados, números e obras.
Agora, tem-se de lidar com um péssimo exemplo: uma greve inconstitucional, com manifestantes armados, que arrancou do governo, em seis dias, o que professores não conseguiram em 62 dias de movimento.
Foi por água abaixo a máxima: “O governo não negocia com categorias em greve”.
Agora, é preciso sinais consistentes de que haverá disposição para conversar abertamente com o funcionalismo. Caso contrário, ficará a impressão de que a violência é o melhor caminho para se arrancar reivindicações do Executivo.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
As oportunidades das redes sociais
Por Marcus Vinicius
A nota oficial assinada pelo "povo cearense" e que rolou ontem nas redes sociais é um primor. Ela notifica, determina, convoca, cobra. Enfim muita besteira junta.
Pior que a nota, foi a ação de vários(as) pessoas "responsáveis", "socialistas", "comprometidos(as)", "democratas" que repassaram e compartilharam a nota com os "amigos(as)" dos faces e tuítes, sem o menor senso crítico. Fica o registro.
PS - parece que, se o Governador e a Prefeita(sic) cumpriram o prazo estipulado, e a greve acabou, não serão mais destituídos de seus cargos. Tô correto ou entendi errado?
Vejam a nota:
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Momento Tenso
A foto abaixo ilustra matéria do jornal O POVO de hoje pág 26.
A manchete é: Momento Tenso com Heitor Férrer. http://www.opovo.com.br/app/opovo/politica/2011/12/08/noticiapoliticajornal,2351504/momento-tenso-com-heitor-ferrer.shtml
Uma perguntinha - Se o momento era tenso de que tanto ri a colega de partido de Heitor, Patrícia Saboya?
| Heitor Férrer protagonizou momento tenso com o governador (FOTO SARA MAIA) |
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Sobre a greve dos professores
Por Majela Lima
Sim. Eles erraram a mão. Forçar a entrada ao plenário da Assembleia Legislativa, na última quinta-feira, foi um tiro pela culatra. Tanto não fazia a menor diferença aquele tipo de investida que os deputados acabaram por votar a medida enviada pelo Governo a que eles se opunham. Eles, professores da rede estadual em greve há mais de 50 dias. Enfim. Mesmo assim, todo aquele caos, todo aquele sangue, me doem profundamente.
Não que a categoria dos professores mereça um tratamento diferenciado. Não é isso. A questão é que uma reclamação justa – o respeito ao teto salarial, sem que isso produza um efeito de padronização mediana dos vencimentos – não tem encontrado eco. A mim é estranho que um Governo tão empenhado com a educação, construindo escolas de alto nível Ceará afora, não consiga se entender com os números e resolver o que na verdade é uma determinação legal.
Sim. Eles erraram a mão. Forçar a entrada ao plenário da Assembleia Legislativa, na última quinta-feira, foi um tiro pela culatra. Tanto não fazia a menor diferença aquele tipo de investida que os deputados acabaram por votar a medida enviada pelo Governo a que eles se opunham. Eles, professores da rede estadual em greve há mais de 50 dias. Enfim. Mesmo assim, todo aquele caos, todo aquele sangue, me doem profundamente.
Não que a categoria dos professores mereça um tratamento diferenciado. Não é isso. A questão é que uma reclamação justa – o respeito ao teto salarial, sem que isso produza um efeito de padronização mediana dos vencimentos – não tem encontrado eco. A mim é estranho que um Governo tão empenhado com a educação, construindo escolas de alto nível Ceará afora, não consiga se entender com os números e resolver o que na verdade é uma determinação legal.
Definitivamente, não me agrada morar no Ceará que avança no ensino profissionalizante, que melhora a infraestrutura de suas escolas, mas não paga aos seus professores o que lhes é de direito. Da mesma forma que não me agrada ver um Governo que se esforça tanto para fazer o Ceará avançar, movendo mundos para a instalação de uma siderurgia e uma refinaria, deixar sua universidade entregue às moscas. Mas essa discussão é outra.
Sobre os professores em greve, a sensação que tenho é que o movimento está refém da falta de interlocução. Falta alguém com acesso ao Governo que medie esse conflito. De preferência, antes que o sangue jorre. As cenas de pancadaria da semana passada seriam evitadas justamente por serem previsíveis. O pior é que o nó, que já havia passado da hora de desatar, agora fica ainda mais apertado. Enquanto isso, salas de aula continuam vazias e estudantes ociosos.
Sobre os professores em greve, a sensação que tenho é que o movimento está refém da falta de interlocução. Falta alguém com acesso ao Governo que medie esse conflito. De preferência, antes que o sangue jorre. As cenas de pancadaria da semana passada seriam evitadas justamente por serem previsíveis. O pior é que o nó, que já havia passado da hora de desatar, agora fica ainda mais apertado. Enquanto isso, salas de aula continuam vazias e estudantes ociosos.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
sábado, 16 de abril de 2011
Adauto, Cid e o desembargador
Por Demitri Túlio
Memórias são águas nunca passadas. E amanheci encafifado com o poder de Adauto Bezerra
Do atencioso coronel do Exército Bayma Kerth, já na reserva, recebi há alguns anos um envelope grande e uma cartinha datilografada. Ontem, sexta-feira chuvosa, o farnesim me tentou e voltei a escarafunchar o dote. Diz assim a missiva:
“Prezado jornalista Demitri, conforme combinado, estou remetendo cópias de alguns documentos do SEI (Serviço Estadual de Informação) que tinha em meu poder. Alguns até originais, porque talvez interesse a um jornalista político possuir cartões e até envelopes subscritos por Virgílio Távora. Dentre outros documentos, destaco o meu discurso de passagem do cargo ao final do mandato. De forma sumária dá ideia das atividades do SEI. Há ainda, um informe político completo sobre a análise feita pelo SEI a respeito da sucessão de 1982. Neste particular, confirmo o que lhe disse pelo telefone. Que o acordo que indicou o governador Gonzaga Mota foi firmado em reunião sigilosa realizada na minha residência, à rua Eduardo Sabóia, 84, Papicu, entre Virgílio, Adauto e um representante do Serviço Nacional de Informações (SNI).É a primeira vez que trato deste assunto. Porque não mais se justifica a manutenção do sigilo, considerado importante na ocasião. No mais, vai um retrato tirado no SEI e outros escritos que, talvez, também possam interessar. Obrigado pela atenção e um abraço.”
E por quais moinhos d´águas, resolvi remexer no que estava enfurnado? Porque memórias são águas nunca passadas. E amanheci encafifado com o poder de Adauto Bezerra, já vascolejado de forças do atraso pelos Ferreira Gomes e Jereissati. Um coronel sobrevivente da Ditadura, que eu diria, nunca perdeu a majestade e é um exímio semeador de pé de “cá te espera”. E arriscaria ainda, um Nostradamus na atual política cearense.
Nos bastidores da entrevista que concedeu para as Páginas Azuis do O POVO, em outubro do ano passado, Adauto brincando comigo e o repórter Cláudio Ribeiro, descobriu que eu e o “promotor” Teodoro da Silva Santos havíamos sido sargento da Polícia.
Corrigiu-me sorrindo de orelha a orelha: “promotor não, Procurador”. E foi além. Na despedida da boa prosa que se esticava até o elevador de seu gabinete no BIC Banco, ainda preservado no Centro de Fortaleza, profetizou: “Anote aí, Teodoro vai ser desembargador no próximo ano”. Desembargador? “Sim, desembargador!”.
E para surpresa mediúnica, o Ferreira Cid Gomes indicou Teodoro para o Tribunal de Justiça do Ceará. Profético, Adauto! Volto aos documentos que o coronel Bayma Kerth me confiou. Num relatório secreto do SEI, há um perfil encomendado dos dois coronéis que disputavam poder com Virgílio Távora: César Cals e Adauto.
Pena que o espaço já se faz miúdo. Mas em um parágrafo, resumo este rififi inocente sobre Adauto Bezerra pelos olhos dos espiões do SEI. Em 29 de agosto de 1980 rabiscaram: “Possui muita experiência política, sendo frio e persistente para a conquista de seus objetivos. É muito discreto, dificilmente deixando transparecer as suas ideias e sua posição, face a um acontecimento futuro de seu interesse”.
Demitri Túlio
demitri@opovo.com.br
http://www.opovo.com.br/app/colunas/dasantigas/2011/04/16/noticiadasantigas,2127832/adauto-cid-e-o-desembargador.shtml
E para que não leu a antológica entrevista de Adauto Bezerra a Demitri e Claudio Ribeiro:
http://www.opovo.com.br/app/opovo/paginas-azuis/2010/10/25/noticiapaginasazuisjornal,2056559/veja-entrevista-com-adauto-bezerra-em-2004.shtml
demitri@opovo.com.br
http://www.opovo.com.br/app/colunas/dasantigas/2011/04/16/noticiadasantigas,2127832/adauto-cid-e-o-desembargador.shtml
E para que não leu a antológica entrevista de Adauto Bezerra a Demitri e Claudio Ribeiro:
http://www.opovo.com.br/app/opovo/paginas-azuis/2010/10/25/noticiapaginasazuisjornal,2056559/veja-entrevista-com-adauto-bezerra-em-2004.shtml
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
De Zé Celso para Cid Gomes
CARTA DE Zé CELSO A CID GOMES, PELAS DIONIZíACAS EM FORTALEZA
09/01/2011
Ió! Governador Brilhantemente Reeleito do CearáCid Gomes
Desde seu 1º GOVERNO, em 2009, em que se iniciaram, dia 1º de junho, as COMEMORAÇÕES DO 1º CENTENÁRIO DO THEATRO JOSÉ DE ALENCAR, o Teatro Oficina Uzyna Uzona, de SamPã, foi convidado pelo então Secretário da Cultura e principalmente pelas sacerdotizas zeladoras desta OBRA DE ARTE DE CEM ANOS: Isabel Gurgel, e SiLêda a participar destas COMEMORAÇÕES com as AS “DIONIZÍACAS”.
“AS DIONIZÍACAS” são quatro peças, que foram o ano passado apresentadas de GRAÇA ao Público de 8 capitais brasileiras sob PATROCÍNIO DO MINC, em 8 diferentes ANFITEATROS DE ESTÁDIOS, por nós contruídos, para 2.000 pessoas, em bairros populares, pra onde corriam as elites culturais das cidades.
Mas não vamos fazer assim aqui em Fortaleza. Vamos realizá-las no THEATRO JOSÉ DE ALENCAR, comemorando seus 100 anos, fazendo da própria Arquitetura do Teatro, o Cenário das peças, considerando o THEATRO JOSÉ DE ALENCAR como OBRA DE ARTE.
Temos na nossa Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona duas linhas de trabalho:
1ª – em Anfiteatros de Estádio 2ª – em Obras de Arte
O Teatro Oficina, como o Theatro José de Alencar, é tombado também pelo IPHAN, e é tambem uma Obra de Arte criada por um dos maiores “arquitetos” do século XX: Lina Bo Bardi. Ela fazia questão que a qualificassem como “arquiteto”. Lá o próprio espaço é tomado como Cenário de nossas peças.
Iniciamos AS DIONIZÍACAS em nosso Espaço Obra de Arte e depois adaptamos AS DIONIZÍACAS para 8 Pontos Urbanísticos Populares, em cada capital, dentro da linha em que buscamos as MULTIDÕES, num retorno ao momento mais poderoso da Arte-Feitiçaria do Teatro: o do TEATRO para TODA A CIDADE: “O ANFITEATRO DA TRAGÉDIA GREGA” com as peças-ritos, que chamamos nossas ÓPERAS DE CARNAVAL DA TRAGYCOMÉDIORGYA.
Estas peças serão RECRIADAS ESPECIALMENTE para o José de Alencar:
1 – “TANIKO”, um NÔ BOSSA NOVA TRANS ZEN IKO antropofagiando o Antigo Teatro Budista Japonês: o NÔ comido pela YOGA REQUEBRADA DA BOSSA NOVA DE SÃO JOÃO GILBERTO, iniciando a viagem das DIONIZÍACAS docemente, com esta peça para crianças de todas as idades.
2 – “ESTRELA BRAZYLEIRA A VAGAR – CACILDA!! – 2ª peça da TEATRALOGIA CACILDA!, CACILDA!!, CACILDA!!! (TBC), CACILDA!!!! (TCB). Esta segunda peça das DIONIZÍACAS revive Cacilda Becker dos 20 aos 28 anos, iniciando sua carreira de Atriz Matriz do Teatro Brasileiro Contemporâneo, no Rio de Janeiro, ainda Capital do Brasil, nos férteis anos 40.
Nestes tempos em plena 2ª Guerra mundial formou-se a geração da Cultura que iria construir o BRASIL poderoso dos dias de hoje: Oscar Niemeyer, Villa Lobos, Cacilda Becker, Sérgio Cardoso, Grande Othelo, Darcy Ribeiro, Oswald e Mário de Andrade, Maria della Costa, Jardel Filho, Portinari, Bidu Sayão, Jorge Amado, Dorival Caymmi, e muitos outros criadores. Surgiram instituições como a RÁDIO NACIONAL, puxada por Emilinha Borba e Marlene, quando deu-se a MODERNIZAÇÃO DO TEATRO BRASILEIRO ainda em 1943 com Nelson Rodrigues encenado por Ziembinski em sua peça, “O VESTIDO DE NOIVA”, e Oswald de Andrade lançando seu “MANIFESTO DE TEATRO DE ESTÁDIO”.
Época em que se viveu a ALEGRIA DO FIM DA GUERRA, a instauração da DEMOCRACIA no BRASIL e o surgimento da famosa empresa cinematográfica ATLÂNTIDA, onde Cacilda Becker atuou como a 1ª TRÁGICA da empresa no filme com Grande Othelo “LUZ DOS MEUS OLHOS”.
3 – “BACANTES” – Origem do Rito Teatral de DIONÍSIOS, o deus do TEATRO, nossa 1ª ÓPERA DE CARNAVAL, em cartaz desde 1996. Nosso maior sucesso popular por replantarmos DIONÍSIOS, trazendo o Óbvio de que o TEATRO É TAMBÉM FILHO DE ZEUS, (porque não dizer aqui no Brasil, de DEUS) e não uma atividade descartável, enclausurada nos caros Palcos Italianos dos Shoppings , guetados por um Público consumidor dos ídolos de Novelas, que perdeu o ELO DA ARTE AO VIVO DO TEATRO COMO SEU PODER MÁGICO SAGRADO.
4 – “O BANQUETE”, de PLATÃO E SÓCRATES, numa INVERSÃO EM VERSOS, MÚSICA, COM A SABEDORIA DA INSÂNIA DO “AMOR CORPO-ALMA”, SERVIDA COM VINHO NUMA GRANDE MESA PISTA CERCADA DE COLCHÕES E ALMOFADAS. O Mito do amor sem a sexualidade que os monges da Idade Média transmitiram na tradução traidora do famoso “Symposium” de Platão como “Amor Platônico” somente espiritual, aqui, agora, é desmistificado e revelado como “AMOR ALMA E CARNE.”
Na Agenda do Theatro José de Alencar temos datas de 16 a 26 de Janeiro desde o ano passado. Chegaremos nós, os 60 atuadores do Oficina Uzyna Uzona dia 16, no próximo domingo e recriaremos especialmente para este espaço do José de Alencar, tratado como OBRA DE ARTE, a partir de nossa chegada, as “DIONIZÍACAS”.
Essas peças-ritos DIONIZÍACAS queremos fazer diferentemente no THEATRO JOSÉ DE ALENCAR:
- como fizemos por exemplo na PAMPULHA, “O BANQUETE”, no antigo CASSINO, hoje MUSEU, às 15h, deixando o SOL e o JARDIM de BURLE MARX VAZAR ALÉM DOS VIDROS DE NIEMEYER.
- como em INHOTIM, O GRANDE MUSEU AO AR LIVRE NAS MONTANHAS DE MINAS, NO LUXO DA FLORESTA TROPICAL , onde encenamos o “MANIFESTO ANTROPÓFAGO” de Oswald de Andrade na OBRA “MAGIC SQUARE”, de Hélio Oiticica, contracenando com o SOL das 15h até sua desaparição no horizonte.
- como na BIENAL de SAMPÃ, onde fizemos uma INVERSÃO DO “BAILADO DO DEUS MORTO”, de Flávio de Carvalho, que batizamos de “EXPERIÊNCIA Nº 6”, no HIMALAYA de OSCAR NIEMEYER, ainda a coisa mais bela da Bienal do ano de 2010.
Pois então, vamos montar as DIONIZÍACAS PARA EXALTAR O TEATRO JOSÉ DE ALENCAR .
Parte do PÚBLICO se acomodará em arquibancadas no PALCO, parte na PLATEIA E CAMAROTES, onde o CICLORAMA, através das câmeras de filmagem e dos VÍDEOS, criarão um ANEL MÁGICO VIRTUAL E ATUAL,CIRCULAR , com a PLATÉIA, AS FRISAS CAMAROTES,o ARCO ART NOUVEAU Q MARAVILHA O ESPAÇO e o TETO. As duas partes , a dos sentados nas Arquibancadas e aos na Platéia e Frisas, confrontar-se haõ .
As CORTINAS VERMELHAS ENTRAM A EM CENA COMO PERSONAGENS e nós os ATUADORES, ATUAREMOS por todo espaço, com o PUBLICO ATOR PRESENTE E VISIVEL, EMOLDURADO NA ARQUITETURA NOBRE DO THEATRO.
CENAS DE CINEMA AO VIVO ,VÃO ACONTECER NAS ARVORES BURLE MARXIANAS MAXIMAS DO JARDIM.E tudo que nossa Imaginação criadora, excitada na presença deste TERRITÓRIO CÊNICO VAI CRIAR PARA SER ELE ,O JOSÉ DE ALENCAR DE IRACEMA E DO GUARANI A GRANDE ESTRELA DESTAS DIONIZÍACAS.
Na madrugada de 4ª feira fui acordado pelo TROVÃO que abria o ano de IANSÃ e sua FALANGE DE ORIXÁS FÊMEAS. Esse foi NOSSO REVEILLON, NOSSO ACORDAR PARA O ANO NOVO. Acordamos e fomos: RODERICK HIMEROS o ator mais recentemente chegado ao OFICINA UZYNA UZONA e eu, para o THEATRO JOSÉ DE ALENCAR, em COMPANHIA DAS GUARDIÃS DESSE LOCAL SAGRADO: ISABEL GURGEL, SILÊDA, e o jovem Artista de Teatro cearense, THIAGO ARRAES. Namoramos muito o local do crime.
No fim daquela tarde encontramo-nos com SECRETÁRIO DA CULTURA PROFESSOR PINHEIRO que recebeu muito serenamente nosso entusiasmo, tendo nas mãos o PROCESSO que já conhecia e imediatamente nos disse que passaria para as mãos de V. EXCIA GOVERNADOR CID GOMES, afirmando que no dia seguinte, o de Reis, dia 6 de janeiro, nos daria a resposta da possibilidade praticamente certa de realizarmos este grande ACONTECIMENTO CULTURAL nas datas previstas.
Expusemos ao Professor que terminamos nossas atividades em SAMPÃ gloriosamente ocupando o EX-ESTACIONAMENTO DO BAÚ DA FELICIDADE que SILVIO SANTOS depois de 30 anos de Guerra, decidiu nos emprestar.
O TEATRO OFICINA FOI TOMBADO PELO IPHAN como PATRIMÔNIO ARTÍSTICO E CULTURAL DO BRASIL e a parecerista JUREMA MACHADO, CONSELHEIRA DO IPHAN E DA UNESCO, recomendou que o entorno do TEATRO SEJA COMPRADO OU DESAPROPRIADO PELO MINC para que a ASSOCIAÇÃO TEATRO OFICINA UZYNA UZONA POSSA COMPLEMENTAR O PROJETO “DO ARQUITETO” LINA BO BARDI, FAZENDO DO TEATRO OFICINA, UMA RUA DE PASSAGEM PARA UM “TEATRO DE ESTÁDIO”, UMA “UNIVERSIDADE POPULAR ANTROPÓFAGA”, UMA ÁREA VERDE: uma “OFICINA DE FLORESTAS” QUE CONTAGIE E REVITALIZE O BAIRRO DO BIXIGA CENTRO PERIFÉRICO POPULAR COSMOPOLITA E BOÊMIO DE SAMPÃ.
Os 60 ARTISTAS E TÉCNICOS QUE FAZEM AS DIONIZÍACAS ESTÃO em SEMI-FÉRIAS, desejando fazer as “DIONIZÍACAS” na PAUTA MARCADA NO THEATRO JOSÉ DE ALENCAR.
Até o final da semana que passou não obtivemos resposta, o que compreendemos dado aos trabalhos de implantação de seu NOVO GOVERNO.
Mas precisamos de uma decisão no início desta semana, pois os ARTISTAS DO OFICINA UZINA UZONA também entram num NOVO GOVERNO neste ano 1 da 2ª década do 3º MIlênio.
Vamos neste 2011 construir com todo o BRASIL uma NOVA INFRA para que possamos juntamente com a INFRA DO BRASIL CONSTRUIR OS ESTÁDIOS DA COPA, DAS OLIMPÍADAS e criar uma nova INFRA PARA A CULTURA, O TEATRO BRASILEIRO E MUNDIAL FAZENDO SURGIR A EPIFANIA DO 1º ANFITEATRO DE ESTÁDIO DE NOSSO TEMPO.
Vamos ter férias depois de um ano de trabalho transhumano e logo depois iniciar NOVAS PEÇAS-RITOS e principalmente a OBRA DE ERGUER NOSSA OCA, este 1º ANFITEATRO DE ESTÁDIO DE NOSSO TEMPO.
NESTE MOMENTO, ESTAMOS PRONTOS, COM AS DIONIZÍACAS ENGATILHADAS PARA QUE SE REALIZEM NESTES 1ºs DIAS DE SEU GOVERNO.
ATRAVÉS DESTA CARTA ABERTA, ESTAMOS QUERENDO MUNICIAR SUA AÇÃO COM O APOIO DE TODO POVO DO CEARÁ, DO BRASIL E DO MUNDO PARA Q NESTE TEMPO MÍNIMO, ESTE MILAGRE POSSA ACONTECER COMO PREVISTO.
NÓS MESMOS DA ASSOCIAÇÃO TEATRO OFICINA UZYNA UZONA, COMPRAREMOS AS PASSAGENS E SEREMOS REEMBOLSADOS E PAGOS DEPOIS DE REALIZARMOS NOSSO TRABALHO AQUI NO THEATRO JOSÉ DE ALENCAR.
PORTANTO HÁ TEMPO DE MANEJAR-SE O DINHEIRO VIVO DO ORÇAMENTO.
ACREDITO QUE SOMENTE OS MILAGRES OPERADOS ATRAVÉS DE ATITUDES AUDACIOSAS COMO AS Q TEM MARCADO SEU 1º GOVERNO REALIZAM AS TRANSFORMAÇÕES QUE O BRASIL NESTE MOMENTO ESTÁ PRONTO PARA VIVER.
A CULTURA NÃO É MAIS SUPER ESTRUTURA COMO MARX DEFINIU EM SEU LIVRO: “O CAPITAL”. A INTERNET EXPLODIU AS VELHAS RELAÇÕES TABUS DO CAPITALISMO SELVAGEM E PREPARA O TERRENO PARA UMA SOCIEDADE ONDE O CAPITAL SEJA O DO DINHEIRO COMO UM BEM PÚBLICO. E A JUSTIÇA MAIS FORTE QUE AS VELHAS LEIS.
A DEMOCRACIA NO GOVERNO DILMA ANUNCIA A VIDA COMO INFRA-ESTRUTURA. ANUNCIA UM CAPITALISMO DEMOCRÁTICO EM QUE A “MACROECONOMY” SERÁ A SUPER ESTRUTURA, CRIADA EM FUNÇÃO DO MEIO AMBIENTE PRESERVADO, AMPLIADO EM SUA RIQUEZA E DE UM CUIDADO DA VIDA QUE É ACIMA DE TUDO O SIGNIFICADO REAL DA PALAVRA CULTURA = CULTIVO, AGRICULTURA TAMBÉM DA ESPÉCIE HUMANA, QUASE EM EXTINÇÃO, ESCRAVIZADA À MAQUINA SEM DESEJO DA ESPECULAÇÃO FINANCEIRA.
CABE À CULTURA ESTOURAR OS TABÚS DAS VELHAS RELAÇÕES JUNTAMENTE COM A REVOLUÇÃO DIGITAL E GENÉTICA.
Estamos aqui agora, nestes dias, às portas de um MUNDO NOVO, para criá-lo.
Em nome “disto” peço que sintonize conosco, ARTISTAS DE TEATRO, CIRCO, DANÇA, CYBER TECNIZADOS, que somos responsáveis pelas ARTES CÊNICAS, AS ARTES VIVAS AO VIVO E QUE TEMOS POR PROFISSÃO ANTENAR NOSSO CORPO COM O MUNDO QUE AÍ ESTÁ OFERECENDO POSSIBILIDADES NUNCA SEQUER SONHADAS .
Como diz Cacilda Becker em “ESTRELA BRAZYLEIRA A VAGAR – CACILDA!!” : “UM DIA O MUNDO VOLTARÁ A COMPREENDER O VALOR INCOMENSURÁVEL DO TEATRO”
ESTE DIA CHEGOU.
A ARTE VIVA DO TEATRO É A DO PODER DA ESPÉCIE HUMANA DE TRANSUMANIZAR-SE, MUDAR A SI MESMO E ÀS ESTRUTURAS QUE AINDA AGRILHOAM NOSSO CRESCIMENTO.
CONTO COM SUA ESPERTA PERCEPÇÃO.
O drama acabou.
Assim começa a TRAGICOMEDIORGYA
José Celso Martinez Corrêa
diretor há 52 anos do Teatro Oficina Uzyna Uzona
EVOÉROS
Fonte: http://teatroficina.uol.com.br/menus/45/posts/433
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Números das Eleições 2010 - Governador(a) do Ceará
No endereço abaixo você encontra os doadores e a prestação de contas dos candidatos nas eleições de 2010:
http://spce2010.tse.gov.br/spceweb.consulta.prestacaoconta2010/
Aqui vão alguns dos números:
Votação para Governador(a) do Ceará:
CID - 1º turno - 2.436.940
Marcos Cals- 1º turno - 775852
Lúcio - 1º turno - 654.036
Marcelo - 1 turno - 66271
Soraya - 1º turno - 38.599
Gastos por Candidatos(as)
CID - R$ 28.953.718,01
Marcos Cals - R$ 12.846.028,97
Lúcio - R$ 3.106.407,33
Marcelo - R$ 71.537,00
Soraya - R$ 16.148,00
Num cálculo simples e rasteiro podemos obter o custo de cada voto para cada candidato:
CID - R$ 11,88 por voto
Marcos Cals - R$ 16,55 por voto
Lúcio - R$ 4,74 por voto
Marcelo - R$ 1,08 por voto
Soraya - R$ 0,41 por voto
Algumas observações:
http://spce2010.tse.gov.br/spceweb.consulta.prestacaoconta2010/
Aqui vão alguns dos números:
Votação para Governador(a) do Ceará:
CID - 1º turno - 2.436.940
Marcos Cals- 1º turno - 775852
Lúcio - 1º turno - 654.036
Marcelo - 1 turno - 66271
Soraya - 1º turno - 38.599
Gastos por Candidatos(as)
CID - R$ 28.953.718,01
Marcos Cals - R$ 12.846.028,97
Lúcio - R$ 3.106.407,33
Marcelo - R$ 71.537,00
Soraya - R$ 16.148,00
Num cálculo simples e rasteiro podemos obter o custo de cada voto para cada candidato:
CID - R$ 11,88 por voto
Marcos Cals - R$ 16,55 por voto
Lúcio - R$ 4,74 por voto
Marcelo - R$ 1,08 por voto
Soraya - R$ 0,41 por voto
Algumas observações:
- O custo do voto no Ceará é muito mais alto que no Brasil. http://diumtudo-marvioli.blogspot.com/2010/12/numeros-das-eleicoes-2010-presidentea.html
- O maior doador da campanha de Cid, foi a JBS S/A que doou R$ 1.500.000,00.
- A maior doadora da campanha de Marcos Cals foi Renata Jereissati, com R@ 1.690.000,00
- Conforme adiantou em entrevista ao jorna O POVO, o BIC banco do Coronel Adauto, foi o maior doador da campanha do Deputado Estadual Heitor Ferrer (PDT). Entrou com R$ 50.000,00 de um total gasto de R$ 122.998,00 ( http://diumtudo-marvioli.blogspot.com/2010/10/o-ultimo-dos-coroneis-adauto-bezerra.html )
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
O último dos Coronéis - Adauto Bezerra
O jornal O Povo, em suas páginas azuis que lembra as páginas amarelas de uma certa revista, publicou excelente entrevista com o último dos coronéis da política cearense - Adauto Bezerra. Para além da boa vontade do entrevistador, cabe ressaltar o trabalho da dupla de entrevistadores: Demitri Tulio e Claudio Ribeiro.
Excelentes jornalistas. Demitri extrapola o jornalismo e veleja nas águas da memória e da ficção. Seu último lançamento "Filha de coelha, girafa é" é um barato.
Mas voltando a entrevista, transcrevo algumas das declarações do coronel:
http://www.opovo.com.br/app/opovo/paginas-azuis/2010/10/25/noticiapaginasazuisjornal,2056403/confira-a-integra-da-entrevista.shtml
Excelentes jornalistas. Demitri extrapola o jornalismo e veleja nas águas da memória e da ficção. Seu último lançamento "Filha de coelha, girafa é" é um barato.
Mas voltando a entrevista, transcrevo algumas das declarações do coronel:
- OP – Eu falo da semelhança entre vocês quatro (Adauto e Humberto e Ciro e Cid) em relação à trajetória política.
Adauto – Mas vamos observar o comportamento de um e de outro. Nós somos irmãos quase siameses. Eles às vezes distoam. Você não vê que o Ciro é mais língua solta, mais conversador, mais atirado, violento não, mas ele não engole muito não. Ao passo que o Cid é calmo, tranquilo, sereno, ouve muito, fala pouco. É o comportamento de cada um, é da pessoa, você não pode obscurecer. - OP – O senhor aceita essa crítica? (Clientelismo)
Adauto – Eu fiz, eu fiz. É autocrítica. Agora vamos raciocinar. Você é um prefeito, mora a 400 km, chega a Fortaleza e quer falar com o governador. Pediu audiência? Não. É barrado e não entra. Mas é prefeito, vai atender a comunidade dele, ao município. Não pode, “procure o secretário fulano”. Eu nunca fiz isso, mandava entrar. Podia atrasar, ficava esperando, mas eu atendia. Ele nunca vinha só, com dois ou três vereadores, para mostrar que tinha prestígio e que o governador iria atendê-lo. E todos pediam um empregozinho. Era a professora, o delegado, servente, vigia, essas coisas. Sempre atendia todos eles. O Tasso fez uma inovação. “Eu sou administrador, cada prefeito cuide de sua administração e eu vou fazer a minha”. Ficou meio distante. Se isolou. Não sei se é temperamento. O meu, gosto de estar no meio do povo. Mas sei que ele dispõe de mais tempo para trabalhar, produzir. Mas a equipe tá pra isso. Vamos reconhecer, ele foi um bom governador. Foi um bom senador. Não posso deixar de reconhecer.
- OP – O senhor votou nele?
Adauto – A minha idade... (Risos) Eu fui dispensado. - OP – Mas o senhor nunca votou nele?
Adauto – Não. Era outro partido. - OP – O Tasso perdeu para o presidente Lula?
Adauto – Foi. - OP – O senhor chegou a manter contato com o Tasso, mais recentemente?
Adauto – Não telefonei porque poderia até pensar “o Adauto me telefonar na hora da minha derrota?”, “será que é vingança do Adauto dizer isso, porque eu o derrotei?”. Não se trata disso. Olha o que eu falei, grande governador, grande senador. Acho que não era a hora da substituição dele. Ele ainda tem muito o que fazer. Chegou a hora de descer a escada. - OP – Se o senhor tivesse votado nessa eleição, teria sido nele? (Cid Gomes)
Adauto – Com toda certeza. Quer ver o telegrama que eu mandei pra ele? (Pede à secretária que traga o telegrama. Quando o gravador é religado, começa contando uma história ocorrida em sua sala). Veio um deputado aqui, tive pena dele. Ô baixinho pra trabalhar. - OP – Quem é?
Adauto – Heitor Férrer (deputado estadual reeleito, do PDT). Esse rapaz chegou aqui com um pacotinho de santinhos na mão. Um por um entregando. “Mas Heitor, o que é isso?”. “Minha campanha é essa, não tenho dinheiro, não tenho nada. Tudo que consegui até agora foram R$ 12 mil. Aí fui e dei uma ajuda pra ele. Esse menino pulou (levanta as mãos), “coronel, o senhor me salvou”. Ainda ontem ele esteve aqui, mas é um rapaz sério, um bom deputado. Ele é de oposição, mas não é por oposição. Ele dá o fato. ] - OP – Quem mais o senhor ajudou nessa eleição, coronel?
Adauto - O meu sobrinho José Arnon (deputado federal reeleito, do PTB). - OP – O Cid veio pedir ajuda?
Adauto – Não. - OP – O Lúcio Alcântara veio?
Adauto – Estou meio distante dele. Não veio, não. - OP – O Marcos Cals também nem apareceu?
Adauto – Quero muito bem àquele rapaz. - OP – O senhor o viu ainda pequeno.
Adauto – Sim. Deveria ter sido preparado para ser o candidato, mas o pegaram de última hora e jogaram dentro do rio que só tinha piranha. (Exibe o telegrama enviado a três candidatos e pede que seja lido). - OP – O senhor disse que não ligou para o Tasso porque poderia soar como indelicadeza ou ser mal interpretado. Quando o senhor foi acusado de fazer parte das “forças do atraso” (na campanha para o governo, em 1986), como se sentiu?
Adauto – Era o Ciro, era o mais cáustico sobre isso. O Tasso também usou. Eu aguardei. - OP – O senhor preferiu ouvir calado?
Adauto – Eu aguardei (faz uma pausa) e esperei o tempo passar. Mas um dia, lá no meu apartamento, chega lá o Ciro. Foi pedir para eu fazer parte do apoio ao irmão dele, o Cid. “Vou apoiar”. Na primeira eleição do Cid (ao governo estadual, em 2006). - OP – Qual foi sua reação?
Adauto – “Vou apoiar, vou trabalhar. Rapaz muito bom”. E trabalhei muito. - OP – Essa foi a resposta que o senhor deu?
Adauto – “Vou trabalhar”. Eu não guardo ressentimento de nada. A vida é curta, você tem que pensar no melhor, fazer o bem. Vou ficar com rancor e ódio? Aquilo faz mal a mim. - OP – Quando o senhor encontrou com o Ciro, que lhe pediu apoio na primeira eleição do Cid para governador, o senhor lembrou a ele que tinha sido chamado de força do atraso? Ou ele próprio chegou a pedir desculpas ao senhor?
Adauto – Não, nunca pediu desculpas. - OP – Teve algum momento em que o senhor teve vontade, não só nesse episódio mas qualquer outro, de revidar, com esse ou aquele político?
Adauto – A única coisa que eu e meu irmão temos um pouco de diferença é o temperamento. Ele me chama de “irmã Paula”, porque tudo que vem aqui eu procuro ajudar. Ele não. Eu não fui atrás dele, ele veio à minha procura, vamos ter um espírito mais elevado. - P – O que a gente não perguntou que o senhor acha que deveria ter sido perguntado?
Adauto – Esta é uma pergunta muito boa (risos). O que eu me esqueci? (mais risos) Olha, a vida é muito curta. Você pensa que 84 anos... eles se passaram sem eu sentir que passaram. E o que me resta é muito pouco, então... olhe para o vizinho, veja o que pode estar faltando, dê uma ajuda. Se ele caiu, dê a mão. Nossa mesa tem tudo, a dele pode não ter nada, então porque não vou dar um pouco da comida pra ele? Humildade. Ninguém pode ser arrogante, prepotente. Porque as coisas acontecem. Quando você menos espera pode estar em cima de uma cama, desenganado, a qualquer hora pode desaparecer e o que você leva? Será que leva? A vida termina aqui? E a outra? Fernando Pessoa já dizia: a vida é uma grande reta, mas lá na frente é uma curva. O corpo fica na curva e o espírito continua. Para onde é que vai? - OP – Qual o melhor governador do Ceará?
Adauto – O melhor em todos os tempos foi Virgílio Távora. Isso marca. Era competente, inteligente, trabalhador, honesto, mas de uma antipatia a toda prova. - OP – Há o folclore que o senhor e ele tinham rusgas nos bastidores.
Adauto – Não, nunca briguei com ele. - OP – Mas tinha alguma faísca?
Adauto – Ele tinha ciúmes. O Virgílio não admitia ninguém crescer. Ele gostava que todo mundo ficasse ali bajulando, dizendo que ele era maior, que ele tinha um metro e 90 (centímetros). Porcaria deste tamanho (risos). Não é por aí. Ele tinha tanta confiança em mim... Uma vez dona Luíza (Távora, ex-primeira dama) foi muito irreverente. Como vocês chamam aquela roupa que bota por cima do pijama, da camisola? - OP – Robe?
Adauto – Ela gritou: “por que fecham a porta? Que direito vocês têm? Escondido aí pra quê?” (simula um grito dela. Em seguida imita a voz grave e lenta de Virgílio) “Luíza?” Sabe por que ele fechou a porta? Já estava com câncer. Era para me pedir: “Adauto, não sei quanto tempo, mas queria que você cuidasse do Carlos Virgílio. Ele está exagerando” (Era o filho de VT, ex-deputado federal, que morreu em 19 de novembro de 2000, em Teresina). - OP – Coronel, tenho curiosidade num assunto bastante delicado para sua família.
Adauto – Não, tudo bem. - OP – É a sobre a morte de sua sobrinha Ana Amélia (executiva assassinada no Paraguai, em agosto de 2002). O episódio foi fatalidade, foi tentativa de sequestro, foi armação? Houve algo mais além do que veio a público?
Adauto – As Polícias do Paraguai e daqui apuraram. Mas chegaram à conclusão que quiseram parar o carro para roubar. Tentativa de assalto. Quando meteram o tiro, era para o carro parar e fazer o assalto, mas acertou a menina. - OP – A família mesmo aceitou como fatalidade?
Adauto – Fatalidade. - OP – A família contratou alguém para investigar lá?
Adauto – Se tem sabido quem era, cabôco tinha morrido. Tinha. Trazia pra cá, ia fazer o enterro bonito dele. - OP – Alguém pensou em sequestro, mas outro também descartou logo.
Adauto – Eu sou muito amigo do Mainha (Ildefonso Maia Cunha, condenado por homicídios no Ceará, que hoje cumpre pena em regime aberto). Muito amigo, não, eu conheço o Mainha. Nos apertos ele vem aqui. - OP – Vem aqui?
Adauto – Vem aqui ou vai em Guaramiranga. Ou manda a mulher. Não é muito melhor se ter uma fonte de informação como o Mainha, do que ter um inimigo como o Mainha? Sabe como ele se identifica (à secretária)? Professor Diógenes. - O POVO – O senhor tem feito caridade?
Adauto - Hoje tenho três atividades que me tomam o dia. Começo na Santa Casa. Às 7h30min eu tô lá. Todo dia. Na Santa Casa eu sou o mordomo (gestor das contas). A parte de enfermaria, doente, gente que chega de cirurgia, UTI, doente, tudo é comigo. Segundo, é aos sábados e domingos. Eu tenho um centro de tratamento de dependentes químicos. É no limite entre Messejana e Eusébio. Comprei duas quadras, fiz as casinhas, tem piscina, área de exercícios, médico, fisioterapeuta, tem tudo. - OP - Quantos atende?
Adauto - São 45. Às vezes muda pra mais. O principal é o crack. É o que derruba, chega lá já no final, terminal. Chega, bota pra dormir, desintoxicar, 45 dias, começam a andar, exercícios, suar, correr. - OP - Por que o senhor decidiu fazer isso?
Adauto - Porque eu já tenho 84 anos. O que me resta é bem pouquinho. Se eu não fizer isso, o que eu deixo aqui? O projeto já tem 14 anos. Eu e o doutor Luis Teixeira. Era uma casa com três quartos, com área e nada mais. Depois vi não ser possível continuar vendo a mocidade no crack, em tudo. Começavam sempre com a maconha e o álcool, depois... - OP - E a Santa Casa, como está de finanças?
Adauto - Graças a Deus, tá bem. Nós temos compromissos a pagar, mas dívidas atrasadas, nenhum centavo. Tudo pago. - OP - É mesmo? Limparam esse débito quando? Era uma dívida eterna.
Adauto - Ela está saneada há um ano e oito meses. Reescalonamos a dívida em 50 pagamentos. Podíamos pagar isso. A Caixa Econômica concordou. - OP - Ainda tem ajuda pela conta de luz?
Adauto - Tem. Há uma empresa no Espírito Santo que contratamos. Aí a ajuda já vem embutida na despesa do consumo de energia. Você autoriza qualquer valor. Isso nos dá por mês, R$ 510 mil, R$ 520 mil. - OP - Qual a despesa mensal da Santa Casa?
Adauto - Só de pessoal dá uns R$ 700 mil. - OP - E o resto vocês cobrem como?
Adauto - Tem o cemitério São João Batista, que dá uns R$ 90 mil, R$ 100 mil por mês. Tem doações. Essas mercadorias apreendidas, a gente recebe, vira leilão. Em cada caminhão, no leilão a gente apura R$ 1,2 milhão. Aí vai indo. E tem o SUS. Cada cirurgia, se é de alto risco é um pouco mais. Se é simples é quase nada. - OP - Quanto a Santa Casa está pagando de dívida parcelada?
Adauto - Uns R$ 80 mil. Isso me enche tanto a vida.
http://www.opovo.com.br/app/opovo/paginas-azuis/2010/10/25/noticiapaginasazuisjornal,2056403/confira-a-integra-da-entrevista.shtml
sábado, 2 de outubro de 2010
Seguidos e seguidores (5)
E eis que chegamos as eleições, amanhã dia 3 de outubro de 2010. O "passarin" dos 140 caracteres seria a grande revolução dessas eleições. Não foi. Abaixo a quinta rodada da série Seguidos(as) e Segidores(as):
Cid Gomes anda seguindo 12 e sendo seguido por 12153.
Lúcio Alcantara segue 118 e é seguido por 2002.
Marcos Cals, este não segue ninguem e é seguido por 1863.
Soraya Tupinambá, segue 213 e é seguida por 607.
(dia 02 de outubro de 2010 - 10 horas)
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