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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Direto de Philly (6) - Sakura não é molho de soja

Por Lucas Barros

Chuva de primavera —
Todas as coisas
Parecem mais bonitas.

Chiyo-jo
(haicai tradicional japonês)

Nunca fiz muito caso das mudanças de estação, tendo morado a maior da parte da vida perto da linha do Equador. Sabia que longe dos trópicos a coisa era diferente, é claro. O próprio ano letivo por aqui é divido entre o Fall Semester e o Spring Semester. Ainda assim, não levava muita fé nas estórias sobre a influência das estações no humor das pessoas e na qualidade de vida da cidade. Afinal, quase todo mundo vive com aquecimento no inverno e refrigeração no verão, o que reduz bastante os desconfortos do clima extremo.
Foto : Raquel Oliveira

Vivendo e aprendendo... A chegada pra valer da primavera, um bocadinho atrasada, provou meu erro sem demora. Em poucas semanas a cidade se transformou a ponto de ficar quase irreconhecível – e pra melhor. As muitas árvores da região, completamente peladas durante meses, verdejaram de repente. A maioria já está esplendorosa, para espanto de quem não está acostumado. E as flores desabrocham por toda parte, aos montes. Misture isso com o ansiado retorno dos dias quentes (alguns ainda meio frios, mas já tá muito bom) e o resultado é todo mundo na rua, praças cheias e uma inflação de sorrisos. As pessoas – e isso eu não sabia – desabrocham também.

Todos os anos a floração das cerejeiras prenuncia a transformação. Brancas ou cor-de-rosa, elas aparecem em grande quantidade antes de nascerem as folhas. As cerejeiras locais são originárias do Japão, onde a floração é um dos principais acontecimentos do ano. O costume ancestral de reunir as pessoas embaixo destas árvores por lá se chama hanami – significa "contemplar as flores". Por serem efêmeras (não duram muito mais do que uma semana), elas simbolizam ao mesmo tempo a primavera e a impermanência da beleza e da vida, na tradição budista (sobre o assunto, recomendo o belo filme alemão-japonês “Hanami: Cerejeiras em Flor”).

As primeiras quatro fotos abaixo são do hanami ocorrido num parque local. Por lá vimos gueixas, pokemóns e samurais em meio a um grande piquenique primaveril. A festa em versão americana é conhecida como Sakura Day. Nada de molho de soja: sakura é cerejeira em japonês.

Links e legendas fotos (Fotos de Raquel Oliveira)

https://dl.dropboxusercontent.com/u/105165843/2013-04-14%2014.17.51.jpg Sakura Day, Fairmont Park, abril de 2013.

https://dl.dropboxusercontent.com/u/105165843/2013-04-14%2014.18.03.jpg Sakura Day, Fairmont Park, abril de 2013.

https://dl.dropboxusercontent.com/u/105165843/2013-04-14%2014.18.51.jpg Sakura Day, Fairmont Park, abril de 2013.

https://dl.dropboxusercontent.com/u/105165843/2013-04-14%2014.19.59.jpg Sakura Day, Fairmont Park, abril de 2013.

https://dl.dropboxusercontent.com/u/105165843/2013-04-19%2016.36.46.jpg Perto da Universidade da Pensilvânia.

https://dl.dropboxusercontent.com/u/105165843/2013-04-19%2016.38.12.jpg Cerejeira(?) com flor e sem flor.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Direto de Philly (3) - Vai a New Orleans

Texto - Lucas Barros
Fotos - Raquel Oliveira

Conexões americanas: New Orleans é Olinda, Recife, Salvador, é Havana...
O que é que New Orleans tem.
Tem cultura negra, indígena e europeia, muita festa, carnaval grande. 
Tem Jazz e outras músicas.
Cidade orgulhosa, sensual, personalidade forte. 
Fama de preguiçosa. 
Tem comida Criole e Cajun, diferente e gostosa. E tem pimenta da boa.
     FrenchQuarter. Uma das inúmeras bandas de rua. Tocam e pedem gorjeta

     Velho vapor no Mississipi, um dos poucos remanescentes

    Um bonde chamado Canal. Até 1948 também corria nesta linha um bonde chamado Desejo, nome de uma rua da cidade (Desire Street)

   Praça Louis Armstrong. Homenagem à marching band anônima

Praça Louis Armstrong. Satchmo é uma espécie de padroeiro da cidade

Bourbon Street

FrenchQuarter, cuja herança é mais espanhola do que francesa

  Convívio difícil. Eracism = apague o racismo

 Objetos carnavalescos no FrenchQuarter

  Parada do dia de Thanksgiving – carro alegórico distribuindo os famosos colares de contas

 Garden District

 Garden District –arquitetura típica da cidade, com estruturas em ferro fundido
 FrenchQuarter e a fleur-de-lis


Bourbon Street, a rua do agito, todos os dias

1        


 Preservation Hall, pequeno templo do jazz. Ótima música, grandes filas. Detalhe na foto (quadro negro): quem pede música tem que pagar. Se for ‘When the Saints Go Marching In’, a taxa é de $20

 Todo mundo vai lá comer Beignets com café aulait. Muito bom.

Banheiro da Louisiana Music Factory, melhor loja de discos da cidade.

Frenchmen Street, rua das boas casas de show

 Beco no FrenchQuarter. A sombra é minha

 Praça mais antiga, Place d’Armes para os franceses, Plaza de Armas para os espanhóis, hoje Jackson Square

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Eu vi o Paul (4)

Quarto artigo da série "Eu vi o Paul"

Por Raquel Oliveira



Eu vi o Paul? Eu vi o Paul. Ele me viu? Vi ou não vi o Paul?


Parece sem sentido; afinal, eu estava lá, corpo, alma e mente presentes, no dia 21 de novembro de 2010, no estádio do Morumbi.


Mas eu vi o Paul? Certo é que eu ouvi o Paul. Sua voz, tão familiar, tão próxima,indiscutivelmente Paul McCartney. Tão perto a voz, tão longe a visão.


Vê-lo de perto, ouvir, conviver até, foram sonhos da pré-adolescência que o Morumbi nem de perto realizou.


O não ir teria sido a morte, porém. Enquanto a ida não trouxe de volta à vida.
Sonhos.