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terça-feira, 12 de novembro de 2013
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
-SOBRE MOBILIDADE URBANA E VIADUTOS EM FORTALEZA-
Coerente com as posições defendidas ao longo de sua história, em nosso estado e em nível nacional, o Instituto de Arquitetos do Brasil- Departamento do Ceará (IAB-CE), vem a público manifestar que considera inadequada a construção dos viadutos propostos para o cruzamento das Avenidas Antônio Sales e Engenheiro Santana Júnior, em Fortaleza, pelas razões expostas a seguir:
1. A obra não foi concebida à luz de um Plano Municipal de Mobilidade Urbana, condição indispensável para a aplicação racional e eficiente dos vultosos recursos públicos solicitados pela Prefeitura Municipal de Fortaleza ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (R$ 1,1 bilhão de reais para um conjunto de várias obras), o que proporcionaria a sua integração a um sistema de mobilidade articulado ao uso, à ocupação do solo e ao planejamento urbanístico como um todo;
2. A proposta está defasada no tempo, tendo em vista que foi concebida em 1998, portanto há 15 anos, e precisa ser atualizada em relação às atuais necessidades e prioridades recomendadas pela Lei Federal Nº 12.587, de 2.012, que institui a Política Nacional de Mobilidade Urbana, bem como às presentes demandas relativas à acessibilidade urbana no âmbito específico da expansão da cidade na direção leste;
3. A experiência internacional demonstra que obras como viadutos e elevados são agentes que promovem a degradação no entorno de seu espaço urbano. Além disso, a proposta apresentada pela Prefeitura Municipal de Fortaleza favorece o fluxo de veículos automotores individuais em detrimento das soluções de mobilidade recomendadas pela citada lei, que manda priorizar a adoção de outros modais de transporte, tais como ciclovias, passeios para pedestres e transporte coletivo;
4. Até o momento, não foi apresentado à sociedade nenhum projeto completo (denominado projeto “executivo”) nem orçamento detalhado para a obra. Tal prática tem contaminado a quase totalidade dos investimentos públicos no país, ao permitir que as licitações de obras sejam feitas com projetos incompletos (denominados “básicos”) e orçamentos "estimados" que quase sempre aumentam de valor após a elaboração dos projetos completos (ou “executivos”) pelo próprio vencedor da licitação.
Considerando as razões acima, o IAB-CE propõe:
1. Que sejam suspensas as obras que não estejam em harmonia com a Política Nacional de Mobilidade Urbana, aí incluídas as relativas aos viadutos propostos para o cruzamento das avenidas Antônio Sales e Engenheiro Santana Júnior;
2. Que seja realizado o mais rápido possível, com prazos e recursos definidos, um Plano de Mobilidade Urbana para Fortaleza, com ampla participação dos setores técnico-científicos, das universidades e da população;
3. Que as obras decorrentes desse plano sejam contratadas a partir de projetos completos (“executivos”) e orçamentos detalhados, elaborados com a maior transparência e acompanhamento da sociedade. Em determinados casos, por motivo de sua complexidade, concursos públicos de arquitetura e urbanismo deverão ser realizados de maneira a que se escolha, sob o primado da democracia e da qualidade, a melhor solução projetual para os problemas enfrentados. Estes, para além do campo da mobilidade urbana, proporcionam também respostas para a preservação do meio ambiente com vistas ao melhoramento contínuo e duradouro do desenho urbano, dentre outros temas relevantes;
4. Que a Prefeitura Municipal de Fortaleza instale imediatamente o Conselho da Cidade de Fortaleza, formado pelas mais amplas representações da sociedade, com caráter deliberativo e que venha a funcionar como guardião do interesse público, da transparência administrativa, da continuidade e da revisão periódica dos planos e projetos de desenvolvimento urbano de longo prazo.
Por fim, o IAB-CE entende que as intensas e legítimas manifestações realizadas no Brasil a partir de junho de 2013, demonstraram que a sociedade exige, dentre outras demandas, a realização de uma ampla reforma urbana, que garanta mobilidade e todo um conjunto de direitos à cidade, à preservação do patrimônio ambiental, à harmonia entre os espaços naturais e construídos, dando prioridade aos interesses coletivos e à universalização das funções sociais da cidade: "habitar, trabalhar, circular, recrear-se e preservar".
Fortaleza-CE, 08 de agosto de 2.013
Diretoria do Instituto de Arquitetos do Brasil- Departamento do Ceará- IAB-CE
1. A obra não foi concebida à luz de um Plano Municipal de Mobilidade Urbana, condição indispensável para a aplicação racional e eficiente dos vultosos recursos públicos solicitados pela Prefeitura Municipal de Fortaleza ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (R$ 1,1 bilhão de reais para um conjunto de várias obras), o que proporcionaria a sua integração a um sistema de mobilidade articulado ao uso, à ocupação do solo e ao planejamento urbanístico como um todo;
2. A proposta está defasada no tempo, tendo em vista que foi concebida em 1998, portanto há 15 anos, e precisa ser atualizada em relação às atuais necessidades e prioridades recomendadas pela Lei Federal Nº 12.587, de 2.012, que institui a Política Nacional de Mobilidade Urbana, bem como às presentes demandas relativas à acessibilidade urbana no âmbito específico da expansão da cidade na direção leste;
3. A experiência internacional demonstra que obras como viadutos e elevados são agentes que promovem a degradação no entorno de seu espaço urbano. Além disso, a proposta apresentada pela Prefeitura Municipal de Fortaleza favorece o fluxo de veículos automotores individuais em detrimento das soluções de mobilidade recomendadas pela citada lei, que manda priorizar a adoção de outros modais de transporte, tais como ciclovias, passeios para pedestres e transporte coletivo;
4. Até o momento, não foi apresentado à sociedade nenhum projeto completo (denominado projeto “executivo”) nem orçamento detalhado para a obra. Tal prática tem contaminado a quase totalidade dos investimentos públicos no país, ao permitir que as licitações de obras sejam feitas com projetos incompletos (denominados “básicos”) e orçamentos "estimados" que quase sempre aumentam de valor após a elaboração dos projetos completos (ou “executivos”) pelo próprio vencedor da licitação.
Considerando as razões acima, o IAB-CE propõe:
1. Que sejam suspensas as obras que não estejam em harmonia com a Política Nacional de Mobilidade Urbana, aí incluídas as relativas aos viadutos propostos para o cruzamento das avenidas Antônio Sales e Engenheiro Santana Júnior;
2. Que seja realizado o mais rápido possível, com prazos e recursos definidos, um Plano de Mobilidade Urbana para Fortaleza, com ampla participação dos setores técnico-científicos, das universidades e da população;
3. Que as obras decorrentes desse plano sejam contratadas a partir de projetos completos (“executivos”) e orçamentos detalhados, elaborados com a maior transparência e acompanhamento da sociedade. Em determinados casos, por motivo de sua complexidade, concursos públicos de arquitetura e urbanismo deverão ser realizados de maneira a que se escolha, sob o primado da democracia e da qualidade, a melhor solução projetual para os problemas enfrentados. Estes, para além do campo da mobilidade urbana, proporcionam também respostas para a preservação do meio ambiente com vistas ao melhoramento contínuo e duradouro do desenho urbano, dentre outros temas relevantes;
4. Que a Prefeitura Municipal de Fortaleza instale imediatamente o Conselho da Cidade de Fortaleza, formado pelas mais amplas representações da sociedade, com caráter deliberativo e que venha a funcionar como guardião do interesse público, da transparência administrativa, da continuidade e da revisão periódica dos planos e projetos de desenvolvimento urbano de longo prazo.
Por fim, o IAB-CE entende que as intensas e legítimas manifestações realizadas no Brasil a partir de junho de 2013, demonstraram que a sociedade exige, dentre outras demandas, a realização de uma ampla reforma urbana, que garanta mobilidade e todo um conjunto de direitos à cidade, à preservação do patrimônio ambiental, à harmonia entre os espaços naturais e construídos, dando prioridade aos interesses coletivos e à universalização das funções sociais da cidade: "habitar, trabalhar, circular, recrear-se e preservar".
Fortaleza-CE, 08 de agosto de 2.013
Diretoria do Instituto de Arquitetos do Brasil- Departamento do Ceará- IAB-CE
domingo, 13 de janeiro de 2013
terça-feira, 28 de agosto de 2012
NOTA DA SEMAS - Secretaria Municipal de Assistência Social de Fortaleza
A Semas (Secretaria Municipal de Assistência Social) – responsável pela gestão do banco de dados do Cadastro Único para Programas Sociais – informa que segue todo o procedimento orientado pelo Governo Federal para incluir as famílias de Fortaleza, bem como, gerenciar os dados cadastrais no sistema.
Esclarece, ainda, que a inclusão ou cancelamento de famílias no Programa Bolsa Família é de responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e que o repasse do benefício é realizado pela Caixa Econômica Federal (CEF) que possui o extrato social de cada beneficiário.
Qualquer família pode se inscrever no Cadastro Único e é também a família responsável pela veracidade das informações auto-declaradas no momento da inscrição. Cabe a Semas incluir os dados da família no Cadastro Único, como renda per capita, quantidade de membros na família, propriedade de bens etc..
A cada dois anos, as famílias no Cadastro Único precisam atualizar seus dados e aquelas que forem beneficiadas pelo Bolsa Família podem ter seu benefício bloqueado ou cancelado, caso não faça sua atualização. A atualização é uma das formas de verificar a idoneidade das informações declaradas pela família no ato da inscrição no Cadastro.
Com relação ao Bolsa Família, o MDS envia sistematicamente, para cada município, a listagem de famílias com possíveis irregularidades no Cadastro Único. Outra forma de fiscalizar os beneficiários é através de denúncias da própria população. Em ambos os casos, a Semas verifica a situação de cada família.
Comprovada a irregularidade, a Secretaria comunica ao MDS que é responsável por bloquear ou cancelar o Bolsa Família, de acordo com cada situação. Além disso, a Semas pode acionar o Ministério Público Federal se identificadas irregularidades não por dados desatualizados, mas por declarações inverídicas.
Sobre a denúncia de que Adriana Lúcia Bezerra de Alencar teria recebido o Bolsa Família, veiculada no Diário do Nordeste e no jornal O POVO, a Semas informa que:
A Semas informa também que está reunindo documentação sobre o atendimento do Cadastro Único da referida senhora para acionar o Ministério Público Federal. Procedimento padrão realizado nos casos de comprovação de denúncias de irregularidades no Bolsa Família.
Por fim, a Secretaria ressalta que qualquer pessoa pode denunciar casos de irregularidades no Bolsa Família. Para isso, pode procurar uma das 32 unidades sociais que possuem atendimento do Cadastro Único ou ainda telefonar para a Ouvidoria da Semas: 3105-3426.”
Esclarece, ainda, que a inclusão ou cancelamento de famílias no Programa Bolsa Família é de responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e que o repasse do benefício é realizado pela Caixa Econômica Federal (CEF) que possui o extrato social de cada beneficiário.
Qualquer família pode se inscrever no Cadastro Único e é também a família responsável pela veracidade das informações auto-declaradas no momento da inscrição. Cabe a Semas incluir os dados da família no Cadastro Único, como renda per capita, quantidade de membros na família, propriedade de bens etc..
A cada dois anos, as famílias no Cadastro Único precisam atualizar seus dados e aquelas que forem beneficiadas pelo Bolsa Família podem ter seu benefício bloqueado ou cancelado, caso não faça sua atualização. A atualização é uma das formas de verificar a idoneidade das informações declaradas pela família no ato da inscrição no Cadastro.
Com relação ao Bolsa Família, o MDS envia sistematicamente, para cada município, a listagem de famílias com possíveis irregularidades no Cadastro Único. Outra forma de fiscalizar os beneficiários é através de denúncias da própria população. Em ambos os casos, a Semas verifica a situação de cada família.
Comprovada a irregularidade, a Secretaria comunica ao MDS que é responsável por bloquear ou cancelar o Bolsa Família, de acordo com cada situação. Além disso, a Semas pode acionar o Ministério Público Federal se identificadas irregularidades não por dados desatualizados, mas por declarações inverídicas.
Sobre a denúncia de que Adriana Lúcia Bezerra de Alencar teria recebido o Bolsa Família, veiculada no Diário do Nordeste e no jornal O POVO, a Semas informa que:
- foi constatada a inscrição no Cadastro Único, em 08 de junho de 2007, da família da referida senhora, que declarou possuir renda per capita de R$ 139,00.
- que de 07 de outubro de 2009 a 12 de novembro de 2010, esta senhora recebeu R$ 32,00 mensais, como beneficiária do Programa Bolsa Família.
- que em 12 de novembro de 2010, teve o benefício bloqueado e, posteriormente, cancelado em 01 de fevereiro de 2011.
- que de 07 de outubro de 2009 a 12 de novembro de 2010, esta senhora recebeu R$ 32,00 mensais, como beneficiária do Programa Bolsa Família.
- que em 12 de novembro de 2010, teve o benefício bloqueado e, posteriormente, cancelado em 01 de fevereiro de 2011.
A Semas informa também que está reunindo documentação sobre o atendimento do Cadastro Único da referida senhora para acionar o Ministério Público Federal. Procedimento padrão realizado nos casos de comprovação de denúncias de irregularidades no Bolsa Família.
Por fim, a Secretaria ressalta que qualquer pessoa pode denunciar casos de irregularidades no Bolsa Família. Para isso, pode procurar uma das 32 unidades sociais que possuem atendimento do Cadastro Único ou ainda telefonar para a Ouvidoria da Semas: 3105-3426.”
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Nos Bastidores
por Marcos Coimbra
Daqui a três semanas, a campanha dos candidatos a prefeito das capitais entra em uma nova etapa. Na quarta feira, 22 de agosto, começa, nas emissoras de televisão aberta e de rádio, a veiculação daquilo que nossa legislação chama “programas eleitorais”.
De lá até 3 de outubro - sempre às segundas, quartas e sextas -, a Justiça Eleitoral reserva uma hora ao dia - sendo meia hora no horário do almoço e meia hora à noite - para que os partidos e coligações apresentem os candidatos e exponham seus planos e propostas para administrar as cidades. Todas as emissoras são obrigadas a entrar em rede para fazer a difusão.
Como o nome indica, são “programas”, com hora marcada para começar e acabar. Quem os assiste ou ouve é porque quer. Normalmente, as pessoas que têm interesse elevado pela eleição.
O componente mais importante da propaganda eleitoral tem seu início, no entanto, um dia antes. Na terça, 21 de agosto, entram no ar os comerciais dos candidatos a prefeito.
Designados “inserções” pela legislação, ocupam, no total, meia hora ao dia, mas são veiculados de domingo a domingo. Em uma semana, somam, portanto, três horas e meia - mais que o tempo agregado dos programas eleitorais.
Elas são distribuídas nos intervalos da programação normal das emissoras, da manhã à noite, junto com as mensagens de patrocinadores e sem aviso. Por isso, qualquer pessoa que veja televisão ou ouça rádio termina por ser exposta a elas - mesmo as que não têm a menor curiosidade por temas políticos (e não assistem aos programas).
Combinando programas e inserções, o eleitor comum é exposto a seis horas e meia de propaganda por semana dos candidatos a prefeito - em cada uma das emissoras de televisão e de rádio que existem no município. E a mais três horas semanais dos programas dos candidatos a vereador, que frequentemente fazem a divulgação dos nomes e marcas dos que concorrem às prefeituras (pois são, habitualmente, as campanhas majoritárias que arcam com os custos de produção de TV das proporcionais).
O que isso quer dizer é que o candidato de uma coligação de partidos com bancadas grandes terá, de 21 de agosto em diante, mais tempo nos meios de comunicação de massa que qualquer anunciante, por maior que seja. Em alguns casos, suficiente para fazer com que uma coisa desconhecida rapidamente se torne familiar para o eleitorado inteiro da cidade.
Não há como comparar o momento que vivemos com esse. Por mais que um candidato se desdobre, por maior que seja sua disposição para percorrer bairros e regiões, por mais carreatas, caminhadas e visitas que sua agenda suportar, por mais enraizado que seu partido for, tudo que fizer até 20 de agosto, é quase nada em comparação com um só dia de televisão.
É por isso que os prognósticos eleitorais baseados nas pesquisas feitas atualmente são tão imprecisos e costumam errar. Pela nossa experiência dos últimos anos, somente em casos excepcionais quem lidera antes de agosto termina vencedor.
Isso, no entanto, não quer dizer que as campanhas dispensem as pesquisas na fase em que estamos. Pelo contrário.
Nas cidades maiores e nas candidaturas com maior capacidade de mobilização, a regra é de intensa atividade nos bastidores, com os profissionais de marketing fazendo uso constante de pesquisas para definir as estratégias de apresentação dos candidatos na televisão.
Cada elemento costuma ser previamente testado - das cores à programação visual, da marca ao slogan, da música às fotos. Tudo pode ser pesquisado, sempre buscando aumentar a eficácia da comunicação.
Bons programas eleitorais e boas inserções requerem trabalho feito com antecedência - e muita pesquisa. Mas não ganham a eleição.
Isso são outros quinhentos.
Daqui a três semanas, a campanha dos candidatos a prefeito das capitais entra em uma nova etapa. Na quarta feira, 22 de agosto, começa, nas emissoras de televisão aberta e de rádio, a veiculação daquilo que nossa legislação chama “programas eleitorais”.
De lá até 3 de outubro - sempre às segundas, quartas e sextas -, a Justiça Eleitoral reserva uma hora ao dia - sendo meia hora no horário do almoço e meia hora à noite - para que os partidos e coligações apresentem os candidatos e exponham seus planos e propostas para administrar as cidades. Todas as emissoras são obrigadas a entrar em rede para fazer a difusão.
Como o nome indica, são “programas”, com hora marcada para começar e acabar. Quem os assiste ou ouve é porque quer. Normalmente, as pessoas que têm interesse elevado pela eleição.
O componente mais importante da propaganda eleitoral tem seu início, no entanto, um dia antes. Na terça, 21 de agosto, entram no ar os comerciais dos candidatos a prefeito.
Designados “inserções” pela legislação, ocupam, no total, meia hora ao dia, mas são veiculados de domingo a domingo. Em uma semana, somam, portanto, três horas e meia - mais que o tempo agregado dos programas eleitorais.
Elas são distribuídas nos intervalos da programação normal das emissoras, da manhã à noite, junto com as mensagens de patrocinadores e sem aviso. Por isso, qualquer pessoa que veja televisão ou ouça rádio termina por ser exposta a elas - mesmo as que não têm a menor curiosidade por temas políticos (e não assistem aos programas).
Combinando programas e inserções, o eleitor comum é exposto a seis horas e meia de propaganda por semana dos candidatos a prefeito - em cada uma das emissoras de televisão e de rádio que existem no município. E a mais três horas semanais dos programas dos candidatos a vereador, que frequentemente fazem a divulgação dos nomes e marcas dos que concorrem às prefeituras (pois são, habitualmente, as campanhas majoritárias que arcam com os custos de produção de TV das proporcionais).
O que isso quer dizer é que o candidato de uma coligação de partidos com bancadas grandes terá, de 21 de agosto em diante, mais tempo nos meios de comunicação de massa que qualquer anunciante, por maior que seja. Em alguns casos, suficiente para fazer com que uma coisa desconhecida rapidamente se torne familiar para o eleitorado inteiro da cidade.
Não há como comparar o momento que vivemos com esse. Por mais que um candidato se desdobre, por maior que seja sua disposição para percorrer bairros e regiões, por mais carreatas, caminhadas e visitas que sua agenda suportar, por mais enraizado que seu partido for, tudo que fizer até 20 de agosto, é quase nada em comparação com um só dia de televisão.
É por isso que os prognósticos eleitorais baseados nas pesquisas feitas atualmente são tão imprecisos e costumam errar. Pela nossa experiência dos últimos anos, somente em casos excepcionais quem lidera antes de agosto termina vencedor.
Isso, no entanto, não quer dizer que as campanhas dispensem as pesquisas na fase em que estamos. Pelo contrário.
Nas cidades maiores e nas candidaturas com maior capacidade de mobilização, a regra é de intensa atividade nos bastidores, com os profissionais de marketing fazendo uso constante de pesquisas para definir as estratégias de apresentação dos candidatos na televisão.
Cada elemento costuma ser previamente testado - das cores à programação visual, da marca ao slogan, da música às fotos. Tudo pode ser pesquisado, sempre buscando aumentar a eficácia da comunicação.
Bons programas eleitorais e boas inserções requerem trabalho feito com antecedência - e muita pesquisa. Mas não ganham a eleição.
Isso são outros quinhentos.
Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
terça-feira, 31 de julho de 2012
M. Fortal X - o povo aderindo
Por Marcus Vinicius
M. Fortal X, promete, se eleito fosse, e se fosse candidato, proibir Caranguejo as quintas à noite.
Caranguejo só aos sábados e domingos de dia.
Preservação da espécie e bom gosto é a justificativa do candidato. Não tem nada mais cafona que caranguejo à noite e M.Fortal X é radicalmente contra a cafonice.
O povo abaixo apoia a iniciativa do candidato.

M. Fortal X, promete, se eleito fosse, e se fosse candidato, proibir Caranguejo as quintas à noite.
Caranguejo só aos sábados e domingos de dia.
Preservação da espécie e bom gosto é a justificativa do candidato. Não tem nada mais cafona que caranguejo à noite e M.Fortal X é radicalmente contra a cafonice.
O povo abaixo apoia a iniciativa do candidato.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Mais propostas de M. Fortal X - O candidato a prefeito traído pela assessoria
Por Marcus Vinicius
Neste segundo capítulo, M. Fortal X apresenta mais propostas para Fortaleza:
Neste segundo capítulo, M. Fortal X apresenta mais propostas para Fortaleza:
- Criação de zonas peatonais ( zonas de pedestres - é que minha cabeça ainda está em Buenos Aires) inicialmente proponho três zonas:
- Zona 1 - trecho da rua Norvinda Pires entre as ruas Torres Câmara e Desembargador Leite Albuquerque, a partir das 18 horas de sexta às 18 horas de domingo.
- Zona 2 - Av. Beira-Mar de uso exclusivo para pedrestres aos domingos das 6 as 18 horas. (discutirei com a comunidade o acesso de moradores e ocupantes dos hotéis)
- Zona 3 - O quadrilátero formado pelas ruas Floriano Peixoto, São Paulo, Senador Pompeu e Pedro I. ( óbvio que o acesso dos bombeiros estará garantida )
- Ressurreição de rios e riachos da cidade de Fortaleza. Inicialmente ressucitaremos os riachos Pajeú, Jacarecanga e Macéio. É acabar com os canais subterrâneos e trazer à tona os rios e riachos que cortam a cidade.
- No meu tempo, capar o gato significava se retirar rapidamente. Hoje é programa de governo. Nunca antes na história dessa cidade os gatos foram tão comentados. Minha candidatura não vai capar gato nenhum, que nos programas de governo aparecem como esterilização. É uma violência sem par contra os bichanos. Coloque a coisa em si e verás. Meu lema será quem criou o gato que o embale. Para os caninos tudo e para os bichanos nada? Vou na contra-mão sem medo de ser multado. Pela convivência e integração dos gatos à cidade.
- Recuperação do Marco Zero da Cidade - Se Recife tem o seu, cadê o nosso ? Ele fica numa área "ocupada" por um pequeno estaleiro e um hotel. Recuperarei o nosso Marco Zero, e, para tanto o pequeno estaleiro e parte do hotel serão retirados de lá. O Ceará Music passará a se chamar "Música em Fortaleza" e será, não em um hotel, mas em um mega espaço público
- Tombamento de algumas linhas de ônibus - as primeiras delas as linhas Circular 1 e 2. Esta providência se impõe de modo a manter as características básicas das linhas: os ônibus nunca estão, só tocam boa música boa e passa de 5 em 5 minutos nas paradas. Deixar tudo nas mãos das licitações não é bom. Veja o que aconteceu com a linha do Aeroporto.
- Construção de pistas de patins e skate lá no aterrinho da Praia de Iracema, pois Calçada é para pedestres.
- Fortaleza, a Capital do riso - na verdade são dois programas. Um, mais amplo de saúde bucal e o outro de formação de comediantes, através da Universidade do Riso Chico Anísio (a ser criada). O programa de saúde bucal é fundamental para a viabilização do segundo.
- Todo apoio ao maior Pré-Carnaval do País - Está consolidado. Mas esta proposta tem muito a ver com meu amigo Marvioli. Foi o único pedido que ele me fez. E, não se abandona um amigo. Ele está divulgando minhas propostas em seu blog. É o velho "Uma mão lava a outra".
- Apreensão de Paredões de Som - Intolerância 1000 - Continuaremos prendendo os carros de som que atrapalham o Pré-Carnaval, Carnaval, São João, Natal. Enfim, cumprir a Lei e dever do governante.
- Uma de minhas metas mais ousadas: Superar Copacabana na festa do Reveillon de 2014. Para além do palco principal colocarei ao longo do aterro da PI tendas para música eletrônica, outra pra samba, outra pra forró e quicá, bolero.
- Carnaval em Fortaleza:
- Criação da Medalha - "Eu fui o primeiro a revitalizar..." (máximo de 50 medalhas)
- O palco principal da festa de Carnaval não será, nem poderá ser, cópia do RecBit
- Os shows, nos pólos, serão feitos por artistas ligados ao carnaval, ao samba ao frevo.
- Ampliaremos os pólos carvavalescos para 12.
- A praça do Ferreira será o polo principal.
- Maior incentivo ao blocos do pré para que participem do carnaval.
- Criação de um polo "mela-mela" em toda a praia do Futuro.
- Todo apoio aos Maracatus
- Linha de ônibus especial, gratuito, ligando os pólos Benfica, Domingos Olímpio, Praça do Ferreira e Praia de Iracema. É carnaval indo e voltando.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Fortaleza - 286 anos
Hino de Fortaleza
(Antonio Gondim e Gustavo Barroso)
Junto à sombra dos muros do forte
A pequena semente nasceu.
Em redor, para a glória do Norte,
A cidade sorrindo cresceu.
No esplendor da manhã cristalina,
Tens as bênções dos céus que são teus
E das ondas que o sol ilumina
As jangadas te dizem adeus.
Fortaleza! Fortaleza!
Irmã do Sol e do mar,
Fortaleza! Fortaleza!
Sempre havemos de te amar
O emplumado e virente coqueiro
Da alva luz do luar colhe a flor
A Iracema lembrando o guerreiro,
De sua alma de virgem senhor.
Canta o mar nas areias ardentes
Dos teus bravos eternas canções:
Jangadeiros, caboclos valentes,
Dos escravos partindo os grilhões.
Fortaleza! Fortaleza!
Irmã do Sol e do mar,
Fortaleza! Fortaleza!
Sempre havemos de te amar
Ao calor do teu sol ofuscante,
Os meninos se tornam viris,
A velhice se mostra pujante,
As mulheres formosas, gentis.
Nesta terra de luz e de vida
De estiagem por vezes hostil,
Pela Mãe de Jesus protegida,
Fortaleza és a Flor do Brasil.
Fortaleza! Fortaleza!
Irmã do Sol e do mar,
Fortaleza! Fortaleza!
Sempre havemos de te amar
Onde quer que teus filhos estejam,
Na pobreza ou riqueza sem par,
Com amor e saudade desejam
Ao teu seio o mais breve voltar.
Porque o verde do mar que retrata
O teu clima de eterno verão
E o luar nas areias de prata
Não se apagam no seu coração.
Fortaleza! Fortaleza!
Irmã do Sol e do mar,
Fortaleza! Fortaleza!
Sempre havemos de te amar
segunda-feira, 5 de março de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
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