Por Xico Sá
Um blog tão diversificado de assuntos, da consulta sentimental à real-politik, não poderia deixar de ter também a sua velha opinião formada sobre vinhos, esse novo fetiche e arroto chique da pequeno burguesia brasuca. E nosso homem-bouquet deixa logo uma advertência: bebo para cacete e escrevo socialmente.
A primeira expedição, como no filme “Sideways”, teve como destino Aratu, na Bahia. Não poderíamos iniciar com outro licor dos deuses que não fosse o vinho macerado da Solanum paniculatum, a rica fruta conhecida vulgarmente como jurubeba, a pinot noir de quem nasceu para beber, não para cheirar a rolha e desgustar como uma freira.
Mal você abre a tampinha de lata reciclada –é mais ecológico, a cortiça vive uma crise na Europa- e já percebe se tratar de um vinho compacto, com um bloco de aromas em leque perfumando o ambiente, mesmo o pior dos pés-sujos da Lapa de Baixo.
De perfil aromático limpo e complexo –nosso crítico também não trabalha com amadeirados e quetais-, oJurubeba Leão do Norte guarda a essência de extratos de cravo, canela, quássia, boldo e genciana. O tanino de caráter rijo junta-se ao caramelo de milho e dá tintas finais à uma coloração entre o rubi e frutas negras do semi-árido -com halo aquoso ainda em formação.
Repare no sabor fugidio do jatobá e da flor de muçambê, com florais de mulungu e pau-d´arco ao longe. No todo, o equilíbrio chama a atenção. E de que mais precisamos, amigo papudinho, do este suposto equilíbrio no momento da volta ao lar doce lar?!
O vinho de jurubeba harmoniza bem com a gastronomia de sustança. Pratos sugeridos: mocotó, mão-de-vaca, chambaril, bode e caprinos no geral, javali, teju etc.
Podemos aplicar ao jurubeba o mesmo impressionismo paradoxal que o renomado crítico Robert Parker usou para definir o Romanée-Conti: “Aromas celestiais e surreais…”. Seja lá que diabo ele quis dizer com essa xaropada de adjetivos.
Saúde! Porque se os outros vinhos ajudam o coração, o jurubeba é reconhecido na medicina popular como um fortificante da cintura para baixo. Afrodisíaco no último.
Até a próxima visita às adegas e aos alambiques mais roots do país. Mande também a sua sugestão de nossos melhores licores. Como já dizia meu amigo Ibrahim Sued, ademã que eu vou em frente.
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segunda-feira, 2 de julho de 2012
domingo, 19 de junho de 2011
sábado, 18 de junho de 2011
Quanto vale o vinho?
Pro povo que bebe vinho e que "anda" pelo Diumtudo, um excelente artigo de Mauricio Tagliari. Mauricio é músico, participou do Nouvelle Cuisine, compositor e produtor musical.
Por Mauricio Tagliari
Uma pergunta e uma preocupação de todos que bebem vinho. Qual é o preço justo a pagar? Não importa se você é um apreciador de algumas posses que se interessa pelo assunto e gasta bem com seus goles ou se é um dedicado bebedor de fim de semana, interessado em um vinho decente e muito barato. Sempre há alguma dúvida no ar. Como pode um vinho custar R$ 8 e outro, R$ 8 mil? Golpe? Mistificação? Não, caro leitor: capitalismo e mercado. A verdade é que pode, mas não deve.
No há nada, além da lei de oferta e procura, aliada ao marketing, que justifique tamanha disparidade. Já participei de degustações cegas que colocam ombro a ombro vinhos (muito famosos e prestigiados) de R$ 2 mil e menos conhecidos de R$ 150. Não se trata de privilégio nosso, consumidores na periferia do capitalismo enológico. Este é o grande ensinamento das degustações às cegas. Aprende-se, entre outras coisas, a humildade. Veja este vídeo, por exemplo: http://www.youtube.com/watch?v=ptXx_1lPwG8&feature=player_embedded
O amado e odiado Robert Parker pontificou tempos atrás que todo vinho acima de U$ 10 (talvez seja U$ 8, não tenho certeza) tem a obrigação de ser muito bom. Este preço no mercado americano, claro. Com os impostos escorchantes e obscenos cobrados no Brasil, isto equivaleria a uns R$ 80 ou R$ 100, talvez... Uma faixa de preço em que também espero encontrar vinhos de ótima qualidade no nosso mercado. A polêmica retorna com um tweet de Jancis Robinson criticando a escalada de preços dos vinhos franceses. Por culpa da demanda chinesa.
O ponto crucial deste assunto é a percepção do consumidor, tanto organoléptica quanto subjetiva, emocional. Quem há de negar o direito de um entusiasta em se inebriar junto com seus amigos com uma garrafa de um Petrus de boa safra? A raridade o atrai. Se ele pode, sorte dele.
Do mesmo modo, quem há de criticar um neófito que garimpe algum vinho um pouco melhor no piso da pirâmide de preços? Mas, no fim das contas, todos querem fazer um bon marché, achar um best buy ou a melhor relação custo-benefício, para ficarmos no jargão do povo que compra?
Pesquisas do California Institute of Technology e da Stanford Business School demonstram que o conhecimento do preço altera a percepção da degustação (http://www.naturalnews.com/023758.html). Isto é, ao saber que um vinho é mais caro, tendemos a apreciá-lo mais. E, na contramão, não damos muita bola ao vinho mais barato. Nosso cérebro tem truques espertos, mas também cai em muitas armadilhas. O marketing do vinho, mas não só o dele, é um reality show de pegadinhas. O problema é que produtores não podem viver sem ele.
Como decidir, então, se o preço é justo? Garrafas mais pesadas, rótulos mais elegantes, críticas e pontuações favoráveis, rolha de qualidade, enólogos famosos, certificação biodinâmica, tudo isso forma um conjunto de sinais de status do vinho, mas não são garantia de nada.
Cada vez é mais frequente o uso de tampa de rosca por bons produtores do novo mundo. Garrafas pesadas recebem críticas por serem ecologicamente incorretas. Rótulos? Apesar de minha experiência ser amplamente favorável aos belos rótulos, lembremos sempre do ditado: não julgue o livro pela capa! Enólogos famosos nem sempre são unanimidade. E, ao fim e ao cabo, adotar o biodinâmico pode ser charmoso, mas não necessariamente torna a produção do vinho mais cara, me asseguram muitos produtores que optaram pela prática.
Hoje, pequenos produtores e grandes conglomerados concorrem por fatias de mercado em todas as faixas de preço.
Sempre me pedem dicas de "qual vinho bom na faixa dos R$ 35?". Quem faz esta pergunta quer algo honesto, sem ser especial. Mas está longe do jovem, que muitos de nós já fomos, a procurar a ebriedade a baixo custo. Há inúmeras opções nas prateleiras. Quase sempre de grandes produtores do Mercosul. Os brasileiros também melhoraram muito nesta faixa. Este consumidor merece ser atendido e provavelmente é o mais valorizado pela indústria, pois busca qualidade e gastos equilibrados e constantes. Não é uma pessoal que busca o sublime.
Respondo sempre que, na busca do sublime, vale a pena fuçar e explorar a enorme variedade da oferta. Muitas vezes, um vinho bom e barato se valoriza e passa custar muito mais na safra seguinte. Lembro-me, por exemplo, de ter adorado o Quinta do Vallado há anos. Era um vinho fantástico com um preço ótimo. Algo em torno dos tais R$ 35. Hoje ele virou reserva, continua fantástico e custa quase R$ 200. Estou em busca de "novos Vallados".
Quem vai decidir se o preço é justo (descontados os impostos, sempre injustos, é claro), no fim das contas, é quem bebe. E quanto mais aprender e apreciar, sem precisar de muito blablablá, mais seguro o bebedor se sente.
Aqui algumas dicas de tintos bons e baratos (na faixa mágica dos R$35), para o clima frio. Os primeiros são um painel de uvas diferentes:
Altos Las Hormigas Malbec 2010 - R$ 39,44
Masi Passo Doble Corvina/Malbec 2007 - R$ 40,65
Callia Syrah Bonarda - R$ 32,62
Casillero del Diablo Carmenére - R$ 29,90
Aurora Cabernet Franc - R$ 27,50
Neméa Opap 2006 (Bouári) - R$ 38,47
Tilia Merlot 2008 - R$ 25,59
E para quem adora Cabernet Sauvignon aqui vão algumas opções.
Tilia Cabernet Sauvignon 2009 - R$ 28,81
Miolo cabernet Sauvignon reserva - R$ 31,99
Angheben Cabernet Sauvignon 2006 - R$ 26,70
Urban Cabernet Sauvignon 2007 (O.Fournier) - R$ 32,03
É também sócio da YMusic, co-autor do Dicionário do Vinho Tagliari e Campos e escreve sobre músicas e bebidas no blog www.maisumgole.wordpress.com
Por Mauricio Tagliari
Uma pergunta e uma preocupação de todos que bebem vinho. Qual é o preço justo a pagar? Não importa se você é um apreciador de algumas posses que se interessa pelo assunto e gasta bem com seus goles ou se é um dedicado bebedor de fim de semana, interessado em um vinho decente e muito barato. Sempre há alguma dúvida no ar. Como pode um vinho custar R$ 8 e outro, R$ 8 mil? Golpe? Mistificação? Não, caro leitor: capitalismo e mercado. A verdade é que pode, mas não deve.
No há nada, além da lei de oferta e procura, aliada ao marketing, que justifique tamanha disparidade. Já participei de degustações cegas que colocam ombro a ombro vinhos (muito famosos e prestigiados) de R$ 2 mil e menos conhecidos de R$ 150. Não se trata de privilégio nosso, consumidores na periferia do capitalismo enológico. Este é o grande ensinamento das degustações às cegas. Aprende-se, entre outras coisas, a humildade. Veja este vídeo, por exemplo: http://www.youtube.com/watch?v=ptXx_1lPwG8&feature=player_embedded
O amado e odiado Robert Parker pontificou tempos atrás que todo vinho acima de U$ 10 (talvez seja U$ 8, não tenho certeza) tem a obrigação de ser muito bom. Este preço no mercado americano, claro. Com os impostos escorchantes e obscenos cobrados no Brasil, isto equivaleria a uns R$ 80 ou R$ 100, talvez... Uma faixa de preço em que também espero encontrar vinhos de ótima qualidade no nosso mercado. A polêmica retorna com um tweet de Jancis Robinson criticando a escalada de preços dos vinhos franceses. Por culpa da demanda chinesa.
O ponto crucial deste assunto é a percepção do consumidor, tanto organoléptica quanto subjetiva, emocional. Quem há de negar o direito de um entusiasta em se inebriar junto com seus amigos com uma garrafa de um Petrus de boa safra? A raridade o atrai. Se ele pode, sorte dele.
Do mesmo modo, quem há de criticar um neófito que garimpe algum vinho um pouco melhor no piso da pirâmide de preços? Mas, no fim das contas, todos querem fazer um bon marché, achar um best buy ou a melhor relação custo-benefício, para ficarmos no jargão do povo que compra?
Pesquisas do California Institute of Technology e da Stanford Business School demonstram que o conhecimento do preço altera a percepção da degustação (http://www.naturalnews.com/023758.html). Isto é, ao saber que um vinho é mais caro, tendemos a apreciá-lo mais. E, na contramão, não damos muita bola ao vinho mais barato. Nosso cérebro tem truques espertos, mas também cai em muitas armadilhas. O marketing do vinho, mas não só o dele, é um reality show de pegadinhas. O problema é que produtores não podem viver sem ele.
Como decidir, então, se o preço é justo? Garrafas mais pesadas, rótulos mais elegantes, críticas e pontuações favoráveis, rolha de qualidade, enólogos famosos, certificação biodinâmica, tudo isso forma um conjunto de sinais de status do vinho, mas não são garantia de nada.
Cada vez é mais frequente o uso de tampa de rosca por bons produtores do novo mundo. Garrafas pesadas recebem críticas por serem ecologicamente incorretas. Rótulos? Apesar de minha experiência ser amplamente favorável aos belos rótulos, lembremos sempre do ditado: não julgue o livro pela capa! Enólogos famosos nem sempre são unanimidade. E, ao fim e ao cabo, adotar o biodinâmico pode ser charmoso, mas não necessariamente torna a produção do vinho mais cara, me asseguram muitos produtores que optaram pela prática.
Hoje, pequenos produtores e grandes conglomerados concorrem por fatias de mercado em todas as faixas de preço.
Sempre me pedem dicas de "qual vinho bom na faixa dos R$ 35?". Quem faz esta pergunta quer algo honesto, sem ser especial. Mas está longe do jovem, que muitos de nós já fomos, a procurar a ebriedade a baixo custo. Há inúmeras opções nas prateleiras. Quase sempre de grandes produtores do Mercosul. Os brasileiros também melhoraram muito nesta faixa. Este consumidor merece ser atendido e provavelmente é o mais valorizado pela indústria, pois busca qualidade e gastos equilibrados e constantes. Não é uma pessoal que busca o sublime.
Respondo sempre que, na busca do sublime, vale a pena fuçar e explorar a enorme variedade da oferta. Muitas vezes, um vinho bom e barato se valoriza e passa custar muito mais na safra seguinte. Lembro-me, por exemplo, de ter adorado o Quinta do Vallado há anos. Era um vinho fantástico com um preço ótimo. Algo em torno dos tais R$ 35. Hoje ele virou reserva, continua fantástico e custa quase R$ 200. Estou em busca de "novos Vallados".
Quem vai decidir se o preço é justo (descontados os impostos, sempre injustos, é claro), no fim das contas, é quem bebe. E quanto mais aprender e apreciar, sem precisar de muito blablablá, mais seguro o bebedor se sente.
Aqui algumas dicas de tintos bons e baratos (na faixa mágica dos R$35), para o clima frio. Os primeiros são um painel de uvas diferentes:
Altos Las Hormigas Malbec 2010 - R$ 39,44
Masi Passo Doble Corvina/Malbec 2007 - R$ 40,65
Callia Syrah Bonarda - R$ 32,62
Casillero del Diablo Carmenére - R$ 29,90
Aurora Cabernet Franc - R$ 27,50
Neméa Opap 2006 (Bouári) - R$ 38,47
Tilia Merlot 2008 - R$ 25,59
E para quem adora Cabernet Sauvignon aqui vão algumas opções.
Tilia Cabernet Sauvignon 2009 - R$ 28,81
Miolo cabernet Sauvignon reserva - R$ 31,99
Angheben Cabernet Sauvignon 2006 - R$ 26,70
Urban Cabernet Sauvignon 2007 (O.Fournier) - R$ 32,03
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
“no dia em que acabar o botequim, também se acaba o casamento!”
Exclusivo para o DIUMTUDO.
Mara Squicciarini e Jo Swinnen (uma mulher e um homem, pra evitar confusão) foram pioneiros em mostrar que existe um forte relacionamento entre o consumo de álcool e a propensão das pessoas à monogamia.
O estudo é organizado em duas frentes. Na primeira, Mara e Jo compilam dados coletados por antropólogos e historiadores sobre dezenas de sociedades espalhadas pelos quatro cantos da terra. Estes dados têm duas características principais: referem-se ao período anterior à chegada dos europeus às Américas e envolvem sociedades que entre si tinham pouco ou nenhum contato, para evitar poluições nas análises.
Wine Economics?
Pois é, para provar que os economistas não fazem só coisa chata apareceu um campo de pesquisa inteirinho consagrado ao vinho e seus parentes etílicos, com direito a periódico científico, congressos acadêmicos e tudo o mais.
E na última edição do principal encontro da área uma dupla de pesquisadores belgas apresentou um trabalho ao mesmo tempo polêmico e capaz de despertar o interesse de quase todo mundo.
Mara Squicciarini e Jo Swinnen (uma mulher e um homem, pra evitar confusão) foram pioneiros em mostrar que existe um forte relacionamento entre o consumo de álcool e a propensão das pessoas à monogamia.E se você pensa que não vai aí nenhuma novidade, a julgar por aquele seu tio constrangedor que fica todo assanhado depois da terceira dose, pense de novo porque o caso é bem ao contrário.
Os belgas revelam que nas sociedades monogâmicas bebe-se muito MAIS do que nas poligâmicas, nas quais frequentemente predomina a abstinência (pense nos muçulmanos e mórmons)!
Neste ponto, vale abrir um parêntese: o termo “poligamia” se aplica quando tanto homens quanto mulheres podem se relacionar com múltiplos parceiros, mas os autores só encontraram em sua pesquisa histórica casos (e muitos deles) de “poliginia”, quando o homem pode desposar várias mulheres, mas não o contrário.
O vice-versa seria a “poliandria”, que nunca esteve na moda – fica aí a ideia...
O estudo é organizado em duas frentes. Na primeira, Mara e Jo compilam dados coletados por antropólogos e historiadores sobre dezenas de sociedades espalhadas pelos quatro cantos da terra. Estes dados têm duas características principais: referem-se ao período anterior à chegada dos europeus às Américas e envolvem sociedades que entre si tinham pouco ou nenhum contato, para evitar poluições nas análises.
Entre elas, aliás, estão os brasileiríssimos Tupinambás.
Depois, usando uma porção de estatística, eles cruzam as informações sobre consumo de bebidas alcoólicas e sobre o comportamento sexual dos vários povos. O resultado é bem claro: quanto maior a bebedeira, mais estes povos se aproximavam da pura monogamia.
E quanto mais sóbrios, mais propensos eles eram à prática da poliginia.
Na segunda frente, os economistas fazem uma análise historiográfica para mostrar que o crescimento do consumo de bebidas e o declínio da poliginia no mundo caminharam juntinhos. E pra quem acha que os homens estão cada vez mais safados, pode ser útil a informação de que a poliginia, seja formal ou como prática socialmente aceita, só saiu de moda depois da Revolução Industrial, por coincidência na mesma época em que os botequins se popularizaram mundo afora como nunca antes.
Isso quer dizer que a bebida ajuda as pessoas a serem monogâmicas – ou que a monogamia estimula as pessoas a ficarem bêbadas? Claro que não, bradaria um acadêmico chato (inclusive exaltado se já tivesse sorvido um Casillero del Diablo)!
Qualquer alfabetizado científico sabe que correlação e causalidade são coisas mui diferentes e por isso os pesquisadores não ousaram atribuir uma interpretação de causa-e-efeito aos resultados reportados.
Na verdade, ninguém sabe – ainda – as razões por trás desta curiosa correlação, mas as hipóteses levantadas no paper são várias, principalmente baseadas nas características sócio-econômicas das comunidades. Por exemplo, é possível que nas sociedades mais pobres e primitivas as pessoas sejam mais propensas a beber para esquecer suas mazelas e ao mesmo tempo os homens precisam se conformar à monogamia porque não poderiam manter famílias muito grandes.
Sabe-se lá, mas é certo que a estória pode ser bem diferente. Que o diga meu infame companheiro de botequim conhecido como S. Bocão – suposto primo do famoso J. Canalha, ícone dos botequins cariocas.
Sem dar a mínima para convenções e pudores científicos (ou de qualquer outro tipo), Bocão levantou a lebre: “é a monogamia que causa a bebedeira, afinal, só resta ao marido afogar as mágoas!”. Descarado, ainda arrematou: “no dia em que acabar o botequim, também se acaba o casamento!”. Por via das dúvidas, que tal dar uma colher de chá para @ companheir@ quando el@ suplicar “deixa mais uma meia horinha, só para a saideira”?
Carlinhos K. Cimba*
* pseudônimo de um estudioso do assunto que aqui e acolá toma umas biritas.
O original do trabalho no seguinte endereço: http://www.wine-economics.org/workingpapers/AAWE_WP75.pdf
O original do trabalho no seguinte endereço: http://www.wine-economics.org/workingpapers/AAWE_WP75.pdf
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