Quem sou eu

Minha foto
Agrônomo, com interesses em música e política
Mostrando postagens com marcador Revista Veja. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Revista Veja. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 21 de maio de 2013

GIL EM CUBA

Gil Sá*


Fiquei indignado logo que voltei com a noticia de uma reportagem na Veja denegrindo os médicos cubanos e dizendo que lá a medicina é atrasada e sem atualização tecnológica.
Vivi um experiência de excelência no atendimento médico e hospitalar que descrevo abaixo: 
Havana Velha


Chico Buarque tem razão quando diz que ir a Cuba é um processo de humanização. 

Uns “mojitos” a mais com boa música na noite anterior e um café da manhã às pressas me levou a uma “hipoglicemia” desencadeando uma                    “ fibrilação atrial” com “isquemia miocárdica”. Foi mais ou menos isso que eu entendi pelos médicos cubanos. 

Isso aconteceu em plena rua da Havana Velha as 
09 h de uma ensolarada manhã do dia 30 de abril. 

Paramédicos chegaram em minutos após atendimento  inicial de dois médicos amigos que estavam no passeio. Fui levado imediatamente para um posto de saúde (sem fila) e um atendimento de 1º mundo com médico e enfermeiros super atenciosos, com exames, eletrocardiograma e medicação específica, daí fui transferido para um Hospital para mais exames  e novamente uma excelência em atendimento numa unidade de observação com equipamentos moderníssimos e a presença de 4 médicos que me acompanharam durante toda a tarde até 20h, quando me liberaram após medicação e recomendações e a segurança de que eu estava bem.

Não foi preciso nem o cartão seguro saúde. Lamento o susto dado aos amigos o que deixou os médicos cubanos impressionados com a solidariedade do grupo de mais 20 amigos que estavam no passeio.

Agradeço a todos o apoio solidário e a certeza de que voltamos  de Cuba mais humanizados com tudo que vimos, sentimos e aprendemos


*Gil Sá esteve em Cuba no período de 23 de abril a 4 de maio de 2013. 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Nassif X VEJA

Por Luis Nassif

O Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou, agora de manhã, meu direito de resposta na revista Veja.

Quero agradecer o escritório Leonardi & Advogados, de jovens e brilhantes advogados, que reiteraram minha confiança na profissão. Em outras ações da Abril, fui abandonado pelo escritório Rodrigues Barbosa, Mac Dowell de Figueiredo, Gasparian, dos meus amigos Marco Antonio, Samuel e Thais.

A sentença não apagará os dissabores pelos quais passei, o sofrimento da minha família, o constrangimento de enfrentar acusações falsas disseminadas através de quase um milhão de exemplares pelo país.

Mas ficam dois frutos.

Primeiro, o fato de essa ação provocar a nova jurisprudência sobre direito de resposta - depois que os procedimentos foram vergonhosamente apagados da legislação pelo ex-Ministro Ayres Britto, do STF.

Segundo, minha convicção de dedicar toda minha energia para ajudar a fixar limites contra abusos da mídia. Fiz isso nos anos 90, em campanhas individuais reunidas no livro "O jornalismo dos anos 90". Vítima do que sempre denunciei, senti na pele o que sentiram milhares de pessoas, cuja reputação virou joguete nas mãos de uma mídia que há muito perdeu todos os filtros.

Por Fernanda Pascale

Caro Nassif,

Tenho a satisfação de comunicar que fomos vitoriosos no julgamento da apelação interposta pela Editora Abril contra a sentença que lhe assegurou o direito de resposta contra a Revista Veja, em relação à coluna escrita por Diogo Mainardi.

O advogado da Editora Abril, Dr. Jorge, e eu, Dra. Fernanda, fizemos sustentação oral.

Eu ressaltei para os Desembargadores os principais pontos do caso, reforçando o que já havia constado nos Memoriais apresentados no final da semana passada. Enfatizei, especialmente, a garantia constitucional do direito de resposta e destaquei a relevância do tema após o fim da Lei de Imprensa no Brasil.

Após uma sessão de julgamento de pouco mais de 2 horas, os três Desembargadores, de forma unânime, votaram pelo reconhecimento de seu direito resposta contra a Revista Veja e selecionaram a decisão para constar como jurisprudência do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, dada a importância do precedente.

A Editora Abril ainda pode recorrer aos tribunais superiores em Brasília. Vamos acompanhar o desenrolar dos acontecimentos. Assim que o acórdão estiver disponível, enviaremos cópia.

Atenciosamente,
Fernanda Pascale

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Oscar Niemeyer, a Veja online e o Escaravelho

Oscar Niemeyer
Por Leonardo Boff

Com a morte de Oscar Niemeyer aos 104 anos de idade ouviram-se vozes do mundo inteiro cheias de admiração, respeito e reverência face a sua obra genial, absolutamente inovadora e inspiradora de novas formas de leveza, simplicidade e elegância na arquitetura. Oscar Niemeyer foi e é uma pessoa que o Brasil e a humanidade podem se orgulhar.

E o fazemos por duas razões principais: a primeira, porque Oscar humildemente nunca considerou a arquitetura a coisa principal da vida; ela pertence ao campo da fantasia, da invenção e do lúdico. Para ele era um jogo das formas, jogado com a seriedade com que as crianças jogam.

A segunda, para Oscar, o principal era a vida. Ela é apenas um sopro, passageira e contraditória. Feliz para alguns mas para as grandes maiorias cruel e sem piedade. Por isso, a vida impõe uma tarefa que ele assumiu com coragem e com sérios riscos pessoais: a da transformação. E para transformar a vida e torná-la menos perversa, dizia, devemos nos dar as mãos, sermos solidários uns para com os outros, criarmos laços de afeto e de amorosidade entre todos. Numa palavra, nós humanos devemos aprender a nos tratar humanamente, sem considerar as classes, a cor da pele e o nível de sua instrução.

Isso foi que alimentou de sentido e de esperança a vida desse gênio brasileiro. Por aí se entende que escolheu o comunismo como a forma e o caminho para dar corpo a este sonho, pois, o comunismo, em seu ideário generoso, sempre se propôs a transformação social a partir das vítimas e dos mais invisíveis. Oscar Niemeyer foi um fiel militante comunista.

Mas seu comunismo era singular: no meu modo de ver, próximo dos cristãos originários pois era um comunismo ético, humanitário, solidário, doce, jocoso, alegre e leve. Foi fiel a esse sonho a vida inteira, para além de todos os avatares passados pelas várias formas de socialismo e de marxismo.
Na medida em que pudemos observar, a grande maioria da opinião pública mundial, foi unânime na celebração de sua arte e do significado humanista de sua vida. Curiosamente a revista VEJA de domingo, dedica-lhe 10 belas páginas. Outra coisa, porém, é a revista VEJA online de 7 de dezembro com um artigo do blog do jornalista Reinado Azevedo que a revista abriga.

Ele foi a voz destoante e de reles mau gosto. Até agora a VEJA não se distanciou daquele conteúdo, totalmente, contraditório àquele da edição impressa de domingo. Entende-se porque a ideologia de um é a ideologia do outro. Pouco importa que o jornalista Azevedo, de forma confusa, face às críticas vindas de todos os lados, procure se explicar. Ora se identifica com a revista, ora se distancia, mas finalmente seu blog é por ela publicado.

Notoriamente, VEJA se compraz em desfazer as figuras que melhor mostram nossa cultura e que mais penetraram na alma do povo brasileiro. Essa revista parece se envergonhar do Brasil, porque gostaria que ele fosse aquilo que não é e não quer ser: um xerox distorcido da cultura norte-americana. Ela dá a impressão de não amar os brasileiros, ao contrário expõe ao ridículo o que eles são e o que criam. Já o titulo da matéria referente a Oscar Niemeyer da autoria de Azevedo, revela seu caráter viciado e malevolente: ”Para instruir a canalha ignorante. O gênio e o idiota em imagens”. Seu texto piora mais ainda quando, se esforça, titubeante, em responder às críticas em seu blog do dia 8/12 também na VEJA online com um título que revela seu caráter despectivo e anti-democrático:”Metade gênio e metade idiota- Niemeyer na capa da VEJA com todas as honras! O que o bloco dos Sujos diz agora?” Sujo é ele que quer contaminar os outros com a própria sujeira de uma matéria tendenciosa e injusta.

O que se quer insinuar com os tipos de formulação usados? Que brasileiro não pode ser gênio; os gênios estão lá fora; se for gênio, porque lá fora assim o reconhecem, é apenas em sua terceira parte e, se melhor analisarmos, apenas numa quarta parte. Vamos e venhamos: Quem diz ser Oscar Niemeyer um idiota apenas revela que ele mesmo é um idiota consumado. Seguramente Azevedo está inscrito no número bem definido por Albert Einstein: ”conheço dois infinitos: o infinito do universo e o infinito dos idiotas; do primeiro tenho dúvidas, do segundo certeza”. O articulista nos deu a certeza que ele e a revista que o abriga possuem um lugar de honra no altar da idiotice.

O que não tolera em Oscar Niemeyer que, sendo comunista, se mostra solidário, compassivo com os que sofrem, que celebra a vida, exalta a amizade e glorifica o amor. Tais valores não cabem na ideologia capitalista de mercado, defendida por VEJA e seu albergado, que só sabe de concorrência, de “greed is good”(cobiça é coisa boa), de acumulação à custa da exploração ou da especulação, da falta de solidariedade e de justiça em nível internacional.

Mas não nos causa surpresa; a revista assim fez com Paulo Freire, Cândido Portinari, Lula, Dom Helder Câmara, Chico Buarque, Tom Jobim, João Gilberto, frei Betto, João Pedro Stédile, comigo mesmo e com tantos outros. Ela é um monumento à razão cínica. Segue desavergonhadamente a lógica hegeliana do senhor e do servo; internalizou o senhor que está lá no Norte opulento e o serve como servo submisso, condenado a viver na periferia. Por isso tanto a revista quanto o articulista revelam um completo descompromisso com a verdade daqui, da cultura brasileira.

A figura que me ocorre deste articulista e da revista semanal, em versão online, é a do escaravelho, popularmente chamado de rola-bosta. O escaravelho é um besouro que vive dos excrementos de animais herbívoros, fazendo rolinhos deles com os quais, em sua toca, se alimenta. Pois algo semelhante fez o blog de Azevedo na VEJA online: foi buscar excrementos de 60 e 70 anos atrás, deslocou-os de seu contexto (ela é hábil neste método) e lançou-os contra Oscar Niemeyer. Ela o faz com naturalidade e prazer, pois, é o meio no qual vive e se realimenta continuamente. Nada de surpreendente, portanto.

Paro por aqui. Mas quero apenas registrar minha indignação contra esta revista, em versão online, travestida de escaravelho por ter cometido um crime lesa-fama. Reproduzo igualmente dois testemunhos indignados de duas pessoas respeitáveis: Antonio Veronese, artista plástico vivendo em Paris e João Cândido Portinari, filho do genial pintor Cândido Portinari, cujas telas grandiosas estão na entrada do edifício da ONU em Nova York e cuja imagem foi desfigurada e deturpada, repetidas vezes, pela revista-escaravelho.
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Oscar Niemeyer e a imprensa tupiniquim- Antonio Veronese

Crítica mesquinha, que pune o Talento, essa ousadia imperdoável de alçar os cornos acima da manada. No Brasil, Talento, como em nenhum outro país do mundo, é indigerível por parte da imprensa, que se acocora, devorada por inveja intestina. Capitania hereditária de raivosos bufões que já classificou a voz de Pavarotti de ruído de pia entupida; a música de Tom Jobim de americanizada; João Gilberto de desafinado e Cândido Portinari de copista…
Quando morre um homem de Talento, como agora o grande Niemeyer, os raivosos bufões babam diante do espelho matinal sedentos de escárnio.

Não discuto a liberdade da imprensa. Mas a pergunta que se impõe é como um cidadão, com a dimensão internacional de Oscar Niemeyer, (sua morte foi reverenciada na primeira página de todos os grandes jornais do mundo) pode ser chamado, por um jornalista mequetrefe, num órgão de imprensa de cobertura nacional, de metade-gênio-metade idiota? Isso após sua morte, quando não é mais capaz de defender-se, e ainda que sob a desculpa covarde, de reproduzir citação de terceiros…
O consolo que me resta é que a História desinteressa-se desses espasmos da estupidez. Quem se lembra hoje dos críticos da bossa nova ou de Villa-Lobos? Ao talent, no entanto, está reservada a reverência da eternidade.

Antonio Veronese (mideart@gmail.com)
••••••••••••••••••

Meu caro Antonio,

Que beleza o seu texto, um verdadeiro bálsamo para os que ainda acreditam no mundo de amanhã nascendo do espírito, da fé e do caráter dos homens de hoje!

Não é toda a imprensa, felizmente. Há também muita dignidade e valor na mídia brasileira. Mas não devemos nos surpreender com a revista semanal. Em termos de vileza, ela sempre consegue se superar. Ela terá, mais cedo ou mais tarde, o destino de todas as iniquidades: a vala comum do lixo, onde nem a história se dará o trabalho de julgá-la.

Os arquivos do Projeto Portinari guardam um sem número de artigos desta rancorosa revista, assim como de outras da mesma editora, sobre meu pai, Cândido Portinari e outros seus companheiros de geração. Sempre pérfidos, infames e covardes, como este que vem agora tentar apequenar um grande homem que para sempre enaltecerá a nossa terra e o nosso povo.

Caro amigo, é impossível ficar calado, diante de tanta indignidade.

Com o carinho e a admiração do
Professor João Candido Portinari (portinari@portinari.org.br)

*Leonardo Boff é filósofo, teólogo, escritor e comisionado da Carta da Terra.
http://leonardoboff.wordpress.com/2012/12/09/oscar-niemeyer-a-veja-online-e-o-escaravelho/

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Veja os nomes listados no relatório de Odair Cunha

Por Agência Senado

A CPI ( do Cachoeira ) pede a responsabilização de:

  • Marconi Perillo, governador de Goiás.
  • João Furtado de Mendonça Neto, ex-Secretário de Segurança Pública e Procurador do Estado de Goiás
  • Jayme Eduardo Rincon, presidente da Agência Goiana de Transporte e Obras (Agetop)
  • Alexandre Baldy de Sant’Anna Braga, Secretário de Indústria e Comércio de Goiás
  • Ronald Christian Alves Bicca, Procurador do Estado de Goiás
  • Marcelo Marques Siqueira, Procurador do Estado de Goiás
  • Geraldo Messias Queiroz, prefeito de Águas Lindas (GO)
  • Gil Tavares, prefeito de Nerópolis (GO)
  • Raul de Jesus Lustosa Filho, prefeito de Palmas
  • Demostenes Torres, procurador do estado de Goiás e ex-senador
  • Carlos Alberto Leréia, deputado federal por Goiás
  • Júlio Cesar Cardoso de Brito
Pede o indiciamento de:

  • Edvaldo Cardoso de Paula, ex-presidente do Departamento de Trânsito de Goiás (Detran-GO).
  • Eliane Gonçalves Pinheiro, ex-chefe de gabinete do governador de Goiás
  • Lúcio Fiúza Gouthier, ex-assessor do governador de Goiás, Marconi Perillo
  • José Carlos Feitoza, o Zunga
  • Marcello de Oliveira Lopes, o Marcellão
  • Joaquim Gomes Thomé Neto
  • Jairo Martins de Souza
  • Rodrigo Jardim de Amaral Mello
  • José Raimundo Santos Lima
  • Marco Aurélio Bezerra da Rocha
  • Santana da Silva Gomes
  • Elias Vaz de Andrade
  • Fernando de Almeida Cunha
  • Wladimir Garcez Henrique
  • Gleyb Ferreira da Cruz
  • Geovani Pereira da Silva
  • Lenine Araújo de Souza
  • Adriano Aprígio de Souza
  • Idalberto Matias de Araújo
  • André Teixeira Jorge
  • Leide Ferreira Cruz
  • Andressa Tavares Mendonça de Moraes
  • Andrea Aprígio de Souza
  • Cláudio Dias Abreu
  • Rossini Aires Guimarães
  • Fernando Cavendish
  • Antônio Pires Perillo
  • Rubmaier ferreira de Carvalho
  • Carlos Cachoeira 
  • Wagner Relâmpago
  • Patrícia Moraes
  • João Unes
  • Carlos Antônio Nogueira, Botina
  • Policarpo Júnior ( da revista VEJA)
Exclui de acusação:

  • Agnelo Queiroz, governador do Distrito Federal
  • Wilder Pedro de Moraes, senador
  • Stepan Nercessian
E sugere mais investigações sobre:

  • Francisco Cláudio Monteiro
  • Ataídes de Oliveira
  • Sandes Júnior
  • Benedito Torres
  • Walter Paulo de Oliveira Santiago
  • Marcelo Henrique Limírio Gonçalves

Agência Senado

domingo, 23 de setembro de 2012

Mais um: Celso Bandeira de Mello desmente revista Veja

Por Simone de Moraes
Nota da tal revista


O jurista Celso Antônio Bandeira de Mello desmentiu nota publicada
na edição 2.287 da revista Veja informando que ele estaria redigindo
um manifesto criticando a atuação dos ministros do STF no julgamento
do mensalão.

Leia a declaração de Celso Antônio Bandeira de Mello.

"Uma notícia deslavadamente falsa publicada por um
semanário intitulado “Veja” diz que eu estaria a redigir
um manifesto criticando a atuação de Ministros do
Supremo Tribunal Federal no julgamento da ação que
a imprensa batizou de mensalão e sobremais que neste
documento seria pedido que aquela Corte procedesse
de modo “democrático”, “conduzido apenas de acordo
com os autos” e “com respeito à presunção de inocência
dos réus”.
Não tomei conhecimento imediato da notícia, pois a recebi
tardiamente, por informação que me foi transmitida, já que,
como é compreensível, não leio publicações às quais não
atribuo a menor credibilidade.
No caso, chega a ser disparatada a informação inverídica,
pois não teria sentido concitar justamente os encarregados
de afirmar a ordem jurídica do País, a respeitarem noções
tão rudimentares que os estudantes de Direito, desde o
início do Curso, já a conhecem, quais as de que “o mundo
do juiz é o mundo dos autos” – e não o da Imprensa – e
que é com base neles que se julga e que,  ademais, em
todo o mundo civilizado existe a “presunção de inocência
dos réus”.
É esta a razão pela qual, sabidamente, indiciados não são
apenados em função de meras conjecturas, de suposições
ou de simples indícios, mas tão somente quando existirem
provas certas de que procederam culposa ou dolosamente
contra o Direito, conforme o caso. Pretender dizer isto em
um manifesto aos Ministros do Supremo Tribunal Federal
seria até mesmo desrespeitoso e atrevido, por implicar
suposição de que eles ignoram o óbvio ou que são capazes
de afrontar noções jurídicas comezinhas. Nenhum
profissional do Direito experimentado, com muitos anos de
profissão, cometeria tal dislate. É claro que isto pode passar
desapercebido a um leigo ao preparar noticiário, mas não
convém que fique sem um cabal desmentido, para que os
leitores não sejam enganados em sua boa-fé."

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/celso-bandeira-de-mello-desmente
-revista-veja?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Partidos divulgam nota


O PT, PSB, PMDB, PCdoB, PDT e PRB, representados pelos seus presidentes nacionais, repudiam de forma veemente a ação de dirigentes do PSDB, DEM e PPS que, em nota, tentaram comprometer a honra e a dignidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Valendo-se de fantasiosa matéria veiculada pela Revista Veja, pretendem transformar em verdade o amontoado de invencionices colecionado a partir de fontes sem identificação.

As forças conservadoras revelam-se dispostas a qualquer aventura. Não hesitam em recorrer a práticas golpistas, à calúnia e à difamação, à denúncia sem prova.

O gesto é fruto do desespero diante das derrotas seguidamente infligidas a eles pelo eleitorado brasileiro. Impotentes, tentam fazer política à margem do processo eleitoral, base e fundamento da democracia representativa, que não hesitam em golpear sempre que seus interesses são contrariados.

Assim foi em 1954, quando inventaram um “mar de lama” para afastar Getúlio Vargas. Assim foi em 1964, quando derrubaram Jango para levar o País a 21 anos de ditadura. O que querem agora é barrar e reverter o processo de mudanças iniciado por Lula, que colocou o Brasil na rota do desenvolvimento com distribuição de renda, incorporando à cidadania milhões de brasileiros marginalizados, e buscou inserção soberana na cena global, após anos de submissão a interesses externos.

Os partidos da oposição tentam apenas confundir a opinião pública. Quando pressionam a mais alta Corte do País, o STF, estão preocupados em fazer da ação penal 470 um julgamento político, para golpear a democracia e reverter as conquistas que marcaram a gestão do presidente Lula .

A mesquinharia será, mais uma vez, rejeitada pelo povo.

Rui Falcão, PT
Eduardo Campos, PSB
Valdir Raupp, PMDB
Renato Rabelo, PCdoB
Carlos Lupi, PDT
Marcos Pereira, PRB.

Brasília, 20 de setembro de 2012.