Quem sou eu

Minha foto
Agrônomo, com interesses em música e política
Mostrando postagens com marcador Paulo César Pinheiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Paulo César Pinheiro. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Na sexta com Fabiana




A cantora Fabiana Cozza interpreta esse samba de Wilson da Neves e Paulo Cesar Pinheiro.

O Samba É Meu Dom

O samba é meu dom
Aprendi bater samba ao compasso do meu coração
De quadra, de enredo, de roda, na palma da mão
De breque, de partido alto e o samba canção

O samba é meu dom
Aprendi dançar samba vendo samba de pé no chão
No Império Serrano a escola da minha paixão
No terreiro, na rua, no bar, gafieira e salão

O samba é meu dom
Aprendi cantar samba com quem dele fez profissão
Mário Reis, Vassourinha, Ataulfo, Ismael, Jamelão
Com Roberto Silva, Sinhô, Gonga, Ciro e João Gilberto

O samba é meu dom
Aprendi muito samba com quem sempre fez samba bom
Silas, Zinco, Aniceto, Anescar, Cachinê, Jaguarão
Zé com Fome, Herivelto, Marçal, Mirabeau, Henricão

O samba é meu dom
E no samba que eu vivo do samba que eu ganho meu pão
E é no samba que eu quero morrer de baquetas na mão
Pois quem é do samba meu nome não esquece mais não

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Som de Prata (Moacyr Luz e PC Pinheiro)



Som de Prata ( Moacyr Luz e Paulo César Pinheiro) 

Nasceu no Rio de Janeiro
No dia do santo guerreiro
Naquele tempo que passou
Foi o maior mestre do choro
Tinha um coração de ouro
E que bom compositor
Foi carinhoso e foi ingênuo
E na roda dos boêmios
Sua flauta era rainha
E em samba, choro e serenata
Como era doce o som de prata, doutor
Que a flauta tinha
O embaixador dessa cidade
Meu Deus do céu, mas que saudade que dá
Do velho Pixinguinha

Veio da terra de Zambi
Sangue de malê
De uma falange do rei Nagô
Filho de Ogum, de São Jorge, no batuquegê
De benguelê, de iaô
Rainha ginga
É que sua avó era africana
A rezadeira de Aruanda, vovó
Vovó Cambinda
Só quem morre dentro de uma igreja
Virá Orixá, louvado seja senhor
Meu santo Pixinguinha

Ele é de benguelê
Ele é de iaô
É do batuquegê
Ele é do rei Nagô
É sangue de malê
É santo sim senhor

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

SACI - Guinga e PC Pinheiro

Via Rogério Ribeiro



Saci (Guinga e PC Pinheiro)

Quem vem vindo ali
É um preto retinto e anda nu
Boné cobrindo o pixaim
E pitando um cachimbo de bambu

Vem me acudir
Acho que ouvi seu assovio
Fiquei até com cabelo em pé
Me deu arrepio, frio

Quem vem vindo ali
Tá capengando numa perna só
Só pode ser coisa ruim
Como bem já dizia minha vó

Diz que ele vem
Montado num roda-moinho
Já sei quem é, já vi seu boné
Surgir no caminho

Quando ele vê que eu me benzi
E que eu me arredo, cruz credo
Solta uma gargalhada
Some na estrada
É o Saci

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Dori Caymmi - 26 de agosto de 1943




Desenredo
Composição: Dori Caymmi / Paulo César Pinheiro

Por toda terra que passo me espanta tudo que vejo
A morte tece seu fio de vida feita ao avesso
O olhar que prende anda solto
O olhar que solta anda preso
Mas quando eu chego eu me enredo
Nas tranças do teu desejo
O mundo todo marcado à ferro, fogo e desprezo
A vida é o fio do tempo, a morte o fim do novelo
O olhar que assusta anda morto
O olhar que avisa anda aceso
Mas quando eu chego eu me perco
Nas tramas do teu segredo
Ê Minas, ê Minas, é hora de partir, eu vou
Vou-me embora pra bem longe
A cera da vela queimando, o homem fazendo seu preço
A morte que a vida anda armando, a vida que a morte anda tendo
O olhar mais fraco anda afoito
O olhar mais forte, indefeso
Mas quando eu chego eu me enrosco
Nas cordas do seu cabelo
Ê Minas, ê Minas, é hora de partir, eu vou
Vou-me embora pra bem longe...

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Mordaça (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro) 1976

Por Marcus Vinicius

Para aqueles e aquelas jovens que nunca viveram um estado de exceção - uma ditadura - mas que insistem, hoje, em dizer que vivemos.

Oh tempus! Oh mores!



Mordaça (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)

TUDO O QUE MAIS NOS UNIU SEPAROU
TODO O QUE TUDO EXIGIU RENEGOU
DA MESMA FORMA QUE QUIS RECUSOU
O QUE TORNA ESSA LUTA IMPOSSÍVEL E PASSIVA

O MESMO ALENTO QUE NOS CONDUZIU DEBANDOU
TUDO O QUE TUDO ASSUMIU DESANDOU
TUDO QUE SE CONSTRUIU DESABOU
O QUE FAZ INVENCÍVEL A AÇÃO NEGATIVA

É PROVÁVEL QUE O TEMPO FAÇA A ILUSÃO RECUAR
POIS TUDO É INSTÁVEL E IRREGULAR
E DE REPENTE O FUROR VOLTA
O INTERIOR TODO SE REVOLTA
E FAZ NOSSA FORÇA SE AGIGANTAR

MAS SÓ SE A VIDA FLUIR SEM SE OPOR
MAS SÓ SE O TEMPO SEGUIR SEM SE IMPOR
MAS SÓ SE FOR SEJA LÁ COMO FOR
O IMPORTANTE É QUE A NOSSA EMOÇÃO SOBREVIVA

E A FELICIDADE AMORDACE ESSA DOR SECULAR
POIS TUDO NO FUNDO É TÃO SINGULAR
É RESISTIR AO INEXORÁVEL
O CORAÇÃO FICA INSUPERÁVEL
E PODE EM VIDA IMORTALIZAR




terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Samba antigo



Samba Antigo
    (Miltinho "MPB-4" / Mário Negrão / Paulo César Pinheiro)
    Citação: "Mascarada" (Zé Kéti / Elton Medeiros)

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Reza, Meu Bem (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro)

por Alfredo Pessoa

Mais um samba informal de Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro. Em 2008, Cristina Buarque e o Samba de Fato composto por Pedro Miranda, Alfredo Del-Penho, Pedro Amorim e Paulinho Dias gravaram 30 pérolas de Mauro Duarte, conhecido como Bolacha pelos amigos. O trabalho é pela Deckdisc e a produção ficou por conta de Del-Penho. O grande melodista Mauro Duarte compôs 70 músicas, 10 das quais finalizadas após a sua morte em 1989. Paulo César Pinheiro, seu maior parceiro, sempre que lembra do autor, mareja os olhos e a palavra arranha... "Bolacha, como eu sinto a tua falta".


Reza, Meu Bem (Mauro Duarte/Paulo C. Pinheiro)

(A7(b13) Dm7 Am7 G7 C7M E7)
Am7 E7 Am7 G7 C7M

Reza, meu bem....Reza que acalma

Bm7(b5) E7 Am7 B7 Bm4(7)

Reza pelo nosso bem, pelo corpo e pela alma

Em7(b5) A7 Em7(b5) A7 D7 Dm7

Sem blasfemar, vou rezar do jeito meu

Am7 B7 E7 Am7 Em7(b5) A7 Em7(b5)

Meu altar são os braços teus....Sem transgredir, já escrevi

A7 D7 E7 Am7 B7 E7 Am7 E7

Os versos meus, junto a ti estou junto a Deus

Am7 E7 Am7 E7 Dm7 E7 Em7(b5) A7

Ô ô ô ô Do teu lado a vida tem sentido

Dm7 A7 Dm7 A7 Dm7 E7 Am7 E7

Ô ô ô ô Junto a ti me sinto convertido

Am7 G7 C7M B7 Em7 B7 Em7 F#7

Ô ô ô ô ô ô ô ô

Bm7 F#7 Bm7 A7 D7M

Reza, meu bem....Reza que acalma

C#m7(b5) F#7 Bm7 C#7 C#m4(7)

Reza pelo nosso bem, pelo corpo e pela alma

F#m7(b5) B7 F#m7(b5) B7 E7 Em7

Sem blasfemar, vou rezar do jeito meu

Bm7 C#7 F#7 Bm7 F#m7(b5) B7 F#m7(b5)

Meu altar são os braços teus....Sem transgredir, já escrevi

B7 E7 F#7 Bm7 C#7 F#7 Bm7 F#7

Os versos meus, junto a ti estou junto a Deus

Bm7 F#7 Bm7 F#7 Em7 F#7 F#m7(b5) B7

Ô ô ô ô Do teu lado a vida tem sentido

Em7 B7 Em7 B7 Em7 F#7 Bm7 (B7(b13)

Ô ô ô ô Junto a ti me sinto convertido

Em7 Bm7 A7 D7M G7 F#7 Bm7)

sábado, 17 de agosto de 2013

Um ser de luz

Por Alfredo Pessoa

Em 12 de agosto de 2013 Clara Francisca Gonçalves, Clara Nunes, natural de Paraopeba (MG), faria 71 anos se estivesse viva. Esta música é uma bela homenagem de Paulo César Pinheiro, João Nogueira e Mauro Duarte. Depois da morte de Clara, em abril de 1983, João idealizou a homenagem com o parceiro. Paulo César, viúvo, não tinha cabeça pra pensar em nada. Um tempo depois Mauro Duarte insistiu: "vamos fazer antes que outros façam". Logo, Paulo César entregou a letra aos dois, depois de pronta ouviu uma só vez e nunca mais. No disco que Paulo César gravou com João em 1994, Parceria, pelo selo Velas, produção de Eduardo Gudim, João canta "Um Ser de Luz" sozinho. Clara também foi homenageada por Martinho da Vila e Francis Hime em belíssimos sambas.


Um Ser de Luz ( João  Nogueira/PC Pinheiro/Mauro Duarte)

A7(b13) Dm7 G7                 C7M  D#º                       E7 Am7
Um        dia, um ser de luz nasceu, numa cidade do interior 
Em7(b5)      A7             Dm7    A#7                               A7 Dm7 
E o menino Deus lhe abençoou de manto branco ao se batizar      A7     Dm7      A7 Dm7 Bm7(11)                             E7 Am7   
Se transformou num sabiá.   Dona dos versos de um trovador
D#º                    E7 Am7  Dm7(9)  G7(4/9) G7(9/b5) C7M  
E a rainha do seu lugar. Sua voz então, ao se espalhar,
                                 F#m7(11)  B7      E7
Corria chão, cruzava o mar, levada pelo ar.
Bm7(11)                 E7         Am7  D#º                   E7  Am7     
Onde chegava espantava a dor, com a força do seu cantar
G7                       C7M Bm7(11)      E7       Gm6     A7 
Mas aconteceu um dia   foi que o menino Deus chamou
Dm7 G#º      Am/G      F#m7(b5) Dm6/F      E7        Gm6 A7
ela foi pra cantar para além do luar onde moram as estrelas
Dm7       E7      Am7               Am/G   B7  
A gente fica a lembrar, vendo o céu clarear
            E7            Am7       E7       
Na esperança de vê-la, sabiá
Am7 E7 Am7         Dm7           D#º E7 Gm6 A7 Dm7 Dm/C
Sabi--------- á, que falta faz tua a---legri-------a, sem você
Bm7(b5)                               D#º   E7  Am7
                Meu canto agora é só, melancolia
Dm7           Am7  G7          C7M   C7              F7
Canta meu sabiá, voa meu sabiá, adeus, meu sabiá
E7        Am7 [C7(9) F7M Bb7(b5) Am7M(9)]
Até um dia

terça-feira, 13 de agosto de 2013

De Onde é que Veio o Samba (P.C. Pinheiro/L. Rabello)

Por Alfredo Pessoa
Alfredo Pessoa

Poucos como o poeta Paulinho são capazes de contar a história do samba. Essa peça foi desafio de um amigo. Pra ficar tudo em casa, Paulo César, como Elis Regina gostava de lhe chamar, deixou a parte musical com sua atual esposa, a nova dona dos versos de um trovador, Luciana Rabello. 
Luciana é irmã do espetacular violonista, já falecido, Raphael Rabello e cunhada de Paulinho da Viola, que também tem história no samba.

Para ouvir basta colocar no google Luciana Rabello cantando ou http://www.youtube.com/watch?v=Rbg12av0yIA&hd=1

Nesse vídeo, antes da música principal, o filho toca violão e a filha cavaquinho. Família de futuro essa.
Obs: o tom da Luciana Rabello é Sol


De Onde é que Veio o Samba (P.C. Pinheiro/L. Rabello)

D6(9) G/A            D6(9)               G/A          D6(9)
          Mas de onde é que veio o samba seu doutor perguntou
G/A                     D6(9)                 C#m7(b5)
          Veio do Rio de Janeiro ou Salvador
F#7      Bm7       Bm7M                Bm7                    E7/G#
Eu respondi no contrapé, vou lhe dizer de onde é que é
                    E7                G/A                    (D6(9)    G/A)
Foi dos quadris de uma mulher que veio o samba
                    D6(9)                   G/A          D6(9)             G/A         
Mas sempre ouvi dizer que o samba seu doutor insistiu
              D6(9)               C#m7(b5)
Veio da África direto pro Brasil
F#7      Bm7                    Bm7M            Bm7                   
Eu resolvi dar nomes aos bois, Brasil e África amaram-se
     E7/G#              E7                G/A                D6(9)   G/A
Os dois, do casamento é que depois nasceu o samba
D6(9)            G/A                    D6(9)               G/A       
Mas quem pergunta é porque nunca vai saber
D6(9)                         C#m7(b5)  F#7
Tem que sentir pra compreender
Bm7          Bm7M                     Bm7                E7/G#
Samba tanto faz de onde é que vem que tá no sangue
            E7                    G/A                D6(9)      
Tá no gen, que tá em quem gosta de samba...

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

SACI - GUINGA E PAULO CÉSAR PINHEIRO

Via Eva Caldas





SACI (GUINGA E PAULO CÉSAR PINHEIRO)

Quem vem vindo ali
É um preto retinto e anda nu
Boné cobrindo o pixaim
E pitando um cachimbo de bambu

Vem me acudir
Acho que ouvi seu assovio
Fiquei até com cabelo em pé
Me deu arrepio, frio

Quem vem vindo ali
Tá capengando numa perna só
Só pode ser coisa ruim
Como bem dizia minha vó

Diz que ele vem
Montado num roda-moinho
Já sei quem é, já vi seu boné
Surgir no caminho

Quando ele vê que eu´me benzi
E que eu me arredo, cruz credo
Solta uma gargalhada
Some na estrada
É o Saci

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Samba de Botequim, de Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro



Cantor Ciribáh Soares vai ao Programa Brasileirinho e interpreta o belíssimo samba de Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro, Samba de Botequim.
Acompanhamento: 

Ribamar ao 7 cordas,
Chico no cavaquinho,
Veveu na percussão e
Eduardo no pandeiro..

terça-feira, 7 de agosto de 2012

IÔ-IÔ - JOÃO NOGUEIRA

Via Bruno Perdigão

Nos 70 anos de Caetano uma música de João Nogueira e Paulo César Pinheiro, supostamente feita para Caetano.



Iô-Iô ( João Nogueira e Paulo César Pinheiro)

Iô-iô você exalta a Bahia
porém nunca mais por lá ficou
e deu pra falar mal do Rio morando aos pés do redentor
Até que no início você parecia que era um bom rapaz
Mas com essa mania de estar todo dia em jornal: Falou demais
iô-iô olha o homem que é homem não muda que nem você mudou
Não cospe no prato que come
nem vai contra o povo que o sagrou
em que casa de marimbondo você foi mexer porque é falador
e agora só vai ser chamado de iô-iô
iô-iô que arapuca você colocou a carroça na frente dos bois
e macaco velho não põe a mão em cumbuca e você pôs
Você vive inventando moda
jogada pra estar sempre em cartaz
e é tanta conversa fiada que ninguém agüenta mais
agiu de má fé nas paradas
só que dessa vez ninguém engoliu
e cai numa mesma mancada que agora é uma boca de funil

ninguém mexe com quem tá quieto
ainda mais carioca que é gozador
e agora só vai ser chamado de iô-iô

quarta-feira, 25 de julho de 2012

quinta-feira, 28 de junho de 2012