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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Doralice (Dorival Caymmi e Antonio Almeida)

Por Alfredo Pessoa

Essa música nem parece ser, também, de Dorival Caymmi. A letra, que não é dele, foge ao seu estilo e a música pode variar do samba ao jazz. João Gilberto gravou em 1960 no LP o Amor, o Sorriso e a Flor na batida da bossa (gravadora Odeon). Eliane Elias, cantora e instrumentista brasileira, radicada nos EUA, gravou em 2004 no trabalho Dreamer (gravadora BlueBird). Entre Elias e João, em 1963 a música foi novamente gravada no antológico Getz/Gilberto (gravadora Verve) foi aí que o Jazz encontrou a Bossa. Ouçam, é boa.

Doralice (Dorival Caymmi e Antonio Almeida)


E7M                                       F#7
Doralice eu bem que te disse
              B7                      E7M B7(b13)           
Amar é tolice, é bobagem, ilusão
       E7M                 B7M
Eu prefiro viver tão sozinho
     G#m7    C#m7       F#7    F#m7 F#º
Ao som do lamento do meu violão
    E7M                           F#7
Doralice eu bem que te disse
                    
     B7                            Bm7  Bº
Olha essa embrulhada em que vou me meter
 A7M Am6   E7M/G#         G#º       F#m7           F#º   E7M
Agora amor, Doralice meu bem como é que nós vamos fazer?
E6                  F#m7       B7   E7M  E6     
Um belo dia você me surgiu
           D#m7             G#7 C#m7
Eu quis fugir mas você insistiu
            F#m7                  B7             E7M   Gº
Alguma coisa bem que andava me avisando
        F#m7               B7           E7M
Até parece que eu estava adivinhando
        Gº              F#m7        B7    E7M
Eu bem que não queria me casar contigo
Gº                F#m7     B7               Bm7        Bº
Bem que não queria enfrentar esse perigo, Doralice
A7M          Am6         E7M/G# G#º
Agora você tem que me dizer
       F#m7           B7     E7M
Como é que nós vamos fazer?

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Os Filhos de João - O Admiravel Mundo Novo Baiano

Vá assistir filhos de João - O Admirável Mundo Novo baiano está em cartaz no Unibanco do Dragão do Mar - Fortaleza - as 18 horas. 

sexta-feira, 10 de junho de 2011

JOÃO GILBERTO - 80 ANOS (2)




JOÃO GILBERTO - 80 ANOS (1)





Curare
Composição : Bororó
 
Você tem boniteza e a natureza foi quem agiu
Com esses olhos de índia curare no corpo que é bem Brasil
Você é toda a Bahia, é a flor no campo da gente de cor
Faz do amor confusão


Numa misturação bem banzeira
Izoneira, que tem raça e tradição
Que é pra machucar minha dor


Nega, neguinha, tudo, tudinho
Meu amorzinho com essa boquinha vermelhinha
Que rasgadinha tem veneno como quê
Conta tristeza e alegria pro seu bem


Que vive a dizer


Que você é diferente dessa gente que finge querer

80 anos - JOÃO E OS INSETOS


Por Rogério Lama

Algumas pessoas deixam marcas tão indeléveis e impregnantes na linguagem artística, que aqueles que nascem nas gerações seguintes e não vivenciaram o impacto de suas criações, conseguem passar ilesos a qualquer grau de arrebatamento. É uma letargia curiosa, pois denota que se passou tanto tempo bebendo do ecos de suas criações, que quando se ouve a fonte, é como se tivesse ouvido a vida toda, ou como disseram Chico e Edu na Valsa Brasileira: “...chegando assim, mil dias antes de te conhecer...”. 


Sim, é possível que você passe pela vida sem ter posto um "Sgt. Peppers" ou um "Amoroso" no toca-discos, que ainda assim você terá ouvido muito dos Beatles e de João Gilberto.
Perda de tempo reivindicar a primazia do Rock aos Beach Boys, Stones ou Spooky Tooth. Nem tampouco dizer que Orlando Silva e Mário Reis inventaram a forma bossanovística de cantar, ou ainda que foram Garoto e Laurindo de Almeida que forjaram o violão de João. Nenhum desses fez outra coisa, que não exprimir a amalgama de suas experiências. O que Beatles e João fizeram foi cristalizar definitivamente um formato. Uma espécie de receita de bolo que vem sendo repetida há meio século. Basta ouvir Long Way do Queen ou The Gnome do Pink Floyd pra dizer: “Essa ai os Beatles se esqueceram de compor”. Com o João não é diferente. Vide Paulinho da Viola, Chico Buarque e João Donato. 

Coitado de quem não gosta de João: ele estampa boa parte da música feita no Brasil desde que saiu do interior da Bahia rumo ao Rio de Janeiro.

João, por mais absurdo que pareça (e é), ainda é tachado de estrela. Logo ele que sempre priorizou a arte e os artistas. Gravou sambas de Herivelto Martins e Geraldo Pereira, num tempo em que o samba não gozava do status que tem hoje. Sua harmonia foi um tapa na excessiva verticalização que o samba vivia na época e além de tudo é o músico que mais respeitou o seu público em toda a nossa história. 

Que razão ele teria para regravar seguidamente músicas como Chega de Saudade, senão pelo desespero de re-lapidar uma jóia para dar ao público uma música mais próxima possível do ideal platônico.

E o que dizer de suas reclamações em palco? O cara ensaia exaustivamente, assina um contrato onde, à exceção do cachê, tudo privilegia o público: ar condicionado não pode, amplificadores específicos, microfone AKG de modelo específico. Quem ganha com essas exigências? Acredite, são os que mais reclamam.  Como ele mesmo disse “Os caras não lêem o contrato e eu é que me exponho”.

Há alguns anos, o grande Yamandu Costa disse que João era um gênio, mas não era violonista... João completa 80 anos em 2011 e ainda gera controvérsia, que é um traço bem típico de quem revira as coisas de ponta cabeça. Yamandu sabe o que é isso.
Ouvir João continua sendo pra mim uma experiência lisérgica. Suas linhas de melodia, ritmo e harmonia aparentemente independentes que se tangenciam em momentos pré-determinados ainda dão aquele frio na barriga de quem desce uma montanha russa.

Longa vida à João Gilberto e à música brasileira.

80 ANOS - João e o Violão


Por Alfredo Pessoa

Minha Saudade: quem melhor traduziu a bossa de Tom e Vinícius foi um baiano de Juazeiro com seu violão dissonante e uma cadência de samba distribuída de forma diferente, este é o estilo João Gilberto que influenciou toda uma geração e encanta o mundo.

A Voz como Instrumento: a voz de João é o casamento perfeito com seu violão, longe de desafinar combina um instrumento rico em harmonias e em inversões de notas. Uma sonoridade de silêncio e som impecáveis. Existem os adeptos de que melhor do que o silêncio só mesmo João.

Violão: o ritmo de tamborim ao violão caracterizou a bossa nova, deu nova cara ao samba e tem uma chave de conversão com o jazz. Isso imortaliza João e leva seu estilo ao mundo. Nesse momento em algum recanto da Itália, do Japão ou dos EUA tem um músico de rua executando uma bossa ao estilo João.

Silêncio e Som: dizem que é recluso, não gosta de badalações, em seu show de banquinho e violão não tem serviço de bar e nem ar-condicionado. Parece que a relação silêncio e som é sempre presente em João. Afinal de que é feito mesmo a música: pausa e batida. Assim o som e o silêncio explicam o João “Amoroso”, o João “Brasil”, o João “Voz e Violão” e o João “O Mito”. Belas obras.

Herança de João: são 17 álbuns perfeitos e o mais engraçado é que às vezes canta a mesma música, mas de forma diferente. João sempre tem uma carta na manga e surpreende a harmonia original do próprio autor. Assim a obra de João rompe fronteiras musicais, coloca o violão no centro das atenções e inventa um estilo que marcou e ainda influenciará muitas gerações.

JOÃO GILBERTO - 80 ANOS

JOÃO GILBERTO - 10 DE JUNHO DE 1931

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Aquarela Do Brasil (Ary Barroso)

Por Alfredo Pessoa
João Gilberto

Esta cifra é uma homenagem ao maior expoente da Bossa Nova: João Gilberto do Prado Pereira de Oliveira(Juazeiro-Ba, 10/06/1931). Violão no ritmo de tamborim, acordes dissonantes e inversões de bordões retratam toda a beleza do maravilhoso estilo João, eternizado. Influenciou Chico, Caetano, Gil e até mesmo Cazuza e Marcelo Camelo já compuseram Bossas. Um nordestino, Pereira de Oliveira, leva o nome do Brasil para o mundo. Nesse momento em algum recanto da Itália, do Japão ou do EUA tem um músico de rua executando Bossa Nova a moda João. Dizem que é recluso e que vai comemorar os 80 anos em casa mesmo. Elba Ramalho uma vez o encontrou num hotel e convidou... “João, vamos jogar um baralhinho”... “Ele disse... “ok vá ao meu quarto mais tarde”. Quando Elba bateu ele interrogou... “quem é”. Elba falou... “Elba, vim jogar baralho”. Ele sugeriu... “Então vamos passar as cartas por debaixo da porta”.

Registro de Gravação - Disco: Brasil (1981) - João Gilberto com Caetano Veloso, Maria Bethânia e Gilberto Gil.

Aquarela Do Brasil (Ary Barroso)

(D6 D6/A)
Brasil!
                         Dº
Meu Brasil Brsileiro
                   (D6 D6/A)
Mulato inzoneiro
                                 B7(b13) B7  Ebº                                  
Vou cantar-te nos meus versos
Em7/9  A7/4 A7      Em7/9
O Brasil, samba que dá
                 A7/4 A7      Em7/9
Bamboleio, que faz gingar
            A7/4 A7      Em7/9
O Brasil do meu amor
               A7/4 A7   (D6 D6/A) Em7/9   A7/4 A7
Terra de Nosso Senhor...         Brasil
(D6 D6/A)   G#7(b5)       G7+
Oh! Abre a cortina do passado
                                 Gm6
Tira a mãe preta do cerrado
                                  F#m7
Bota o rei congo no congado
F#m5-/7                  B7/9-
Canta de novo o trovador
     
A merencória à luz da lua
                               Em7 Em5+/7 Em6/7 Em5+/7
Toda canção do seu amor
Gm6                                G#m5+/6  
Quero ver essa dona caminhando
A6      B7(b13) B7   Em7/9
Pelos salões arrastando
 A7/4 A7           (D6 D6/A)
O seu vestido rendado... 

Em7/9  A7/4 A7 (D6 D6/A)
Brasil, pra       mim

Brasil! Terra boa e gostosa
Da morena sestrosa
De olhar indiferente
O Brasil, samba que dá
Para o mundo se admirar
O Brasil, do meu amor
Terra de Nosso Senhor...Brasil

Esse coqueiro que dá coco
Oi! Onde amarro minha rede
Nas noites claras de luar
Oh! Essas fontes murmurantes
Onde eu mato a minha sede
E onde a lua vem brincar
Esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil Brasileiro
Terra de samba e pandeiro...

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Bolinha de Papel - João Gilberto

Começemos o dia com João Gilberto cantando Bolinha de Papel do grande Geraldo Pereira. Nada a ver com a bolinha de papel do Serra.