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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Boa Notícia: conheça os vencedores do Prêmio Gandhi de Comunicação 2013

Olha aí - O pré-carnaval premiado. No programa premiado as participações do Concentra mas não sai e do Luxo da Aldeia. Valei, Juliana Castanha e Rosana Reis. (marvioli)

                                                             
Agência da Boa Notícia entregou o Prêmio Gandhi de Comunicação na noite desta quinta-feira (10), no auditório Waldir Diogo da Federação das Indústrias do Estado do Ceará – FIEC (Av. Barão de Studart, 1980 – Aldeota – Fortaleza-CE). O prêmio objetiva reconhecer o trabalho de profissionais e estudantes das áreas de Jornalismo e Publicidade autores de trabalhos que colaboram para a Cultura de Paz na sociedade. Antes da premiação, a ABN realizou seu fórum anual. A edição 2013 teve como tema “Comunicação e Juventude - Uma reflexão sobre o Desarmamento e a Cultura de Paz: O jovem como agente e vítima da violência”.
A ABN agradece a todos os autores dos 73 trabalhos concorrentes ao Gandhi 2013. Desses, 54 foram de profissionais e 19 de estudantes. Como define o Regulamento, o Prêmio contempla 10 categorias.  Os vencedores nas categorias profissionais – Jornalismo Impresso; Telejornalismo; Radiojornalismo; Fotojornalismo; Publicidade e Propaganda (peça ou campanha publicitária); e Jornalismo para Internet – receberam troféus e R$ 6 mil.
Para os estudantes, o valor do Prêmio por categoria foi de R$ 3.000,00. Este ano, as categorias foram: Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em Comunicação Social (Jornalismo e Publicidade & Propaganda), já defendido e aprovado por banca da IES, relativo aos períodos letivos de 2012.2 a 2013.1; Reportagem de mídia impressa produzida por aluno de Jornalismo e divulgada em jornais ou revistas-laboratório, de circulação no âmbito das IESs; Reportagem de mídia eletrônica (rádio, TV ou internet) produzida por aluno de jornalismo e divulgada em veículos-laboratório, exibida no âmbito das Instituições de Ensino Superior (IESs). Este ano, não houve inscritos para a de Publicidade & Propaganda.

Conheça os vencedores:

CATEGORIA - PROFISSIONAL - JORNALISMO IMPRESSO

Jornal O Povo
Título da matéria: Mil Dias na Floresta: Expedição Cocó
Equipe: Ana Mary C. Cavalcante, Cláudio Ribeiro, Demitri Túlio S. Araújo, Emerson Maranhão, Erick Guimarães e Fátima Sudário

CATEGORIA PROFISSIONAL – FOTOJORNALISMO

Jornal O Povo
Foto/Matéria: Em busca da Paz
Autor: Deivyson Teixeira


CATEGORIA PROFISSIONAL: JORNALISMO PARA INTERNET

Portal da TV Supren
Matéria: Série “Vida Candanga – A cultura cearense no coração do Brasil”
Equipe: Adão Barbosa, Carlos Alexandre Maíra Streit, Clarimundo Barbosa, Giovanni Fierro, Lucas Matias, Luciana Lacerda, Manaíra Lacerda e Simara Rocha

CATEGORIA PROFISSIONAL – RADIOJORNALISMO

Rádio Verdes Mares
Matéria: Programa Especial – Maioridade Penal
Equipe: Diego Soares de Oliveira, Lyana Maria França da Costa Ribeiro


CATEGORIA PROFISSIONAL TELEJORNALISMO

TV Jangadeiro
Título da matéria (série): Pré-Carnaval: Do povo para o povo
Equipe: Igor Fernandes, Juliana Castanha, Nonato Albuquerque e Nonato Alves



CATEGORIA PROFISSIONAL – PUBLICIDADE E PROPAGANDA

Agência Mota Comunicação
Título do Trabalho (Campanha): Violência contra mulher
Equipe: Diego Bernardes, Emmanuel Brandão, Marina Moraes, Musa Lyra, Orlando Mota, Thomaz Fernandes e Willemberg Chaves

CATEGORIA ESTUDANTE - JORNALISMO MÍDIA ELETRÔNICA

Universidade Federal do Ceará
Matéria (Rádio): Identidade Kariri – Dia da Paz e Não Violência
Equipe: Amanda Salustiano dos Santos, Débora Silva Costa, Dominique Ribeiro da Silva, Maria Jayana Rosado Matias e Maria Valéria Alves Sousa

CATEGORIA ESTUDANTE – MÍDIA IMPRESSA

Faculdade 7 de Setembro - FA7
Matéria: Campeões da Vida
Autor: Bruno Parente Correia Mota

CATEGORIA ESTUDANTE – TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO - TCC

Faculdade 7 de Setembro – FA7
TCC/Título: Oficinas de Afeto: Quando a colaboração modifica a vida de dependentes químicos
Autor: Fabrício Pereira Alves

CATEGORIA ESTUDANTE - PUBLICIDADE E PROPAGANDA

Não houve inscritos

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

TV Jangadeiro vilipendia direito autoral de jornalista

NOTA DE REPÚDIO: TV Jangadeiro vilipendia direito autoral de jornalista

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (Sindjorce) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) vêm a público repudiar a atitude da TV Jangadeiro de cancelar a inscrição de reportagem em equipe, tendo como responsável a jornalista Juliana Castanha, ex-funcionária da empresa, no Prêmio Gandhi de Comunicação 2013. Contrariando a legislação brasileira - a Constituição Federal, o Código Civil e a Consolidação das Leis de Direitos Autorais (Lei 9610) - que reconhece a natureza intelectual do trabalho do jornalista, equiparando-o a autor, a emissora vilipendia o direito autoral da trabalhadora.

No dia 31 de julho, duas reportagens do programa Câmera 12 foram inscritas no Prêmio Gandhi de Comunicação. Um dos trabalhos - "Recomeçar" - relata histórias de vida no Presídio Feminino Auri Moura Costa. O segundo - "Pré-Carnaval: do Povo Para o Povo" -, revela os bastidores e personagens do pré-carnaval de Fortaleza. Nas fichas de inscrição, constava a assinatura da jornalista Juliana Castanha, responsável pela coordenação das equipes, decupagem de todo o material, elaboração dos roteiros e acompanhamento da edição.

No dia seguinte (1º de agosto), a diretora de jornalismo da TV Jangadeiro, Isabela Martin, enviou para a Agência da Boa Notícia duas novas fichas de inscrição. No lugar de representante da equipe já não constava mais o nome de Juliana Castanha, mas sim de outro participante. Nas fichas alteradas, porém, não havia assinatura do profissional indicado como autor dos trabalhos.

Na mesma quinta-feira, à tarde, a emissora entrou em contato com a Agência da Boa Notícia solicitando o cancelamento das duas inscrições. O pedido foi formalizado por meio de carta assinada pelo diretor da TV Jangadeiro, Cyro Franklin Thomaz. O texto, porém, não apresentava qualquer justificativa para a anulação das inscrições. Nenhum dos 15 participantes da equipe (entre profissionais e estudantes) foi informado a respeito das razões para o cancelamento.

A jornalista Juliana Castanha recebeu, em 2012, o Prêmio Gandhi na categoria telejornalismo por coordenar a produção e edição da série de reportagens "Brava Gente", da repórter Camila Rocha. As matérias foram exibidas no Jornal Jangadeiro primeira edição. Menos de cinco meses depois da entrega do prêmio, a profissional foi demitida. A empresa alegou corte de gastos. Juliana foi âncora do telejornal da emissora por oito anos e era forte candidata a conquistar novamente a premiação.

O Sindjorce e a FENAJ enfatizam que, neste lamentável episódio, a TV Jangadeiro não desrespeita apenas o direito autoral da jornalista, como retira de toda uma equipe a oportunidade de ter o seu trabalho reconhecido por um prêmio de Jornalismo, um desestímulo aos atuais e futuros profissionais que participaram da produção das reportagens do Câmera 12, impedidas arbitrariamente de concorrer ao Prêmio Gandhi de Comunicação 2013.


Emissora ignora direito autoral e pede cancelamento de inscrição de reportagens do Câmera 12 em premiação estadual

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Sobre bandeiras e estratégias

Por Juliana Castanha

No espelho d’água da Esplanada dos Ministérios, um manifestante lavava a bandeira do Brasil, esfregando como se o tecido estivesse encardido. Foi ontem (segunda 17/06) a noite, durante os protestos em Brasília. A imagem seria uma autêntica representação da democracia, da expressão popular. Não fosse por um detalhe.

No momento em que todos os holofotes estão voltados para o Brasil, por conta da Copa das Confederações, seria normal levantar suspeitas sobre as motivações partidárias do movimento. Mas não se trata disso. Em várias capitais, militantes que circulavam nesta segunda-feira com bandeiras de partidos políticos foram vaiados pela maioria. Os manifestantes de fato se apresentam como um grupo sem siglas.

Não se trata, também, de discutir a ação truculenta da polícia de São Paulo. Um claro desrespeito ao direito de expressão e à liberdade de imprensa. A reação da PM só fez engrossar o coro das manifestações, inclusive fora da capital paulista e do país. A questão central é: até que ponto um movimento de tais proporções sem objetivos claros tem legitimidade?

No início, foi o aumento da tarifa de ônibus em São Paulo que levou as pessoas às ruas. Manifestantes fizeram barricadas, interditaram a Avenida Paulista. A cena se repetiu em outras capitais como Salvador, onde o "Movimento do Passe Livre” existe há dez anos. Porém, cinco dias depois, ninguém mais sabe explicar as reais motivações dos protestos. Ao que parece, a coisa se perdeu, fugiu do controle.

Alguns mostram indignação sobre o aumento do custo de vida. Outros reclamam dos recursos investidos para a Copa. Em Belém, a população cobra melhorias para o transporte público. Em Minas Gerais, um dos líderes do movimento protestava contra “a proibição das manifestações” e defendia “a ampliação do metrô” (em reportagem exibida hoje no Bom Dia Brasil).

É no mínimo contraditório ver ônibus incendiados em manifestações em favor do transporte de qualidade para a população. Ver ambulâncias do SAMU depredadas por quem cobra assistência à saúde. Ver no Rio de Janeiro o Paço Imperial, prédio histórico do século XVIII, ser destruído por supostos defensores do bem público.
Juliana Castanha

Nas redes sociais, os comentários se multiplicam. A classe média se viu representada e propaga a ideia de que “o país acordou”. Como se, finalmente, despertasse de um coma profundo, de um longo período de letargia. Já associam a imagem da presidente Dilma ao ex-presidente Fernando Collor de Melo, sugerindo o impeachment como o desfecho comum aos dois.

Um deles dizia: “Lula, seu cínico, a classe média cansou de tomar no lombo”. Comentários que nada têm a ver com o aumento da passagem de ônibus, muito menos com os investimentos na Copa. São expressão de uma classe média raivosa que nunca admitiu um governo de esquerda. Muito menos um governo de esquerda capaz de enfrentar a crise econômica que há cinco anos abala Estados Unidos e Europa.Grécia, Portugal, Irlanda, Itália e Espanha ainda sofrem os efeitos do endividamento e das medidas de austeridade fiscal.

É natural que o aumento da inflação, no Brasil, seja motivo de preocupação. É legítimo a população cobrar reação do poder público em todas as esferas. Sem a voz das ruas, não existe democracia. Mas é preciso refletir sobre as reais motivações e consequências dos protestos dos últimos dias, no país.

Tomara que os manifestantes tenham discernimento sobre suas bandeiras e estratégias. Tomara muito que o recado para os governantes seja claro. E que, de alguma forma, o grito das ruas traga resultados para a população.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

That's my way - Edi Rock

Por Marcus Vinicius

A voz (locução) da jornalista que abre o vídeo é de Juliana Castanha, daqui do Ceará.



Edivaldo Pereira Alves (São Paulo20 de setembro de 1968), mais conhecido pelo seu nome artístico de Edi Rock é um rapper e compositor brasileiro. É um dos maiores nomes do rap brasileiro, começou sua carreira em 1984, quando fazia bailes em residências ao lado de seu companheiro DJ KL Jay. Em 1988 na periferia da cidade deSão Paulo, ao lado do próprio KL JayMano Brown e Ice Blue fundam o principal grupo do cenário RAP do país, Os Racionais MC's. É dele as canções "Mágico de Oz" e "Rapaz Comum", além de várias outras em parceria com Mano Brown e Ice Blue.


domingo, 18 de dezembro de 2011

Henri Salvador - Eu sei que vou te amar

Via Juliana Castanha






Tu Sais Je Vais T´Aimer(Tom e Vinicius)


Tu sais, je vai t'aimer
Même sans ta présence, je vais t'aimer
Même sans espérance, je vais t'aimer
Tous les jours de ma vie
Dans mes poèmes, je t'écrirai:
"C'est toi que j'aime, c'est toi que j'aimerai
Tous les jours de ma vie"
Tu sais, je vais pleurer
Quand tu t'éloigneras, je vais pleurer
Mais tu me reviendras et j'oublierai
La douleur de mes nuits
Tu sais, je souffrirai
A chaque instant d'attente, je souffrirai
Mais quand tu seras là, je renaîtrai
Tous les jours de ma vie

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Carlúcio Castanha: o militante da vida


Por Juliana Castanha
"Meu nome é Juliana em homenagem a uma história de amor de um pai pela filha. Durante o tempo que passou preso, Francisco Julião escreveu às escondidas, em papel de embrulho, o livro “Até quarta, Isabela”. Plena Ditadura Militar. Quarta-feira era o dia de visitas, quando o líder das Ligas Camponesas podia rever a filha. O livro foi como um testemunho de amor daquele pai, que talvez não tivesse a chance de ver Isabela crescer.
A história de amor de um revolucionário pela filha é também a minha história. Meu pai, meu herói de voz grave e olhos grandes, sobreviveu às torturas mais cruéis. Testemunhou a morte de companheiros nos porões do DOI-CODI. Em fevereiro de 2005, sofreu um infarto que comprometeu boa parte do coração. Precisava do transplante para sobreviver.
Foram quase dois anos de espera por um doador compatível. Quando meu pai ligou, de Recife, para dizer que estava entrando na sala de cirurgia, ele cantou pra mim: “Te amo, te amo, eternamente te amo”. Estava feliz. Choramos juntos (como de costume) e dissemos “até logo”. Foi a última vez que escutei a voz dele.
O vídeo “Carlúcio Castanha: o militante da vida” conta um pouco a trajetória deste homem. A opção de luta que fez, as relações que construiu nessa caminhada, o exemplo de humanidade e a herança ideológica que deixou para os filhos e netos. Um homem que dedicou a vida a “servir ao povo de todo coração”. Por uma sociedade mais justa e igualitária."