"Lá vem Portela é melhor se segurar
Coração aberto quem quiser pode chegar
Vem irmanar a vida inteira
Na campeã das campeãs em Madureira"
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terça-feira, 28 de novembro de 2017
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Tia Dodô
NOTA OFICIAL
Um clima de profunda tristeza toma conta da quadra e do barracão da Portela nesta terça-feira , 6, quando perdemos uma das maiores referências da história da escola e uma figura importante na história do Carnaval carioca. Tia Dodô foi um exemplo de dedicação para todos os portelenses. Figura que frequentou a quadra até poucos dias antes de ser internada, Dodô irradiava energia, apesar da idade, e sempre foi uma grande conselheira de toda a Família Portelense.
Estamos profundamente consternados e orando pela alma de nossa querida madrinha, que, ao nos deixar, abriu uma profunda lacuna no seio portelense.
Monarco – Presidente de Honra
Sérgio Procópio – Presidente
Marcos Falcon – Vice-presidente
Foto: Ricardo Almeida
terça-feira, 26 de agosto de 2014
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Festa na Rua
via Bruno Perdigão
Por Luiz Antonio Simas
Em uma cidade como o Rio de Janeiro, com forte presença de descendentes de escravos, as relações entre o carnaval de rua e o poder público foram marcadas, desde o início da República, por tentativas de disciplinar a festa. As camadas populares foram vistas como classes perigosas e suas manifestações culturais, tratadas como coisas de bárbaros. Evitar que a barbárie tomasse as ruas no tríduo era, portanto, fundamental na ótica do poder. Essa postura, não raro, descambava em repressão violenta. Era o cacete comendo e os poderosos colocando água no chope da rapaziada. A cidade, todavia, cantava, cuspia na cara do feitor, dava o nó na caninana e inventava a pequena morte de três dias.
Acontece que o carnaval de rua é Exusíaco (quem tem Exu não precisa de Dionísio) e tem duas características que, com maior ou menor intensidade, prevalecem em qualquer canto do mundo onde um pierrô morra de amores: a espontaneidade do folião e a subversão dos valores sociais e morais vigentes.
O sentido da festa é esse.
Qualquer tentativa de se estabelecer critérios mais rígidos de controle dos foliões deve, portanto, ser vista com cuidado. É compreensível que o poder público busque garantir o mínimo de segurança e ordem urbana ao carnaval de rua. O risco de se comprometer o sentido da folia não pode, porém, ser desprezado.
Qualquer política pública que queira interagir com a festa deve ser pensada por quem conheça o carnaval, saiba da dimensão cultural do furdunço entre nossa gente e reconheça o tênue e perigoso limite entre ordem e repressão, como se a primeira só pudesse ser garantida pela segunda. É função do poder público, e aí ele é importante, ser o fiscal da cláusula pétrea do reino de Momo: ao folião é garantido o direito de se esbaldar em paz, de forma espontânea e original, no meio da multidão ou no bloco do eu sozinho.
O legítimo folião não programa o carnaval, não gasta seus caraminguás em abadás duvidosos e não se isola dentro de cordas. Sabe apenas que vai para a rua imolar-se nos blocos e cordões, receber a extrema-unção com água benta de teor alcoólico e morrer até a Quarta-Feira de Cinzas, quando ressuscitará como burocrata, marido, professor ou operário, para o longo e medíocre intervalo entre um carnaval e outro.
Nós temos o direito a essa pequena morte. É ela que torna mais suportável a vida.
Evoé!
http://hisbrasileiras.blogspot.com.br/2014/02/festa-na-rua.html
Por Luiz Antonio Simas
Em uma cidade como o Rio de Janeiro, com forte presença de descendentes de escravos, as relações entre o carnaval de rua e o poder público foram marcadas, desde o início da República, por tentativas de disciplinar a festa. As camadas populares foram vistas como classes perigosas e suas manifestações culturais, tratadas como coisas de bárbaros. Evitar que a barbárie tomasse as ruas no tríduo era, portanto, fundamental na ótica do poder. Essa postura, não raro, descambava em repressão violenta. Era o cacete comendo e os poderosos colocando água no chope da rapaziada. A cidade, todavia, cantava, cuspia na cara do feitor, dava o nó na caninana e inventava a pequena morte de três dias.
Acontece que o carnaval de rua é Exusíaco (quem tem Exu não precisa de Dionísio) e tem duas características que, com maior ou menor intensidade, prevalecem em qualquer canto do mundo onde um pierrô morra de amores: a espontaneidade do folião e a subversão dos valores sociais e morais vigentes.
O sentido da festa é esse.
Qualquer tentativa de se estabelecer critérios mais rígidos de controle dos foliões deve, portanto, ser vista com cuidado. É compreensível que o poder público busque garantir o mínimo de segurança e ordem urbana ao carnaval de rua. O risco de se comprometer o sentido da folia não pode, porém, ser desprezado.
Qualquer política pública que queira interagir com a festa deve ser pensada por quem conheça o carnaval, saiba da dimensão cultural do furdunço entre nossa gente e reconheça o tênue e perigoso limite entre ordem e repressão, como se a primeira só pudesse ser garantida pela segunda. É função do poder público, e aí ele é importante, ser o fiscal da cláusula pétrea do reino de Momo: ao folião é garantido o direito de se esbaldar em paz, de forma espontânea e original, no meio da multidão ou no bloco do eu sozinho.
O legítimo folião não programa o carnaval, não gasta seus caraminguás em abadás duvidosos e não se isola dentro de cordas. Sabe apenas que vai para a rua imolar-se nos blocos e cordões, receber a extrema-unção com água benta de teor alcoólico e morrer até a Quarta-Feira de Cinzas, quando ressuscitará como burocrata, marido, professor ou operário, para o longo e medíocre intervalo entre um carnaval e outro.
Nós temos o direito a essa pequena morte. É ela que torna mais suportável a vida.
Evoé!
http://hisbrasileiras.blogspot.com.br/2014/02/festa-na-rua.html
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Teresa Cristina
Aos portelenses daqui de Fortaleza.
◊ Sons do Brasil 2013 ◊ TERESA CRISTINA ◊ from Vincent Moon / Petites Planètes on Vimeo.
TERESA CRISTINA
•••••••••••••∆•••••••••••••
a film by Vincent Moon
with the participation of PAULÃO 7 CORDAS and TIA SURICA
•••••••••••••∆•••••••••••••
recorded in Madureira, Rio de Janeiro zona norte, february 2013
images, sounds & edit by Vincent Moon
produced by Vincent Moon & Teresa Cristina
with the help of Diogo Pires Gonçalves & Raphael Santanna
◊ Sons do Brasil 2013 ◊ TERESA CRISTINA ◊ from Vincent Moon / Petites Planètes on Vimeo.
TERESA CRISTINA
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a film by Vincent Moon
with the participation of PAULÃO 7 CORDAS and TIA SURICA
•••••••••••••∆•••••••••••••
recorded in Madureira, Rio de Janeiro zona norte, february 2013
images, sounds & edit by Vincent Moon
produced by Vincent Moon & Teresa Cristina
with the help of Diogo Pires Gonçalves & Raphael Santanna
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Hino da Portela (Chico Santana)
Hino da Portela (Chico Santana)
"Portela suas cores tem
Na bandeira do Brasil
E no céu também
Avante portelense para a vitória
Não vê que o teu passado é cheio de glória
Eu sinto saudade
Desperta oh! grande mocidade
As suas cores são lindas
Seus valores não têm fim
Portela querida
És tudo na vida pra mim."
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Paulinho da Viola,
Portela,
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Wilson Moreira
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
"Chegou quem faltava" com Dona Ivone Lara, com participação de Seu Alcides Malandro Histórico"
Chegou quem faltava (Nilson Gonçalves)
Já chegou quem faltava
Quem o povo esperava chegar
Viemos apresentar o que a Portela tem
Muito samba bonito, baiana com ritmo
Harmonia também
Hoje essa Portela que vocês ouvem falar
O mundo inteiro soube consagrar
Mesmo derrotados cantaremos com alegria
Essa nossa doce melodia
Quem o povo esperava chegar
Viemos apresentar o que a Portela tem
Muito samba bonito, baiana com ritmo
Harmonia também
Hoje essa Portela que vocês ouvem falar
O mundo inteiro soube consagrar
Mesmo derrotados cantaremos com alegria
Essa nossa doce melodia
quinta-feira, 2 de maio de 2013
LENDAS E MISTÉRIOS DA AMAZÔNIA
Por Marcus Vinicius
Lendas e Mistérios da Amazônia (Catoni, Jabolô e Waltenir). Com Chico Buarque e MPB4. Este foi o samba da Portela, em 1970, último ano em que a azul e branco foi campeã sozinha do carnaval carioca.
Lendas e Mistérios da Amazônia (Catoni, Jabolô e Waltenir). Com Chico Buarque e MPB4. Este foi o samba da Portela, em 1970, último ano em que a azul e branco foi campeã sozinha do carnaval carioca.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
A CURIMBA DO MALANDRO
Por Luiz Antonio Simas
Via Gabriela Nunes
Há certos eventos que jamais se repetirão. Não podem ser reproduzidos nem como representação dramática, pois perderiam o caráter único, transformador, epifânico, potencializador da vida. Exemplifico.
É madrugada do dia 11 de fevereiro e a Portela se prepara para entrar na avenida. O enredo contará a história do bairro de Madureira. A bateria está vestida como Zé Pelintra, o malandro seminal. A rainha dos ritmistas, Patrícia Nery, vem de Maria Padilha. As fantasias, evidentemente, fazem referência ao Mercadão de Madureira e suas inúmeras lojas de artigos religiosos ligados ao candomblé e a umbanda.
Desde o ensaio geral da escola, por alguns recados mandados pelo próprio malandro e pela Padilha, a bateria sabia que deveria pedir licença a Seu Zé antes de iniciar o desfile. Acontece, então, o momento único. As caixas, repiques, tamborins, surdos e agogôs param de tocar. Os atabaques começam a curimba e abre-se um corredor. A rainha de bateria / Maria Padilha, inicia sua dança sensual, desprovida de pecados, sacralizadora do profano e profanizadora do sagrado. Sem culpas. Os diretores de bateria bailam no corredor com a ginga sinuosa, sincopada, festeira e alforriada de Seu Zé. A bateria canta, o público canta e a madrugada canta o ponto do malandro divino, o Zé das Alagoas, o do balanço da canoa.
Contemplado o malandro, a bateria retoma o ritmo do samba e a Portela se prepara para entrar na avenida. Gilsinho, o puxador do samba, vez por outra assombrará a Sapucaí com a gargalhada vital do Homem da Rua. Os tambores portelenses sustentarão o samba - para mim o melhor do ano - e a bateria sairá consagrada pelo juri oficial e pelas premiações paralelas como a melhor dos desfiles. O malandro gostou da festa e bateu tambor pelas mãos e baquetas de cada um dos ritmistas.
Aquela curimba portelense conseguiu, em menos de cinco minutos, sintetizar o que eu tento escrever há tempos, sempre de forma precária, sobre o perfil civilizador peculiar da nossa cidade. Em um texto de antanhos, ao tentar expressar que civilização é essa, escrevi mais ou menos o seguinte:
Brado louvores e toco atabaques para festejar a civilização. Sim, a civilização que João Candido, Zé Pelintra, Pixinguinha, Paulo da Portela, Cunhambebe, Cartola, Noel Rosa, Bide, o Caboclo das Sete Encruzilhadas, Tia Ciata, Meia Noite, Madame Satã, Lima Barreto, Paula Brito, Marques Rebelo, Manduca da Praia, Silas, Anescar, Dona Fia, Fio Maravilha, Leônidas da Silva, Di Cavalcanti, os judeus da Praça Onze, a pomba gira cigana, a escrava Anastácia, o Cristo de Porto das Caixas, o Zé das Couves, o vendedor de mate, o apontador do bicho, o professor, o aluno, o gari, os líderes anarquistas da greve de 1919, a Banda do Corpo de Bombeiros, a torcida do Flamengo, o pó-de-arroz, a cachorrada, a nau do Almirante, o Bafo da Onça, o Cacique de Ramos, o Domingo de Ramos, a festa da Penha, a festa na lage e a cerveja gelada, criaram nesse extremo ocidente. Com baixaria na sétima corda e uma sonora gargalhada no final.
Foi exatamente isso que aconteceu na avenida nesta madrugada recente de carnaval. A Portela, sétima colocada pelo julgamento oficial, não retornará no desfile das campeãs. Melhor assim. O momento único, epifânico, civilizador, festeiro, celebrador das alforrias do corpo, libertador da alma, encantado nos arrepiados do batuque, não podia mesmo ser repetido. É feito o desfile de 1988 da Vila Isabel, a festa da raça com a Kizomba. Naquele ano a Vila ganhou, mas um temporal impediu a realização do desfile das campeãs. Será assim com a curimba para Seu Zé e a Dona Padilha que a Portela realizou na entrada do Sambódromo. Festa de encantaria; Brasil redimido no fuzuê do tambor suburbano. Irrepetível.
É assim, meus camaradas, que a gente reinventa a vida, zomba do pecado e transforma o corpo em totem. Na ginga do malandro da Portela, no balanço dos ombros da Padilha, o silêncio é preenchido e a bateria toca na cadência do samba. Ele, o samba, essa nossa gargalhada zombeteira que alumia o mundo.
http://hisbrasileiras.blogspot.com.br/2013/02/a-curimba-do-malandro.html
Via Gabriela Nunes
Há certos eventos que jamais se repetirão. Não podem ser reproduzidos nem como representação dramática, pois perderiam o caráter único, transformador, epifânico, potencializador da vida. Exemplifico.
É madrugada do dia 11 de fevereiro e a Portela se prepara para entrar na avenida. O enredo contará a história do bairro de Madureira. A bateria está vestida como Zé Pelintra, o malandro seminal. A rainha dos ritmistas, Patrícia Nery, vem de Maria Padilha. As fantasias, evidentemente, fazem referência ao Mercadão de Madureira e suas inúmeras lojas de artigos religiosos ligados ao candomblé e a umbanda.
Desde o ensaio geral da escola, por alguns recados mandados pelo próprio malandro e pela Padilha, a bateria sabia que deveria pedir licença a Seu Zé antes de iniciar o desfile. Acontece, então, o momento único. As caixas, repiques, tamborins, surdos e agogôs param de tocar. Os atabaques começam a curimba e abre-se um corredor. A rainha de bateria / Maria Padilha, inicia sua dança sensual, desprovida de pecados, sacralizadora do profano e profanizadora do sagrado. Sem culpas. Os diretores de bateria bailam no corredor com a ginga sinuosa, sincopada, festeira e alforriada de Seu Zé. A bateria canta, o público canta e a madrugada canta o ponto do malandro divino, o Zé das Alagoas, o do balanço da canoa.
Contemplado o malandro, a bateria retoma o ritmo do samba e a Portela se prepara para entrar na avenida. Gilsinho, o puxador do samba, vez por outra assombrará a Sapucaí com a gargalhada vital do Homem da Rua. Os tambores portelenses sustentarão o samba - para mim o melhor do ano - e a bateria sairá consagrada pelo juri oficial e pelas premiações paralelas como a melhor dos desfiles. O malandro gostou da festa e bateu tambor pelas mãos e baquetas de cada um dos ritmistas.
Aquela curimba portelense conseguiu, em menos de cinco minutos, sintetizar o que eu tento escrever há tempos, sempre de forma precária, sobre o perfil civilizador peculiar da nossa cidade. Em um texto de antanhos, ao tentar expressar que civilização é essa, escrevi mais ou menos o seguinte:
Brado louvores e toco atabaques para festejar a civilização. Sim, a civilização que João Candido, Zé Pelintra, Pixinguinha, Paulo da Portela, Cunhambebe, Cartola, Noel Rosa, Bide, o Caboclo das Sete Encruzilhadas, Tia Ciata, Meia Noite, Madame Satã, Lima Barreto, Paula Brito, Marques Rebelo, Manduca da Praia, Silas, Anescar, Dona Fia, Fio Maravilha, Leônidas da Silva, Di Cavalcanti, os judeus da Praça Onze, a pomba gira cigana, a escrava Anastácia, o Cristo de Porto das Caixas, o Zé das Couves, o vendedor de mate, o apontador do bicho, o professor, o aluno, o gari, os líderes anarquistas da greve de 1919, a Banda do Corpo de Bombeiros, a torcida do Flamengo, o pó-de-arroz, a cachorrada, a nau do Almirante, o Bafo da Onça, o Cacique de Ramos, o Domingo de Ramos, a festa da Penha, a festa na lage e a cerveja gelada, criaram nesse extremo ocidente. Com baixaria na sétima corda e uma sonora gargalhada no final.
Foi exatamente isso que aconteceu na avenida nesta madrugada recente de carnaval. A Portela, sétima colocada pelo julgamento oficial, não retornará no desfile das campeãs. Melhor assim. O momento único, epifânico, civilizador, festeiro, celebrador das alforrias do corpo, libertador da alma, encantado nos arrepiados do batuque, não podia mesmo ser repetido. É feito o desfile de 1988 da Vila Isabel, a festa da raça com a Kizomba. Naquele ano a Vila ganhou, mas um temporal impediu a realização do desfile das campeãs. Será assim com a curimba para Seu Zé e a Dona Padilha que a Portela realizou na entrada do Sambódromo. Festa de encantaria; Brasil redimido no fuzuê do tambor suburbano. Irrepetível.
É assim, meus camaradas, que a gente reinventa a vida, zomba do pecado e transforma o corpo em totem. Na ginga do malandro da Portela, no balanço dos ombros da Padilha, o silêncio é preenchido e a bateria toca na cadência do samba. Ele, o samba, essa nossa gargalhada zombeteira que alumia o mundo.
http://hisbrasileiras.blogspot.com.br/2013/02/a-curimba-do-malandro.html
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Surica no teatro rival - novembro de 2012
Por Marcus Vinicius
Surica, portelense, cantora da velha guarda, faz uma vez por mês uma roda de samba com feijoada.
É no teatro Rival, no centro do Rio de Janeiro.
Boa música e boa comida.
Surica, portelense, cantora da velha guarda, faz uma vez por mês uma roda de samba com feijoada.
É no teatro Rival, no centro do Rio de Janeiro.
Boa música e boa comida.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
domingo, 12 de agosto de 2012
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Dor de Amor - Roberto Ribeiro
DOR DE AMOR
(Dedé da Portela, Délcio Carvalho)
Nunca mais
Escutei Tua voz
E nem te vi
Uma grande
Tristeza veio a mim
Fez meu samba ficar sentido
Afinal quando morre a ilusão
De um grande amor
Parece um funeral
Sem vela ou flor
De um coração tão sofrido
Eu tentei loucamente
Fazer o amor voltar
Mas notei na expressão
Do teu olhar
Uma luz que não conhecia
E assim percebi que a paixão
Chegou ao fim
Novamente a saudade veio a mim
Pra levar minha alegria
Outro samba de dor
No ar dor de amor que não voltará
Outro samba de dor
No ar dor de amor que não voltará
Nunca mais
Escutei Tua voz
E nem te vi
Uma grande
Tristeza veio a mim
Fez meu samba ficar sentido
Afinal quando morre a ilusão
De um grande amor
Parece um funeral
Sem vela ou flor
De um coração tão sofrido
Eu tentei loucamente
Fazer o amor voltar
Mas notei na expressão
Do teu olhar
Uma luz que não conhecia
E assim percebi que a paixão
Chegou ao fim
Novamente a saudade veio a mim
Pra levar minha alegria
Outro samba de dor
No ar dor de amor que não voltará
Outro samba de dor
No ar dor de amor que não voltará
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Só o tempo - Paulinho da Viola
Por Alfredo Pessoa
Só o Tempo (Paulinho da Viola)
A7(b13) D7M D7M/Db
Largo a paixão
Cm6 B7(b13) Bm6
Nas horas em que me atrevo
A7 A/G Bm7/F# D/F#
E abro mão de dese------jos
G7(13) C#7(5b/11)
Botando meus pés no chão
F#7(b13) Bm7M
É só eu estar feliz
G#m7(5b) Am6
Acende uma ilusão
D/C Db/B
Quando percebe em meu rosto
C#7/G# F#m7
As dores que não me fez
A7 D7M D7M/Db
Ah, meu pobre coração
Cm6 Bm6 A7 D7M
O amor é um segredo. E sempre chega em silêncio
Am7 D7/A G5 G5M G6
Como a luz no amanhecer.
G7M G#m7(5b)
Por isso eu deixo em aberto
G7(b5) F#7(13) C7(9) A/B B7(b13) Bm6
Meu saldo de sentimentos. Sabendo que só o tempo
A7(13) A7(b13) D7M D7M/Db
Ensina a gente a viver.
Cm6 B7(b13) Bm6 A7(13) A7(b13) D/F# D/F E7(9) Eb7(9) D6(9)
Sabendo que só o tempo. Ensina a gente a viver...
![]() |
| Foto de Rogério Lama |
Esta música, depois de Sinal Fechado, é a composição mais complexa de Paulinho da Viola. Dissonantes não faltam, poesia muito menos. O poeta, compositor, sambista, portelense e inspirador musical de muitas gerações, tá perto dos setenta mas samba como se tivesse 20. A tranquilidade, a timidez e a ternura que o acompanham desde cedo, se aguçam na civilidade de um senhor...O senhor do samba, na realidade...O senhor do tempo do samba.
Registro: A Toda Hora Rola Uma Estória (1982) - WEA.
Só o Tempo (Paulinho da Viola)
A7(b13) D7M D7M/Db
Largo a paixão
Cm6 B7(b13) Bm6
Nas horas em que me atrevo
A7 A/G Bm7/F# D/F#
E abro mão de dese------jos
G7(13) C#7(5b/11)
Botando meus pés no chão
F#7(b13) Bm7M
É só eu estar feliz
G#m7(5b) Am6
Acende uma ilusão
D/C Db/B
Quando percebe em meu rosto
C#7/G# F#m7
As dores que não me fez
A7 D7M D7M/Db
Ah, meu pobre coração
Cm6 Bm6 A7 D7M
O amor é um segredo. E sempre chega em silêncio
Am7 D7/A G5 G5M G6
Como a luz no amanhecer.
G7M G#m7(5b)
Por isso eu deixo em aberto
G7(b5) F#7(13) C7(9) A/B B7(b13) Bm6
Meu saldo de sentimentos. Sabendo que só o tempo
A7(13) A7(b13) D7M D7M/Db
Ensina a gente a viver.
Cm6 B7(b13) Bm6 A7(13) A7(b13) D/F# D/F E7(9) Eb7(9) D6(9)
Sabendo que só o tempo. Ensina a gente a viver...
sábado, 31 de dezembro de 2011
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Portela 2012
Via Felipe Araújo
Marcadores:
Bahia,
carnaval 2012,
Felipe Araújo,
Luiz Carlos Máximo,
Portela,
Portela 2012,
samba,
samba de enredo,
Toninho Nascimento,
Wanderley Monteiro
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
“... E o povo na rua cantando. É feito uma reza, um ritual”
Por Marcus Vinicius
Letra do samba enredo da Portela para o carnaval de 2012.
“... E o povo na rua cantando. É feito uma reza, um ritual”
Autores: Wanderley Monteiro, Luiz Carlos Máximo, Toninho Nascimento e Naldo
Meu Rei
Senhor do Bonfim alumia
Os caminhos da Portela
Que eu guardo no meu patuá
Eu vim com a proteção dos meus guias
Com Clara Guerreira à Bahia
Cheguei, eu cheguei pra festejar
Deixa lavar, nos altares e terreiros
Tem jarro com água de cheiro
Vou jogar flores no mar
No mar
Procissão dos Navegantes
Eu também sou almirante
De Nossa Senhora Iemanjá
Vou no gongá
Bater tambor
Rezo no altar
Levo o andor
Vem chegando os batuqueiros
Desce a ladeira, meu amor
Que a patuscada começou
Eu vim pra rua
Que o samba de roda chegou
Iaiá
De saia rendada em cetim
Bota o tempero na festa
Oi, tem abará e quindim
Portela cheia de encantos
Acolhe a Bahia em seu canto
De festas, rezas, rituais
Vestido de azul e branco
Eu venho estender o nosso manto
Aos meus santos do samba que são orixás
Madureira sobe o Pelô...tem capoeira
Na batida do tambor...samba Ioiô
Rola o toque de Olodum...lá na Ribeira
A Bahia me chamou
Marcadores:
Bahia,
carnaval 2012,
Clara Nunes,
Iemanjá,
Luiz Carlos Máximo,
Marcus Vinicius,
Música brasileira,
Portela,
Rio,
samba,
samba de enredo,
Senhor do Bonfim,
Wanderley Monteiro
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Candeia - 17 de Agosto de 1935
Candeia canta Saudade, dele e Arthur José Poerner
Saudade ( Candeia e Arthur José Poerner)
Saudade dos chorinhos e os chorões
Que entre prismas e bordões
Embriagavam de harmonia os corações
Toda noite era de festa
E se ouviam as serestas pelas ruas
Sob o clarão da Lua
Saudades do famoso Zé com Fome
Um sambista de renome
Que o meu povo não esquece
Que entre prismas e bordões
Embriagavam de harmonia os corações
Toda noite era de festa
E se ouviam as serestas pelas ruas
Sob o clarão da Lua
Saudades do famoso Zé com Fome
Um sambista de renome
Que o meu povo não esquece
Saudades de Paulo da Portela
Esta melodia singela
É meu samba, é minha prece
Esta melodia singela
É meu samba, é minha prece
Saudade...
sábado, 18 de junho de 2011
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