Quem sou eu

Minha foto
Agrônomo, com interesses em música e política
Mostrando postagens com marcador Leão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Leão. Mostrar todas as postagens

domingo, 18 de setembro de 2011

Fortaleza vence e termina 2011 garantido na Série C para no ano que vem



Do portal Esportes O POVO


Ufa! Eis a expressão que resume o sentimento da torcida do Fortaleza. O Tricolor do Pici goleou o CRB por 4x0 na tarde deste sábado (17), no estádio Presidente Vargas. Com o resultado, o time garantiu a permanência na Série C e evitou uma inédita queda para a 4ª Divisão do Campeonato Brasileiro.

O primeiro tempo foi bem movimentado. Fortaleza teve mais posse de bola durante toda a primeira etapa. O CRB também assustou, em jogadas de contra-ataque. Leandro, chutando de fora da área, criou a melhor oportunidade para o Leão nos primeiros 45 minutos. 

Na volta para o segundo tempo, que começou bem atrasado, o Fortaleza seguiu melhor na partida. Logo aos cinco minutos, o Leão abriu o placar. Guto cobrou falta no ângulo. A bola bateu na trave. Dezinho tentou marcar no rebote, mas quem acabou colocando a bola para as redes foi o atacante Vavá, que marcou o seu 1º gol com a camisa tricolor. 

Logo em seguida, o Fortaleza teve a chance de ampliar. Reginaldo Júnior foi derrubado na área. O juiz marcou pênalti e expulsou o zagueiro Paulo Rodrigues. Na cobrança, Carlinhos Bala perdeu o pênalti, defendido pelo goleiro Cristiano. 

A pressão do Fortaleza continuou. Vavá, com um chute de longe, marcou o 2º gol do Leão. Aos 18 minutos, o juiz expulsou o goleiro Cristiano. Como o CRB já tinha feito as três substituições, o jogador Roberto Lopes acabou improvisado no gol. 

Apesar de ter feito algumas defesas, Roberto Lopes não conseguiu evitar o 3º gol, marcado por Gustavo Papa. O 4º gol, já aos 40 minutos do 2º tempo, Marcos Goiano marcou o gol que garantiu a permanência do Fortaleza na Série C. 

No fim das contas, com o resultado que fez (4x0), o Fortaleza não precisou esperar o resultado de Campinense x Guarany de Sobral para comemorar. O apito final do juiz deu início, de fato, o grito de festa e de alívio da torcida tricolor.
http://migre.me/5Jb05

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O Leão e o PV

Esperando o Leão na série C em Fortaleza pra voltar ao Estádio Presidente Vargas. Lá se vão ...anos.



foto de Mário Kempes

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Uma Epopéia


Por Walber Nogueira da Silva


Quem foi ao Parque dos Campeonatos na noite da quarta-feira, 23/02, não viu apenas um jogo de futebol, viu uma epopéia, um poema épico, um feito heróico de proporções homéricas.

O Fortaleza precisava ganhar de 2 a 0 para decidir nos pênaltis ou por uma diferença de três gols para lograr a classificação direto. Com um minuto de jogo, Reginaldo Júnior balançou as redes e indicou à torcida tricolor a alegria que estava por vir. Aliás, a torcida merece um comentário à parte e, adiante, me ocuparei dela.

Depois do gol, o tricolor continuou pressionando e chegou até a marcar, mas o gol foi anulado. Pelo ângulo em que me encontrava no estádio, não vi nenhuma irregularidade. A pressão continuava, as chances eram criadas, mas nada do segundo gol sair.

Vem o segundo tempo e, aos 16 minutos, a defesa do Fortaleza toma o seu indefectível gol de todo jogo. Com isso, precisávamos fazer mais 3! Naquele momento, perdíamos gols, errávamos passes fáceis e nos enervávamos, desesperados que estávamos, correndo atrás da classificação. Como superar tudo isso?

As decepções e derrotas acumuladas nos campeonatos nacionais dos últimos anos vieram à tona naquele momento. O estádio silenciou. Vi alguns irem embora e, como estes, muitos desacreditaram. Desacreditaram do Fortaleza, da sua fama de fênix, a ave mitológica que renasce das cinzas. Desacreditaram da mística de suas camisas. No fundo, desacreditavam de si mesmos.

Aos 20 minutos, o chute certeiro de Gilmak no ângulo direito do goleiro adversário foi uma espécie de aviso: acreditai-vos, pois esta camisa é capaz do inimaginável. A Batalha do Pici não estava perdida.
Esta foi a senha para a explosão da torcida tricolor.

E ela foi um capítulo à parte. Com seus cantos, seus gritos, entoando a mais perfeita criação musical do gênero humano, o hino do Fortaleza, a torcida tricolor foi simplesmente: Fortaleza. E ser Fortaleza é colocar-se acima, além, em um estágio de transcendência em que a própria ordem do óbvio, do esperado, da realidade, é subvertida. Ser Fortaleza não é uma mera opção clubística, é um estado de espírito. Sua torcida nunca soube disso tanto quanto ontem.

Aos 39 do segundo tempo, o gol de Reginaldo Júnior veio nos libertar. Não apenas da tensão, do nervosismo. Aquele quarto gol, o gol da classificação, nos libertou das agruras do dia-a-dia, dos sofrimentos da existência, do patrão chato, do ônibus lotado, do capitalismo que leva a humanidade à extinção, das tristezas da vil condição humana. Mesmo por um instante, por um momento, aquele gol nos vingou de tudo isso, nos vingou de todas as derrotas da vida!

O jogo desta quarta foi um lenitivo para todos os tricolores. Nós merecíamos isso. O Fortaleza foi grande, foi heróico, honrou sua história e seu nome: foi forte. Soube vencer suas próprias limitações, transformando-as em matéria de vitória.

Se Homero tivesse assistido a vitória de ontem, não teria escrito um poema em homenagem aos feitos de Ulisses, teria homenageado este feito do Fortaleza.