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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Amor à morte?

por Pedro Alexandre Sanches

Vai chegando ao fim o Amor à Vida da Rede Globo (e por que mesmo a novela carregava esse nome?). O copo resta meio cheio, meio vazio.

É inquestionável que a condição masculina deu vários passos adiante na trama de Walcyr Carrasco em horário nobre global. A condição masculina homossexual, em especial, foi tratada com respeito, empatia, sensibilidade e inteligência – e, quando a condição de alguns homens em particular (quaisquer homens) é aceita, tolerada e naturalizada, ganhamos todos os homens, todas as mulheres, todo mundo. Direitos ou são para todos, ou não são para ninguém. Copo cheio, copo vazio.

Não se pode dizer o mesmo, infelizmente, a respeito do tratamento dado por Carrasco à condição feminina. Os requintes de crueldade, violência e barbarismo com que as mulheres foram insultadas pela Rede Globo via Amor à Vida beirou a exacerbação, passou adiante dela, ficou com cara do mais desbragado ódio. Copo cheio de misoginia.

A misoginia atroz está bem longe de ser uma novidade na dramaturgia global. Nessa novela, entretanto, foi estratosférica a quantidade de mulheres xingadas de “piranha”, “vagabunda”, “vadia”, “periguete”, “cadela”. Pior, foi espantosa a quantidade de vezes em que cada uma dessas mulheres foi ofendida e humilhada. Entre os xingos, só ficou faltando o adjetivo “puta” – não faz muita diferença diante da aspereza das outras agressões verbais, mas por que não usar também, se os personagens homens eram frequentemente xingados (apenas) de “bicha”?

As personagens femininas que Walcyr fez tender para o “mal” foram delineadas com cargas assustadoras de ódio e fobia. Personagem exemplar da linhagem é Aline, uma moça magoada porque o doutor César "destruiu" a vida da mãe e da tia dela. E o que a jovem secretária resolveu fazer para se vingar? Passou a novela inteira fazendo sexo com o doutor César, se casando com ele, tendo filho com ele, cuidando dele. Acabou por assassinar, em cumplicidade com Ninho, a tia por quem arquitetara parte da desforra. Santa vingança esquisita, Batgirl!

Inúmeras moças “más” de Desamor à Vida exibiram esse tipo de curvatura, revelando-se pouco mais (às vezes até menos) que seres escrotos, infelizes, invejosos, desprezíveis: Amarilis (uma odiosa “destruidora" de famílias gays felizes), Leila, a mãe de Leila, Edith (não surpreende que em meio à novela a atriz Bárbara Paz tenha liderado uma campanha deprê de luto), a mãe de Edith, Gigi, doutora Glauce, a traficante (boliviana?) Alejandra, as gêmeas-não-gêmeas Nicole e Natacha (que, apesar de não-vilãs, caíram de amores por um dos piores vilões da novela, sempre tratado como mocinho pelo autor). Copo vazio para as moças.

Mesmo algumas das personagens femininas “do bem” foram tratadas aos chutes e pontapés pelo autor: Perséfone, interpretada por uma boa atriz (Fabiana Karla) vinda do humorístico Zorra Total, transitou entre “gorda” rejeitada, virgem, “gorda” virgem, palhaça de chacota da moçada e portadora fogosa de um engraçadíssimo (contém ironia) “bigodinho” genital.

A secretária Simone existiu apenas enquanto servia para ser pisada diariamente por Félix, aos xingos sadicamente insistentes de “cadela” (como será que a atriz Vera Zimmerman se sentia durante essas gravações?). A advogada Sílvia, excelente profissional, virou na vida privada uma chantagista manhosa que vale de um câncer de mama e da piedade alheia para se livrar de uma rival amorosa. Copo beeeeeeeem vazio.

E por falar em câncer. As mulheres de Carrasco foram punidas não apenas com desgraças e berros de “piranha!”. Foram vítimas de câncer, aids, lúpus, alcoolismo, eletrochoque, surras (quase sempre aplicadas por outras mulheres), espancamentos, problemas cardíacos, morte no parto, suicídio (por ingestão de cocaína, acidente automobilístico e incêndio), assassinatos.

Chegando por fim aos assassinatos, no decorrer do enredo foram vários deles, quase todos incidindo sobre mulheres (santo autor serial killer, Batman!). Elas foram mortas batendo a cabeça no banheiro do hospital (o prédio era um dos protagonistas da novela, mas desapareceu com o cansaço da looooonga trama), tesouradas. Nicole tinha câncer, mas morreu de um ataque fulminante de susto, quando soube, em pleno altar, que o mocinho Tales comia a melhor amiga dela e queria sua fortuna, não seus lindos cabelos ruivos (suicídio ou assassinato?). Copo 100% vazio, um verdadeiro feminicídio.

Enfim, lá se vai Amor à Vida. Amor? À vida??? Por que mesmo esse nome, senhora dona Globo, senhor seu Carrasco?

No balanço entre perdas e ganhos, a balança endoidou desequilibrada. Como tem sido drasticamente frequente nas janelas tradicionais da nossa mídia (tanto as fictícias quanto as jornalísticas), nosso copo coletivo resta talvez 20% cheio, 80% vazio.

http://br.noticias.yahoo.com/blogs/autor/pedro-alexandre-sanches/

segunda-feira, 6 de maio de 2013

STF paga viagem de jornalista do Globo

Por Paulo Nogueira

Um asterisco aparece no nome da jornalista do Globo que escreve textos sobre Joaquim Barbosa em falas na Costa Rica.
Vou ver o que é o asterisco.
E dou numa infração ética que jamais poderia acontecer no Brasil de 2013.
A repórter viaja a convite do Supremo.
É um dado que mostra várias coisas ao mesmo tempo.
Primeiro, a ausência de noção de ética do Supremo e do Globo.
Viagens pagas já faz tempo, no ambiente editorial mundial e mesmo brasileiro, são consensualmente julgadas inaceitáveis eticamente.
Por razões óbvias: o conteúdo é viciado por natureza. As contas do jornalista estão sendo bancadas pela pessoa ou organização que é central nas reportagens.
Na Abril, onde me formei, viagens pagas há mais de vinte anos são proibidas pelo código de ética da empresa.
Quando fui para a Editora Globo, em 2006, não havia código de ética lá. Tentei montar um, mas não tive nem apoio e nem tempo.
Tive um problema sério, na Globo, em torno de uma viagem paga que um editor aceitou.
Era uma boca-livre promovida por João Dória, e o editor voltou dela repleto de brindes caros, outro foco pernicioso de corrupção nas redações.
Fiquei absolutamente indignado quando soube, e isso me motivou a fazer de imediato um código de ética na editora.
Surgiu um conflito do qual resultaria minha saída. Dias depois de meu desligamento, o editor voltou a fazer outra viagem bancada por Dória, e desta vez internacional.
Bem, na companhia do editor foi o diretor geral da editora, Fred Kachar, um dos maiores frequentadores de boca livre do circuito da mídia brasileira.
Isto é Globo.

De volta à viagem de Costa Rica.

Quando ficou claro que viagens pagas não podiam ser aceitas eticamente, foi a Folha que trouxe uma gambiarra ridícula.
A Folha passou a adotar o expediente que se viu agora no Globo: avisar que estava precaricando, como se isso resolvesse o caso da prevaricação.
A transparência, nesta situação, apenas amplia a indecência.
A Globo sabe disso. Mas quando se trata de dinheiro seus limites morais são indescritivelmente frouxos.
Durante muito tempo, as empresas jornalísticas justificaram este pecado com a alegação de que não tinham dinheiro suficiente para bancar viagens.
Quem acredita nisso acredita em tudo, como disse Wellington. Veja o patrimônio pessoal dos donos da Globo, caso tenha alguma dúvida.
É ganância e despudor misturados – e o sentimento cínico de que o leitor brasileiro não repara em nada a engole tudo.
Então a Globo sabe que não deveria fazer o que fez.
E o Supremo, não tem noção disso?
É o dinheiro público torrado numa cobertura jornalística que será torta moralmente, é uma relação promíscua – mídia e judiciário – alimentada na sombra.
Para usar a teoria do domínio dos fatos, minha presunção é que o Supremo não imaginava que viesse à luz, num asterisco, a informação de que dinheiro do contribuinte estava sendo usado para bancar a viagem da jornalista do Globo.
Como dizia meu professor de jornalismo nas madrugadas de fechamento de revista, quando um texto capital chegava a ele e tinha que ser reescrito contra o relógio da gráfica, a quem apelar?

domingo, 13 de janeiro de 2013

Nota da embaixada da Venezuela

Nota da Embaixada da Venezuela

Além de desrespeitar os venezuelanos, povo irmão do Brasil, e de proferir acusações sem base nos fatos reais, o comentário de Arnaldo Jabor nesta quinta-feira, 10 de janeiro, no Jornal da Globo, demonstra total desconhecimento sobre a realidade de nosso país.
Existe hoje na Venezuela, graças à decisão de um povo que escolheu ser soberano, um sistema político democrático participativo com amplo respaldo popular, comprovado pela alta participação da população toda vez que é convocada a votar em candidatos a governantes ou a decidir sobre temas importantes para o país. Desde que Hugo Chávez chegou ao poder, o governo já se submeteu a 16 processos democráticos de consulta popular - entre referendos, eleições ou plebiscitos.

Não nos parece ignorante ou despolitizado um povo que opta por dar continuidade a um projeto político que diminuiu a pobreza extrema pela metade, erradicou o analfabetismo, democratizou o acesso aos meios de comunicação e que combina crescimento econômico com distribuição de renda. Esse povo consciente de seus direitos não se deixa manipular pelas mentiras veiculadas por um setor da mídia corporativa - essa que circula livremente também na Venezuela.

Considerando o alto grau de organização e conscientização da população venezuelana, não são nada menos do que absurdas as acusações feitas por Jabor da existência de um aparato repressor contra o livre pensamento. Na Venezuela, civis e militares caminham juntos no objetivo de garantir a defesa, a segurança e o desenvolvimento da nação. É importante lembrar que se trata do mesmo comentarista que em 11 de abril de 2002, quando a Venezuela sofreu um golpe de Estado que sequestrou seu presidente durante 48 horas, saudou e comemorou este ato antidemocrático, durante comentário feito na mesma emissora, a Rede Globo.

Embaixada da República Bolivariana da Venezuela


veja o vídeo do "comentarista" - Por isso que eu digo não assista a rede globo.
http://g1.globo.com/jornal-da-globo/videos/t/edicoes/v/com-morte-de-chavez-ditadura-pode-nascer-na-venezuela-diz-arnaldo-jabor/2339035/

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O caso Fantástico-UFRJ e o papel do CNJ


Por Luis Nassif

O produto notícia sempre explorou a escandalização como um de seus maiores fatores de venda. Não se trata propriamente de serviço público, mas de uma operação comercial, que visa vender mais, atrair mais leitores/espectadores e, em alguns casos, pressionar anunciantes ou tomar partido em disputas empresariais ou políticas.

O escândalo é um produto jornalístico é, como tal, tratado como marketing, da mesma forma que qualquer produto de consumo. E os ingredientes centrais desse marketing são a ampliação de verdadeira dimensão, “esquentar” a notícia, como se diz no jargão jornalístico.

***

Em geral, tende-se a analisar a imprensa apenas como contraponto ao Estado, como representante da opinião pública.

Ora, no universo da opinião pública há um sem-número de personagens: o Estado, os grandes interesses econômicos, os partidos políticos, os demais poderes da República e, principalmente, o cidadão, o indivíduo, frágil, vulnerável em relação aos poderes maiores.

É para este cidadão que deveria se voltar a olhar da Justiça. No entanto, sua única forma de defesa, hoje em dia, são as redes sociais, jamais o Judiciário.

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Na semana retrasada o programa “Fantástico” anunciou uma matéria bombástica contra a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Falava-se em desvio de dinheiro, lançavam-se suspeitas de enriquecimento ilícito e por aí afora.

Das redes sociais veio o alerta de que estariam cometendo um “assassinato de reputação”. A matéria foi suspensa e transferida para domingo passado, agora com um cuidado jornalístico maior.

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E aí se entra em um dos muitos recursos de manipulação de escândalos utilizados atemporalmente pela mídia: a confusão intencional entre problemas administrativos e desvio de recursos. Ou o superdimensionamento de pequenas infrações, tratadas como se fossem grandes crimes contra a ordem pública.

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De acordo com o site do Fantástico, há 4 anos a UFRJ começou a ser investigada pelo Ministério Público Federal (MPF) – que provavelmente encaminhou ao programa o inquérito sigiloso – e pela AGU (Advocacia Geral da União).

Tirando toda a retórica, o caso fica resumido a isto:

1. A UFRJ firmou convênio com o Banco do Brasil que, em troca da administração das contas, pagaria uma quantia anual à instituição. De 2005 a 2009. Segundo o MPF, deveria ter havido licitação. Mas era um banco público e uma instituição pública.

2. O dinheiro foi repassado para uma fundação, e não para o orçamento da Universidade e não foi incluído no SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal). Aí se tem uma irregularidade administrativa, sim. Mas, na própria matéria, especialistas atestam que quase todas as universidades procedem assim, para não cair no emaranhado burocrático da administração pública. De dois anos para cá mudou a legislação. A matéria reconhece que o contrato com o BB é anterior. Sem escândalo.

***

O contrato com o BB envolveu a quantia de 43.520.000 de reais em cinco anos.

Os “escândalos”

Identificaram-se, concretamente, as seguintes irregularidades: 1. Um professor utilizou notas frias para justificar despesas (10.083,00 reais). 2. Outro professor recebeu através de uma empresa dele a quantia de 27 mil reais. 3. Contratação de uma empresa para fornecer agendas para a UFRJ (27 mil reais). 4. A concessão de dois restaurantes. 5. o pagamento de 264 mil reais a uma empresa que fornecia coquetéis e lanches.

“Esquentando” o escândalo

A nota da UFRJ mostra que a empresa que emitiu a nota não havia desaparecido, mas apenas mudado de endereço. O reitor recebeu o “Fantástico” e apresentou um balanço do que foi feito com o dinheiro do BB: seminários, congressos e recepções, na manutenção e reformas de prédios, na construção de restaurantes. Em vez de focar nas obras que foram realizadas com os recursos, deu-se destaque para as que não foram.

O vazamento do MPF

O “Fantástico” recebeu o inquérito antes dos indiciados. Com isso, ficou com o poder de julgar e condenar sete pessoas perante dezenas de milhões de telespectadores. As ressalvas às denúncias só foram entendidas por um diminuto número de espectadores, que sabem diferenciar problemas administrativos de malversação graúda de dinheiro. Mesmo com os cuidados da reportagem, perante a opinião pública estão todos condenados.

O papel do CNJ – 1

E aí se entra nessa escandalosa iniciativa do Ministro Ayres Britto, de criar uma comissão permanente, no âmbito do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), para garantir a grande mídia contra as ações propostas pelas vítimas. A comissão será composta por integrantes do poder judiciário e por representantes de órgãos de mídia. Não se cogitou sequer de defensores das vítimas de pequenos e grandes crimes.

O papel do CNJ – 2

Quando Ministro do STF, Ayres Britto, a pretexto de acabar com a Lei de Imprensa, deixou um vácuo jurídico que prejudicou fundamentalmente o direito de resposta. Agiu exclusivamente com o propósito de agradar a mídia, principalmente depois que espocaram denúncias sobre o uso do seu nome por seu próprio genro, em ações que passavam pelo STF e pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Coincidentemente, as denúncias sumiram do noticiário

O cidadão desprotegido

Tem-se, agora, o ensaio de uma briga de gigantes. De um lado, Congresso Nacional, partidos políticos; de outro, o Executivo; na terceira ponta, MPF, STF e mídia. E onde fica o cidadão comum? Em nenhum momento, Ayres Britto – ou o próprio STF – pensou no cidadão comum. Este continua à mercê de um Judiciário que entende a mídia com olhos do governante norte-americano do século 18. Muitos assassinatos ainda serão cometidos.


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

LEONEL DE MOURA BRIZOLA E A REDE GLOBO

Por Marcus Vinicius

Ontem a Globo se superou. Na última notícia sobre o chamado mensalão, um primor de safadeza. Para muitos que não conheceram Brizola, para aqueles que o conheceram e o esqueceram e para aqueles que o tem como grande brasileiro. A Globo é a mesma de sempre. Dá-lhe Brizola.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Faz um 12 Brizola - Na Globo em 2000

Por Eduardo Goldenberg





No dia da final do Festival da Música da TV Globo, 16 de setembro de 2000, em São Paulo, para vingar a Beth Carvalho, cortada pela direção da TV Globo porque havia gravado o jingle do Brizola para a campanha pela Prefeitura do Rio fui lá, ao vivo, e gritei o nome do grande e saudoso Leonel Brizola!!!!!


http://butecodoedu.wordpress.com/2011/04/05/faz-um-12-brizola/

Homens interrompem transmissão da Globo

domingo, 2 de janeiro de 2011

Rodrigo Viana - O GLOBO, A FOLHA E O ESTADÃO

Três capas de três velhos jornais: decadência sem nenhuma elegância

publicada sábado, 01/01/2011 às 11:13 e atualizada sábado, 01/01/2011 às 11:04
por Rodrigo Vianna
Por dever de ofício cheguei cedo à redação da TV, em Brasília, nesse primeiro de janeiro.
Com o pensamento ainda enevoado pela noite mal-dormida, vi sobre a mesa do chefe de reportagem os três principais (?) jornais do país.
Demorei pra entender que aquela capa de “O Globo” era mesmo a capa do dia em que Lula passaria a faixa para Dilma: acima da dobra, nenhuma referência à posse. Apenas fotos da queima de fogos no Rio. Como se nada estivesse acontecendo no Brasil. A manchete de “O Globo” era para a “retomada” do orgulho carioca – com olimpíada, Copa e combate ao tráfico. Uma capa provinciana de um jornal provinciano. Sobre Dilma , o destaque (quase no pé da primeira página) de “O Globo” era: “No adeus, Lula deixa para Dilma crise diplomática com a Itália”. Ah, então tá bom. Lula deixa só isso? O presidente mais popular desde Vargas merece isso apenas no dia em que vai embora? “O Globo” fazia oposição a Vargas, como fez – de forma cerrada – a Lula. Mas no passado era menos chinfrim. Pra que Casseta e Planeta se existe a primeira página de “O Globo”?
“Folha” também é a “Folha” de sempre. Mais importante que Dilma ou Lula é a opinião da “Folha” sobre Dilma e Lula! O editorial em primeira página é cheio de termos que lembram o “Estadão” de outros tempos: “o grande repto que se apresenta à nova mandatária”… Repto? E a “Folha” – no editorial que ocupa um terço da primeira página – segue a ensinar Dilma: saiba como governar, aprenda com a gente aqui na Barão de Limeira! Dilma deve estar muito agradecida pela lição em primeira página.
O “Estadão”, como sempre, é o mais correto. Vai no factual. Manchete principal: “Começa o governo Dilma”. Sem arroubos, sem invencionice, sem provincianismo, sem “lição de governo” em primeira página . A história de Battisti está na capa, mas de maneira sóbria. O “Estadão”, todo mundo sabe, faz oposição ao lulismo. É um jornal conservador. Mas ainda tenta ser um jornal.
As capas indicam o que se pode esperar do velho jornalismo no governo Dilma. Decadência, sem nenhuma elegância.
Mas não posso escrever mais: preciso correr pra praça dos Três Poderes, de onde vou acompanhar a posse – participando da transmissão na Record.

http://www.rodrigovianna.com.br/

"ô povo implicante", será?

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Luis Carlos Prates - Qualquer miserável tem um carro.

Este comentarista é da afiliada da Rede Globo em Santa Catarina. Seu nome Luis Carlos Prates. Esse sacripanta comenta dentre outras coisas que: Qualquer miserável tem um carro... E a culpa e desse governo espúrio.


terça-feira, 21 de setembro de 2010

"Espiando" a mídia (1)

Do Blog  http://mapetrus.blogspot.com/2010/09/todos-os-jornalistas-de-serra.html

Era uma vez um povo que achava que a grande mídia era isenta, independente e imparcial. Imparcial? Havia um âncora que teimava em afirmar que tudo estava errado, insinuava que Lula era incompetente, ele queria dizer analfabeto, mas estaria queimando a tal isenção e imparcialidade jornalística. Certo dia Casoy esquece que o microfone estava aberto e a ouvir garis desejando feliz Natal solta o verbo: “dois garis, do alto de suas vassouras, que merda”. Está no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=0H9znNpeFao Isso é uma vergonha.

O jornalista e âncora da rede globo Willian Waack esquecendo-se que o microfone estava aberto comete a mesma gafe que o Casoy cometeu na BAND: grita do estúdio:cala boca, enquanto Dilma dava uma entrevista. Só acredito vendo: http://www.youtube.com/watch?v=VedRNN9w5uA OK veja e ouçam. Há outros links com comentários acerca do ofício de jornalista, que o lacaio global desconhece: não fala merda, o microfone pode estar ligado.

Se a noite, dormimos ouvindo o preconceituoso Waack, pela manhã vemos Alexandre Garcia e Mirian Leitão. Garcia parece a encarnação da moralidade: foi porta-voz de João baptista Figueiredo, aquele presidente que preferia cavalos a gente. Escolheu bem o assessor de imprensa. Alexandre Garcia não perdeu o ranço da ditadura, por isso está na globo. Olha o que ele falava e pensava em 2006, insistindo no segundo turno: http://www.youtube.com/watch?v=PSTD63PH0-s&feature=related

A Mírian Leitão, apaixonada de carteirinha pelos mandamentos de FHC, não consegue esconder sua parcialidade e partidarismo pró-SERRA. Entendo que as mídias deveriam deixar de serem cínicas e informar aos leitores ou telespectadores através de editorial o apoio a este ou aquele candidato. Haveria mais transparência e ninguém estaria comprando uma opinião com se fosse uma informação. Será que temos imagens da economista que apostou que o Brasil iria sifu durante a crise dos USA? Não quis procurar muito, vou colocar um áudio entre Mírian Leitão e DILMA http://www.youtube.com/watch?v=s9jJvgD3qiQ
Algumas jornalistas da grande mídia, após encherem a cara, começam a falar de forma desconectada, construindo sentidos confusos. Ouçam a Hipólito: http://www.youtube.com/watch?v=seZWUqLhXJY&feature=related Tentando falar mal de LULA. É risível.

Augusto Nunes se transformou em um stand up da VEJA e de SERRA. Bastar ler seus comentários bisonhos no twitter. Ricardo Noblat, empregado da Globo, tenta dar um ar de imparcialidade aos seus textos, mas qualquer analista de discurso percebe que atualmente ele tenta ligar Erenice a DILMA.
Existem muitos outros jornalistas que fazem esse serviço sujo, que omitem, por ordem de seus patrões a quebra do sigilo de 60 milhões de brasileiros na época de FHC/SERRA; a fabricação do DOSSIÊ Erecice; a estratégia de SERRA que sabia da violação do sigilo da filha no ano passado e só deixou vazar agora, quando encontra-se ladeira abaixo. Vou repetir: SERRA deixou vazar a informação da violação do sigilo da filha. Quem quiser procure no Google, tem cada coisa.
Ainda bem que existe a blogosfera: a gente pode desmascarar esse povo que sempre gostou de se fartar em banquetes de políticos para beber na fonte.

A necessidade de reagir...


Do colaborador André Barbosa

"Este e-mail é resultado de uma reflexão e revolta contra a tentativa que a grande imprensa do país (rede Globo, Veja, Folha, Estadão) tenta de fraudar a democracia e o processo eleitoral.  

Que a grande mídia passou 8 anos com má  vontade e raiva contra o governo do Presidente Lula isso não é novidade para ninguém. Mas a sanha de derrotar a candidata do Governo atingiu níveis golpistas. 

Os militares acabaram com a democracia com as armas. Essa grande mídia tenta modificar a vontade popular através de uma fraude, promovendo uma campanha maciça visando derrubar a candidata Dilma e forçar a um segundo turno com o candidato apoiado pela mesma. 

As manchetes produzidas, a cobertura do jornal Nacional há mais de 03 semanas, dedicando minutos e minutos a querer incriminar a candidata Dilma de fatos que nada têm a ver com o processo eleitoral, ou pelo menos sem que hajam elementos que se possa fazer qualquer correlação. A  revista Veja, talvez o meio de comunicação mais odioso do país, lança mão toda semana de factóides, logo reproduzidos pelo Estadão, Folha e outros meios. 

Não adianta desmentidos das fontes, ausência de documentos. A imprensa trata o fato como uma verdade inconteste. A revista Veja é a mesma que inventou que veio dinheiro de Cuba para acampanha do Lula em 2002 e outras mentiras lançadas e que depois foram descartadas por tão inverossímeis.

Não se trata de preferência ou não por uma candidatura ou outra. Eleitores da Marina e até mesmo os do candidato da mídia mais conscientes devem repudiar, protestar e explicar aos mais crédulos com o que sai na imprensa, qual o propósito desta mídia. Criar factóides no processo eleitoral para gerar repercussão nos noticiários e manchetes para o candidato tucano usar no programa eleitoral é uma tentativa de desestabilizar a eleição e fraudar a vontade das pessoas. 

Os militares não tinham votos, logo usaram as armas e foram apoiados pela Rede Globo, Estadão e outros. Em 1989, é fato histórico a fraude da Rede Globo para favorecer o Collor. Em 2006 eles tentaram e conseguiram pelo menos levar a eleição para o segundo turno. Este ano eles não se conformam que a maioria da população possa preferir manter a candidata do Lula no poder. Eles vão investir pesado nesses 20 dias que faltam. Imaginem se der certo, o que eles não vão fazer para nunca mais permitir que outro metalúrgico ou similar ousem querer dirigir o país.

Não defendo e nunca defenderei atos ilícitos. Quem os pratica deve ser punido. Mas não posso ficar calado quando vejo a gestação de um golpe, de uma fraude, com aparência de legitimidade e ancorada na suposta "liberdadede imprensa", que se resume no país a vontade de quatro famílias. 

Hoje, há uma nota da ANJ criticando o Presidente por criticar alguns meios de comunicação. Ora, como se pode defender o direito da imprensa massacrar um grupo político e se cai de pau quando se critica essa própria imprensa."

quarta-feira, 30 de abril de 2008

REDE GLOBO E RECORD

NA BRIGA POR AUDIÊNCIA A QUALQUER CUSTO A GLOBO E A RECORD SE SUPERAM NA
COBERTURA DO CASO ISABELA. É UM JULGAMENTO SUMÁRIO, QUASE UMA CHACINA.
E O ENGRAÇADO É QUE NÃO SE TEM MAIS NOTÍCIA DE INGRID BITTENCOURT E NEM SE SABE
SE A EPIDEMIA DE DENGUE CONTINUA NO RIO DE JANEIRO QUE ERAM OS DOIS TEMAS
PREFERIDOS DA REDE GLOBO ANTERIORMENTRE.