Quem sou eu

Minha foto
Agrônomo, com interesses em música e política
Mostrando postagens com marcador Carlinhos Patriolino. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Carlinhos Patriolino. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de abril de 2015

Evaldo, Carlinhos e Tarcísio

Via Carlinhos Patriolino



Serenata da Chuva.
Música de Evaldo Gouveia e Jair Amorim.
Carlinhos Patriolino (bandolim) e Tarcísio Sardinha (violão 7 cordas). 

terça-feira, 6 de maio de 2014

O samba é mágico

Por Felipe Araújo

“O samba é mágico. O samba modifica a vida da gente. A felicidade que eu sinto quando estou numa roda de samba é incomparável”.

É assim que Carlos Alberto Vieira tenta resumir seu sentimento pelo mais brasileiro dos gêneros musicais. Carlão, como é mais conhecido – ou ainda Carlão do Zé Bezerra, pela sua relação umbilical com o tradicional bar do Parque Araxá, que ele ajudou a transformar num dos principais redutos de sambistas de Fortaleza – vem espalhando essa alegria pela Cidade há pelo menos 40 anos, mobilizando músicos e desbravando novos espaços para defender a bandeira do samba. 

Nascido há 61 anos na comunidade do Morro do Ouro, no bairro Monte Castelo, Carlão se aproximou do samba no fim dos anos 60, através dos regionais que movimentavam as festas do bairro. Entre eles, os grupos de seu Antônio Relojoeiro e de seu João de Moura.

Foto Américo ´Souza
Nos anos 70, Carlão se juntou a outros bambas do bairro – como o Raimundo “Coleguinha” – e circulou por bares e restaurantes como Pilão, St. Tropez e, já nos anos 80, Barril, que começavam a se dedicar ao samba em Fortaleza. Dos primeiros compassos na percussão, mudou-se para as cordas e abraçou em definitivo o cavaquinho – com que liderava os encontros musicais que se davam também nas mercearias do Monte Castelo.

“A gente tocava em tudo que era mercearia. E não tinha cadeira não. A gente tocava em pé, nas janelas. Era uma turma da pesada. Lambreta, Coleguinha, até o Carlinhos Patriolino, que era muito novo na época, tinha uns 14 anos, acompanhava a gente. 
“Quando a gente tocava em algum restaurante ou casa mais especializada, eles penduravam um microfone no meio da mesa. Era tudo assim meio acústico. E era ali que os bons músicos apareciam”. 

No começo dos anos 80, Carlão morava perto de onde hoje é o Bar do Zé Bezerra, na época uma farta mercearia. Depois de fazer amizade com o dono, propôs ao mesmo uns encontros musicais no local, que aconteciam nas manhãs de sábado. 

“A gente começava às vezes 8 da manhã. E os meninos foram aparecendo, se juntando por lá e a coisa foi crescendo. Como roda de samba, o Zé Bezerra é mais antigo que a Mocinha”, lembra, fazendo referência a outro templo do samba cearense, que também ajudou a consolidar as musicais tardes de domingo. 

Carlão foi sindicalista, bancário e hoje é técnico de radiologia. “Eu toquei pouco profissionalmente. Eu toco mais porque gosto mesmo”, afirma. Entre as incursões profissionais na música, participou de alguns dos mais importantes grupos de samba da cidade: como Harmonia, Rosas de Bamba e Etiqueta do Samba, formações em que dividiu palcos e mesas com referências importantes da música cearense.

Em 40 anos de trajetória musical, Carlão não só levou a batucada para o Zé Bezerra e "para além" da Dom Manoel. Fez mais: ajudou o ritmo a se espalhar por toda a Cidade. 

Neste sábado, 10 de maio, o projeto Falso Amor Sincero, numa humilde homenagem, agradecerá ao Carlão pela sua ,  militância e pelo seu compromisso com o samba.

Serviço:
Roda de Samba - Falso Amor Sincerro

Quando - todo sábado 
Hora - 16 as 20 horas
Quanto - Inteira R$10,00
               Meia e idosos(as) - R$ 5,00
Onde: Kukukaya - av Pontes Vieira , 55 A
Tel - 32275661

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Carlinhos Patriolino tem a alma na ponta dos dedos

Carlinhos Patriolino - Foto de Deivison Teixeira
Por Marcios Sampaio

O jeito elétrico, meio aligeirado, é uma forma do bandolinista Carlinhos Patriolino responder ao nervosismo que sente na hora de vasculhar a própria história. Mesmo que já tenha viajado para tantos lugares e se apresentando para plateias tão exigentes, ele não nega que é tímido. “Sou capaz de pedir pelo amor de Deus para você não colocar isso (na entrevista)”, ele chega a dizer quando lembra do elogio que ouviu de outro grande músico brasileiro. Peço licença para quebrar o acordo, mas o tal músico era o virtuoso violonista Guinga, que assistiu o cearense no Festival de Jazz & Blues de Guaramiranga e comentou que, no trabalho de Carlinhos, “cada nota é uma lágrima”.

De fato, ele próprio não discorda do elogio. Hoje com 51 anos, Carlinhos Patriolino cresceu numa casa onde a música fazia parte do cotidiano. Filho de Carlos Patriolino de Albuquerque e Terezinha Damasceno de Albuquerque, o sobralense via constantemente a mãe cantando grandes sucessos da época, enquanto o pai, funcionário público, compunha algumas peças ao violão. “Meu pai era foda, um paizão louco por música. Era um boêmio que não bebia”, lembra ele que, aos seis anos, recebeu de Seu Carlos sua primeira lição de música: um Ré maior.

As outras notas vieram a seguir e, aos 11 anos, Patriolino conheceu uma turma que, apesar de ter mais que o quádruplo da sua idade, tinha o chorinho em comum. No meio daquela roda de chorões, ele teve oportunidade de aprender e mostrar o que vinha fazendo no bandolim. Encantado por aquele universo musical, ele foi se dedicando cada vez mais a descobrir os segredos do seu instrumento. Até que, por volta dos 15 anos, foi convidado para substituiu um músico numa banda de samba que tinha os Novos Baianos como principal referência. Aquela seria sua primeira experiência profissional e com o dinheiro pôde dar uma força nas contas de casa.

Se enturmando cada vez mais no meio musical, Carlinhos Patriolino conheceu a dupla Régis e Rogério, irmãos do cantor Ednardo, com quem, logo em seguida, começaria a tocar. Dessa parceria com o compositor de Pavão Mysteriozo, acabou integrando a turma que realizou a Massafeira em março de 1979. “Foi meu primeiro contato com o show business. E logo naquele palco mágico do Theatro José de Alencar. Foi praticamente uma semana morando lá”, comenta o músico.

FRASES
“Todos me falavam no Patriolino. Eu sonhava tocar com ele, até um dia em que o baixista dele não pode fazer um show e me indicaram. Desde então, nunca mais deixamos de tocar juntos. Ele um gigante da nossa música”

Miquéias dos Santos, baixista


“Ele é uma super referência de som. Eu sempre agradeço por que tocar com ele. É uma aula”Cainã Cavalcante, violonista e guitarrista

“O Carlinhos é um excelente músico, dono de uma imensa sensibilidade musical. Trabalhamos juntos por um bom tempo e espero contar, em outras ocasiões, co
m o auxílio luxuoso de sua ímpar musicalidade”
Emílio Santiago, cantor

terça-feira, 24 de julho de 2012

CARLINHOS PATRIOLINO E MARCO TÚLIO



Música de Jerome Kern.
Projeto DegustaSom
Data: 19/07/2012
Local: Mercado Central - Fortaleza-CE
Ficha Técina: Carlinhos Patriolino (violão) e Marco Túlio (violão).
Contatos: (85) 8809-4513 / carlinhospatriolino@hotmail.com / @cpatriolino

sábado, 29 de janeiro de 2011

O canto do luthier Pardal


Paulo de Tarso,  além de professor, compositor, instrumentista tá entrando na arte da luthieria. Pardal, como é  popularmente conhecido, já produziu violões (sete cordas e tenor)  e cavaquinhos. Grandes músicos como Carlinhos Patriolino (violão tenor), Tarcisio Sardinha e Pedro Ventura (violão de sete cordas) já estão "tirando sons" de instrumentos by Pardal.
Questionado sobre como chegou à luthieria, o Professor Pardal afirma "Pelo cheiro da madeira". Aliás, segundo ele, o cheiro do Cedro e da Imbuia curou até a sua rinite.

Pardal em sua oficina

Vídeos da oficina do Luthier - Pardal

PS - O violão tenor de Carlinhos Patriolino pode ser apreciado no Bar do Papai aos domingos - http://diumtudo-marvioli.blogspot.com/2011/01/bar-do-papai.html