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terça-feira, 22 de março de 2016
Mortal Loucura
Mortal Loucura ( José Miguel Wisnik e Gregório de Matos
Na oração, que desaterra … a terra,
Quer Deus que a quem está o cuidado … dado,
Pregue que a vida é emprestado … estado,
Mistérios mil que desenterra … enterra
.
Quem não cuida de si, que é terra, … erra,
Que o alto Rei, por afamado … amado,
É quem lhe assiste ao desvelado … lado,
Da morte ao ar não desaferra, … aferra.
Quem do mundo a mortal loucura … cura,
A vontade de Deus sagrada … agrada
Firmar-lhe a vida em atadura … dura.
O voz zelosa, que dobrada … brada,
Já sei que a flor da formosura, … usura,
Será no fim dessa jornada … nada.
sexta-feira, 19 de julho de 2013
terça-feira, 10 de abril de 2012
Pássara - Francis Hime e Chico Buarque
Por Alfredo Pessoa
| Alfredo Pessoa |
Esta belíssima peça foi gravada apenas por Hime (com Chico) e Bethânia no songbook de Hime. A primeira gravação preza pelas cordas imitando um vôo, a segunda, precisa, num arranjo de violão de Marco Pereira parecendo um vôo também, só que mais para o Vôo da Mosca (Jacob do Bandolin). Vôo de Mosca a parte, pássara é a Fêmea do Peru ou as partes pudendas das mulher (passarinha), de acordo com Aurélio Buarque de Holanda.
Pássara (Francis Hime/Chico Buarque)
(Gm/A A7 F/A F(b5)/A)
(Gm/A A7 F/A F(b5)/A)
E
aí
Ela
cisma de voltar
Sorri
Quase
pra te provocar
D7 Gm7M
Gm7 Bm7(b5) E7 A4(7)
A7
Sim,
goza da felicida------de. Que tu
vais ter que te amargar
D7M A/C# C6(b5)
B7 F/C F#m7(b5) B7
Vais
perseguir a maldita. Vais insultá-la na rua
E7M
B/Eb D6(b5)
C#7 G7M G#m7(b5) C#7
Vais
jogar pedras na lua. Vais
montar uma guarita
F#7M Fm7 Bb7 Eb7M A4(7)
A7
Pra
que aquela esquisita. Não se atreva a voltar
E
aí, e aí, e aí
(Gm/A A7 F/A F(b5)/A)
E
aí
Ela
cisma de voltar
Sorri
Quase
pra te perdoar
Sim,
exala a tal liberdade. Que não podes mais tolerar
Vai
manchar tuas verdades. Vai se enfiar no teu leito
Bate
no teu próprio peito. Vai quebrar todas as grades
De
que um homem é feito. Pra esquecer de voar
E
aí, e aí, e aí
(Gm/A A7 F/A F(b5)/A)
E
aí
Ela
cisma de voltar
Sorri
Quase
pra te convidar. Quase pra te convencer
Quase
pra te complicar. Quase pra te confundir
Mesmo
pra te enlouquecer. Mesmo pra te despertar...
As
mais incomuns: Gm/A= X0533X, A7= X0202X,
F/A=
X0321X, F(b5)/A= X0320X
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Iemanjá - a rainha do mar
A tribute to the Goddess Iemanja (also known as Yemeya) The music is Iemanja Rainha do Mar by Maria Bethania. The vide was created by Danielle Sales for the Pagan Music Videos course at The Magical Circle School
domingo, 13 de novembro de 2011
quarta-feira, 13 de julho de 2011
As Músicas
Por Moacyr Luz
Às vezes recebo por esses correios da vida, pombos chipados em docs ou mpegs, a ansiedade de novos autores e seus repertórios anônimos, dificuldades de uma vida autoral.
Fiz com o meu querido Sereno a música “Vida de Minha Via” em 2006. Nosso mestre Zeca Pagodinho a incluiu no disco lançado em setembro de 2010.
Conheci nossa madrinha Beth Carvalho em 1984. Nosso convívio tornou-se diário, idas ao Cacique de Ramos, festas glamorosas em Mangueira e inúmeras amizades especiais construídas por esse tempo.
Enfim, meu primeiro registro entre seus discos só aconteceu em 1989, com “Saudades da Guanabara”.
Minha parceria com Aldir Blanc é um marco na minha vida pessoal e profissional. Pelas contas do site Memória Musical, tenho umas oitenta músicas da dupla, gravadas.
A grande maioria, nunca ouvi no rádio, num assovio de rua, num batuque de butiquim. São momentos de grande ansiedade, sim.
“Feito o Mar” é uma canção gravada lindamente pela madrinha no LP Intérprete, 1990.
“Instante Eterno”, do trio Moa, Aldir & Ivan Lins, foi tema da novela Porto dos Milagres, 2005.
A maravilhosa Fátima Guedes em seu disco de 1993, interpretou “Restos de um Naufrágio”, uma das minhas canções favoritas.
Posso incluir pra explicar depois, “Queimada” gravação Cristina Santos, “Mandingueiro” por Leni Andrade, “A Cereja e o Vermute”, Nana Caymmi, entre dezenas de arranjos belíssimos, vozes únicas, mas perdidas no silêncio do rádio, no tubo, no plasma, desconectadas.
Se existe uma justificativa.
Compor é um privilégio. Quem escuta primeiro é a sua alma.
Isso já basta.
Pra fechar. Em 1990, parceria a pleno vapor, fizemos “Remanso”: - Que Maravilha! Pensamos alto.
O riso escancarado só foi acontecer em 2009. Vinte anos depois, nossa diva Maria Bethânia inclui a toada no CD “TUA”.
Como diria o poeta do morro de São Carlos, “…é a vida e é bonita, é bonita, é bonita…”
http://youpode.com.br/blog/blogdomoa/
Às vezes recebo por esses correios da vida, pombos chipados em docs ou mpegs, a ansiedade de novos autores e seus repertórios anônimos, dificuldades de uma vida autoral.
Fiz com o meu querido Sereno a música “Vida de Minha Via” em 2006. Nosso mestre Zeca Pagodinho a incluiu no disco lançado em setembro de 2010.
Conheci nossa madrinha Beth Carvalho em 1984. Nosso convívio tornou-se diário, idas ao Cacique de Ramos, festas glamorosas em Mangueira e inúmeras amizades especiais construídas por esse tempo.
Enfim, meu primeiro registro entre seus discos só aconteceu em 1989, com “Saudades da Guanabara”.
Minha parceria com Aldir Blanc é um marco na minha vida pessoal e profissional. Pelas contas do site Memória Musical, tenho umas oitenta músicas da dupla, gravadas.
A grande maioria, nunca ouvi no rádio, num assovio de rua, num batuque de butiquim. São momentos de grande ansiedade, sim.
“Feito o Mar” é uma canção gravada lindamente pela madrinha no LP Intérprete, 1990.
“Instante Eterno”, do trio Moa, Aldir & Ivan Lins, foi tema da novela Porto dos Milagres, 2005.
A maravilhosa Fátima Guedes em seu disco de 1993, interpretou “Restos de um Naufrágio”, uma das minhas canções favoritas.
Posso incluir pra explicar depois, “Queimada” gravação Cristina Santos, “Mandingueiro” por Leni Andrade, “A Cereja e o Vermute”, Nana Caymmi, entre dezenas de arranjos belíssimos, vozes únicas, mas perdidas no silêncio do rádio, no tubo, no plasma, desconectadas.
Se existe uma justificativa.
Compor é um privilégio. Quem escuta primeiro é a sua alma.
Isso já basta.
Pra fechar. Em 1990, parceria a pleno vapor, fizemos “Remanso”: - Que Maravilha! Pensamos alto.
O riso escancarado só foi acontecer em 2009. Vinte anos depois, nossa diva Maria Bethânia inclui a toada no CD “TUA”.
Como diria o poeta do morro de São Carlos, “…é a vida e é bonita, é bonita, é bonita…”
http://youpode.com.br/blog/blogdomoa/
domingo, 27 de março de 2011
Bethânia - por Caetano Veloso
A histeria contra Chico me levou a ler o romance de Edney Silvestre (que teria sido injustiçado pela premiação de "Leite derramado"). Silvestre é simpático, mas, sinceramente, o livro não tem condições sequer de se comparar a qualquer dos romances de Chico: vi o quão suspeita era a gritaria, até nesse pormenor. Igualmente suspeito é o modo como "Folha", "Veja" e uma horda de internautas fingem ver o caso do blog de Bethânia. O que me vem à mente, em ambas as situações, é a desaforada frase obra-prima de Nietzsche: "É preciso defender os fortes contra os fracos." Bethânia e Chico não foram alvejados por sua inépcia, mas por sua capacidade criativa.
A "Folha" disparou, maliciosamente, o caso. E o tratou com mais malícia do que se esperaria de um jornal que - embora seu dono e editor tenha dito à revista "Imprensa", faz décadas, que seu modelo era a "Veja" - se vende como isento e aberto ao debate em nome do esclarecimento geral. A "Veja" logo pôs que Bethânia tinha ganho R$1,3 milhão quando sabe-se que a equipe que a aconselhou a estender à internet o trabalho que vem fazendo apenas conseguiu aprovação do MinC para tentar captar, tendo esse valor como teto. Os editores da revista e do jornal sabem que estão enganando os leitores. E estimulando os internautas a darem vazão à mescla de rancor, ignorância e vontade de aparecer que domina grande parte dos que vivem grudados à rede. Rede, aliás, que Bethânia mal conhece, não tendo o hábito de navegar na web, nem sequer sentindo-se atraída por ela.
Os planos de Bethânia incluíam chegar a escolas públicas e dizer poemas em favelas e periferias das cidades brasileiras. Aceitou o convite feito por Hermano como uma ampliação desse trabalho. De repente vemos o Ricardo Noblat correr em auxílio de Mônica Bergamo, sua íntima parceira extracurricular de longa data. Também tenho fígado. Certos jornalistas precisam sentir na pele os danos que causam com suas leviandades. Toda a grita veio com o corinho que repete o epíteto "máfia do dendê", expressão cunhada por um tal Tognolli, que escreveu o livro de Lobão, pois este é incapaz de redigir (não é todo cantor de rádio que escreve um "Verdade tropical"). Pensam o quê? Que eu vou ser discreto e sóbrio? Não. Comigo não, violão.
O projeto que envolve o nome de Bethânia (que consistiria numa série de 365 filmes curtos com ela declamando muito do que há de bom na poesia de língua portuguesa, dirigidos por Andrucha Waddington), recebeu permissão para captar menos do que os futuros projetos de Marisa Monte, Zizi Possi, Erasmo Carlos ou Maria Rita. Isso para só falar de nomes conhecidos. Há muitos que desconheço e que podem captar altíssimo. O filho do Noblat, da banda Trampa, conseguiu R$954 mil. No audiovisual há muitos outros que foram liberados para captar mais. Aqui o link: http://www.cultura. gov. br/site/wp-content/up loads/2011/02/Resultado-CNIC-184%C2%AA.pdf. Por que escolher Bethânia para bode expiatório? Por que, dentre todos os nossos colegas (autorizados ou não a captar o que quer que seja), ninguém levanta a voz para defendê-la veementemente? Não há coragem? Não há capacidade de indignação? Será que no Brasil só há arremedo de indignação udenista? Maria Bethânia tem sido honrada em sua vida pública. Não há nada que justifique a apressada acusação de interesses escusos lançada contra ela. Só o misto de ressentimento, demagogia e racismo contra baianos (medo da Bahia?) explica a afoiteza. Houve o artigo claro de Hermano Vianna aqui neste espaço. Houve a reportagem equilibrada de Mauro Ventura. Todos sabem que Bethânia não levou R$1,3 milhão. Todos sabem que ela tampouco tem a função de propor reformas à Lei Rouanet. A discussão necessária sobre esse assunto deve seguir. Para isso, é preciso começar por não querer destruir, como o Brasil ainda está viciado em fazer, os criadores que mais contribuem para o seu crescimento. Se pensavam que eu ia calar sobre isso, se enganaram redondamente. Nunca pedi nada a ninguém. Como disse Dona Ivone Lara (em canção feita para Bethânia e seus irmãos baianos): "Foram me chamar, eu estou aqui, o que é que há?"
O globo de 27 de março de 2011
quarta-feira, 7 de maio de 2008
OMARA E BETHÂNIA EM FORTALEZA
Por Marcus Vinicius
Aconteceu no dia 30 de abril de 2008, o swow de Omara Portuondo e Maria Bethânia em Fortaleza. As duas iniciaram o espetáculo com Cio da Terra, em uníssono. O restante do show foi interação, emoção, sensibilidade. Após a abertura, quando Bethânia se apresenta sozinha, ficou faltando "Arrependimento"(Fernando César e Dolores Duran)que está no CD e fez parte do roteiro no início da turnê, mas retorna com força na interpretação de "O Ciúme". Omara arrasa cantando - "Viente Años", "Mil Congojas", "Lacho" e "Drume Negrita". Em Dos Gardenias - ponto alto do show - uma homenagem ao grande Ibrahim Ferrer. Em "Havana-me" música de Joyce e Paulo César Pinheiro a troca de afagos no acréscimo dos versos - "Bethânia-me" fala Omara ao que Bethânia responde "Omara-me".
Um puta show. Só uma ressalva - vender bebidas durante o show favorece a zoada que "reinou" durante o espetáculo.
Aconteceu no dia 30 de abril de 2008, o swow de Omara Portuondo e Maria Bethânia em Fortaleza. As duas iniciaram o espetáculo com Cio da Terra, em uníssono. O restante do show foi interação, emoção, sensibilidade. Após a abertura, quando Bethânia se apresenta sozinha, ficou faltando "Arrependimento"(Fernando César e Dolores Duran)que está no CD e fez parte do roteiro no início da turnê, mas retorna com força na interpretação de "O Ciúme". Omara arrasa cantando - "Viente Años", "Mil Congojas", "Lacho" e "Drume Negrita". Em Dos Gardenias - ponto alto do show - uma homenagem ao grande Ibrahim Ferrer. Em "Havana-me" música de Joyce e Paulo César Pinheiro a troca de afagos no acréscimo dos versos - "Bethânia-me" fala Omara ao que Bethânia responde "Omara-me".
Um puta show. Só uma ressalva - vender bebidas durante o show favorece a zoada que "reinou" durante o espetáculo.
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