Mostrando postagens com marcador Serra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Serra. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
‘A Privataria tucana’, de Amaury Ribeiro Jr.
Por Carta Capital
Não, não era uma invenção ou uma desculpa esfarrapada. O jornalista Amaury Ribeiro Jr. realmente preparava um livro sobre as falcatruas das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso. Neste fim de semana chega às livrarias “A Privataria Tucana”, resultado de 12 anos de trabalho do premiado repórter, que durante a campanha eleitoral do ano passado foi acusado de participar de um grupo cujo objetivo era quebrar o sigilo fiscal e bancário de políticos tucanos. Ribeiro Jr. acabou indiciado pela Polícia Federal e tornou-se involuntariamente personagem da disputa presidencial.
Na edição que chega às bancas nesta sexta-feira 9,CartaCapital traz um relato exclusivo e minucioso do conteúdo do livro de 343 publicado pela Geração Editorial e uma entrevista com autor (reproduzida abaixo). A obra apresenta documentos inéditos de lavagem de dinheiro e pagamento de propina, todos recolhidos em fontes públicas, entre elas os arquivos da CPI do Banestado. José Serra é o personagem central dessa história. Amigos e parentes do ex-governador paulista operaram um complexo sistema de maracutaias financeiras que prosperou no auge do processo de privatização.
Ribeiro Jr. elenca uma série de personagens envolvidas com a “privataria” dos anos 1990, todos ligados a Serra, aí incluídos a filha, Verônica Serra, o genro, Alexandre Bourgeois, e um sócio e marido de uma prima, Gregório Marín Preciado. Mas quem brilha mesmo é o ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil, o economista Ricardo Sérgio de Oliveira. Ex-tesoureiro de Serra e FHC, Oliveira, ou Mister Big, é o cérebro por trás da complexa engenharia de contas, doleiros e offshores criadas em paraísos fiscais para esconder os recursos desviados da privatização.
O livro traz, por exemplo, documentos nunca antes revelados que provam depósitos de uma empresa de Carlos Jereissati, participante do consórcio que arrematou a Tele Norte Leste, antiga Telemar, hoje OI, na conta de uma companhia de Oliveira nas Ilhas Virgens Britânicas. Também revela que Preciado movimentou 2,5 bilhões de dólares por meio de outra conta do mesmo Oliveira. Segundo o livro, o ex-tesoureiro de Serra tirou ou internou no Brasil, em seu nome, cerca de 20 milhões de dólares em três anos.
A Decidir.com, sociedade de Verônica Serra e Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, também se valeu do esquema. Outra revelação: a filha do ex-governador acabou indiciada pela Polícia Federal por causa da quebra de sigilo de 60 milhões de brasileiros. Por meio de um contrato da Decidir com o Banco do Brasil, cuja existência foi revelada porCartaCapital em 2010, Verônica teve acesso de forma ilegal a cadastros bancários e fiscais em poder da instituição financeira.
Na entrevista a seguir, Ribeiro Jr. explica como reuniu os documentos para produzir o livro, refaz o caminho das disputas no PSDB e no PT que o colocaram no centro da campanha eleitoral de 2010 e afirma: “Serra sempre teve medo do que seria publicado no livro”.
CartaCapital: Por que você decidiu investigar o processo de privatização no governo Fernando Henrique Cardoso?
Amaury Ribeiro Jr.: Em 2000, quando eu era repórter de O Globo, tomei gosto pelo tema. Antes, minha área da atuação era a de reportagens sobre direitos humanos e crimes da ditadura militar. Mas, no início do século, começaram a estourar os escândalos a envolver Ricardo Sérgio de Oliveira (ex-tesoureiro de campanha do PSDB e ex-diretor do Banco do Brasil). Então, comecei a investigar essa coisa de lavagem de dinheiro. Nunca mais abandonei esse tema. Minha vida profissional passou a ser sinônimo disso.
CC: Quem lhe pediu para investigar o envolvimento de José Serra nesse esquema de lavagem de dinheiro?
ARJ: Quando comecei, não tinha esse foco. Em 2007, depois de ter sido baleado em Brasília, voltei a trabalhar em Belo Horizonte, como repórter do Estado de Minas. Então, me pediram para investigar como Serra estava colocando espiões para bisbilhotar Aécio Neves, que era o governador do estado. Era uma informação que vinha de cima, do governo de Minas. Hoje, sabemos que isso era feito por uma empresa (a Fence, contratada por Serra), conforme eu explico no livro, que traz documentação mostrando que foi usado dinheiro público para isso.
CC: Ficou surpreso com o resultado da investigação?
ARJ: A apuração demonstrou aquilo que todo mundo sempre soube que Serra fazia. Na verdade, são duas coisas que o PSDB sempre fez: investigação dos adversários e esquemas de contrainformação. Isso ficou bem evidenciado em muitas ocasiões, como no caso da Lunus (que derrubou a candidatura de Roseana Sarney, então do PFL, em 2002) e o núcleo de inteligência da Anvisa (montado por Serra no Ministério da Saúde), com os personagens de sempre, Marcelo Itagiba (ex-delegado da PF e ex-deputado federal tucano) à frente. Uma coisa que não está no livro é que esse mesmo pessoal trabalhou na campanha de Fernando Henrique Cardoso, em 1994, mas sob o comando de um jornalista de Brasília, Mino Pedrosa. Era uma turma que tinha também Dadá (Idalísio dos Santos, araponga da Aeronáutica) e Onézimo Souza (ex-delegado da PF).
CC: O que você foi fazer na campanha de Dilma Rousseff, em 2010?
ARJ: Um amigo, o jornalista Luiz Lanzetta, era o responsável pela assessoria de imprensa da campanha da Dilma. Ele me chamou porque estava preocupado com o vazamento geral de informações na casa onde se discutia a estratégia de campanha do PT, no Lago Sul de Brasília. Parecia claro que o pessoal do PSDB havia colocado gente para roubar informações. Mesmo em reuniões onde só estavam duas ou três pessoas, tudo aparecia na mídia no dia seguinte. Era uma situação totalmente complicada.
CC: Você foi chamado para acabar com os vazamentos?
ARJ: Eu fui chamado para dar uma orientação sobre o que fazer, intermediar um contrato com gente capaz de resolver o problema, o que acabou não acontecendo. Eu busquei ajuda com o Dadá, que me trouxe, em seguida, o ex-delegado Onézimo Souza. Não tinha nada de grampear ou investigar a vida de outros candidatos. Esse “núcleo de inteligência” que até Prêmio Esso deu nunca existiu, é uma mentira deliberada. Houve uma única reunião para se discutir o assunto, no restaurante Fritz (na Asa Sul de Brasília), mas logo depois eu percebi que tinha caído numa armadilha.
CC: Mas o que, exatamente, vocês pensavam em fazer com relação aos vazamentos?
ARJ: Havia dentro do grupo de Serra um agente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) que tinha se desentendido com Marcelo Itagiba. O nome dele é Luiz Fernando Barcellos, conhecido na comunidade de informações como “agente Jardim”. A gente pensou em usá-lo como infiltrado, dentro do esquema de Serra, para chegar a quem, na campanha de Dilma, estava vazando informações. Mas essa ideia nunca foi posta em prática.
CC: Você é o responsável pela quebra de sigilo de tucanos e da filha de Serra, Verônica, na agência da Receita Federal de Mauá?
ARJ: Aquilo foi uma armação, pagaram para um despachante para me incriminar. Não conheço ninguém em Mauá, nunca estive lá. Aquilo faz parte do conhecido esquema de contrainformação, uma especialidade do PSDB.
CC: E por que o PSDB teria interesse em incriminá-lo?
ARJ: Ficou bem claro durante as eleições passadas que Serra tinha medo de esse meu livro vir à tona. Quando se descobriu o que eu tinha em mãos, uma fonte do PSDB veio me contar que Serra ficou atormentado, começou a tratar mal todo mundo, até jornalistas que o apoiavam. Entrou em pânico. Aí partiram para cima de mim, primeiro com a história de Eduardo Jorge Caldeira (vice-presidente do PSDB), depois, da filha do Serra, o que é uma piada, porque ela já estava incriminada, justamente por crime de quebra de sigilo. Eu acho, inclusive, que Eduardo Jorge estimulou essa coisa porque, no fundo, queria apavorar Serra. Ele nunca perdoou Serra por ter sido colocado de lado na campanha de 2010.
CC: Mas o fato é que José Serra conseguiu que sua matéria não fosse publicada no Estado de Minas.
ARJ: É verdade, a matéria não saiu. Ele ligou para o próprio Aécio para intervir no Estado de Minas e, de quebra, conseguiu um convite para ir à festa de 80 anos do jornal. Nenhuma novidade, porque todo mundo sabe que Serra tem mania de interferir em redações, que é um cara vingativo.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Números das Eleições 2010 - Presidente(a) do Brasil
No endereço abaixo você encontra os doadores e a prestação de contas dos candidatos nas eleições de 2010:
http://spce2010.tse.gov.br/spceweb.consulta.prestacaoconta2010/
Aqui vão alguns dos números:
Votação para Presidente(a):
Dilma - 1º turno - 47.615.434
2º turno - 55.752.483
Total de votos 102.367.917
Serra - 1º turno - 33.132.283
2º turno - 43711.162
Total de votos 76.843.445
Marina - 1º turno - 19.636.359
Plinio - 1º turno - 888.816
Gastos por Candidatos(as)
Dilma - R$ 135.524.691,35
Serra - R$ 106.489.846,61
Marina - R$ 24.108.851,74
Plínio - R$ 99.245,00
Num cálculo simples e rasteiro podemos obter o custo de cada voto para cada candidato:
DILMA - R$ 1,32 por voto
SERRA - R$ 1,38 por voto
MARINA - R$ 1,28 por voto
PLÍNIO - R$ 0,11 por voto
Algumas observações:
http://spce2010.tse.gov.br/spceweb.consulta.prestacaoconta2010/
Aqui vão alguns dos números:
Votação para Presidente(a):
Dilma - 1º turno - 47.615.434
2º turno - 55.752.483
Total de votos 102.367.917
Serra - 1º turno - 33.132.283
2º turno - 43711.162
Total de votos 76.843.445
Marina - 1º turno - 19.636.359
Plinio - 1º turno - 888.816
Gastos por Candidatos(as)
Dilma - R$ 135.524.691,35
Serra - R$ 106.489.846,61
Marina - R$ 24.108.851,74
Plínio - R$ 99.245,00
Num cálculo simples e rasteiro podemos obter o custo de cada voto para cada candidato:
DILMA - R$ 1,32 por voto
SERRA - R$ 1,38 por voto
MARINA - R$ 1,28 por voto
PLÍNIO - R$ 0,11 por voto
Algumas observações:
- A contrutora Camargo Corrêa doou para a campanha de Dilma R$ 8.000.000,00, para a campanha de Serra R$ 3.000.000,00 para a de Marina R$ 500.000,00 e nenhum real para Plinio.
- O maior doador da campanha de Marina foi seu candidato a vice Guilherme Peirão Leal que doou arredondados R$ 11.000.000,00.
- Já Plinio, pessoa física foi o maior doador de sua campanha. A doação foi de R$ 52.000,00 e em segundo vem a pessoa jurídica Calix Sistemas de Informação LTDA com R$ 20.300,00. Aliás, em várias outras candidaturas vitoriosas ou não do PSOL aparecem empresas doadoras. Óbvio que são pequenas e médias empresas. Mas, empresas. Cabe ressaltar que aqui no Ceará o PSOL aliou o discurso (empresa não vota quem vota é o eleitor(a), portanto não aceitamos doações de pessoas físicas) a prática.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Dilma Presidenta - 99,99% votos apurados
|
|
DILMA - 55.752.139 (56,05%)
Serra - 43.710.592 (43,95%)
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Bolinha de Papel - João Gilberto
Começemos o dia com João Gilberto cantando Bolinha de Papel do grande Geraldo Pereira. Nada a ver com a bolinha de papel do Serra.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Paulo Preto e José Serra
Paulo Preto e as contradições perigosas
Enviado por luisnassif, ter, 12/10/2010 - 12:01 De Serra sobre Paulo Preto
Eu não sei quem é o Paulo Preto. Nunca ouvi falar. Ele foi um factóide criado para que vocês (imprensa) fiquem perguntando". Serra disse ainda que não iria gastar horas de um debate nacional discutindo "bobagens". (Portal Terra)
De Paulo Preto sobre Serra:
Paulo Preto, como o ex-executivo da empresa estatal é conhecido, disse que todas as suas "atitudes" foram informadas a Serra. Por isso, afirma, o tucano deveria responder às acusações que ele vem sofrendo. "Não somos amigos, mas ele [Serra] me conhece muito bem. Até por uma questão de satisfação ao país, ele tem que responder [...] Acho um absurdo não ter resposta, porque quem cala consente".
"Não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam esse erro".
"Ninguém nesse governo deu condições das empresas apoiarem [sic] mais recursos politicamente do que eu [...]" (Folha)
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Debate presidenciáveis Folha Uol
Gostei do debate embora não goste da Folha. Marina se reposicionando partindo prá cima do Serra e Dilma menos nervosa mais tranquila e tendo como ponto alto sua resposta sobre o cancêr. Só lembrando o que disse o Serra na entrevista do JN “Eu tenho boa saúde, ninguém tá sendo vice comigo achando que eu não vou concorrer ao mandato.” Esta frase sacana teve pouca repercussão na mídia. Este é o José Serra, o paulista e comedor http://www.youtube.com/watch?v=6ilV_hEfKnw&feature=topvideos
E como contra-ponto ao discurso hegemônico das(o) três candidatas(os) faltaram não só o sempre lembrado pela grande mídia, PSOL, mas também o PSTU, o PCB e PCO.
E como contra-ponto ao discurso hegemônico das(o) três candidatas(os) faltaram não só o sempre lembrado pela grande mídia, PSOL, mas também o PSTU, o PCB e PCO.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
O Bonner e o Pitbonner
Enquanto isso, na estrevista do Jornal Nacional de 11 de agosto de 2010:
"Não me obrigue a interrompê-lo. Me perdoe. Sei que o senhor vai compreender" William Bonner para José Serra quando este ultrapassou os 12 minutos e trinta segundos.
Nem parecia o Pitbonner que entrevistou Marina e Dilma.
"Não me obrigue a interrompê-lo. Me perdoe. Sei que o senhor vai compreender" William Bonner para José Serra quando este ultrapassou os 12 minutos e trinta segundos.
Nem parecia o Pitbonner que entrevistou Marina e Dilma.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Debate presidenciáveis na Band

- Algumas impressões:
- Sou do tempo em que Caiado, Maluf, Collor, Aureliano disputavam eleições presidenciais. A direita explicita e clara.
- Hoje estes representantes da direita (com exceção do Aureliano)SIC estão apoiando uma das candidaturas. Óbvio que não são as do Zé Maria (PSTU) e nem a do Plínio (PSOL).
- Alianças amplas e pragmáticas a parte é bom lembrar que dos(as) quatro(as)candidatos(as) que a Band aceitou em seu debate, três são oriundos(as) do PT - a saber Marina Silva, Plinio Arruda Sampaio e Dilma Roussef. O quarto - José Serra - foi presidente da UNE e exilado político.
- Alguém imaginaria este quadro há 10 anos?
- Mas, e sempre tem um, irão argumentar que - Fulano foi da UNE, exilado e hoje está com..., o outro era democrata cristão e hoje é ..., a outra foi guerrilheira e hoje ... Sicrana era católica e hoje...
- A questão pra mim é que nenhum(ma) dos(as) candidatos(as) nega seu passado ou seu presente de esquerda. Os dois últimos presidentes assim o fizeram pois um afirmaou - "esqueçam" o que escrevi o e outro disse que "nunca foi de esquerda".
- lero-leros à parte o debate no formato adotado pela band favoreceu um "confronto"
entre os "pisando em ovos" Dilma e Serra. Cada um querendo manter sua posição nas pesquisas e se possível avançar. Dilma mais tensa e nervosa que Serra. E as propostas parecidíssimas.
- O "ninguem me ama, ninguém me quer" que o Plinio insistia em repetir, fazia parte do jogo. Portanto a tática do Serra e Dilma foi a de chamar pra si o foco.
- Plinio com um bom humor de quem sabe que está ali cumprindo tabela - foi o melhor.
- "O Serra é hipocondríaco, só fala em saúde", "Marina você parece que é do PT", "Marina você é ecocapitalista" foram alguns dos dardos venenosos disparados por Plínio.
- O objetivo estratégico de marcar a diferença, de aprofundar a questão do socialismo, de Plinio, que reputo correta pode atrapalhar os sonhos parlamentares de vários candidatos pelo Brasil que não estão até, por tática eleitoral, com um discurso mais radical.
- Marina passa a impressão de querer o lugar de Dilma no coração de Lula.
- Plinio e Dilma foram os únicos a não ficar desfiando o passado como: o de pobre de Serra, ensinando matemática para chegar na universidade ou como o da Marina no Acre, fome, pobreza e sua relação com Chico Mendes sempre citada.
- Mas, no geral, todos apresentaram generalidades (que redundância). Cada um em seu quadrado, ou como disse Plinio, ele num quadrado e os(as)outros(as)em outro quadrado.
- Falta à mídia abrir espaço para os outros Candidatos notadamente os de esquerda como o José Maria do PSTU.
- Caberia aos candidatos que se dizem democráticos, no mínimo lamentar, a não participação dos outros candidatos. Aliás, Plinio fez uma menção superficial.
- Até agora nada de novo no front.
Assinar:
Postagens (Atom)


