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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Diumtudo - Os dez discos de 2015 (6)


A pedido de Rogério Ribeiro selecionei meus 10 discos de 2015. Ressalto que são discos dos que comprei durante o ano e não dos que foram lançados no ano. Cheguei a 26 discos, mas o amigo só queria dez. Ficaram muitos bons discos de fora da relação.

6 - GUINGA - Porto de Madama





quinta-feira, 20 de novembro de 2014

SACI - Guinga e PC Pinheiro

Via Rogério Ribeiro



Saci (Guinga e PC Pinheiro)

Quem vem vindo ali
É um preto retinto e anda nu
Boné cobrindo o pixaim
E pitando um cachimbo de bambu

Vem me acudir
Acho que ouvi seu assovio
Fiquei até com cabelo em pé
Me deu arrepio, frio

Quem vem vindo ali
Tá capengando numa perna só
Só pode ser coisa ruim
Como bem já dizia minha vó

Diz que ele vem
Montado num roda-moinho
Já sei quem é, já vi seu boné
Surgir no caminho

Quando ele vê que eu me benzi
E que eu me arredo, cruz credo
Solta uma gargalhada
Some na estrada
É o Saci

terça-feira, 30 de julho de 2013

Anoiteceu (Francis Hime-Vinícius de Moraes)

Por Alfredo Pessoa

Essa música foi gravada recentemente por Guinga e Francis. Guinga encontrou Francis num ônibus de aeroporto e disse..."meu ídolo vamos gravar um disco violão e piano com nossas músicas". Francis não teve como recusar, acionou o selo Biscoito Fino e deu o tom musical a nova parceria produzida por Paulo Aragão. Com duas almas grandes dessas, sempre vale a pena.


Anoiteceu (Francis Hime-Vinícius de Moraes)


(Am7(9) D7/A F6/A Dm6/A)     
          
Am7(9)  A7(9/4)  Am7(9)   A7(9/4)  Am7(9) 
A luz morreu         o céu perdeu   a cor
 Am7(9)  D7/A       F6/A     Dm6/A    Am7(9) 
Anoite...ceu      no nosso grande       amor 
          Dm6/A    Am7(9) Dm6/A  Am7(9)  
A luz morreu     o céu perdeu a cor 
Am7(9)  D7/A    F6/A    Dm6/A     Am7(9)
Anoite...ceu     no nosso grande    amor 
      D7/A    F6/A Dm6/A      Am7(9)
No nosso     grande             amor 
          Dm6/A  Am7(9)   Dm6/A  Am7(9) G7(13) G7  C7M 
Ah leva a solidão de mim tira esse amor dos olhos meus
C7(9) F7M              Bm7(b5) E7(b9)     Am7
           Tira a tristeza ruim         do        adeus 
        C7/9      F6               F7M   Bm7(b5) E7(b9)       Am7 
Que ficou em mim que não sai de mim pelo amor de Deus 
         Dm6/A Am7(9)  Dm6/A  Am7(9)  G7(13) G7   C7M
Vem suavizar a dor          dessa paixão que anoite...ceu 
C7(9) F7M           Bm7(b5) E7(b9)     Am7 
          Vem e apaga do corpo             meu 
          C7(9)  F6                 F7M Bm7(b5) E7(b9)     A7(9)  
Cada beijo seu porque foi assim que ela me enlouqueceu
            Dm6/A    A7(9)  Dm6/A   A7(9)
            Fatal        cruel, cruel      demais 
 Am7(9)       D7/A    F6/A    Dm6/A     Am7(9)
Mas não faz mal quem ama não tem    paz 
                   D7/A     F6/A Dm6/A         Am7(9)
Mas não faz mal quem ama não tem    paz

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

SACI - GUINGA E PAULO CÉSAR PINHEIRO

Via Eva Caldas





SACI (GUINGA E PAULO CÉSAR PINHEIRO)

Quem vem vindo ali
É um preto retinto e anda nu
Boné cobrindo o pixaim
E pitando um cachimbo de bambu

Vem me acudir
Acho que ouvi seu assovio
Fiquei até com cabelo em pé
Me deu arrepio, frio

Quem vem vindo ali
Tá capengando numa perna só
Só pode ser coisa ruim
Como bem dizia minha vó

Diz que ele vem
Montado num roda-moinho
Já sei quem é, já vi seu boné
Surgir no caminho

Quando ele vê que eu´me benzi
E que eu me arredo, cruz credo
Solta uma gargalhada
Some na estrada
É o Saci

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Incompatibilidade de renda


por Lucas Nobile - O Estado de S.Paulo
Infelizmente, Aldir Blanc não é o único a receber imenso reconhecimento por parte do público e do meio musical e não ser devidamente remunerado por suas criações. No passado, nomes como Nelson Cavaquinho e os portelenses Argemiro do Pandeiro e Jair do Cavaquinho morreram com os bolsos vazios. A bola da vez escolhida pelo descaso é Hélio Delmiro. Para se ter uma ideia, o compositor, guitarrista e violonista referencial está internado no Rio com problemas cardiovasculares e, sem condições de pagar seu próprio tratamento, ganhou dos amigos e conhecidos destaque no blog solitarioousolidario.wordpress.com para captar doações para Delmiro.


"O direito autoral é uma gangorra, né? Eu sempre me pergunto como estarão nomes como Casquinha, Zé Luiz do Império e tantos outros que deveriam ser tratados como patrimônios nacionais, mas não são. O caso do Helinho é ainda pior, porque acho que nem plano de saúde ele tem, se bem que eu costumo chamar esses planos de planos de doença. Às vezes, você tem até de entrar na Justiça, mesmo que sem sucesso", comenta Aldir.
Sobre ações judiciais, o compositor já teve de mover algumas. As próprias experiências revelaram que ter ganho de causa nem sempre significa receber a indenização. Há alguns anos, o PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) usou em uma campanha política Querelas do Brasil, de Aldir e Maurício Tapajós. "Eles usaram a música indevidamente, sequer nos consultaram. Abrimos um processo, ganhamos em última instância e teríamos de receber R$ 80 mil. Meu advogado, Eduardo Goldenberg, entrou em contato com Roberto Jefferson. Ele disse que não tinha o dinheiro e que não pagaria. Teriam de se desfazer dos bens, mas isso não acontece. A Justiça não funciona no Brasil", diz Aldir.
A luta do compositor pela justa remuneração da classe de seus pares e outros artistas não é de hoje. No passado, ao lado de outros nomes importantes, Aldir foi um dos fundadores de diversas entidades de controle e discussão sobre os direitos autorais. Entre elas, a Sombras (sociedade responsável pela arrecadação de direitos autorais), a Saci (Sociedade de Artistas e Compositores Independentes) e a Amar (Associação dos Músicos, Arranjadores e Regentes).
Na primeira metade dos anos 1970, O Mestre-Sala dos Mares, gravada por João Bosco, Kid Cavaquinho, por Maria Alcina, Dois Pra Lá, Dois Pra Cá, por Elis Regina, e De Frente Pro Crime, pelo MPB-4, todas em parceria com João Bosco, estavam entre as 12 músicas mais tocadas no Brasil. Até hoje Aldir não recebeu o dinheiro dos direitos relativos àquele período. "A Sombras me custou caro. Na época, eu fui sumariamente excluído pela Sociedade Independente de Compositores e Autores Musicais. Como venceu o decurso de prazo, eu nunca vi aquele dinheiro, nunca recebi por aquele período", reclama o letrista sobre as associações.
Trajetória estelar. Foi justamente nos anos 1970 que Aldir despontou para o País como um dos maiores letristas de todos os tempos. Ainda no começo da década, em parceria com Sílvio da Silva Júnior, classificou alguns temas em festivais, além de compor Amigo É Pra Essas Coisas, pulsante até hoje. Logo depois, conheceria João Bosco, com quem formaria aquela que é considerada por muitos como a tabelinha mais perfeita da música brasileira. Ao lado do violonista, cantor e compositor mineiro, foram sucessos como O Bêbado e a Equilibrista, Agnus Sei, Bala com Bala, O Mestre-Sala dos Mares, Dois Pra Lá, Dois Pra Cá, Caça À Raposa, Kid Cavaquinho, O Ronco da Cuíca e Incompatibilidade de Gênios, entre outros.
Grande parte do repertório foi eternizada na voz de Elis, ganhando também belos registros de João Bosco. No meio da caminho, Aldir ainda emplacou temas nas vozes de Elizeth Cardoso, Djavan, Clementina de Jesus, Fafá de Belém, Simone, Ângela Maria, MPB-4 e Clara Nunes. Ao longo da carreira, mais gente renomada gravaria Aldir, como Nana Caymmi, Walter Alfaiate, Paulinho da Viola, Edu Lobo e tantos outros.
Na década de 1980, destaque para os discos autorais com Maurício Tapajós e Moacyr Luz. Em 1988, ele conhece Guinga, que se tornaria um de seus parceiros mais constantes, tendo temas gravados nos discos do amigo também vascaíno, entre 1991 e 2009, como Simples e Absurdo, Delírio Carioca, Cheio de Dedos, Suíte Leopoldina, Cine Baronesa, Noturno Copacabana, Casa de Villa e Saudade do Cordão.
"Hoje eu recebo 70%, 80% menos do que recebia há dez anos. Eu não culpo o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição). A culpa é da pirataria e da internet, que causaram esse desmoronamento dos direitos para os autores. A CPI do Ecad pode até acontecer no sentido de modernizar a instituição, mas ela já começou mal intencionada. Outro dia, um senador do PSOL, cujo nome me foge agora, disse que havia conversado comigo e apresentou minhas ideias lá. Eu nunca vi esse sujeito na minha vida, é um absurdo."
Atualmente com seu tema e de João Bosco, Bijuterias, na abertura de O Astro, na Rede Globo, o compositor também faz críticas à distribuição que recebe dos direitos sobre composições suas em novelas da emissora exibidas no exterior. "Tenho mais de 30 músicas em novelas e dez aberturas. Muitas viajam pelo mundo e eu não recebo. Só coisas cômicas, como os R$ 2,30 da novela exibida em Israel", reclama.
Desenganos à parte, Aldir chega aos 65 anos enredado por familiares, amigos e parceiros conquistados em mais de quatro décadas de carreira, com especial devoção a Elis (1945-1982). Tem saudade da infância no Estácio, lembra com carinho das passagens por Vila Isabel, Largo da 2ª-Feira, e enche a boca para falar da escola do coração, o Salgueiro, e da neta Cecília. É um contador de histórias nato. Seja em verso ou em prosa, Aldir Blanc segue como um dos mestres da palavra no País. "Eu não dirijo, minha mulher tem um Corsa, dos mais baratos, encostado na garagem. Tenho quatro filhos fazendo especializações e cinco netos. Preciso ajudá-los, e frequentemente tenho de fazer empréstimos", completa o letrista.
ANTOLOGIA
Com João Bosco
O Bêbado e a Equilibrista
O Mestre-Sala dos Mares
Incompatibilidade de Gênios
Bala Com Bala
Caça à Raposa
Agnus Sei
Kid Cavaquinho
De Frente Pro Crime
Falso Brilhante
Ronco da Cuíca
Transversal do Tempo
Linha de Passe
Com Guinga
Catavento e Girassol
Sete Estrelas
Canibaile
Choro pro Zé
Baião de Lacan
Chá de Panela
Mingus Samba
Yes, Zé Manés
Orassamba
Abluesado
Tudo Fora de Lugar
DEPOIMENTOS
João Bosco
Compositor, violonista e cantor
"É muito difícil falar assim do Aldir, já que a gente é muito próximo. Fica difícil fazer uma análise com distanciamento da nossa parceria. Só posso resumir dizendo que ele é um grande amigo desses anos. Aldir é um parceiro de todas as horas, de todos os momentos. Sem contar que é um contador de histórias único, fantástico. Ele é mesmo um mestre da palavra."
Paulo César Pinheiro
Letrista, poeta e escritor
"Aldir é meu amigo desde os tempos da adolescência. Nós temos uma relação de irmãos. Tanto que em aniversários anteriores dele eu o presenteei com dois poemas, um deles é Irmão de Sangue. Se não consegui resumir em dois poemas o que eu sinto por ele, não será aqui. O que posso dizer é que todo mundo conhece esse lado de cronista, de gozador, que ele é craque, mas tem um lado dele que pouca gente conhece, que ele não demonstra muito, não sei o motivo, mas é quando ele se mete a escrever com lirismo, mostrando o lado sentimental, derramado. Nesse tipo de escrita ele é imbatível."
Edu Lobo
Compositor, cantor e violonista
"É um grande letrista e eu poderia falar de muitas letras fantásticas que ele costuma fazer. Para simplificar, vou me ater a Bala Com Bala, parceria com outro craque, João Bosco, que tive a alegria e o prazer de gravar: é uma obra-prima e, já que o Aldir gosta de futebol, um "gol de placa"."
Leila Pinheiro
Intérprete
"A importância do Aldir é incontestável. Ele é um dos pilares da poesia moderna, é uma escola para as grandes e novas gerações de poetas. O Aldir tem um estilo inconfundível, próprio. Você lê uma frase e já sabe que é dele, é raro, com uma importância vasta com todos os parceiros com quem ele gravou. Para mim, a parceria mais particular, mais diferente é a dele com o Guinga. Eu tive uma experiência muito alucinante de ter gravado o Catavento e Girassol, em 1996. Em muitos casos, a gente trabalhava nos arranjos sem ter ainda a letra do Aldir. Depois ele mandava a letra por fax. Às vezes, a gente mudava uma palavrinha ou outra, quase nada. Eu já sabia que iria me deparar com um universo muito ousado com aquelas composições de Guinga e Aldir." 

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Que nem manequim - Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro

Por Alfredo Pessoa
Maurício Tapajós

Tem um vídeo no Youtube (enviado por Márcio Tapajós, 2006) em que Guinga executa no violão esta música. Todas as notas estão no vídeo, inclusive ele toca suave e devagar, parecendo querer passar a cifra de modo mais fácil (como se isto fosse possível) ao parceiro que fita atentamente o arranjo primoroso. No final rola até choro entre amigos. Do minuto 2:27 até o final a lente só foca o braço do violão e portanto toda a cifra de "Que Nem Manequim" - bela música, bela letra, extraordinária interpretação.


Endereço: http://www.youtube.com/watch?v=Fxn6iYWpknk(Guinga tocando pra tod@s..."Que Nem Manequim" de Maurício Tapajós e P.C. Pinheiro). A cifra tá na cara. O difícil é a execução. Com o Guinga, não tem jeito, tod@s temos que suar. Bons estudos.

Registro de Gravação: disco Sobras Repletas (2006) com músicas de Maurício Tapajós - Vários Intérpretes: Guinga, Chico Buarque, Clara Nunes, Zé Renato, Zélia Ducan, Joyce, Salmaso, Dori Caymmi, MPB-4 e outros.

P.S. a tradução da cifra atende a sugestão de Rogério.

Que Nem Manequim (Maurício Tapajós/P. C. Pinheiro)

F6/9(b5)/C Fm7/C Fm6/C F6/9(b5)/C Fm7/C Fm6/C Am7/11(#5)G#m6/11(b5)
F7+/9/C F7/9-/C
Ando falando sozinho. Fingindo que é verdade
F6/C Fm/C
Que te encontro mais tarde
C6(#7)/G C6(#7)/F#
Ando ouvindo calado esse som do passado
Am7/11(#5) Dm4(#11)/B
E uma angústia me invade
Gm7/9 Gm7(9)/C C6/9-
Ando vagando pensando demais
C6/F#
Ja não tenho vontade
Fm6 Em5+
Não bebo Não fumo Não como Não durmo
Ebm5+(6) Am7+/D
Não sei o que faço
C#7/9+ C6(#7)/G Fm11/6(#7)
Com essa saudade
F6/B Bb7/E
Ando com os olhos distantes
Am9 Am9/Ab Am9/G
Ausente de tudo que nem manequim
C6/F# B7/b9(#11)
Ando sem brilho de vida
Dm5-/7(11) G7/9-
Ando perdido de mim


Metodologia
F6/9(b5)/C = 810770X = 8ª casa sexta corda (bordão), 10ª casa quinta corda, 7ª casa quarta corda, 7ª casa terceira corda, (0) é a segunda corda solta pela posição (penúltima) e X, primeira corda, não toca. Os dedos é pela arrumação cental.
Fm7/C = 8111310XX (oito, onze, treze, dez)
Fm6/C = 8111210XX (oito, onze, doze, dez)
Am7/11(#5) = 55350X
G#m6/11(b5) = 45360X
F7+/9/C = 81079XX
F7/9-/C = 8978XX
F6/C = 8877XX
Fm/C = 8865XX
C6(#7)/G = 33220X
C6(#7)/F# = 23220X
Dm4(#11)/B = 78608X
Gm7/9 = 35736X
Gm7(9)/C = X3736X
C6/9- = X32225
C6/F# = 232255 (dois, três, dois, dois, cinco, cinco)
Fm6 = 1301XX (hum, três, zero, hum)
Em5+ = 07958X
Ebm5+(6) = X6957X
Am7+/D = X5655X
C#7/9+ = X43100
Fm11/6(#7) = 110110 (hum, hum, zero, hum, hum, zero)
F6/B = 7877XX
Bb7/E = 05633X
Am9 = 5X250X
Am9/Ab = 4X250X
Am9/G = 3X250X
B7/b9(#11) = X21211 (dois, hum, dois, hum, hum)
Dm5-/7(11) = X55111
G7/9- = 3X310X

quarta-feira, 16 de março de 2011

Elis - Bolero de Satã

Este vídeo é porrada. Elis, Cauby, Guinga e PC Pinheiro juntos em  - Bolero de Satã





Bolero de Satã ( Guinga e PC Pinheiro)


Você penetrou como o sol da manhã
E em nós começou uma festa pagã
Você libertou em você a infernal cortesã
E em mim despertou esse amor
Atormentado e mal de Satã
Você me deixou como o fim da manhã
E em mim começou esse angústia, esse afã
Você me plantou a paixão imortal e mal sã
Que me enraizou e será meu maldito final amanhã
E agora me aperta a aflição
De chorar louco e só de manhã
É a seta do arco da noite
Sangrando-me agora
São lágrimas, sangue, veneno
Correndo no meu coração
Formando-me dentro esse pântano de solidão