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segunda-feira, 10 de março de 2014

Elvira Helena

Uma das boas indicações de Aquiles em sua Coluna: O som do Aquiles. No Vida e Arte do O POVO>
O CD de Elvira Helena.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Samba antigo



Samba Antigo
    (Miltinho "MPB-4" / Mário Negrão / Paulo César Pinheiro)
    Citação: "Mascarada" (Zé Kéti / Elton Medeiros)

quinta-feira, 2 de maio de 2013

LENDAS E MISTÉRIOS DA AMAZÔNIA

Por Marcus Vinicius

Lendas e Mistérios da Amazônia (Catoni, Jabolô e Waltenir). Com Chico Buarque e MPB4. Este foi o samba da Portela, em 1970, último ano em que a azul e branco foi campeã sozinha do carnaval carioca.





sábado, 2 de fevereiro de 2013

A Velhice da Porta Bandeira - com MPB4

Por Marcus Vinicius

Para uma amiga que renunciou ao posto de porta bandeira. No caso dela não foi velhice.



Velhice da Porta Bandeira

Ela renunciou
A Mangueira saiu, ela ficou
Era porta-bandeira
Desde a primeira vez
Por que terá sido isso que ela fez?

Não, ninguém saberá
Ela se demitiu, outra virá
Ninguém a viu chorando
Coisa tão singular
Quando a bandeira tremeu no ar

Ô... quando toda avenida sambou
O seu mundo desmoronou
Ela se emocionou
Perto dela ela ouviu, alguém gritou:
"Viva a porta-bandeira",
"Sou eu", ela pensou
Mas foi a outra quem se curvou
Ô... quando toda avenida sambou
O seu mundo desmoronou
Ô... quando a porta-bandeira passou
Quem viu
Ela se levantou e aplaudiu

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

CONTIGO APRENDI - MPB4



CONTIGO APRENDI, (Armando Manzanero, versão de Miltinho (MPB4))

Arranjo instrumental: Miltinho e Toninho Horta 
Arranjo vocal: Miltinho 
Participação especial: Toninho Horta 

Contigo aprendi
Que cada instante pode ser inesquecível
Contigo aprendi
A acreditar em sonhos que se realizam
Aprendi
Que a semana esconde mais que sete dias
A dar valor às minhas raras alegrias
A ser feliz, feliz, contigo aprendi
Contigo aprendi
A descobrir o brilho por detrás da Lua
Contigo aprendi
Que nada mais importa quando estamos juntos
Aprendi que pode um beijo ser mais doce e mais profundo
Que a vida pode terminar em um segundo
As coisas belas eu contigo já vivi
E contigo aprendi
Que eu nasci no dia em que te conheci

CONTIGO APRENDI - cd do MPB4 comentado, por Magro Waghabi




O quarteto de violões Maogani me impressionou desde a primeira vez que eu os ouvi tocando uma música dos Beatles. Desde então fiquei apaixonado por eles, amor à primeira escuta. Foi com muita excitação e com muito prazer que eu soube que eles aceitaram o convite para participar de três faixas do nosso disco de boleros. Evidentemente, ficou maravilhoso.

E é o Maogani que toca na faixa que abre o disco, SABE DEUS, de Álvaro Carrilho com versão de Caetano Veloso. O arranjo do Paulo Aragão, escrito sob medida pro meu arranjo vocal, é muito gostoso. Tem a sonoridade que só essa soma de violões que vai do 7 cordas até o violão requinto pode oferecer pros ouvidos da gente. Os solos de Marcos Alves no violão de 6 cordas e de Maurício Marques no violão requinto são muito bonitos e completam a versão belíssima de Caetano Veloso. Guello fez aquilo que todo bom percussionista faz: vestiu e calçou com elegância o arranjo de Paulo Aragão.

A sonoridade de ondas do mar criada por Guello, serve de base para a introdução feita pelo Duofel para "La Barca", de Roberto Cantoral, que, na versão de Carlos Rennó, se chamou A BARCA. O Duofel tocou em 3 faixas desse disco. Foi nosso primeiro convidado para esse projeto, e com eles trabalhamos de forma diferente dos outros que tocaram no CD. Os arranjos instrumentais foram feitos primeiro por Fernando e Luiz e, sobre eles, eu criei os arranjos vocais. Eu chamo a atenção para os solos deles no intermezzo da música.

Vitor Ramil se decidiu por um belo bolero de César Portilho de La Luz,CONTIGO NA DISTÂNCIA, para fazer sua versão. O Trio Madeira Brasil aparece, em sua primeira participação no disco, com um bonito arranjo de José Paulo Becker, onde podemos ouvir o solo lindíssimo do Ronaldo no bandolim.

Miltinho escolheu, para fazer a versão e o arranjo, o belíssimo bolero de Armando Manzanero, CONTIGO APRENDI. O arranjo de base ficou a cargo do inimitável Toninho Horta – uma base criada com dois violões, ele com ele mesmo, é claro. A bonita harmonia do Miltinho, uma introdução bolerística muito bonita também e um intermezzo muito bem criado, somados à sensível percussão de Guello, contribuem para enriquecer o bolero de Manzanero, título ao disco.

QUIÇÁ, QUIÇÁ, QUIÇÁ, eis aí um “sacudido” chá-chá-chá! A versão da música do cubano Oswaldo Ferrez foi feita pelo querido poeta Hermínio Belo de Carvalho. A cozinha criada por Guelo é simplesmente irresistível: tem que dançar! O arranjo foi o último a ser gravado para o disco. A base do Trio Madeira Brasil, num arranjo instrumental do José Paulo Becker, também participa do balanço. Prestem atenção nas intervenções, principalmente de Ronaldo no bandolim, na dobra do andamento, criada pelo tremendo percussionista Guelo e no final também inusitado.

Agustin Lara escreveu “Solamente uma vez”, que na versão de Fernando Brant recebeu o título EU AMEI UMA VEZ. Um bolero com uma bela versão e uma curiosidade: é só ouvir o arranjo vocal que você vai perceber que ele não é meu nem é do Miltinho... E de quem é, então? É de um ídolo nosso, Carlos Vianna. Ele foi arranjador de um grupo vocal dos anos 1960, que nós do MPB4 admirávamos muito, O Quarteto. Quis o acaso e a sorte que eu reencontrasse esse amigo aqui em São Paulo e, mais ainda, que ele aceitasse o convite para fazer dois arranjos para esse disco de boleros. Um belo arranjo. Note-se a harmonia diferenciada de Carlos Vianna, a leveza da percussão de Guelo e, como não podia deixar de ser, Toninho Horta brilhando mais uma vez com seus dois violões.

O arranjo do gaúcho Maurício Marques, um dos Maogani, para TU ME ACOSTUMASTE (Frank Domingues), numa versão de Abel Silva, ficou bem interessante. Ele explorou as nuances de um conjunto de choro com o Maogani, usando desde o violão requinto, a guisa de bandolim, até o violão de 7 cordas de Paulo Aragão. Mais um arranjo feito sobre um arranjo vocal meu, com a percussão de apoio do Guelo. Eu chamo a atenção, neste bolero, para dois detalhes: uma modulação inesperada no intermezzo e um final, também inesperado, com baixa de meio tom no último acorde.

SABOR EM MIM, um bolero de Álvaro Carrilho, com versão do poeta José Carlos Costa Neto, foi o primeiro dos boleros gravados para o disco. O primeiro arranjo feito pelo Duofel serviu de base para o meu arranjo vocal, no qual usei a introdução criada por eles, e repetida no intermezzo, para que as vozes dobrassem os violões.

O clássico bolero de Maria Tereza Lara, NOITES DE RONDA, recebeu uma bonita versão de Paulo César Pinheiro e Paulo Frederico. O tratamento instrumental dado pelo arranjo de Paulo Chaves para o meu arranjo vocal foi sob medida, ou seja, ele pegou a idéia de uma introdução de tango e aí, note-se, criou um belo crescendo, num cânone preparatório para início do bolero, feito em conjunto pelo MPB4 e pelo Quarteto Maogani. Ressalte-se também, na volta do intermezzo, o belo acompanhamento das cordas em surdina.

Carlos Vianna, novamente criando mais um belo arranjo, desta vez para MULHER (“Perfídia”, de Alberto Dominguez), com versão para o português feita por Carlos Colla. Além do belo arranjo de Carlos Vianna, prestem atenção no intermezzo, e... viaje até a Espanha, com o auxílio das castanholas e do cajon de Guello e do clima criado, mais uma vez, pelo grande Toninho Horta.

A moringa usada pelo percussionista Guello para RELÓGIO, de Roberto Cantoral, numa belíssima versão de Celso Viáfora é quase um contrabaixo dando a base para o arranjo, também do Duofel. A destacar o belo solo e as harmonias inusitadas que Fernando e Luiz criaram para este bolero. Eu chamo a atenção para a volta ao tema, cantado à capella.

Magro Waghabi, maio de 2012

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Candeias - Edu Lobo e Capinan


MPB-4 canta Candeias de Edu Lobo e Capinan
Candeias(Edu Lobo e Capinan)
Ainda hoje vou-me embora pra Candeias
Ainda hoje meu amor eu vou voltar
Da terra nova nem saudades vou levando
Pelo contrário, pouca história pra contar
Quero ver a lua vindo por detrás da samambaia
Rede de palha se abrindo
Em cada palmo de praia
Quero ver a lua branca clareando como um dia
E nos seus olhos de espanto
Tudo quanto eu mais queria
Ainda hoje vou me embora pra Candeias
Ainda hoje meu amor eu vou voltar
Da terra nova nem saudades vou levando
Pelo contrário, pouca história pra contar
E nas sombras lá de longe, lá onde o céu principia
Quero ver mestre proeiro no remo e na valentia
Procissão de velas brancas no sentido da Bahia
Procissão de velas brancas no sentido da Bahia
Da Bahia.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

MPB - 4


por Marcus Vinicius

Três músicas do LP "Bons Tempos, Hein ?!" de 1979 do MPB-4. Velho Ateu do Roberto Riberti e Eduardo Gudin, "Amigo da Onça" de Aldir Blanc e Sílvio da Silva Junior e Se o meu time não fosse o campeão de Gonzaguinha.
"Amigo é prá essas coisas" aparece aqui revisitada em "Amigo da onça"






01 - Fantasia (Chico Buarque)
02 - Se meu time não fosse o campeão (Gonzaguinha)
03 - Angélica (Chico Buarque - Miltinho)
04 - Tropicália (Caetano Veloso)
05 - Cálice (Chico Buarque - Gilberto Gil)
06 - Amigo da onça (Silvio da Silva Júnior - Aldir Blanc)
07 - Cebola cortada (Petrúcio Maia - Clodô)
08 - Circo de marionetes (Kledir Ramil - Kleiton Ramil)
09 - Pobre del cantor(Pablo Milanés)
10 - Nascente (Flávio Venturini - Murilo Antunes)
11 - Velho ateu (Roberto Riberti - Eduardo Gudin)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

RUY FARIA E O MPB 4

NA PÁGINA www.ruyfaria.com/misc.html, RUY FARIA ESCLARECE SUA SAÍDA DO MPB-4.


CARTA AOS LEITORES - O GLOBO, em 19/9/2007

Gostaria de esclarecer, a respeito da matéria no Segundo Caderno (11/9), que não saí do MPB4 alegando isolamento. Saí porque o Miltinho se apossou do grupo e me isolou. Fui obrigado a sair.

Nunca pedi 25% de nada e nem quero ganhar sem trabalhar, como foi dito. Fiz realmente uma ação reinvidicando os meus direitos sobre a marca MPB4: qual seria a demanda para shows dos três, e mais quem seja, sem a marca MPB4?

Como se sabe, cinco dias depois da minha saída o Magro pediu o registro da marca em nome dele. Pois bem, no começo da ação o juiz, sabiamente, concedeu a tutela antecipada, ou seja: que eles depositassem 20% (e não 25%) dos seus ganhos em juízo até o final do processo; decisão mantida pelos srs. desembargadores. E saibam que eles levaram um tempo desobedecendo à ordem judicial.

Hoje, já com 70 anos, só quero reaver, de alguma maneira, meus direitos sobre a marca que ajudei a criar e sedimentar durante mais de 40 anos, trabalhando muito. O processo continua seguindo seus trâmites na Justiça e eu não gostaria mais de falar sobre o assunto.
Só espero estar vivo pra ver o resultado.
RUY FARIA

Esta carta foi uma tentativa de dar um basta nas matérias que vinham sendo "plantadas" na imprensa.

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Pois é, depois de quase quarenta anos, saí do MPB4. Dentre vários motivos, o pior foi mesmo porque, pela segunda vez, contra a minha vontade, me impuseram o Miltinho como nosso produtor e empresário.

Agora, só pra ilustrar, vejam o que o Miltinho (o empresário imposto) declarou, logo depois que eu saí, ao Diário do Nordeste:
Repórter- No texto, ele (eu) afirma que chegou um momento em que ele sempre perdia por 3 a 1.

Miltinho - Então? Três a um é democracia. Então era o que ele tinha que ter feito mesmo, pegar a trouxa e ir embora.


Não me agrada falar nisto, mas como sempre me perguntam, aí vão trechos da carta que os enviei e alguns curiosos acontecimentos que se seguiram.

"Aquiles, Miltinho e Magro. Depois de muito sofrimento e angústia, aqui estou eu tomando uma decisão que jamais esperei ter que tomar um dia.... no limiar deste século as coisas foram ficando, a cada dia, piores e mais difíceis para mim. ...a principal delas foi que, pela segunda vez, me impuseram o Miltinho como nosso produtor e empresário, embora sabendo que eu sempre fui contra. Nestas circunstâncias, entendi que não adiantaria mais participar de qualquer reunião, pois seria sempre voto vencido. Isolado e descontente, busquei por todos os caminhos, alguma maneira de continuar trabalhando profissionalmente, ainda que de forma passiva nas decisões, para preservar a fonte do meu sustento. Afinal estavam em jogo 40 anos de imensa dedicação, prazer e orgulho. Resisti bastante, mas meu espírito guerreiro já não está conseguindo mais superar este isolamento, este desconforto e esta atroz sensação de impotência." "Pois aí está. Hoje, muito infeliz, e acuado desta maneira, não vejo outra saída, senão, aos 66 anos, me ver impelido a este perigoso e apavorante salto no escuro. Prevejo que nessa idade vai ser muito difícil a minha subsistência; assim, penso demandar alguma parcela dos ganhos gerados por esta entidade, que ajudei a construir durante quase dois terços da minha existência. É isso aí, não dá mais, estejam livres. Boa sorte! Ruy, Natal de 2003/Janeiro de 2004. ...PS1.: Por favor, me comuniquem os compromissos já assumidos ou apalavrados, pois tenciono cumpri-los todos, com o empenho de sempre; exceto relativos novos projetos para o grupo. PS2.: Se quiserem, estou à disposição para conversar a respeito, com todos, individualmente ou com qualquer representante. "

E aí, o quê aconteceu?

1 - No dia seguinte à carta, o Miltinho enviou-me o seguinte e-mail: "Ruy, ao ler sua carta,.... verifiquei que ficou faltando sua assinatura. Como se trata de uma decisão importante para todos nós, peço-lhe que, assim que for possível nos mande a carta devidamente assinada." (Louco pra ter certeza que eu ia embora mesmo, ou não?)

2 - Plantaram uma matéria facciosa, publicada no O Globo de 31/1.

3 - No dia 29/1 (5 dias depois da carta), o Magro fez um registro da marca MPB4, em seu nome, no INPI.

4 - Puseram, em tempo recorde, um substituto no meu lugar. Curiosa também foi a sua declaração de que, logo ao tomar conhecimento da minha saída, intuiu que entraria no meu lugar.