Mostrando postagens com marcador Rap. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rap. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 9 de maio de 2014
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Samba do Fim do Mundo - (Emicida/Felipe Vassão)
Samba do fim do mundo (Emicida/Felipe Vassão)
Somos a contraindicação do Carnaval
Nagô do tambor digital
Fênix da cinza de quarta, total
O MST da rede social
Sabendo de onde vêm as crianças, alarma
Assim como cê sabe de onde vem as armas
Grana de judeu, petróleo árabe, negócios
Mas sangue e suor são sempre nossos, chefe
Vai ter 157 e 12 lá
Enquanto a Unicef vier depois das HK
Sem blefe ou teoria
CDF do que não presta, olha pra esse lugar
E os rapper brinca de cafetão, vim tipo um afegão
Estoura o champanhe, ri da própria extinção
Corremos como Alain Prost
E o prêmio? Frustração, pondo pra baixo, tipo a sombra do Ghost
Nova Tropicália, velha ditadura
Nossa represália, fuga da vida dura
Ação necessária por nossa bandeira
Que isso é a reforma agrária da música brasileira
Quantas noites cortei
É importante dizer
Que é preciso amar, é preciso lutar
E resistir até morrer
Quanta dor cabe num peito
Ou numa vida só
É preciso não ter medo
É preciso ser maior
Somos a bomba, redenção, Napalm
Miséria, cartão-postal
Brasilândia, Capão, Vidigal
Estopim da guerra racial
Foi Amistad, pouca idade, hoje Jihad, problema
Revolução morena
Que se descobre
Quando vê no sistema essa máquina de moer pobre
Os porco reina, orgia
Favela queima como congresso deveria
Eu falo de suor e calos, traumas e abalos
Almas e ralos, São Paulo
Fumaça feia
Capitães do mato versus capitães de areia
Tristeza, pé no chão
No país referência em arma antimanifestação
Ódio na íris, drogas num pires, terra brasilis
Ambição, olhos de Osíris
E só parar quando pôr uma faixa preta no arco-íris
Quantas noites cortei
É importante dizer
Que é preciso amar, é preciso lutar
E resistir até morrer
Quanta dor cabe num peito
Ou numa vida só
É preciso não ter medo
É preciso ser maior
Ê,ê,ê,ê...
Ficha técnica
Voz: Emicida
Participações especiais: Fabiana Cozza e Juçara Marçal
Percussão: Carlos Café
Viola 10 (caipira), sanfona e programação: Felipe Vassão
Synths: Felipe Vassão e Maurício Fleury
Gravado no Parede e Meia por Bruno dos Reis, na Timbre e na Loud por Felipe Vassão e no C4 por Luis Lopes e Gabriel Bueno
sexta-feira, 3 de maio de 2013
A VIDA LOUCA DO LOBO E A VIDA LOKA DO MANO BROWN
por Preto Zezé
Lembro de Lobão aqui em Fortaleza, quando realizei um evento sobre a industria musical alternativa, achava bacana a ideia dele, o identificava como parceiro , apesar de discordar (o que é natural e legítimo).
O Tempo mostrou que as criticas que tinha, a respeito a forma que ele se relacionava com os músicos do seu selo, era semelhante as grandes gravadoras, em menor escala, óbvio e isso matava o processo.
Sinceramente, não esperava o LOBO MANDOU MAL, MANDA tão mal assim, MAL, apesar de saber do seu momento de invisibilidade artística rejeitado pela indústria, descartado pelo mercado, usar de expedientes baixíssimos desqualificado e desinformado, como acusar o Racionais de "braço armado do PT".
O LOBO, ao fazer essa comparação infeliz, não conhece o PT, tão pouco o Racionais, quem sabe, ambos.
Conheço o Brown, é meu amigo pessoal, suas músicas mudaram muito minha visão de mundo e sobre mim, em particular Negro Limitado.
Brown é filho de uma baiana, dona Ana, que se jogou para SP , tentar o sonho nordestino - de se dar bem na selva fria de Sumpaulu!
Diferente do LOBO, Brown, nunca dependeu de caprichos e escândalos de mídia para se projetar e vender disco, pelo contrario, escolheu o caminho árduo do rap brasileiro, de levar as demandas, sonhos e protestos de uma geração inteira, e por isso foi criticado perseguido, inclusive por alguns de seus pares do rap, um mais e outros menos leais nas criticas.
Diferente do Brown, LOBO, se falir, vai herdar herança espaços e estabilidade de vida, já o BROWN, através de sua música, sustenta algumas famílias e ainda convive com o mesmo povo que lhe acompanha no Brasil inteiro e até alguns problemas, como o conflito com a policia.
O LOBO, devia pelo menos se informar mais, já que vindo de origem e criação mais culta, tem acesso as informações sem falar que hoje alguns nomes do Rap pós Brown, como Emicida, MV BILL, Criolo, já ocuparam um espaço no "mainstream"como o LOBO gosta de falar, que possibilitam ao grande público, ter uma visão mais ampla do que temos de melhor e o melhor conteúdo.
LOBO, se era para ter ibope para dar visibilidade ao seu livro, você conseguiu, mas saiba, o mesmo Ibope que levanta, também derruba, e nessa idade e com sua trajetória, não esperava lhe ver de maneira tão apelativa, tentando vender livros em cima de um stress em cima do rap.
Por outro lado, isso só confirma, que para uns a rebeldia é moda, para outros essência de vida e existência.
PS: Vai procurar ouvir as musicas e conhecer um pouco a história do rap brasileiro. Quem sabe você melhora como pessoa e resolver algumas das suas crises pessoais/existenciais. Te garanto que você vai se sentir melhor!
![]() |
| Preto Zezé |
O Tempo mostrou que as criticas que tinha, a respeito a forma que ele se relacionava com os músicos do seu selo, era semelhante as grandes gravadoras, em menor escala, óbvio e isso matava o processo.
Sinceramente, não esperava o LOBO MANDOU MAL, MANDA tão mal assim, MAL, apesar de saber do seu momento de invisibilidade artística rejeitado pela indústria, descartado pelo mercado, usar de expedientes baixíssimos desqualificado e desinformado, como acusar o Racionais de "braço armado do PT".
O LOBO, ao fazer essa comparação infeliz, não conhece o PT, tão pouco o Racionais, quem sabe, ambos.
Conheço o Brown, é meu amigo pessoal, suas músicas mudaram muito minha visão de mundo e sobre mim, em particular Negro Limitado.
Brown é filho de uma baiana, dona Ana, que se jogou para SP , tentar o sonho nordestino - de se dar bem na selva fria de Sumpaulu!
Diferente do LOBO, Brown, nunca dependeu de caprichos e escândalos de mídia para se projetar e vender disco, pelo contrario, escolheu o caminho árduo do rap brasileiro, de levar as demandas, sonhos e protestos de uma geração inteira, e por isso foi criticado perseguido, inclusive por alguns de seus pares do rap, um mais e outros menos leais nas criticas.
Diferente do Brown, LOBO, se falir, vai herdar herança espaços e estabilidade de vida, já o BROWN, através de sua música, sustenta algumas famílias e ainda convive com o mesmo povo que lhe acompanha no Brasil inteiro e até alguns problemas, como o conflito com a policia.
O LOBO, devia pelo menos se informar mais, já que vindo de origem e criação mais culta, tem acesso as informações sem falar que hoje alguns nomes do Rap pós Brown, como Emicida, MV BILL, Criolo, já ocuparam um espaço no "mainstream"como o LOBO gosta de falar, que possibilitam ao grande público, ter uma visão mais ampla do que temos de melhor e o melhor conteúdo.
LOBO, se era para ter ibope para dar visibilidade ao seu livro, você conseguiu, mas saiba, o mesmo Ibope que levanta, também derruba, e nessa idade e com sua trajetória, não esperava lhe ver de maneira tão apelativa, tentando vender livros em cima de um stress em cima do rap.
Por outro lado, isso só confirma, que para uns a rebeldia é moda, para outros essência de vida e existência.
PS: Vai procurar ouvir as musicas e conhecer um pouco a história do rap brasileiro. Quem sabe você melhora como pessoa e resolver algumas das suas crises pessoais/existenciais. Te garanto que você vai se sentir melhor!
domingo, 23 de setembro de 2012
Assinar:
Postagens (Atom)


